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DO EL PAÍS

Ministério da Saúde informa que um homem de 61 anos, morador de São Paulo, esteve na região da Lombardia, na Itália, neste mês, e está internado no hospital Allbert Einstein

DO EL PAÍS

Ministério da Saúde informa que um homem de 61 anos, morador de São Paulo, esteve na região da Lombardia, na Itália, neste mês, e está internado no hospital Allbert Einstein

Funcionários do Aeroporto International de Guarulhos, em São Paulo, no dia 6 de fevereiro.
Funcionários do Aeroporto International de Guarulhos, em São Paulo, no dia 6 de fevereiro.AMANDA PEROBELLI / REUTERS (Reuters)

 Funcionários do Aeroporto International de Guarulhos, em São Paulo, no dia 6 de fevereiro.AMANDA PEROBELLI / REUTERS (Reuters)

Um dia depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertar para um risco de pandemia mundial do coronavírus, o Brasil testou seu primeiro caso positivo para a doença ?o Ministério da Saúde pondera, contudo, que ainda aguarda uma contraprova para confirmar essa infecção. Segundo as autoridades de saúde, um homem de 61 anos, que mora em São Paulo e cuja identidade não foi revelada, esteve na Itália de 9 a 21 de fevereiro, mais especificamente na região da Lombardia, onde foram identificados os primeiros contágios naquele país. Segundo o Ministério, o processo de validação dos resultados ainda está em curso. “A pasta recomenda, portanto, cautela sobre quaisquer informações que não sejam as oficiais, uma vez que a investigação não está concluída”.

O Hospital Israelita Albert Einstein, onde o paciente está internado, registrou a notificação de caso suspeito de Doença pelo Coronavírus 2019 (COVID-19) nesta terça-feira, por volta de 12h. “No atendimento, [o hospital] adotou todas as medidas preventivas para transmissão por gotículas, coletou amostras e realizou testes para vírus respiratórios comuns e o exame específico para SARS-CoV2 (RT-PCR, pelo protocolo Charité), conforme preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS)”, informou o Ministério da Saúde. O paciente “iniciou com sinais e sintomas (Febre, tosse seca, dor de garganta e coriza) compatíveis com a suspeita de Doença pelo Coronavírus 2019 (COVID-19)”, informam as autoridades de saúde, acrescentando que “o paciente está bem, com sinais brandos e recebeu as orientações de precaução padrão”.

São Paulo investiga outros três casos do novo coronavírus, dois na capital e um em Bauru. Já as autoridades de saúde pernambucanas se ocupam de investigar o caso de uma mulher de 51 anos que também chegou da Itália nesta terça-feira. “Chegou um caso que se enquadra na definição de suspeito”, disse o secretário estadual de Saúde, André Longo, como registra o site G1. “Se ampliou recentemente a definição de caso suspeito. Antes, falávamos da Ásia, agora falamos também da Europa. Essa paciente estava em deslocamento na Europa, na região de Milão, e veio para o Brasil via São Paulo, onde fez uma escala. Ela chegou ao Recife com alguns sintomas que se enquadram na nova definição de caso suspeito para a doença”, completou o secretário de Saúde.

Após ser relativamente controlado na China, onde surgiu, o novo coronavírus segue assombrando o mundo enquanto se espalha pela Europa, com mortes confirmadas na Itália e novas confirmações de contaminação na Espanha, na Croácia e na Áustria. Mesmo os Estados Unidos, que ainda não identificaram nenhum caso positivo, se preparam para o que consideram uma inevitável chegada da doença.

“Marcha da Quarta-feira de Cinzas”, Dalva de Oliveira: Relíquia da melhor música brasileira, um clássico da marcha-rancho da dupla genial Carlos Lyra-Vinícius de Moraes. Segundo um dos autores (Lyra) uma fusão da bossa nova (de fundo elitizante)  com as raízes populares. Foi lançada em 1962 no terceiro LP do compositor, “Depois do carnaval – O sambalanço de Carlos Lyra”. Depois mereceu inúmeras  regravações, merecendo inúmeras regravações sendo esta, de Dalva de Oliveira, uma das mais extraordinárias e empolgantes, feita em 1968, o ano que não terminou. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Representado como um dos bonecos do carnaval de rua de Olinda, Pernambuco, Sergio Moro se divertiu com a situação e disse que mandou representante para o evento.

Jair Bolsonaro também postou uma imagem dos bonecos e agradeceu apoio recebido nas ruas. O presidente postou uma imagem divulgada pela página Pau de Arara Opressor.

Além deles, figuras públicas controversas, como a ativista Greta Thunberg e o presidente francês Emmanuel Macron, estiveram no tradicional desfile ao lado de personagens fictícios como Patati e Patatá, Batman, Coringa e Hulk.

Por Guilherme Mazui, G1 — Brasília

Comissão de frente da Mangueira mostrou Jesus em baile funk e sendo agredido pela polícia — Foto: Marcelo Brandt/G1 Comissão de frente da Mangueira mostrou Jesus em baile funk e sendo agredido pela polícia — Foto: Marcelo Brandt/G1

Comissão de frente da Mangueira mostrou Jesus em baile funk e sendo agredido pela polícia — Foto: Marcelo Brandt/G1

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) criticaram nesta terça-feira (25) o enredo que a Mangueira apresentou neste domingo (23) no desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro.

A Mangueira fez uma versão moderna da vida de Jesus Cristo, representado como índio, mulher e morador de rua. Na comissão de frente, ele apareceu em sua representação clássica, um homem branco de cabelos longos e barba, sofrendo repressão policial. Um dos trechos do samba-enredo intitulado “A Verdade vos Fará Livre” diz: “Favela, pega a visão / Não tem futuro sem partilha / Nem Messias de arma na mão”.

 
 
Mangueira apresenta as várias faces de Jesus Cristo das minorias na avenida

Mangueira apresenta as várias faces de Jesus Cristo das minorias na avenida

Bolsonaro fez o comentário sobre o samba-enredo enquanto caminhava pela praia em Praia Grande, no litoral paulista, onde passa o carnaval. A caminhada foi transmitida por uma das redes sociais do presidente. Ele estava acompanhado de seguranças, de um dos filhos, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), e do deputado Helio Lopes (PSL-RJ).

Logo no início da transmissão, Bolsonaro reclamou do jornal “Folha de S.Paulo”. A primeira página da edição desta terça do jornal traz foto do desfile com o título “Mangueira usa imagens de Jesus para criticar Bolsonaro”. Para o presidente, a escola desacatou religiões.

“Vamos ver a reação do povo aí. Um dia vou ter alguma vaia também, né? E a imprensa vai divulgar (risos). A ‘Folha de S.Paulo’, hoje, foi buscar uma imagem no carnaval do Rio, uma imagem de uma escola de samba desacatando as religiões, né? Cristo levando uma batida de policial. Faz uma vinculação comigo. Estão buscando uma imagem no Rio para me atingir”, declarou.

O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, também criticou a Mangueira. Ele comentou o desfile em mensagem publicada em uma rede social.

“Sou defensor da liberdade de expressão , valor importante na Democracia !! Mas como Cristão não creio ser razoável usar a figura de Jesus, filho de Deus da forma que a escola de samba Mangueira fez !! Independente dos que acreditam ou não, respeitem os Católicos e Cristãos !!”, escreveu Ramos.

 

 

O ator José D’Artagnan Junior morreu no último domingo, 24 de fevereiro, no Rio de Janeiro. A notícia foi dada por Miguel Falabella, que fez uma homenagem ao amigo nas redes sociais. Casado com a autora Maria Carmem Barbosa, D’Artagnan tinha 64 anos e estava internado há três  semanas.

Miguel Falabella foi autor de várias novelas e programas dos quais D’Artagnan participou e usou o Instagram para lamentar a perda do amigo e agradecer pelos momentos alegres que passaram juntos.

Plácido Domingo participa de evento em NovaYork, em 2018 — Foto: Reuters/Shannon Stapleton Plácido Domingo participa de evento em NovaYork, em 2018 — Foto: Reuters/Shannon Stapleton

Plácido Domingo participa de evento em NovaYork, em 2018 — Foto: Reuters/Shannon Stapleton

O tenor espanhol Plácido Domingo, acusado por várias mulheres nos últimos meses de assédio sexual, afirmou nesta terça-feira (25) que lamenta o sofrimento causado e que assume “toda a responsabilidade” por seus atos.

“Quero que saibam que sinto muito pelo sofrimento que causei a vocês”, afirma o artista, de 79 anos, em um comunicado.

A declaração representa uma guinada na postura do tenor, que até agora havia negado com veemência as acusações.

O comunicado foi divulgado poucas horas antes de a Associação Americana de Artistas Musicais (AGMA) publicar as conclusões de sua própria investigação, anunciada em setembro do ano passado.

Nas conclusões, a AGMA aforma que Plácido Domingo teve um “comportamento inapropriado, do flerte até propostas sexuais, dentro e fora de seu local de trabalho”.

“Muitas testemunhas expressaram medo de represálias profissionais como razão para não falar antes”, indica a associação, antes de afirmar que seus administradores “aceitaram as conclusões do relatório e tomarão as ações correspondentes”, sem revelar detalhes sobre as medidas.

“Assumo toda a responsabilidade de minhas ações”, completa o cantor no texto, no qual afirma que entende que “algumas mulheres podem ter medo de se expressar abertamente, pelo temor de que suas carreiras sejam afetadas”.

Domingo, que em sua longa e prolífica carreira atuou nas óperas mais prestigiosas do mundo e venceu 12 prêmios Grammy, foi acusado por pelo menos 20 mulheres de beijá-las à força, agarrá-las ou acariciá-las, em incidentes que aconteceram, em alguns casos, há 30 anos.

Várias mulheres afirmaram que sofreram pressão do cantor par que tivessem relações sexuais com ele e que, às vezes, adotava represálias profissionais quando suas insinuações eram rejeitadas.

O tenor assegura que passou meses “refletindo sobre as acusações que várias colegas apresentaram” contra ele e acrescenta: “Respeito que estas mulheres finalmente se sentiram à vontade para falar”.

O cantor também indica que está “comprometido com promover uma mudança positiva na indústria da ópera, para que ninguém mais tenha que passar por uma experiência assim”. Ele disse ter “o desejo fervoroso” de que o mundo da ópera seja mais “seguro” para todos e que seu exemplo “estimule outros”.

O comunicado foi publicado poucas horas depois de um júri em Nova York declarar o ex-produtor de cinema Harvey Weinstein culpado de agressão sexual e estupro.

As denúncias contra aquele que foi um dos homens mais poderosos de Hollywood provocaram o movimento contra o assédio e as agressões sexuais #MeToo, que se ampliou por todo o mundo e em vários âmbitos, da política à música.

Após as acusações, Plácido Domingo abandonou em outubro a direção da Ópera de Los Angeles, cargo que ocupava desde 2003.

Também desistiu de se apresentar na Metropolitan Opera de Nova York. A Orquestra da Filadélfia e a Ópera de San Francisco cancelaram suas apresentações previstas para a temporada, assim como a Ópera de Dallas cancelou um concerto programado para março.

O espanhol, no entanto, seguiu com suas apresentações em vários países da Europa nos últimos meses. E nos próximos tem concertos programados para Hamburgo, Moscou, Madri, Viena, Verona e Londres.

fev
26
Posted on 26-02-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-02-2020



 

 Fred, NO PORTAL DE HUMOR

 

 

Manifestantes protagonizam incidentes graves nos arredores da Quinta Vergara, palco desse evento de música latina

Protestos contra o Governo em Viña del Mar, Chile.
Protestos contra o Governo em Viña del Mar, Chile.Leandro Torchio / EFE
 

O Festival Internacional da Canção de Viña del Mar teve um início conturbado nesta edição. O evento, realizado no Chile de forma ininterrupta desde 1960, é considerado o festival musical latino mais importante do mundo, com mais de 250 milhões de espectadores globais. Esse caráter ininterrupto chegou a estar em dúvida após o início, em 18 de outubro, da atual onda de convulsão social marcada por protestos pacíficos, mas também por incidentes de violência e graves denúncias de violações dos direitos humanos. A cúpula da Ásia-Pacífico, a cúpula climática COP 25 e a maratona televisiva beneficente Teletón foram cancelados por causa das revoltas, e nas redes sociais abundavam os apelas para que Viña fizesse o mesmo.

O festival, entretanto, aconteceu. Na noite de domingo, reuniu mais de 15.000 pessoas no parque Quinta Vergara, e sua transmissão alcançou 57 pontos no índice de audiência, uma cifra altíssima para a televisão chilena, o que na prática significa que não havia televisores que não estivessem sintonizados no evento. Mas a jornada foi eclipsada por graves fatos de violência: pelo menos oito automóveis foram queimados e 18 estabelecimentos comerciais e instituições foram saqueados ou sofreram danos nos arredores da Quinta Vergara, segundo o balanço preliminar das autoridades.

Um dos incidentes mais chamativos da jornada ocorreu no Hotel O’Higgins, que durante anos foi o local onde se hospedavam os principais artistas do Festival. Por volta das 18h, quebrando vidraças, um grupo de encapuzados entrou no local, onde há 385 hóspedes, dos quais 85% vinculados de alguma forma ao evento, entre jornalistas, produtores e o pessoal de algumas bandas.

Os distúrbios levaram a produção de Viña a suspender a apresentação inicial. A abertura do evento atrasou 15 minutos, e os apresentadores evitaram mencionar algumas autoridades, como a prefeita Virginia Reginato.

Os primeiros enfrentamentos começaram logo depois das 17h, quando mais de 300 manifestantes se reuniram nas imediações da Quinta Vergara, violando o cordão de isolamento imposto pelas autoridades. Agentes dos Carabineros (polícia militarizada) tentaram dispersar os manifestantes que se encontravam na praça Sucre, próxima ao recinto do festival. Os manifestantes destruíram uma concessionária de veículos localizada no centro de Viña del Mar, e atiraram um carro do segundo andar.

Durante a tarde deste domingo, além disso, grupos dos acampamentos (bairros com moradias precárias nas periferias) desciam dos morros de Viña para exigir melhorias em seus bairros. Entre o glamour e os atrativos turísticos da Cidade Jardim se esconde outro rosto: é a comuna (subdivisão do território chileno) com maior número de acampamentos no país, entre eles a vila Manuel Bustos, a maior favela do Chile, com uma superfície estimada em 57 hectares e onde residem mais de mil famílias.

Tensão política

A edição 2020 do Festival de Viña del Mar foi comparada à de 1988, quando o evento coincidiu com a prévia do plebiscito que levou ao fim da ditadura de Augusto Pinochet e a posterior convocação de eleições. Desta vez, e com um plebiscito se aproximando (em 26 de abril o eleitorado decidirá se quer ou não uma nova Constituição para substituir a Carta herdada da ditadura), a crise política e social pairou sobre cada uma das apresentações da primeira noite.

Os primeiros a mencionarem o tema foram os próprios apresentadores do festival, transmitido conjuntamente por dois dos principais canais de televisão chilenos, TVN e Canal 13. “Em momentos relevantes como o que vive nosso país, queremos que o festival seja a ponte que uma os chilenos”, disse Martín Cárcamo. O mesmo aconteceu durante a apresentação de Ricky Martin, encarregado de abrir o evento, que pediu aos chilenos que se expressem. “Com paz, mas nunca calados, exijam o que vocês merecem”, disse o cantor.

A onda de protestos também foi mencionada na apresentação do humorista e imitador Stefan Kramer, que falou do “despertar” do Chile desde 18 de outubro, com duras críticas ao Governo do Sebastián Piñera. “O Chile se cansou, chega de tanta injustiça. Vamos empatizar com quem sofre as desigualdades, vamos sair da bolha”, clamou Kramer, cujo relato se baseou em como uma pessoa como ele, com todos seus privilégios, foi interiorizando os protestos sociais, a ponto de pegar uma panela e sair para protestar também.

O Festival de Viña ocorre neste ano sob medidas de segurança inéditas: detectores de metais, cordões policiais e iluminação especial nos lugares próximos à Quinta Vergara. Somou-se a isso a proibição de cartazes, uma medida que, segundo alguns, procurava não afetar a visibilidade do público, embora com isso também se evitem as mensagens pejorativas contra as autoridades.

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