AOS LEITORES DO BAHIA EM PAUTA: Este artigo de Antonio Lina foi reproduzido por este site blog do espaço do jornalista e poeta Florisvaldo Matto no Facebook, a quem o BP agradece a iniciativa de divulgação na rede social de texto tão rico, informativo e relevante para a história e cultura da maior festa popular da Cidade da Bahia. Obrigado ao autor e ao divulgador. (Vitor Hugo Soares, editor).
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ARTIGO

CARNAVAL BAIANO, HISTÓRIA DA FOLIA

EVOÉ, MOMO!

Antônio Lins

“Colombina eu te amei, mas você não quis, eu fui para você um Pierrô feliz”.

É Carnaval na Bahia, o espelho onde a cidade toda se reflete, se olha se projeta ao mundo inteiro, se reconhece e se estranha, ano a ano. Herdeiro de muitas ancestralidades, de outros tantos festejos, equilíbrio precário e milagroso entre acordos e tensões, estados de espírito sensorialmente democráticos e espaços de exclusão e exclusividade; afro-latino, afro-barroco, uma possessão que toma conta e devora a cidade inteira.
Trio Elétrico, versão eletrificada do carro de Dionísio, a levar em seu rastro a coorte de entusiasmados sátiros, faunos e bacantes, corpos semi-desnudados por abadás e pinturas neo-tribais. Rola hoje, necessariamente, sobre azeitadas estruturas apolíneas, cuidadosamente planejadas, e movimenta poderosas forças econômicas e sociais.
Extraordinário engenho tecno-estético em cima do qual literalmente vem se configurando os rumos do carnaval baiano, com ecos por micaretas e carnavais de outras cidades, estados, países. Dos anos de 1980 para cá, foliões entusiasmados, com careta ou sem careta, caem no transe de sua magia, mundo afora.
Ao final dos anos de 1940, numa Bahia ainda modorrenta e auto-referente, Adolfo Antônio Nascimento – o Dodô – violonista nas horas vagas, e o engenheiro Osmar Macedo, exímio tocador de cavaquinho, se encantaram ao ouvir o violão elétrico de Benedito Chaves nos palcos do emblemático Tabaris.
Em 1950 o sábio governador Octávio Mangabeira promoveu um pré-momo no trajeto Campo-Grande — Praça da Sé, ao som da orquestra de frevo pernambucana “Os Vassourinhas”, levando a população soteropolitana ao delírio.
Dodô e Osmar amalgamam, então, o frevo, a guitarra elétrica. A Bahia explodia no Campo Grande. A partir da idéia dos carros de corso, a “dupla elétrica” restaurou um velho Ford Bigode-29 caindo aos pedaços e saiu às ruas, no carnaval do mesmo ano com seus “paus elétricos” ligados aos alto-falantes, com imenso sucesso.
Convidaram Temístocles Aragão, já instalados numa picape Chrysler com duas placas laterais que anunciavam: “trio elétrico”, patrocínio da Fratelli Vita, fabricante da melhor gasosa do país. Tocavam um frevo baiano instrumental contagiante.
Com a chegada de Caetano Veloso, Gilberto Gil e os Novos Baianos, a música do trio elétrico passa também a ser cantada, com letras de boa qualidade poética, como as do poeta José Carlos Capinam inesquecíveis, sem perder com isso uma gota de popularidade ou animação.
Na tradição antropofágica, o trio elétrico segue fiel ao seu início, na devoração sincrética de novos elementos, acompanhando a evolução do próprio carnaval e as transformações da sociedade baiana.
A “cultura afro”, o orgulho em ser negro, movimento que cresceu geometricamente entre a juventude baiana dos anos de 1970, foi incorporado tanto do ponto de vista sonoro, com o casamento do frevo com os ijexás, quanto do ponto de vista das artes visuais, em figurinos e decorações. Num corte para os anos de 1980, o Olodum, com seu “Faraó”, encorpa a epítome da música afro de tendência antropológica. Também a partir dos anos de 1980, com a chegada dos ritmos caribenhos e da lambada, Luiz Caldas, criador do axé music, aponta novas direções.
O trio elétrico estava definitivamente consolidado como a grande plataforma da música baiana. Ponto de encontro de todas as vertentes e possibilidades estéticas, o palco ambulante de maior poder conclamatório da velha e mágica cidade da Bahia.
Com a capacidade de renovação artística de Carlinhos Brown; a qualidade de Daniela Mercury; a beleza da voz de Ivete Sangalo, generosa mulher, que lança tantos talentos; Margareth Menezes e seus Mascarados, o borbulhar de Cláudia Leite, a alegria do Araketu, o arrastão de entusiasmo do Chiclete com Banana, a teatralidade cômica de Durval Lélis, entre tantos outros talentos que fazem o Carnaval da Bahia, sem esquecer, no entanto, Waltinho Queiroz, Edil Pacheco , Nelson Rufino e Walmir Lima.
Da fubica ao Chrysler, daí aos pequenos caminhões, a trajetória vertiginosa chegou às máquinas futuristas com capacidade para gerar iluminação a uma cidade de mais de 50 mil habitantes. A arte do trio é indissociável de sua técnica. Seu desenvolvimento técnico, indissociável da sua transformação em uma bilionária maquinaria de geração de negócios com cruciais repercussões sociais, éticas e estéticas.
O entusiasmo em excesso, sabemos, é limítrofe à violência. A presença física dos carros e seu poder ilimitado de amplificação sonora, claro, ensejam cuidados urgentes. O mesmo podemos dizer quanto a seu modelo estético e econômico.
Há que se preservar manifestações artísticas de uma trioeletrização compulsória e macaqueada, de baixa qualidade e nenhum significado cultural ou social? Todo grande poder gera, ou deveria gerar grandes responsabilidades, para as quais a sociedade civil, os poderes e toda sociedade, enfim, deveriam estar muito atentos.
“Colombina eu te amei, mas você não quis…” É carnaval na Bahia, mas… podia ser bem melhor.

Antônio Lins é poeta, cronista e jornalista baiano, residente em São Paulo.

“Fogão”, Maestro Duda e sua Orquestra: Um dos mais animados e extraordinários frevos pernambucanos pernambucanos que atravessa décadas e carnavais. Aqui em documento raro,filmado ao vivo por Ernesto Temporal, em dezembro de 2012, durante apresentação  do maestro Duda e sua Orquestra, na Sé de Olinda. Para ver, oivir, dançar e aplaudir, antes ou depois do belo artigo de Antônio Lins sobre o Carnaval da Bahia e suas raizes também no frevo que o sábio Otávio Mangabeira mandou importar através do grupo pernambucano “Vassourinhas” para incendiar de alegria da folia baiana, como conta Lins..Bravo!

BOM DIA!!!
(Vitor Hugo Soares)

Por Filipe Matoso e Gabriel Palma, G1 e TV Globo — Brasília

A Polícia Federal informou nesta segunda-feira (17) que avisou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter encontrado mensagens na internet com ameaças a ministros do tribunal. Segundo a PF, essas mensagens eram “genéricas” e não apresentaram indícios de que um ataque havia sido planejado.

Mais cedo, nesta segunda, o jornal “Folha de S.Paulo” informou que, no comunicado enviado ao tribunal, a PF avisou que os ministros poderiam ser alvos de uma célula terrorista. Ainda segundo a “Folha”, a informação chegou ao ministro Alexandre de Moraes, que o repassou a Dias Toffoli, presidente do Supremo.

“Nas últimas semanas, monitoramentos de rotina, realizados pela PF, encontraram trocas de mensagens, via DeepWeb, com ofensas e ameaças a autoridades da República (ministros do Supremo Tribunal Federal). Tais ameaças eram genéricas e não traziam indícios de qualquer planejamento elaborado de possível atentado”, diz um trecho da nota da PF.

“Todavia, cumprindo seu papel institucional e de forma preventiva, a PF informou ao ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do Inquérito n.º 4781, sobre a existência de tais mensagens”, acrescentou a corporação.

O inquérito mencionado pela PF foi aberto no ano passado, e Moraes é o relator do caso. O inquérito apura ofensas e ameaças a ministros do STF.

De acordo com a PF, as investigações sobre as mensagens seguem em sigilo e tramitam com o objetivo de identificar os responsáveis pela disseminação do conteúdo.

 

Parecer destaca que a manutenção de Adélio no presídio e não em um hospital de custódia ou instituição adequada, implica desobediência à Legislação. O MP pede a devolução imediata do preso à Juiz de Fora (MG).

Por G1 MS

Agressor de Bolsonaro, Adélio Bispo, tem doença mental, dizem peritos da Justiça — Foto: Reprodução/JN Agressor de Bolsonaro, Adélio Bispo, tem doença mental, dizem peritos da Justiça — Foto: Reprodução/JN

Agressor de Bolsonaro, Adélio Bispo, tem doença mental, dizem peritos da Justiça — Foto: Reprodução/JN

O Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul divulgou nota nesta segunda-feira (17) se posicionando contra a permanência de Adélio Bispo de Oliveira, preso por esfaquear o então candidato a presidência Jair Bolsonaro, no Presídio Federal de Campo Grande.

Em parecer enviado ao corregedor do presídio, o MPF argumenta que o sistema penitenciário federal não possui estrutura adequada para cumprir a medida de segurança de internação por prazo indeterminado, à qual Adélio foi sentenciado pelo Juízo da 3ª Vara Criminal da Subseção Judiciária de Juiz de Fora(MG). Adélio cometeu o atentado em 6 de setembro de 2018 e foi transferido para Campo Grande dois dias depois.

Uma decisão do juiz federal Bruno Savino, da 3ª vara da Justiça Federal em Juiz de Fora, afirmou que Adélio Bispo de Oliveira tem Transtorno Delirante Persistente e é inimputável, ou seja, não pode ser punido criminalmente. O Ministério Público requer a negativa do pedido de renovação da permanência de Adélio no presídio, com sua devolução imediata ao Juízo de origem, em Juiz de Fora (MG).

Na nota o MPF destacou: “não se questiona a gravidade do ato praticado por Adélio, que visava em última instância atacar pilares fundamentais da democracia, como a liberdade de voto e o direito fundamental de ser candidato. Entretanto, isso não pode servir de justificativa para adoção de soluções sem sustentáculo no ordenamento jurídico. O que o Ministério Público Federal pretende é salvaguardar a própria sociedade, permitindo que profissionais capacitados examinem continuamente a evolução da doença mental e da periculosidade de Adélio, de modo a impedir a sua desinternação antecipada”.

O Parecer do Ministério Público Federal pontua ainda que a manutenção de Adélio no Presídio Federal de Campo Grande e não em um hospital de custódia ou instituição adequada, implica desobediência à Legislação, configurando desvio de execução e tratamento desumano e degradante, que certamente contribui para o agravamento dos seus transtornos psíquicos e incremento de sua periculosidade.

fev
18

Boris Johnson põe em dúvida futuro da BBC

Governo revisa o sistema de financiamento da televisão pública do Reino Unido

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, durante um debate televisionado pela BBC realizado em junho.
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, durante um debate televisionado pela BBC realizado em junho.

Na parede do icônico edifício central da BBC em Londres, a Broadcasting House, pode-se ler uma citação de George Orwell: “Se a liberdade tem algum significado, é o do direito de dizer às pessoas o que elas não querem ouvir”. Como grande parte da obra do escritor e jornalista britânico, a frase tem a virtude de fortalecer posições opostas. Os jornalistas da rede pública expuseram livremente nos últimos três anos as contradições e erros dos eurocéticos em sua defesa do Brexit. Em troca, a ala dura dos conservadores está questionando o anacronismo, de acordo com o ponto de vista deles, de uma instituição que impõe seus custos aos contribuintes enquanto perde peso e relevância em um mundo controlado pelas grandes plataformas digitais de conteúdo por assinatura: Netflix, Disney ou Amazon.

A BBC celebrará seu centenário dentro de dois anos, e os festejos futuros foram ofuscadas por um ataque sem precedentes a seus fundamentos, seu financiamento e sua linha editorial por parte do novo Governo, de Boris Johnson. A ministra da Cultura, Nicky Morgan, contribuiu para o atual estado de nervos da equipe da corporação com seu discurso no início do mês em que usou como comparação a Blockbuster (a rede de aluguel de filmes em VHS e DVD que sucumbiu à era do streaming) para expressar suas dúvidas sobre o futuro da televisão pública. “Simplesmente, o mundo em que a BBC surgiu –e seu financiamento por meio do pagamento individual de uma licença– mudou a tal ponto que não o reconhecemos mais. Precisamos pensar com cuidado no que queremos que seja nos próximos anos”, antecipou.

Por ora, Downing Street começou a considerar a possibilidade de eliminar a sanção penal imposta pelo não pagamento da licença. Qualquer residente no Reino Unido que assista à programação da BBC, seja por meio de um receptor tradicional de televisão, por seu computador ou telefone celular, deve pagar uma taxa anual equivalente a 870 reais. Há um controle eficaz de cada casa, com inspeções in loco para verificar o uso de seus serviços. E uma ameaça de multa equivalente a 5.600 reais para os infratores. Os inimigos da BBC defendem a necessidade de “descriminalizar” a inadimplência. Como em toda guerra cultural, palavras são armas. A própria Morgan sugeriu em seu discurso a consequência improvável de acabar na prisão por ver o conteúdo da BBC sem pagar.

Imaginar um Reino Unido sem a BBC seria quase tão complicado como prescindir da casa de Windsor ou do Big Ben. Concentra em sua história tantas características e virtudes, e ao mesmo tempo tantas contradições e defeitos, que nenhum argumento no debate sobre sua existência pode ser definitivo. Seus defensores não conseguem encontrar a viabilidade econômica de um monstro que devora o equivalente a 27,5 bilhões de reais por ano (segundo dados de 2019), dos quais 20,6 bilhões provêm da taxa individual paga pelos cidadãos. E que ainda assim teve em 2019 um déficit de 291 milhões de reais. A série mais vista no Reino Unido em 2018 foi Bodyguard. A BBC precisaria de mais de 30 séries igualmente bem-sucedidas para manter o nível de audiência do ano anterior. Essa é a taxa de descenso. Os detratores tentam conciliar em cada ataque o evidente problema financeiro com a necessidade de preservar uma instituição que globalizou como nenhuma outra a essência da cultura britânica.

O privilégio legal mais relevante [da BBC] é sua capacidade de ter uma fonte de financiamento que não se baseia na decisão do público de usar ou não seu serviço, mas no simples fato de ter um receptor em casa. Isto é algo que distorce a concorrência com qualquer provedor alternativo de conteúdo”, escreveu o economista Philip Booth em seu relatório New Vision. Este trabalho é uma proposta encomendada pelo Institute of Economic Affairs (Instituto de Assuntos Econômicos ), entidade de pensamento conservador, para transformar a BBC em uma plataforma financiada por assinaturas de usuários.

Isso significaria, dizem os críticos, uma redução notável na produção de conteúdo. “As críticas daqueles que defendem que a BBC deveria reduzir seu tamanho pretendem sugerir que a televisão pública se dedica a inundar o mercado com conteúdo e reduz as possibilidades de produções de caráter comercial. Se deixar de fazer isso, pensam que vão proliferar essas últimas. Não acredito nisso. Pelo contrário, o que conseguiriam é afundar as produções britânicas”, argumentou Patrick Barwise, especialista em marketing da London School of Economics e um dos mais proeminentes defensores do futuro da corporação pública.

A BBC tem seu futuro garantido até 2027, graças ao Royal Chart que a corporação negociou com o Governo conservador de David Cameron. O tempo corre, e a equipe de Johnson (liderada por seu assessor Dominic Cummings, o gênio por trás do sucesso do Brexit e inimigo irado da corporação) começa a projetar sua vingança contra uma instituição que considera infestada por esquerdistas de viés comprovado. O presidente da BBC, Tony Hall, renunciou no início deste ano. Há uma estratégia clara em sua saída. O Conselho da corporação pode nomear um substituto que faça frente aos próximos anos sem que o Governo possa dizer algo sobre isso. E terá de se inclinar, dizem os especialistas, por uma pessoa mais focada nos desafios do novo ambiente digital do que na notícia que irá abrir o telejornal das 18 horas.

fev
18
Posted on 18-02-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-02-2020


 

Lute , no jornal

 

DO EL PAÍS

Time de Neymar vai até a Alemanha para disputar a partida de ida das oitavas de final do torneio europeu

Neymar e Mbappé treinam antes do jogo em Dortmund.
Neymar e Mbappé treinam antes do jogo em Dortmund.LEON KUEGELER / REUTERS (Reuters)

Borussia Dortmund x PSG se enfrentam nesta terça-feira, às 17h (horário de Brasília), na Alemanha, pela partida de ida das oitavas de final da UEFA Champions League. A partida será transmitida pelo canal TNT (tv fechada). O EL PAÍS também fará a cobertura ao vivo do confronto.

Depois de ficar ausente por quatro jogos do clube francês por conta de um problema na costela, Neymar voltou a ser relacionado para a partida na Champions. Mbappé, que desfalcou o Paris no último fim de semana, também está disponível. Brasileiro e francês têm a missão de carregar o PSG adiante na competição europeia, que é o principal objetivo dos franceses, depois das eliminações frustrantes contra Real Madrid em 2017-18 e Manchester United em 2018-19. Do outro lado, os alemães contam com a jovem dupla de ataque formada por Sancho e Haland, que é munida pelo experiente Reus, para tentar desbancar os favoritos no mata-mata.

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