Por Ana Luíza Carvalho, Arthur Guimarães, Leslie Leitão, Marco Antônio Martins e Lilian Marques, Jornal Nacional e G1 Rio

Polícia do Rio diz que ex-PM trocou de esconderijo antes de ser morto na Bahia

Polícia do Rio diz que ex-PM trocou de esconderijo antes de ser morto na Bahia

 

Quando ainda estava foragido, o miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega conseguiu escapar de uma ação policial passando por uma área de mangue e atravessando a nado uma lagoa que fica próximo a um condomínio de luxo na Costa do Sauípe, na Bahia.

A rota de fuga foi descoberta por policiais da Bahia e do Rio de Janeiro durante as investigações para tentar prender o ex-PM. O trajeto percorrido por Nóbrega foi revelado pelo Jornal Nacional nesta terça-feira (11).

Ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar fluminense, Nóbrega era suspeito de comandar um grupo que cometeu dezenas de homicídios: o Escritório do Crime.

 

Rota percorrida pelo miliciano Adriano da Nóbrega, segundo a polícia — Foto: Editoria de Arte TV Globo

Rota percorrida pelo miliciano Adriano da Nóbrega, segundo a polícia — Foto: Editoria de Arte TV Globo

 

Adriano da Nóbrega, segundo a polícia, foi morto no domingo (9) na cidade de Esplanada, município na Bahia, ao ser encontrado por agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) daquele estado.

De acordo com investigações, em dezembro Adriano da Nóbrega alugou uma casa – a de número 14D – em um condomínio de luxo na Costa do Sauípe. Lá, o capitão se exercitava diariamente na academia do condomínio.

 

Casa em condomínio de luxo na Costa do Sauipe alugada por Adriano em dezembro de 2019 — Foto: Reprodução

Casa em condomínio de luxo na Costa do Sauipe alugada por Adriano em dezembro de 2019 — Foto: Reprodução

Ao perceber que a polícia cercava o local, Adriano fugiu. De acordo com levantamento feito pela Secretaria de Segurança da Bahia, o policial militar do Batalhão de Operações Especiais (Bope) fluminense fugiu pelos fundos da casa até um mangue.

 

Depois de cruzar o mangue, Nóbrega mergulhou na lagoa e nadou até a restinga, chegando depois à praia. Segundo policiais, Adriano percorreu um quilômetro em 50 minutos.

A constatação do trajeto percorrido pelo ex-PM ocorreu após levantamento dos policiais da Bahia, que refizeram a rota feita pelo ex-capitão.

 

Adriano malhando na academia do condomínio da Costa do Sauipe — Foto: Reprodução

Adriano malhando na academia do condomínio da Costa do Sauipe — Foto: Reprodução

Ao chegar na praia, Adriano correu por mais 50 minutos até a cidade mais próxima onde alugou o primeiro carro para seguir para a fazenda de Leandro Guimarães, pecuarista da região.

 

Percurso feito em carro por Adriano da Nóbrega, segundo a polícia — Foto: Editoria de Arte TV Globo

Percurso feito em carro por Adriano da Nóbrega, segundo a polícia — Foto: Editoria de Arte TV Globo

Temendo estar sendo seguido, o miliciano alugou ao todo quatro veículos no período de três horas até a cidade de Esplanada, onde ficou hospedado na fazenda de Leandro.

 

Depoimento à polícia

Leandro contou aos policiais que esteve com Adriano da Nóbrega várias vezes em eventos conhecidos como vaquejadas. Segundo seu depoimento, Adriano chegou à fazenda afirmando que estava de férias e procurava uma terra para comprar.

O dono da fazenda contou que levou o ex-PM a vários lugares que estavam à venda, mas ele não teria gostado de nenhum. Disse ainda que Adriano continuou hospedado na fazenda.

Segundo ele, no sábado à noite, após mexer no telefone celular, Adriano ficou muito nervoso e exigiu, sob ameaça de morte, que fosse levado para um dos sítios que havia visitado.

 

Miliciano e ex-capitão do Bope Adriano foi morto em operação da polícia na Bahia — Foto: Reprodução

Miliciano e ex-capitão do Bope Adriano foi morto em operação da polícia na Bahia — Foto: Reprodução

“Ele disse, sobre o novo local, que teria sido uma escolha do próprio Adriano, que conhecia esse local previamente por ter sido a ele mostrado como uma possibilidade de compra”, disse o promotor que investiga o caso na Bahia.

O percurso entre a fazenda de Leandro e o sítio onde Adriano foi encontrado é de dez quilômetros. O sítio escolhido como novo esconderijo pertence ao vereador Gilsinho de Dedé (PSL). O vereador disse que não conhecia Adriano e nem sabia que ele estava no sítio.

Na manhã de domingo (9), 75 agentes de várias forças de segurança da Bahia chegaram ao sítio em busca de Adriano.

 
 

Uma das casas da fazenda de Leandro Guimarães, onde Adriano ficou hospedado na Bahia — Foto: Divulgação

Uma das casas da fazenda de Leandro Guimarães, onde Adriano ficou hospedado na Bahia — Foto: Divulgação

Em seu depoimento, Leandro disse que não contou onde estava o foragido porque temia por em risco a vida dele e de seus familiares.

Ele disse que conhecia Adriano como criador de cavalos e que só tomou conhecimento de que se tratava de uma pessoa perigosa quando foi ameaçado pelo ex-capitão.

Leandro Guimarães estava preso desde o dia da operação, domingo (9).

Ele não tinha autorização para possuir as três armas encontradas na sua fazenda, duas com numeração raspada. Nesta terça-feira (11), Leandro obteve autorização da Justiça para sair da cadeia.

O promotor encarregado do caso na Bahia, Dário José Kist, levanta dúvidas sobre a versão que o pecuarista apresentou à polícia no seu depoimento.

“Quem passa uma festa junto com outra pessoa é porque tem um nível de aproximação, de proximidade que deixa duvidosa essa afirmação de que ele tinha conhecido ele recentemente e que, portanto, desconhecia o passado criminoso de Adriano”, afirmou Kist.

A Polícia do Rio investiga a relação entre Leandro e Adriano e a participação dele na fuga do ex-capitão da PM.

MORTE DO MILICIANO ADRIANO DA NÓBREGA

Adriano malhando na academia do condomínio da Costa do Sauipe — Foto: Reprodução Adriano malhando na academia do condomínio da Costa do Sauipe — Foto: Reprodução

Adriano malhando na academia do condomínio da Costa do Sauipe — Foto: Reprodução

Ao chegar na praia, Adriano correu por mais 50 minutos até a cidade mais próxima onde alugou o primeiro carro para seguir para a fazenda de Leandro Guimarães, pecuarista da região.

 

Percurso feito em carro por Adriano da Nóbrega, segundo a polícia — Foto: Editoria de Arte TV Globo Percurso feito em carro por Adriano da Nóbrega, segundo a polícia — Foto: Editoria de Arte TV Globo

Percurso feito em carro por Adriano da Nóbrega, segundo a polícia — Foto: Editoria de Arte TV Globo

Temendo estar sendo seguido, o miliciano alugou ao todo quatro veículos no período de três horas até a cidade de Esplanada, onde ficou hospedado na fazenda de Leandro.

 

“Candeias”, Edu Lobo:Uma das mais poéticas e melódicas composições de Edu e uma de suas mais insuperáveis interpretações de sempre, aqui em límpida e luminosa gravação do álbum Meia-noite. Para ouvir, repetir e aplaudir.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Nós quatro não podemos tudo, mas quase tudo passa pelas nossas mãos”

 

Durante a cerimônia de posse de Rogério Marinho no Ministério do Desenvolvimento Regional, Jair Bolsonaro voltou a falar na “união” entre Executivo, Legislativo e Judiciário.

Como noticiamos mais cedo, Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre e Dias Toffoli participaram do evento.

“Nós quatro não podemos tudo, mas quase tudo passa pelas nossas mãos”, disse Bolsonaro, referindo-se aos presidentes da Câmara, do Senado e do STF. “A nossa união, nosso sentimento cada vez melhor para o Brasil, realmente fará com que todos sintam a diferença. Agradeço pela convivência que tivemos ao longo do ano passado e tenho certeza de que o corrente ano será muito melhor.”

Sobre o novo ministro, Bolsonaro afirmou:

“Tenho certeza de que [Rogério] Marinho terá mais do que paciência. Será altruísta. […] A confiança que todos têm em Marinho é enorme. Capacidade não lhe faltará.”

Marinho, por sua vez, falou em “construir pontes”.

“Presidente, Vossa Excelência fique tranquilo, vou dar o melhor de mim, sobretudo para construir pontes, estabelecer e consolidar ações, porque não vamos a lugar nenhum se caminharmos sós. […] Por mais pesado que seja o fardo, ele se torna possível se for carregado por muitas mãos. E eu pretendo carregá-lo com a ajuda de todos vocês.”

Do Jornal do Brasil

 

   IESA RODRIGUES, cadernob@jb.com.br

As agendas fashionistas marcaram a semana de Nova York de seis a treze deste mês de fevereiro. Na hora de conferir a programação, aconteceram alguns sustos e decepções. Primeiro, porque os desfiles da Costa Leste coincidiram com a cerimônia do Oscar, na Costa Oeste, Seis horas e meia de voo, impossível pretender ir e vir no mesmo dia, sem contar o fuso horário de três horas a mais. A outra decepção foi a ausência de marcas importantes: Ralph Lauren, Tommy Hilfiger, Jeremy Scott caíram fora da semana novaiorquina. Seria surpreendente, não fosse o currículo e o fato de morar em L.A. que o designer/diretor de cinema Tom Ford, decidisse desfilar em Los Angeles. Logo ele, que é o chefão de OFDA (Council of Fashion Designers of America ou Conselho de designers de moda da América)! Atualmente, Tom Ford é o nome que mais veste as atrizes no tapete vermelho.

Macaque in the trees
Quimono com mix de estampas sobre calça quadriculada, de Badgley Mischka (Foto: divulgação)

“Há uma excitação em Los Angeles no fim de semana do Oscar, a relação entre cinema e moda é muito forte”, justifica Tom Ford, que usou como referência uma foto de Bob Richardson de 1967 mostrando o Barão Alexis De Waldner and Donna Mitchell compartilhando um cigarro, provavelmente de maconha. “Para mim, isto é muito L.A.”, comentou para o NowFashion

Os que desistiram

Ralph Lauren, que mostra a coleção há 50 anos em NY, decidiu fazer a apresentação em abril. Tommy Hilfiger adiou para o dia 16 de fevereiro a coleção em colaboração com o piloto Lewis Hamilton durante a semana de Londres, na galeria Tate Modern. Jeremy Scott pretende voltar a desfilar em Paris, durante a semana de Alta Costura em julho.

Quem ficou

Enfim, quem acompanha a NYFW ainda pode contar com as coleções de designers baseados na cidade, como Marc Jacobs, Michael Kors, Carolina Herrera, Oscar de la Renta, Tory Burch, Jason Wu, Proenza Schouler and Prabal Gurung.

Alguns destaques da semana são os quimonos longos da dupla Mark Badgley e James Mischka, inspirados pelos Beatles, as alfaiatarias de Tory Burch. E claro, a sensualidade da coleção de Tom Ford.

Macaque in the trees
Longo rendado transparente desfilado em Los Angeles por Tom Ford (Foto: Kyle Grillot/Reuters)

Por G1

Caso Marielle: voz que liberou acusado não é de porteiro que citou Bolsonaro, aponta laudo

Caso Marielle: voz que liberou acusado não é de porteiro que citou Bolsonaro, aponta laudo

 

A voz do porteiro que liberou a entrada do ex-PM Élcio de Queiroz no condomínio Vivendas da Barra, no Rio de Janeiro, em 14 de março de 2018, dia do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, não é a do funcionário que havia mencionado o presidente Jair Bolsonaro aos investigadores da Delegacia de Homicídios (DH).

A informação está em um laudo assinado por seis peritos da Polícia Civil e foi publicada nesta terça-feira (11) pelo jornal “O Globo”.

De acordo com o laudo, a pessoa que autorizou a entrada de Élcio no local foi o policial reformado Ronnie Lessa, morador do condomínio e vizinho de Bolsonaro. Tanto Élcio como Lessa estão presos. O primeiro é acusado de ter dirigido o veículo usado no crime, e o segundo é acusado de ter efetuado os disparos contra Marielle e Anderson.

Conforme reportagem que foi ao ar no Jornal Nacional em 29 de outubro de 2019, um dos porteiros afirmou em depoimento que Jair Bolsonaro, então deputado federal, havia liberado a entrada de Élcio no condomínio. Depois, o homem voltou atrás e afirmou que errou ao dizer que havia falado com “seu Jair”.

Ao apurar as declarações dadas no depoimento, o Jornal Nacional pesquisou os registros da Câmara dos Deputados e encontrou uma contradição. Jair Bolsonaro estava em Brasília naquele dia, como mostram os registros de presença em duas votações no plenário: às 14h e às 20h30. Portanto, ele não poderia estar no Rio.

 

Em novembro, a PF abriu inquérito para investigar o depoimento do porteiro. A investigação apura se o porteiro cometeu crimes de obstrução de Justiça, falso testemunho e denunciação caluniosa contra o presidente.

Agora, o laudo da Polícia Civil assinado por 6 peritos confirmou que outro funcionário havia interfonado naquele dia para Lessa, e não o porteiro que havia dado o depoimento envolvendo Jair Bolsonaro. Segundo o documento ao qual “O Globo” teve acesso, não há “indícios sugestivos de edição fraudulenta” do disco rígido (HD) analisado, que contém registros do sistema de gravação do interfone.

O G1 esteve nesta manhã no condomínio onde Lessa e Bolsonaro têm residência, e onde o porteiro que deu o depoimento ainda trabalha, mas foi informado que o homem não estava no local.

Áudios captaram número de casa e fala de porteiro

O crime que tirou a vida da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes aconteceu por volta das 21h15 de 14 de março de 2018. A gravação da conversa por interfone que liberou a entrada Élcio de Queiroz no condomínio foi feita naquele mesmo mesmo dia, às 17h07m42s — quatro horas antes da execução.

Os peritos analisaram o seguinte diálogo:

— VM2 (voz masculina 2): “Pronto.”

— VM1 (voz masculina 1): “Portaria, boa tarde.”

— VM2: “Boa tarde.”

— VM1: “É o senhor Elson (Élcio).”

— VM2: “Tá, pode liberar aí.”

— VM1: “Tá okay.”

— VM2: “Valeu”.

 
 
Laudo conclui que voz que liberou Élcio de Queiroz em condomínio não é de porteiro que citou Bolsonaro

Laudo conclui que voz que liberou Élcio de Queiroz em condomínio não é de porteiro que citou Bolsonaro

 

Na perícia do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), foram comparadas as vozes de quatro porteiros que estavam no turno daquela tarde. No áudio, de poucos segundos, os peritos apontam “limitações na quantidade de material examinado”.

Eles afirmam, no entanto, segundo “O Globo”, que o áudio “possui características convergentes com a fala padrão coletada pelo porteiro Z, mais do que qualquer outro dos porteiros analisados”.

O “porteiro Z” ao qual o documento se refere não é o mesmo que estava de plantão e havia mencionado Bolsonaro em seu depoimento. Os peritos perceberam “jovialidade” e “energia” na fala deste porteiro, além de um jeito diferente dos demais de pronunciar “portaria”. O porteiro do depoimento tem mais 50 anos.

O laudo também explica que o dono da segunda voz masculina, Ronnie Lessa, não se identifica. No entanto, por meio de uma comparação de 13 conversas do ex-PM com a portaria do condomínio, em 12 delas ele usa a palavra “pronto” da mesma forma: “rispidamente”, segundo explica o jornal. Essa voz é chamada pelo nome de “Ronnie” pelos porteiros em quatro dessas ligações.

O áudio periciado pela Polícia Civil captou ainda, segundo a reportagem de “O Globo”, o som da discagem dos números “6” e “5”, da casa 65, de Lessa. O porteiro do depoimento que citou Bolsonaro havia dito que Élcio de Queiroz pediu para ir à casa 58, de Bolsonaro.

Bolsonaro e filho haviam contestado porteiro

Em 30 outubro de 2019, um dia após ir ao ar a reportagem do JN sobre o depoimento do porteiro, Bolsonaro negou que alguém de sua casa tivesse autorizado a entrada de Élcio de Queiroz no condomínio.

O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, filho do presidente, postou em suas redes sociais, também um dia após a reportagem, imagem e áudio que, segundo ele, foram tirados do sistema de ligações da portaria do condomínio. No áudio postado por Carlos, uma voz anunciava a chegada de Élcio para a casa 65, onde morava Ronnie Lessa, e não para a 58, de Bolsonaro.

 

No mesmo dia, o Ministério Público do Rio convocou uma entrevista coletiva na qual informou que um áudio mostrava que foi Ronnie Lessa quem liberou a entrada de Élcio de Queiroz no Vivendas da Barra em 14 de março de 2018. Segundo o órgão, a perícia tinha sido concluída naquele mesmo dia.

O presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, Marcos Camargo, afirmou à época que a análise feita pelo MP das provas das ligações de interfone no condomínio de Bolsonaro e Lessa foi superficial e que a ausência de perícia oficial pode levar à nulidade do processo.

Uma das três promotoras que investigavam o caso, Carmem Eliza, pediu afastamento das investigações após a repercussão de posts de 2018 em redes sociais que mostram ela apoiando a campanha do então candidato à Presidência Jair Bolsonaro.

Perícia do MP e perícia da Polícia Civil

A reportagem de “O Globo” também menciona que a gravação do sistema de comunicação do condomínio analisada pelo MP foi cedida pelo síndico, enquanto a análise da Polícia Civil divulgada nesta terça foi feita com base em material apreendido na portaria do local pelos agentes.

 
 
MP diz que depoimentos do porteiro do condomínio de Bolsonaro não condizem com a realidade

MP diz que depoimentos do porteiro do condomínio de Bolsonaro não condizem com a realidade

fev
12
Posted on 12-02-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-02-2020



 

Sinovaldo, no

 

Efacec lembra que empresa e acionistas são entidades separadas. E esclarece que está a funcionar normalmente.

“A Efacec e os seus acionistas são entidades distintas.” As contas da Efacec não foram congeladas, nem em Portugal, nem em qualquer outro país onde a empresa opera.”

O esclarecimento vem da própria empresa depois de notícias que davam conta de que as contas de Isabel dos Santos em Portugal foram arrestadas (o que foi confirmado pela PGR) mas que também as contas das companhias onde a empresária angolana tem participações poderiam ter sido congeladas. Esta informação – que a ser verdade implicaria paralisar por completo as empresas, que se veriam impedidas, nomeadamente, de pagar a fornecedores e trabalhadores – é vigorosamente desmentida pela Efacec. E o mesmo vale para as restantes companhias em que a empresária tem participações, como a NOS ou a Galp.

A empresa sublinha ainda, no comunicado enviado ao Dinheiro Vivo, que está a “operar a todos os níveis, continuando a desenvolver e a participar em projetos nas áreas da energia, ambiente e mobilidade, mantendo a confiança de centenas de clientes e fornecedores em todo o mundo” – confiança e apoio “nesta fase de transição” que aproveita para agradecer.

A administração da Efacec Power Solutions lamenta profundamente essas notícias, sublinhando que os efeitos da dita “informação falsa”, “que nada tem que ver com as contas ou as operações da empresa” poderiam causar “sérios danos à reputação da marca Efacec, construída ao longo dos seus 72 anos de existência”.

Nesta tarde, soube-se que a PGR, a pedido de Angola, tinha avançado com o arresto das contas pessoais de Isabel dos Santos e do marido, Sindica Dokolo. “Confirma-se que o Ministério Público requereu o arresto de contas bancárias, no âmbito de pedido de cooperação judiciária internacional das autoridades angolanas”, afirmou esta tarde fonte da Procuradoria-Geral da República.

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