Por G1

Bong Joon Ho recebe o Oscar de melhor filme internacional por 'Parasita' — Foto: Chris Pizzello/AP Bong Joon Ho recebe o Oscar de melhor filme internacional por 'Parasita' — Foto: Chris Pizzello/AP

Bong Joon Ho recebe o Oscar de melhor filme internacional por ‘Parasita’ — Foto: Chris Pizzello/AP

“Parasita” foi o grande vencedor do Oscar neste sábado (9). A cerimônia dos melhores do cinema aconteceu em Los Angeles.

A dramédia sul-coreana sobre diferença de classes recebeu quatro estatuetas e se tornou o primeiro não falado em língua inglesa a vencer como Melhor Filme.

  • Além do principal prêmio, o cineasta Bong Joon Ho também ganhou como roteiro original, diretor e filme internacional;
  • “1917”, drama de guerra dirigido por Sam Mendes, ficou com três estatuetas;
  • “Coringa”, “Ford vs Ferrari” e “Era uma vez em Hollywood” ganharam duas cada;
  • Nas categorias de atuação, Joaquin Phoenix, Renée Zellweger, Brad Pitt e Laura Dern foram premiados,
 
 
Vencedor do Oscar, Joaquin Phoenix se emociona e cita irmão em discurso

Vencedor do Oscar, Joaquin Phoenix se emociona e cita irmão em discurso

“Não quando nos cancelamos pelos erros do passado, mas quando nos guiamos para crescer, por redenção, esse é o melhor da humanidade”, disse Phoenix, ao ganhar seu primeiro Oscar.

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Posted on 10-02-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-02-2020

 

 

A misteriosa e enigmática morte de um dos supostos envolvidos com a morte de Marielle pode ser um perigoso bumerangue que ameaça todos aqueles que a preferiam muda em seu túmulo

Manifestante durante marcha de protesto contra o assassinato de Marielle Franco, em 2018.
Manifestante durante marcha de protesto contra o assassinato de Marielle Franco, em 2018.Gustavo Basso (Getty)

Escrevi nesta mesma coluna que a jovem ativista negra Marielle Franco, executada pelas milícias, acabaria sendo para o senador Flavio Bolsonaro, filho do presidente da República, mais perigosa morta do que viva.

De fato, Marielle, assassinada, continuava viva politicamente e sua figura de ativista comprometida com a defesa dos direitos humanos e sua luta contra as milícias, não havia morrido. Era como uma sombra e uma voz acusadora que sua morte não conseguiu dissipar. Marielle, símbolo da defesa da liberdade e de todos os excluídos por serem diferentes, não se apagou e continuou assustando desde o túmulo.

Sabiam muito bem disso aqueles que tiraram sua vida e todos os políticos que ficaram assustados com sua possível ressurreição.

A misteriosa e enigmática morte de um dos supostos envolvidos com a morte de Marielle, o capitão do Bope e miliciano Adriano da Nóbrega, pode ser um perigoso bumerangue que ameaça todos aqueles que a preferiam muda em seu túmulo.

Quiseram assassiná-la de novo porque entenderam que continuava viva e ameaçadora. Terão conseguido desta vez calando a voz de alguém que talvez soubesse mais sobre aquele crime que já havia atravessado as fronteiras do país?

Sobre a morte violenta do miliciano muito ainda será escrito e ele poderia falar hoje com mais perigo do que se estivesse vivo.

Este segundo assassinato de Marielle deve ser trazido à luz pública.

São muitas as perguntas que serão feitas nos próximos dias sobre o misterioso assassinato que aos poucos daqueles que amam a democracia poderá convencer de que era inevitável.

Talvez, em um dia não muito distante, aqueles que tanto desejavam o desaparecimento do líder da organização criminosa investigada pela morte de Marielle se arrependam de não o terem capturado vivo.

Com essa nova morte, as nuvens cinzentas da pior das suspeitas continuarão a perseguir os mandantes daquele crime que se recusa a morrer.

Brasil, as forças que continuam acreditando nos valores da liberdade precisam saber.

Como escrevi sobre Marielle tempos atrás, não é possível matar os mortos. Mas eles podem ressuscitar e exigir contas àqueles que forem culpados por um crime que dói e envergonha a todos nós.

“Cobacabana de sempre”, Leila Pinheiro: Máxima perfeição interpretativa quando o assunto é bossa nova aqui Leila canta um samba, em gravação ao vivo no espetáculo “Roberto Menescal Show in Rio de Janeiro”, no ano 2000. Para sempre.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

“Adriano só foi encontrado porque as polícias estão integradas”

 

O secretário de Polícia Civil do Rio, delegado Marcus Vinícius Braga, disse neste domingo que a integração das polícias fluminense e baiana foi fundamental para a localização do esconderijo do miliciano Adriano da Nóbrega, na zona rural de Esplanada, na Bahia.

“Adriano só foi encontrado porque as polícias estão integradas. Isso prova que os órgãos têm que se unir contra o crime organizado. Nós da Polícia Civil do Rio e o Gaeco investigamos a milícia do Adriano e conseguimos descobrir que ele estava na Bahia, acionamos a secretaria de Segurança Pública da Bahia, que se empenhou nas buscas conosco.”

DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (PORTUGAL)

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o seu advogado, Paulo Catta Preta, disse que o ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) estava preocupado com os últimos movimentos da polícia. De acordo com o jurista, Adriano ligou para ele, pela primeira vez, e relatou que tinha “certeza” de que queriam matá-lo para “queimar arquivo”.

Ex-polícia, Nóbrega era também próximo da família de Jair Bolsonaro que além de o homenagear na Assembleia Legislativa do Rio ainda empregava a sua mãe e a sua filha no gabinete de Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro e hoje senador. Nóbrega, que estava desaparecido desde janeiro de 2019, trabalhou no 18º batalhão da polícia militar com Fabrício Queiroz, assessor de Flávio Bolsonaro acusado de participação num esquema de desvio do salário dos outros assessores do político.

DO JORNAL DO BRASIL

Um norte-americano de 60 anos morreu do novo coronavírus, a primeira morte não-chinesa confirmada, disseram autoridades dos EUA, enquanto milhões de chineses começam a voltar para casa após um feriado do Ano Novo Lunar estendido para tentar conter o surto.

Embora a maioria dos casos esteja na China, o vírus espalhou-se para duas dúzias de outros países, incluindo para cinco cidadãos britânicos infectados em um resort de esqui francês.

O homem norte-americano morreu na quinta-feira, em Wuhan, epicentro do surto de vírus na província de Hubei, afirmou um porta-voz da embaixada dos EUA em Pequim, neste sábado.

“Oferecemos nossas sinceras condolências à família pela perda”, disse ele à Reuters. “Por respeito à privacidade da família, não temos mais comentários.”

Um homem japonês, por volta dos 60 anos e hospitalizado com pneumonia em Wuhan, capital de Hubei, também morreu, após sofrer sintomas consistentes com o novo coronavírus, afirmou o Ministério de Relações Exteriores do Japão.

Líderes do Partido Comunista da China isolaram cidades, cancelaram voos e fecharam fábricas, resposta que prejudicou a segunda maior economia do mundo e terá efeitos colaterais globalmente aos mercados financeiros e empresas dependentes da China.

A contagem de mortos na China continental subiu para 722 no sábado, segundo as autoridades, e deve passar as 774 registradas globalmente durante o surto de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) entre 2002 e 2003.

A maioria das mortes na China aconteceram em Wuhan ou nos arredores. Ao longo da China continental, o número de pessoas infectadas ficou em 31.774 até este sábado.

O vírus se espalhou para 27 países e regiões, segundo conta da Reuters baseada em relatórios oficiais, infectando mais de 330 pessoas. Duas mortes foram registradas fora da China continental –em Hong Kong e nas Filipinas. As duas vítimas eram cidadãs chinesas.

Os últimos pacientes incluem cinco britânicos ficando no mesmo chalé em um resort de esqui em Haute-Savoie, nos Alpes franceses, afirmaram autoridades de saúde, aumentando os temores de mais infecções em um período de alta da temporada de esqui.

Os cinco ficaram no mesmo chalé de esqui com uma pessoa que esteve em Cingapura. Eles não estão em condições graves.(Reuters)

Por BBC

Fernando Meirelles e os atores Jonathan Pryce e Anthony Hopkins, os protagonistas de 'Dois Papas' — Foto: Divulgação Fernando Meirelles e os atores Jonathan Pryce e Anthony Hopkins, os protagonistas de 'Dois Papas' — Foto: Divulgação

Fernando Meirelles e os atores Jonathan Pryce e Anthony Hopkins, os protagonistas de ‘Dois Papas’ — Foto: Divulgação

 

Até completar oito anos, Fernando Meirelles ia à missa todos os domingos. Hoje, porém, o cineasta de 64 anos se considera agnóstico.

Mesmo assim, desde que rodou “Dois Papas”, produção da Netflix que concorre a três estatuetas do Oscar neste domingo (9) — melhor roteiro adaptado (Anthony McCarten), melhor ator (Jonathan Pryce) e melhor ator coadjuvante (Anthony Hopkins) —, admite que algo mudou. De uns tempos para cá, anda com vontade de encontrar um “padre legal” para virar seu confessor.

Depois de ouvir tanta gente falando sobre fé, oração e espiritualidade, Meirelles passou até a sentir uma pontinha de inveja de quem, segundo ele, tem essa capacidade de “conexão”.

“A vida parece ficar mais leve se alguém fora de nós toma conta de tudo. E, mesmo quando tudo dá errado, como Ele tem um propósito, acredita-se que o mal tenha acontecido para o bem. Isso ajuda a viver”, divaga o diretor de “Cidade de Deus” (2002), “O Jardineiro Fiel” (2005) e “Ensaio Sobre a Cegueira” (2008), entre outros.

O filme, que narra o encontro entre dois homens que discordam de absolutamente tudo, mas ouvem o que o outro tem a dizer, também estimulou o cineasta a exercitar seu lado mais tolerante e menos agressivo. “Este é o grande desafio no Brasil hoje”, afirma.

 
Assista ao teaser de 'Dois Papas' com Anthony Hopkins

Assista ao teaser de ‘Dois Papas’ com Anthony Hopkins

O convite para participar do projeto surgiu em 2015, quando um produtor americano o procurou para dirigir uma cinebiografia sobre o papa Francisco. Às voltas com a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio, Meirelles gostou da proposta, mas pediu um tempo.

Dois anos depois, o que era apenas uma ideia na cabeça virou um roteiro no papel, assinado pelo escritor neozelandês Anthony McCarten, o mesmo de “A Teoria de Tudo” (2014), “O Destino de Uma Nação” (2017) e “Bohemian Rhapsody” (2018). Dessa vez, o cineasta não pensou duas vezes: “Sou fã do papa Francisco porque ele é uma das vozes mais importantes da atualidade. Enquanto os outros só pensam em erguer muros, ele é o cara que quer construir pontes”.

Com o roteiro em mãos, Meirelles procurou conhecer um pouco mais da vida de cada um de seus personagens-título: o argentino Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco, de 83 anos, e o alemão Joseph Aloisius Ratzinger, o papa Emérito Bento 16, de 92 anos.

Além de ler o que escreveram, conversou com pessoas que conviveram com eles. Meirelles chegou a passar dois meses na Argentina, batendo papo com padres, freiras e ex-seminaristas que conheceram o então arcebispo de Buenos Aires de perto.

“Fiquei surpreso ao saber que o jesuíta Bergoglio era um homem muito sério, que nunca sorria e era conhecido por ser uma pessoa desagradável. Em relação ao Bento 16, os comentários que ouvi eram sempre mais favoráveis. É um homem tímido, mas doce e muito inteligente, dizem.”

 

Dois Papas é um filme de Fernando Meirelles sobre Bento 16 e o papa Francisco — Foto: Divulgação/Netflix Dois Papas é um filme de Fernando Meirelles sobre Bento 16 e o papa Francisco — Foto: Divulgação/Netflix

Dois Papas é um filme de Fernando Meirelles sobre Bento 16 e o papa Francisco — Foto: Divulgação/Netflix

Cerveja e futebol

Outra preocupação do cineasta foi injetar humor no roteiro. Em uma cena, Bergoglio assobia uma música do grupo Abba. Noutra, o papa Bento 16 devora um pedaço de pizza com as mãos. Um amigo inglês muito católico, conta o diretor, contribuiu com piadas internas da Igreja, como a do jesuíta que pergunta se pode fumar enquanto reza.

“O grande mérito do filme é mostrar o lado humano dos personagens. Quando aflora esse lado humano, todo mundo se identifica”, destaca o padre Mário de França Miranda, professor emérito do Departamento de Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

“Houve algumas incorreções, é verdade, como mostrar o cardeal Bergoglio ensinando o papa Bento 16 a dançar tango. Isso jamais aconteceu. Ratzinger não é de dar abraços em ninguém. Mesmo assim, dentro do que o diretor se propôs a fazer, o balanço é positivo”, avalia o teólogo.

 

O padre conheceu Bergoglio em 2007, quando o cardeal argentino esteve em Aparecida (SP), durante a visita de Bento 16 ao Brasil. Seu encontro com Ratzinger, por sua vez, aconteceu em 1992.

“Nunca ouvi Ratzinger falar de futebol. Mas, sei que, quando era cardeal, gostava de tomar cerveja. Já Bergoglio é torcedor apaixonado do San Lorenzo”, relata.

Encontrar o ator certo para dar vida ao seu papa Francisco, Jonathan Pryce, foi fácil, de acordo com Meirelles. Difícil foi convencer a Netflix — a gigante do streaming queria um nome de peso, como o de Tom Hanks, para encabeçar o elenco.

O que Meirelles fez? Convidou Anthony Hopkins, com quem tinha trabalhado em “360” (2012), para interpretar o papa Bento 16. Convite feito, convite aceito. E, com o nome de peso garantido no elenco, ficou mais fácil levar adiante a escolha de Pryce, que, além de ser bastante parecido com o pontífice, é caloroso e tem bom humor, diz o diretor.

Nos sets, os dois revelaram métodos diferentes de atuação.

“Enquanto Hopkins se assemelha ao pianista clássico que decora a partitura antes de tocar, o Jonathan parece o músico de jazz que gosta de improvisar”, compara. Será que vai dar certo?, pensou. Deu. Em poucos dias, os dois estavam fazendo piada um com o outro e combinando de jantar depois das filmagens.

‘Tô fazendo um filme sobre você’

Antes de começar a rodar, o diretor tentou, por quase dois anos, estabelecer um canal de comunicação com o Vaticano. “Nunca tivemos uma resposta”, diz.

O máximo que conseguiu foi um aperto de mão do papa Francisco na audiência pública que o Vaticano realiza toda quarta-feira. “Tivemos um encontro de dez segundos na Praça de São Pedro, em Roma. Eu e mais umas 80 pessoas. ‘Ó, tô fazendo um filme sobre você!’, eu disse. Ele não deu a mínima!”, conta, aos risos.

 

No Brasil, as tentativas de conversar com o cardeal Dom Cláudio Hummes, diretamente ou através de um amigo dele, também não deram em nada. O arcebispo emérito de São Paulo, interpretado no filme pelo ator chileno Luis Gnecco, participou dos conclaves que elegeram o papa Bento 16, em 2005, e o papa Francisco, em 2013. “Ele estava sempre muito ocupado e nunca me recebeu.”

Por essas e outras, Meirelles sabia que filmar nas dependências do Vaticano ou do Castel Gandolfo, a residência de verão do pontífice, estava fora de cogitação. “Eles nunca cedem seus espaços para filmes de ficção. Só para documentários”, explica.

O jeito foi rodar o filme em vilas, jardins e palácios nos arredores de Roma e, mais, construir uma réplica da Capela Sistina, onde se passa boa parte da história, nos estúdios da Cinecittà.

Como a capela tem 22 metros de altura e os estúdios, apenas 14, o teto precisou ser recriado digitalmente, em computação gráfica. O mesmo artifício foi usado para filmar as cenas de multidão na Praça de São Pedro. Não são permitidas filmagens lá, explica.

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Posted on 10-02-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-02-2020


 

Miguel, no

 

 
DO EL PAÍS
 
Cena do documentário 'Indústria Americana'.
Cena do documentário ‘Indústria Americana’.
 Joana Oliveira

Não foi desta vez. Indústria Americana (American Factory) levou o Oscar de Melhor Documentário, batendo Democracia em Vertigem, de Petra Costa, neste domingo. A crise democrática do Brasil ?ou a versão da diretora, como criticado por muitos no Brasil? e o turbilhão político dos últimos anos retratados no filme brasileiro também concorreu com outra obras muito bem avaliadas, como Honeyland, The cave e For Sama. Antes da premiação, Costa postou no Instagram: “Essa nomeação já é uma vitória e é de todos nós, brasileiros”.em cada categoria

O longa, que estreou na Netflix em 19 de junho, mostra o agitado mar dos últimos anos da pós-redemocratização brasileira, cujo ato central é o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016 —e a despedida do Partido dos Trabalhadores (PT) do poder, lugar que a sigla de Luiz Inácio Lula da Silva ocupava havia 13 anos— e que culminou na eleição do ultradireitista Jair Bolsonaro em 2018.

Em Democracia em vertigem, Costa constrói uma narrativa com uma sequência de fatos organizados para além dos fragmentos dos jornais, como contou Talita Bedinelli, e cujos elementos se aproximam até dos gêneros da ficção: há vilões, mocinhos, traidores e muitas reviravoltas. Além de capturar o retrato do Brasil do impeachment, a cineasta mergulha em fatos políticos do passado para entender como o país chegou até seu momento atual. Essa análise começa nos anos 1970, com a transformação de um país que ainda lutava para desvencilhar-se de uma ditadura militar sangrenta, enquanto alçava à liderança política um metalúrgico sindicalista, Lula, que 30 anos mais tarde se tornaria presidente.

Com sua já característica maneira de dirigir, Costa torna-se também protagonista do documentário —como já havia feito em Elenaao contar as mudanças advindas das políticas sociais do PT, os erros do partido em sua relação com o Congresso e com as bases nas ruas e a eleição de Rousseff, uma “candidata por acaso”, passando pelos protestos que tomaram as principais cidades brasileiras entre 2013 e 2016 e pela Operação Lava Jato. Em meio à vertigem de acontecimentos, aparecem também personagens coadjuvantes, como Eduardo Cunha, o presidente da Câmara que autorizou o processo de impeachment e, meses depois, acabou preso por corrupção, e Michel Temer.

Antes de chegar ao Oscar, Democracia em vertigem já havia sido aclamado em Sundance, em janeiro de 2019, quando abriu o festival e foi ovacionado pelo público. Para a audiência estrangeira, o documentário tornou-se uma espécie de espelho do contexto político contemporâneo global, com a extrema direita ganhando terreno mesmo em democracias consolidadas, na era das fake news e do Brexit. Em dezembro, o documentário foi incluído na lista de melhores filmes do ano do The New York Times. “Análise cuidadosa dos eventos que levaram à eleição de Jair Bolsonaro, o presidente populista do Brasil, este documentário angustiante é o filme mais assustador do ano”, definiu o jornal norte-americano.

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