AOS LEITORES DO BP: Postado na área de comentários do Bahia em Pauta, a propósito do artigo de Vargas Llosa “Espanha na Vitrine” (publicado originalmente no El País e reproduzido ontem no BP), o escrito de Cida Torneros sobe ao palco principal deste site blog, pelo que representa de informação e pela extrema qualidade de forma e conteúdo do texto da autora de “A Mulher Necessária”, amiga do peito e colaboradora brilhante da primeira hora do BP. Além disso a gente estava morrendo de saudades de  ler o que esta carioca de sangue e temperamento espanhol escreve. Confira. (Vitor Hugo Soares, editor, com agradecimentos)
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A ESPANHA NO FUTURO
 
Maria Aparecida Torneros

Denise é uma jornalista brasileira que vive na Espanha há muitos anos. Eu a visitei em 2012. Mantemos contato sempre. Ela me falou de uma série: – Essa série mostra uma Espanha no futuro, dominada pela direita, devastada, com escassez de recursos e cada vez menos liberdade, mas esse parece ser um futuro tão próximo. Excelente. É semanal

Comecei a assistir e adorei, muito bem feito, mas triste, ainda mais porque o que parecia uma realidade distante, não é. Respondi que não tenho estrutura emocional para acompanhar isso. A Espanha que amo já sofreu muito com a guerra civil e aS duas grandes guerras além da ditadura franquista.

Minha avó fugiu de lá no início da guerra civil. Contava-me a loucura nazi fascista do assassinato de pessoas nas ruas das aldeias. Claro que todos tinham perdido a razão. Pena que a Espanha de tanta Cultura e Arte adentre pelo século XXI com tamanha interrogação sobre seu futuro.

Llosa é um grande intelectual com nacionalidade também espanhola. Ao analisar o livro de José Varela Ortega, Llosa nos mostra que a Espanha está ” de moda”. Não importa se sob o comando da esquerda atualmente ou de um extrema direita hipotética na série de sucesso. O que conta é a sua vocação de terra de surpresas, superstições e eternas buscas por melhores dias para seu povo que habita regiões autônomas porém sempre nas lutas.

Viva essa Espanha tão surpreendente!

Cida Torneros é jornalista  escritora, autora de  “A Mulher Necessária”, mora no Rio de Janeiro.

“Someone To Watch Over Me”, Araken Peixoto:  o talento na veia, como o mano Cauby! Viva eles! E nós! E o piston, com ou sem surdina. Tudo de bom!!!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira

Alcolumbre pega avião da FAB para celebrar o aniversário de Macapá

 

Por Diego Amorim

Hoje ((4) era para ser o primeiro dia útil de verdade no Senado.

Mas o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, pegou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e se mandou para a sua cidade natal, Macapá, que completa 262 anos de fundação.

Ao participar dos festejos na capital amapaense, Alcolumbre comentou:

“A transformação na cidade provoca um entusiasmo e um sentimento de apropriação no macapaense. Então isso toma conta, a gente vê que os macapaenses cada vez mais têm orgulho da cidade onde moram.”

Alcolumbre também disse aos jornalistas locais que “haverá grande investimento na educação municipal este ano”.

“A gente está juntando um arcabouço de projetos que a Prefeitura de Macapá apresentou. Estamos falando de quase 30 milhões de reais para a educação em Macapá. Vamos anunciar isso no começo de abril, quando o orçamento do ministério tiver liberado.”

Mais tarde, vai ter show de Diogo Nogueira na Macapá de Alcolumbre.

fev
05

Do Jornal do Brasil

 

Macaque in the trees
Rodrigo Maia (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Macaque in the trees
Jair Bolsonaro (Foto: Isac Nóbrega/PR)
Macaque in the trees
Davi Alcolumbre (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

“O Congresso está passando a ocupar um lugar que é seu por direito, como epicentro do debate e da negociação em torno das questões vitais para o desenvolvimento do nosso Brasil”, disse.

Em seu discurso na abertura do ano legislativo, ele fez diversos acenos ao fortalecimento do Poder Legislativo. “Acredito que esta é uma legislatura especial que teve um começo vitorioso. Não se trata de vitória trivial, do governo sobre a oposição ou de um partido sobre o outro, se trata de uma vitória do Poder Legislativo.”

No ano passado, ao capitanear a aprovação da reforma da Previdência em meio a uma desorganização de articulação do governo de Jair Bolsonaro, Maia acumulou poder e foi apelidado até de “primeiro-ministro”, figura inexistente no sistema presidencialista brasileiro.

Maia elogiou a aprovação da PEC (proposta de emenda à Constituição) do Orçamento Impositivo, que engessa o poder de manobra do Executivo sobre os gastos.

“Pela primeira vez temos um instrumento que garante que as decisões do Congresso nortearão de fato o emprego dos recursos públicos”, afirmou. “Trata-se de levar a sério o processo de alocação de dinheiro público da forma mais democrática e transparente possível.”

O presidente da Câmara fez acenos ao STF (Supremo Tribunal Federal), e elogiou o presidente da corte, ministro Dias Toffoli. Ao cumprimentá-lo, disse que ele “vem exercendo papel importante de construção de diálogo e harmonia entre os Poderes”.

Também acenou para o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que passa por crise no Planalto. Maia disse que o gaúcho “continuará contando com a Câmara em 2020”.

Antes de Maia, Toffoli também falou sobre a harmonia entre os Poderes, depois de um ano turbulento, com sucessivas crises de articulação. O ministro do STF afirmou que o Legislativo é o “coração do regime democrático”.

“O Poder Legislativo é o espaço onde, por excelência, se realiza o princípio democrático; onde a vontade popular se converte em palavra de ordem, a ser cumprida por todas as instituições nacionais; onde a vontade da sociedade se faz ouvida, oxigenando e renovando a arena democrática, para que as leis se adequem às demandas sociais”, disse.

Toffoli afirmou ainda que o Brasil possui “só três Poderes”, sem esclarecer a quem se referia. Nos bastidores do Judiciário, é comum entre juízes e advogados dizer que o Ministério Público se porta como um “quarto Poder”.

Em seu discurso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), defendeu que o Legislativo atua como um “freio e contrapeso” de “quaisquer excessos” cometidos no país.

Segundo ele, cabe ao Congresso ser um “grande fiador” das mudanças que o país precisa realizar, com o compromisso de “zelar pelas liberdades democráticas” e ser um protagonista nas discussões de medidas econômicas.

“Este Congresso mostrou-se conciliador e respeitoso, mas sobretudo altivo, forte, defensor intransigente da democracia e guardião da Constituição”, afirmou. “Um Parlamento a serviço das legítimas aspirações do povo, freio e contrapeso de quaisquer excessos.”

Alcolumbre elencou como prioridade para este ano a reforma tributária. Para ele, é necessário simplificar o sistema atual e viabilizar mudanças que não prejudiquem “ainda mais o bolso dos nossos cidadãos”.

Houve um esforço para mostrar a volta aos trabalhos numa segunda-feira, dia atípico para o Congresso, mas o resultado foi um plenário esvaziado de parlamentares.

Além disso, o líder do governo na Câmara, Vitor Hugo (PSL-GO), e o secretário de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, responsáveis pela articulação entre Planalto e Congresso, não foram à cerimônia simbólica para acompanhar o presidente Bolsonaro em evento institucional na rede de televisão Bandeirantes, em São Paulo. (FolhaPressSNG)

fev
05
Posted on 05-02-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-02-2020



 

Sponholz, no

 

 

DO EL PAÍS

Trump celebra confusão em dia de discurso do Estado da União e na véspera de se livrar de processo de impeachment no Senado

Partidarios de Pete Buttigieg, durante la madrugada del martes, en Des Moines (Iowa).
Partidarios de Pete Buttigieg, durante la madrugada del martes, en Des Moines (Iowa).GARY HE (EFE)

Pete Buttigieg, um jovem político de Indiana de perfil impetuoso, e Bernie Sanders, o veterano senador de esquerda por Vermont, estão à frente do caucus de Iowa, o primeiro evento da longa campanha das primárias democratas, em uma jornada desconcertante por causa do fiasco da apuração. O tiro de partida da corrida à presidência mais poderosa do mundo se tornou uma festa da confusão, um fracasso sideral. Os resultados dos caucus, as assembleias de bairro realizadas na segunda-feira, chegaram com quase 24 horas de atraso por problemas técnicos e “incongruências” nos dados recebidos. Quando foram divulgados, significaram uma surpresa fenomenal.

Com 62% dos distritos eleitorais, o terceiro colocado nas pesquisas de Iowa, Buttigieg, ex-prefeito de South Bend, de 38 anos, tinha 26,99%. Era seguido de perto por Sanders (25,1%), o favorito. Os números, se consolidados com 100% da apuração, são um preocupante revés para Joe Biden, vice-presidente da era Obama, que encarna a aposta continuísta e continua liderando as pesquisas nacionais. A senadora progressista Elizabeth Warren ficaria com 18%.

Se Iowa importa tanto nas longas primárias democratas, não é por seu peso quantitativo ?elege apenas 41 dos 1.991 delegados necessários para ganhar a indicação?, mas pelo impulso midiático que representa vencer a primeira batalha e pelo efeito peneira que implica para os que obtêm piores resultados. Para os primeiros, os vencedores, o fiasco roubou seu momento na história diante dos olhos de meio mundo, que acompanha o que acontece neste pedaço da América agrícola. Iowa é um caso fascinante na democracia norte-americana. Um pequeno Estado, com pouco mais de três milhões de habitantes, onde os cidadãos votam em assembleias com a mão erguida, depois de um debate em voz alta. Mas na segunda-feira esse modelo arcaico mostrou seus inconvenientes.

Na noite de segunda-feira tudo indicava uma falha no novo aplicativo usado para coletar as informações, que neste ano incluiria pela primeira vez diferentes tipos de dados: grosso modo, em vez de informar apenas o vencedor final por número de delegados, também forneceria as duas primeiras rodadas de votos individuais. Nesta terça-feira os democratas especificaram que “enquanto o aplicativo estava coletando os dados com precisão, só estava informando dados parciais”, algo que, segundo a investigação realizada, se deveu a um “problema de codificação” já identificado.

À noite, os pré-candidatos que participavam da disputa ?Bernie Sanders, Joe Biden, Elizabeth Warren e Pete Buttigieg? subiram aos palcos de suas respectivas sedes eleitorais para fazer discursos surpreendentes, mais próprios de um comício do que de uma reação aos resultados, pois não havia dados oficiais para reagir. No entanto, Warren e Buttigieg se dirigiram aos seus seguidores como vencedores. A senadora por Massachusetts se declarou “um passo mais perto” da vitória e Buttigieg enfatizou que “uma esperança improvável se tornou uma realidade inegável”.

Na terça-feira de manhã eles foram mais específicos. “Não sabemos os resultados”, admitiu Buttigieg, mas “sabemos que vocês chocaram a nação, Iowa”. “De acordo com todos os indicadores, vamos para New Hampshire vitoriosos”, disse, referindo-se à próxima jornada das primárias, na terça-feira. Já presente nesse Estado para fazer campanha, Warren se manifestou assim sobre os resultados: “É uma corrida muito apertada entre três na parte de cima. Sabemos que nós três vamos dividir a maioria dos delegados que vierem de Iowa”.

A exasperação era mais palpável entre os seguidores de Sanders, o favorito nas pesquisas para este caucus. Reunidos no hotel Holiday Inn perto do aeroporto, deixavam o estabelecimento depois da meia-noite de segunda-feira com suas bandeiras e cartazes. Não podiam cantar vitória com certeza absoluta e, no entanto, cantaram. Um grupo, já muito tarde, começou a cantar em coro esse triunfo gasoso. Depois da meia-noite, expulsaram a imprensa do recinto porque o aluguel havia expirado. Era tarde para tudo, mas o senador por Vermont disse que sentia que as primárias estavam “indo muito bem” para ele. “Hoje [segunda-feira] é o início do fim da presidência de Donald Trump”, enfatizou.

A campanha do republicano aproveitou a oportunidade para atacar os adversários políticos. “Os democratas estão se metendo em um desastre de caucus de sua própria criação”, com o sistema de apuração “mais tosco da história”, zombou Brad Pascale, chefe de campanha, em um comunicado na noite de segunda-feira. O próprio presidente não perdeu a oportunidade de ironizar no Twitter. Sujeito a um impeachment no Senado, prestes a obter o esperado veredito de absolvição, cresceu diante do caos de seus adversários: “Quando os democratas começarão a culpar a Rússia, em vez de sua própria incompetência?”.

Que Trump chegaria ao discurso do Estado da União na noite desta terça-feira isento do processo impeachment, na falta apenas da votação final nesta quarta-feira, era um fato incontestável. Mas que se dirigiria à sessão plenária do Congresso e à nação durante o horário nobre sentindo-se pleno e com a melhor arma de partida para sua reeleição em 2020, o caos monumental na contagem de votos dos democratas nos caucuses de Iowa, isso lhe foi servido de bandeja.

O Partido Democrata de Iowa esclareceu assim que informou o problema que não se tratava de pirataria ou de um ataque de hackers, mas demorou em explicar com clareza. Havia detectado “incongruências” nas informações recebidas do caucus. “A integridade dos resultados é fundamental”, disse o porta-voz Mandy McClure. “Tivemos um atraso nos resultados devido aos controles de qualidade e ao fato de que o partido está informando três grupos de dados pela primeira vez”.

A campanha de Trump, em meio ao desconcerto, comemorou a vitória do presidente em suas primárias. Porque sim, há dois republicanos que tentaram disputar com ele a candidatura para novembro com resultados ridículos. Joe Walsh, um locutor de rádio conservador, e William Weld, o libertário ex-governador de Massachusetts. Trump continua sendo presidente e líder de seu partido. Essa é a única certeza da noite em Iowa.

Colaborou Yolanda Monge

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