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Regina Duarte em Brasília: preparativos para assumir a Cultura na Era Bolsonaro.

 ARTIGO DA SEMANA

Regina na Cultura, o Casamento do Ano: “Quem melhor que você, mulher?”

Vitor Hugo Soares

Depois do almoço de quarta-feira (22) no Palácio da Alvorada, seguido da visita à casa onde a atriz deverá mandar, em Brasília, está praticamente sacramentado o casamento de Regina Duarte – a “namoradinha do Brasil” – com o comando da gestão administrativa e política da Secretaria da Cultura do governo federal. Território de poder em permanentes movimentações sísmicas – em todas as administrações nas décadas mais recentes da história do País,– mais conflagrado ainda na Era Bolsonaro, agravada pela passagem do recém demitido Roberto Alvim,  discípulo retardatário de Goebbels por estas bandas. Só falta agora “a noiva 2020” atender formalmente ao estímulo de Janaína Paschoal, parlamentar brasileira mais votada de todos os tempos: “Aceita, Regina: afinal, quem melhor que você, mulher?”

Seguramente, residem neste ponto os sinais de alívio e descompressão que se verifica nos arraiais de “esquerda”, “direita” e “centro”, nesta segunda quinzena de janeiro. Sem falar  na boa notícia, para os atuais donos do poder, que chegou ao Palácio da Alvorada na hora do almoço de Bolsonaro com a convidada Regina: o resultado da pesquisa, encomendado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) ao Instituto de Pesquisa MDA, que mostra o crescimento da aprovação ao presidente, 34.5% , e a percepção positiva de seu governo, 47.8 % índices reveladores de que o mandatário voltou a ter maior percentual de avaliação positiva, “tal como no início de seu governo”, assinala o El País. Este é Sua Excelência o Fato, no dizer famoso de Charles de Gaulle, que o saudoso Ulysses Guimarães adorava repetir. Precisa de razão maior para explicar o ar de felicidade no abraço do presidente na atriz, na foto postada por Bolsonaro, em seu espaço no Instagram, depois do almoço no Alvorada?       

Em outro tempo – menos marcado pelas paixões das ideologias em choque, desde a última campanha presidencial, que reduz tudo (ou quase) ao imaturo e sectário conflito do contra ou a favor – estes acontecimentos seriam saudados com uma composição musical: um hino, samba, frevo ou um baião. A exemplo de “Paulo Afonso”, que o insuperável Luiz Gonzaga consagrou no fim dos anos 50, quando da inauguração, pelo presidente Café Filho, da usina hidrelétrica da CHESF – que iluminou o Nordeste – , obra transcendente da engenharia brasileira, construída com muito cimento, suor e trabalho entre barragens monumentais ao longo das correntezas baianas do São Francisco, o rio da minha aldeia.

“E o Brasil vai”… Lembro a letra da música da minha infância, em registro que considero relevante para contextualizar os fatos desta semana, enquanto ainda se discute a quem cabe o mérito da ideia de indicação da atriz para comandar a Cultura, quando se vislumbrava o caos absoluto na gestão oficial dos projetos federais na cobiçada área de pensamento e poder oficial. Sobretudo a grana disponível para a música, teatro e cinema, disputada por notórios feudos dominantes, há quase duas décadas –  “com fome de anteontem”, como nos versos também famosos de outra composição sobre fatos e contextos relativamente recentes.
Enquanto isso, Regina resolve detalhes de sua vida pessoal e profissional (o contrato que tem com a TV Globo, por exemplo) e os arremates do vestido de noiva para a consumação de seu casamento com a cultura do Governo, quando o mandatário voltar da Índia, semana que vem. A conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br  

“Feminina”, Quarteto em Cy: as baianinhas em seu melhor estilo interpretam a composição de Joyce Moreno, tema musical de Malu Mulher, série famosa  da TV Globo nos Anos 7o, com Regina Duarte e Narja Turetta, mãe e filha que fizeram o País ficar na frente da televisão por um bom tempo, encarando e discutindo temas delicados e essenciais do feminismo e da sociedade na época da dura e difícil  transição para as liberdades pessoais e democráticas. Viva!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares) 

Do Jornal do Brasil

 

CadernoB – Cinema

A Mostra de Cinema de Tiradentes, maior evento do cinema brasileiro, chega a sua 23a edição, de hoje (24) a 1º de fevereiro, com oferta de uma programação diversificada, intensa e gratuita. Serão nove dias de evento com exibição de 113 filmes (31 longas, 1 média e 81 curtas-metragens), divididos em 53 sessões de cinema e, ainda, 39 mesas de debates, diálogos audiovisuais e a série Encontro com os Filmes, performances artísticas e musicais, oficinas e lançamentos de livros. A cidade histórica mineira será transformada na capital do cinema brasileiro e irá receber toda infraestrutura com instalação de quatro espaços principais para sediar a programação e receber milhares de turistas: Cine Copasa na Praça, Cine-Tenda, Sesc Cine-Lounge e Centro Cultural Sesiminas Yves Alves.
Macaque in the trees
Antonio e Camila Pitanga (Foto: Leo Lara/Divulgação)

“Em 2020, celebramos 23 anos de existência da Mostra de Cinema de Tiradentes, uma trajetória rica que testemunha a força e a diversidade do cinema brasileiro, e cada edição honra com o compromisso de valorizar, promover e apresentar ao público o que é produzido no Brasil, além de ser um lugar de inovação e criatividade, de formação e reflexão, de manifestação e intercâmbio da nossa cultura”, ressalta Raquel Hallak, diretora da Universo Produção e coordenadora geral da Mostra Tiradentes.

A abertura da mostra acontece hoje à noite no Cine-Tenda com homenagens aos atores Antônio Pitanga e Camila Pitanga e exibição, em pré-estreia mundial, de “Os Escravos de Jó”, do cearense Rosemberg Cariry, que conta com Antônio Pitanga no elenco. Na ocasião, também será realizada performance audiovisual apresentando a temática desta edição “A imaginação como potência”, proposta pelo crítico Francis Vogner dos Reis que assina a coordenação do evento.

TEMÁTICA – A IMAGINAÇÃO COMO POTÊNCIA

O evento será norteado pela temática “A imaginação como potência”. A proposta é uma tentativa de ser propositivo diante de um cenário incerto, olhar adiante e enxergar na arte e na criação os caminhos possíveis para novos rumos.

Macaque in the trees
Cortejo da Arte em Titadentes (Foto: Leo Lara/Divulgação)

A constatação é de que, mesmo numa época de dúvidas e de deslegitimação das instâncias oficiais, o cinema brasileiro vive um momento de absoluta efervescência criativa e de recepção. “O que emerge na atual produção no país é o desejo de interpretar nossa experiência hoje, de projetar caminhos possíveis, de provocar imagens que nos remetam a uma perspectiva sobre o passado tendo em vista não só um olhar original sobre fraturas sociais e políticas, mas também uma superação destas num desejo de futuro”, destaca Francis.

Parte da programação foi pautada com o objetivo de apresentar empiricamente através dos filmes as ideias que permearam suas escolhas. Além de vários títulos dentro das diversas mostras, um recorte específico leva o nome da temática e reúne três longas “Sofá” (RJ), de Bruno Safadi; “Cavalo” (AL), de Rafhael Barbosa e Werner Salles, e “Um Dia com Jerusa” (PE), de Viviane Ferreira e quatro curtas (“A Felicidade Delas” (SP), de Carol Rodrigues; “Pattaki” (SE), de Everlane Moraes; “O Verbo se Fez Carne” (PE), de Ziel Karapotó; e “Inabitáveis” (ES), de Anderson Bardot). Duas mesas do Seminário do Cinema Brasileiro irão discutir o assunto: uma no dia 25, às 10h15, com a presença de toda a equipe da Mostra (Francis Vogner, Lila Foster, Pedro Maciel Guimarães, Camila Vieira e Tatiana Carvalho Costa); e outra no dia 26, às 15h30, com os pesquisadores Ivana Bentes, Bernardo Oliveira e Helena Vieira.

HOMENAGEM | ANTÔNIO E CAMILA PITANGA

Pai e filha, 80 e 42 anos. Ícones de seus próprios tempos, por motivos e trajetórias distintos, Antônio Pitanga e Camila Pitanga, homenageados da 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes, emulam em seus corpos e posturas a brasilidade mais original e singular, o talento e a presença de quem vivencia as contradições do país por dentro. Celebrar os dois juntos é afirmar não só seus caminhos, mas também reconhecer suas diferenças – criativa, simbólica e política.

Antônio Pitanga participou da revolução do Cinema Novo, entre o final dos anos 1950 e meados dos anos 1970, e Camila Pitanga ocupa o imaginário da TV e do cinema nas últimas duas décadas. Em ambos estão a diversidade e a força de duas formas de trabalhar e mapear uma história do audiovisual que os atravessa. Parte disso poderá ser conferido na Mostra Homenagem, com os longas “Na Boca do Mundo” (RJ/ 1978), única incursão do veterano ator no ofício de direção; “Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios” (SP/ 2011), de Beto Brant e Renato Ciasca, no qual Camila está em seu papel mais intenso; e “Pitanga” (RJ/ 2016), documentário de Brant e Camila sobre a vida e carreira de Antônio. Além dos filmes e da presença dos dois homenageados no evento, ambos serão tema de uma mesa de debates, que vai discutir, neste sábado (25), às 12h30, a importância de seus trabalhos.

LONGAS E MÉDIA

Na programação de longas e médias-metragens, serão exibidos 32 títulos em pré-estreia (31 longas e 1 média), divididos em oito temas (Aurora, Olhos Livres, Homenagem, A Imaginação como Potência, Foco Minas, Praça, Mostrinha e Sessão Debate). Os curadores Francis Vogner dos Reis e Lila Foster assinam a seleção.

Alguns títulos de circulação internacional ou premiados em festivais importantes dentro e fora do Brasil estão na programação, como “Babenco – Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou” (SP), de Barbara Paz, premiado no Festival de Veneza; “Pacarrete” (CE), de Allan Deberton, premiado no Cine Ceará; “Sete Anos em Maio” (MG), de Affonso Uchôa, melhor filme na seção Novos Rumos do Festival do Rio; e “Três Verões” (RJ), de Sandra Kogut, pelo qual Regina Casé ganhou prêmio de melhor atriz no Festival do Rio. Nomes veteranos de vasta carreira voltam a Tiradentes com seus novos trabalhos, casos de Lírio Ferreira “Acqua Movie” – (PE); Helvécio Ratton “O Lodo” – (MG) e Geraldo Sarno “Sertânia” – (CE).

A Mostra Aurora exibe oito títulos de cinco estados que terão pré-estreia no evento. Em comum, todos lidam com a realidade brasileira através de chaves de reinvenção, reconfiguração ou alegoria, seja em documentários que olham diretamente para determinado espaço ou acontecimento, seja numa ficção de época ambientado no século XIX. Os filmes escolhidos para a Mostra Aurora 2020 são: “Cabeça de Nêgo” (CE), de Déo Cardoso; “Cadê Edson?” (DF), de Dácia Ibiapina; “Mascarados” (GO), de Marcela Borela e Henrique Borela; “Pão e Gente” (SP), de Renan Rovida; “Ontem Havia Coisas Estranhas no Céu” (SP), de Bruno Risas; “Canto dos Ossos” (CE), de Jorge Polo e Petrus de Bairros; “Natureza Morta” (MG), de Clarissa Ramalho; e “Sequizágua” (MG), de Maurício Rezende. Os filmes vão ser avaliados pelo Júri da Crítica e concorrem ao Troféu Barroco e a prêmios de parceiros do evento, além do Prêmio Helena Ignez, dado a um destaque feminino.

Pelo quarto ano, a Mostra Olhos Livres apresenta trabalhos de realizadores com alguma trajetória consolidada e em constante expansão de invenções e novos sentidos de apreensão. Avaliados pelo Júri Jovem e concorrendo ao Prêmio Carlos Reichenbach, os títulos deste ano são “Até o Fim” (BA), de Ary Rosa e Glenda Nicácio; “É Rocha e Rio, Negro Leo” (RJ), de Paula Gaitán; “Fakir” (SP), de Helena Ignez; “Sertânia” (CE), de Geraldo Sarno; e “Yãmiyhex: As Mulheres-espírito” (MG), de Sueli Maxakali e Isael Maxakali.

Como tem sido praxe nos últimos anos, as sessões da Mostra Praça serão seguidas de bate-papo dos diretores e diretoras com o público presente, sempre com mediação de curadores do evento. Os longas e curtas em 2020 encontram canal direto de diálogo com os espectadores. Alguns dos filmes são “Mães do Derick” (PR), de Dê Kelm, “Raízes” (SP), de Simone Nascimento e Wellington Amorim, e os citados “Três Verões” e “Pacarrete”.

Na sessão de encerramento, na noite do dia 1º de fevereiro, a Mostra exibe “A Torre” (MG), segundo longa-metragem do mineiro Sérgio Borges e seu primeiro filme uma década depois do premiado “O Céu sobre os Ombros” (MG/ 2010). No novo trabalho, Enrique Diaz interpreta André, homem que se isola numa floresta para lidar com as perdas de sua vida e acaba sendo desafiado por memórias e culpas que tentou deixar para trás.

A DIVERSIDADE DA PRODUÇÃO DE CURTAS

A seleção conta com 81 curtas-metragens, vindos de 14 estados. Os filmes da edição 2020 vêm de Alagoas (3), São Paulo (18), Minas Gerais (17), Pernambuco (8), Rio de Janeiro (11), Rio Grande do Norte (2), Paraná (7), Santa Catarina (1), Rio Grande do Sul (3), Goiás (4), Paraíba (2), Tocantins (2), Espírito Santo (2) e Sergipe (1). Eles serão apresentados dentro das mostras Foco, Panorama, Foco Minas, A Imaginação como Potência, Formação, Jovem, Mostrinha, Praça e Valores. Assim como a Mostra Aurora nos longas, a Mostra Foco é avaliada pelo Júri da Crítica.

A curadoria de curtas-metragens foi feita pelo pesquisador e professor Pedro Maciel Guimarães, pela crítica Camila Vieira e pela professora Tatiana Carvalho Costa. Ao longo do processo de seleção, algumas linhas estéticas acabaram se desenhando. Uma delas é a invenção de narrativas alegóricas para tratar do presente e, ao mesmo tempo, dimensionar traumas históricos do país – o que pode ser visto em títulos como “Inabitáveis” (ES/ Anderson Bardot), “O Verbo se Fez Carne” (PE/ Ziel Karapotó), “A Mulher que Eu Era” (MG/ Karen Suzane) e “Relatos Tecnopobres” (GO/ João Batista Silva).

Também importante na mostra é a reconfiguração do realismo a partir de uma abertura para explorar elementos do artifício que inventam formas de fabulação, como em “A Felicidade Delas” (SP), de Carol Rodrigues e “A Viagem do seu Arlindo” (ES), de Sheila Altoé. De um modo geral, as linhas estéticas nestes filmes propõem modos de fazer cinema numa conexão mais próxima com a temática.

SEMINÁRIO | DEBATES

Pelo 23º ano, o Seminário do Cinema Brasileiro é espaço fundamental do evento dedicado a reflexão, encontros, diálogos, ideias e perspectivas do cinema no país. Reúne profissionais do audiovisual, da crítica, acadêmicos, pesquisadores, jornalistas no centro dos debates, discussões e conversas. Extensão da experiência dos filmes, o Seminário anualmente atrai mais de uma centena de participantes e é marca registrada da Mostra.

Ao todo serão 39 debates para refletir o momento atual do cinema brasileiro, sendo 20 deles integrando a série Encontros com os Filmes, que reúne críticos convidados para debater títulos das mostras Aurora, Foco e Olhos Livres; um debate internacional, com a presença de convidados que vão apresentar como está o cinema brasileiro no exterior; três debates temáticos; um debate dedicado aos homenageados; e um debate com curadores e 13 que integram as Sessões-Debate e bate-papos da sessões da Praça e Formação . As atividades do Seminário acontecem no Centro Cultural Sesiminas Yves Alves, também com entrada franca.

PRESENÇAS INTERNACIONAIS

Nos últimos anos, a Mostra de Cinema de Tiradentes tem levado à cidade mineira importantes nomes do cenário audiovisual mundial para acompanhar o evento. Atuando como “olheiros” privilegiados, os convidados têm a oportunidade de conhecer em primeira mão o cinema brasileiro contemporâneo.

Desta vez estarão presentes cinco convidados internacionais, representando festivais, instituições e publicações de várias partes do mundo. De Portugal vem Miguel Valverde, curador do Indie Lisboa, codiretor da Portugal Film – Agência Internacional de Cinema Português, professor de Promoção de Cinema no Instituto Politécnico ESAD e de Cinema Experimental na Universidade Nova de Lisboa. Da Espanha, a presença é de Nuria Cubas, diretora artística do Filmadrid – Festival Internacional de Cinema de Madri. Ela também faz parte do comitê de seleção do Punto de Vista – Festival Internacional de Documentário de Navarra, desde 2018.

A Argentina estará representada por três nomes. Uma das presenças é de Paola Buontempo, programadora do Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata. Também vem o crítico de cinema Roger Koza, curador do Filmfest Hamburgo (Alemanha) e da Vienalle – Festival Internacional de Cinema de Viena (Áustria) e diretor artístico do Festival Internacional de Cinema de Cosquín. Por fim, a crítica e pesquisadora Julia Kratje completa o time argentino. Doutora em Ciências Sociais e Mestre em Sociologia da Cultura, ela é professora de Comunicação Social na Universidade Nacional de Entre Ríos e na Universidade de Buenos Aires, onde é pesquisadora do Instituto Interdisciplinar de Estudos de Gênero da Faculdade de Filosofia e Letras.

PROGRAMA DE FORMAÇÃO | OFICINAS

A Mostra Tiradentes tem também o compromisso de investir na formação e, por isto, promove anualmente, o Programa de Formação com a oferta de oficinas audiovisuais para o público jovem e adulto, visando à capacitação técnica para o mercado de cinema e criando oportunidades para novos atores e realizadores, além de despertar talentos, formar novos profissionais e olhares. Desde sua primeira edição, em 1998, já foram certificados 6.704 alunos em 231 oficinas ministradas.

Nesta edição serão promovidas 10 oficinas e 260 vagas para públicos e interesses diversos contribuindo, desta forma, para ampliar a qualificação e desenvolvimento audiovisual em Minas Gerais e no Brasil. As vagas estão todas preenchidas.

MOSTRINHA

A criançada tem diversão garantida na Mostrinha, em sessões de longas e curtas-metragens voltadas ao público infantojuvenil e com presença da Turma do Pipoca. Também com o objetivo de inserir novos olhares para o cinema brasileiro, a Mostra Jovem reúne curtas-metragens que dialogam com questões e experiências adolescentes.

MOSTRA VALORES

No contexto da programação do evento, será realizada a Mostra Valores, uma iniciativa da Universo Produção, concebida para dialogar com as comunidades nas cidades de Tiradentes, Ouro Preto e Belo Horizonte, em que o programa Cinema sem Fronteiras está inserido, visando a valorizar pessoas, ações, programas e lugares.

Nesta edição, foi eleita como protagonista a Sociedade Corpo de Bombeiros Voluntários de Tiradentes, com o propósito de somar esforços, apresentar, enaltecer e sensibilizar o público para ser um colaborador da instituição que depende de doações para seu funcionamento e realiza um trabalho pioneiro e de grande valia para o patrimônio da cidade de Tiradentes e de Minas Gerais e, por isto, merece nosso reconhecimento e aplausos.

A proposta é realizar ações promocionais e dar visibilidade ao trabalho realizado pelo Corpo de Bombeiros Voluntários de Tiradentes, através da realização de uma exposição a ser instalada na praça principal da cidade e campanha de sensibilização, visando a estimular e incentivar doações para a instituição.

ARTE POR TODA PARTE

Além de exibições de filmes, a Mostra de Tiradentes promove, em parceria com o Sesc em Minas, uma série de atividades artísticas composta por exposições, cortejos, teatro de rua, performances, intervenções e apresentações musicais, que irão transformar Tiradentes numa verdadeira capital multicultural durante os nove dias.

Em diálogo com a temática proposta na programação “A imaginação como potência”, artistas, grupos e bandas de destaque na cena mineira e nacional fazem apresentações diárias no Sesc Cine-Lounge, espaço de encontro e criação, reflexão e construção, cultura e pulsação.

SERVIÇO: 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes / De hoje (24) a 1º de fevereiro / O evento tem apoio das leis de incentivo à cultura federal e estadual (MG). Patrocínios: Itaú, CBMM, Copasa, Cemig, Codemge, Governo de Minas Gerais. Parceria Cultural: SESC em Minas / Apoios: Sesi FIEMG, Café 3 Corações, Ministério das Relações Exteriores, Oi, Dot, Mistika, CTAV, Cia Naymar, Cinecolor, The End Post, Canal Brasil, Rede Globo Minas, Prefeitura de Tiradentes, Polícia Militar de Minas Gerais.

Cafajeste em tempo integral

Augusto Nunes

Zé de Abreu

Zé de Abreu

Reprodução/ Instagram

Ao saber que Regina Duarte fora convidada para o cargo que cobiça desde 2002, José de Abreu reagiu com uma cusparada pelo Twitter: “A mulher ideal para participar do governo nazista-homofóbico-miliciano”. A frase confirma que não há diferença entre o Zé de Abreu da telinha e o Zé de Abreu da vida real. Ambos são coadjuvantes congênitos. E nenhum dos dois vale nada.

É por isso que o ator de quinta garante a sobrevivência repetindo o mesmo papel: é sempre ele o cafajeste da novela. Os diretores nem precisam detalhar o que ele deve fazer quando vai começar a gravação. Basta recitar a frase de sempre: “Seja você mesmo, Zé”.

 

Premiê indiano recebe brasileiro na data nacional mais importante do país, no domingo. Em comum, líderes enfrentam críticas por atacarem imprensa e minorias

Bolsonaro com a filha Laura e a enteada Letícia durante visita ao Templo de Akshardham, em seu primeiro dia de visita oficial à Índia.
Bolsonaro com a filha Laura e a enteada Letícia durante visita ao Templo de Akshardham, em seu primeiro dia de visita oficial à Índia.Alan Santos/PR
 Angel Martínez

Jair Bolsonaro chegou nesta sexta-feira à Índia como principal convidado para as comemorações do Dia da República, no domingo, dia 26, em Nova Délhi. A deferência de participar da festa mais importante do Estado indiano é lida com um aceno do primeiro-ministro Narendra Modi, que esteve no Brasil em novembro, ao ultradireitista brasileiro. Ambos os líderes das duas potências emergentes buscam melhorar a aliança estratégica diante do desafio comum da reativação econômica e em meio a críticas que recebem em âmbito doméstico e externo. Tanto Modi como Bolsonaro são criticados pelo acosso à mídia e por medidas e discursos que prejudicam as minorias dos dois países, também unidos por sua diversidade étnica e social. A agricultura e o meio ambiente são campos minados para ambos os líderes. Se Bolsonaro é criticado por negar a catástrofe dos incêndios na Amazônia, a passividade de Modi diante da poluição é denunciada por ativistas que os camponeses os apoiam em protestos nacionais.

“Enfrentamos as mesmas críticas”, admitiu o embaixador brasileiro na Índia, André Aranha Correa do Lago, à televisão local. Em seguida, redirecionou a resposta ao escopo do encontro: “Nossas economias são tão profunda e tradicionalmente fechadas que, ao abri-las, descobre-se que há outros obstáculos a serem eliminados. Isso cria frustração no exterior”. Com um marcante caráter comercial, Bolsonaro visita a Índia com sete ministros e uma grande delegação de empresários que esperam assinar mais de 15 pactos com governos e instituições indianos, segundo Correa do Lago, que também afirmou que “os dois países firmarão um importante acordo sobre aceleração e proteção de investimentos ”.

Pioneiros na cooperação Sul-Sul e com agendas semelhantes no campo da parceria internacional, Índia e Brasil elevaram suas relações bilaterais a uma aliança estratégica em 2006, mas a separação geográfica e o fraco intercâmbio sociocultural entre estas duas potências regionais reduziram o alcance dos acordos. Para melhorar este aspecto, Bolsonaro aprovou a concessão de vistos gratuitos para turistas e empresários indianos, na última cúpula dos BRICs, num dos poucos resultados proveitosos do encontro multilateral realizado em novembro em Brasília. Modi correspondeu com este convite formal, durante o qual se esperam contratos importantes, especialmente em questões de energia, agricultura e defesa.

Fórum empresarial e queixa na OMC

Depois do desfile do Dia da República, Bolsonaro se reunirá com empresários de ambos os países no Fórum de Negócios Índia-Brasil para dar impulso a essas relações. O volume comercial bilateral foi de 8,2 bilhões de dólares (34 bilhões de reais) entre 2018 e 2019. Os investimentos indianos no Brasil são estimados em cerca de 6 bilhões de dólares (25 bilhões de reais), concentrados nos setores agrícola, farmacêutico, de energia, de mineração, de engenharia e de tecnologia. Já os de brasileiros na Índia são cerca de 1 bilhão (4,18 bilhões de reais), com foco na indústria automotiva, de tecnologia, de mineração e de biocombustíveis. A preocupação da Índia em matéria de energia direcionou seu interesse para o etanol brasileiro, após sanções dos EUA ao Irã e à Venezuela, o quarto maior exportador de petróleo bruto para a Índia.

Em meio à crescente polarização entre Estados Unidos, China e Rússia, as relações indo-brasileiras oferecem um horizonte para navegar sem receios das superpotências. Em 2016, o Brasil apoiou publicamente pela primeira vez a inclusão da Índia como membro do Grupo de Fornecedores Nucleares, abrindo espaço para cooperação nessa área. O Brasil tem em seu solo a terceira e a sexta reservas de urânio e tório, respectivamente. O país também tem terreno fértil para se beneficiar da cooperação técnica em questões espaciais, já que a Índia está se tornando uma plataforma de produção e lançamento de satélites, enquanto os países latino-americanos tradicionalmente dependem da especialização chinesa.

Há também terrenos escorregadios para explorar durante a visita, como os do setor agrícola, básico para a economia do Brasil e da Índia, primeiro e segundo produtor mundial de cana-de-açúcar, respectivamente. Os produtores indianos consideram inadmissível que o Brasil denuncie a Índia à Organização Mundial do Comércio pelos subsídios à produção e exportação.

Outro ponto de atenção são os protestos enfrentados por Modi. Desde o final de 2019, as grandes cidades da Índia abrigam grandes manifestações sociais contra o Governo, e as concentrações multitudinárias em Nova Délhi serão mantidas durante a visita de Bolsonaro à capital. Os manifestantes denunciam o nacionalismo hindu de Modi, acusado de discriminar os muçulmanos indianos e também criticado pela minoria cristã do país. Bolsonaro, por sua vez, representa a extrema direita aliada ao radicalismo evangélico brasileiro e coincide com o líder indiano em exibir um discurso populista nos tuítes e administrar seu país por meio de medidas que marginalizam minorias —os povos indígenas, no caso do Brasil. Uma maneira de fazer política que lhes deu vitórias eleitorais que lhes permitem levar adiante seus projetos nacionalistas conservadores. Ambos parecem apostar nos paralelismos no campo político-ideológico para driblar um certo isolamento internacional, o que também poderia ajudar a consolidar as relações econômicas em duas potências vistas há duas décadas como dominantes em suas regiões e cujas populações representam um quarto da população mundial.

jan
25
Posted on 25-01-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-01-2020



 

 Sponholz, NO

 

Por G1 Rio

O jornalista Sérgio Noronha durante uma cobertura esportiva na TV Globo — Foto: Reprodução/Memória Globo O jornalista Sérgio Noronha durante uma cobertura esportiva na TV Globo — Foto: Reprodução/Memória Globo

O jornalista Sérgio Noronha durante uma cobertura esportiva na TV Globo — Foto: Reprodução/Memória Globo

 

O jornalista Sérgio Noronha morreu nesta sexta-feira (24) no Rio, aos 87 anos. Comentarista com passagem pela TV Globo e pela Rádio Globo, entre outros veículos, ele sofria de Mal de Alzheimer e estava internado há 10 dias no Hospital Rio Laranjeiras, na Zona Sul, onde sofreu uma parada cardíaca.

A informação foi confirmada pelo amigo Arnaldo Cezar Coelho ao Globoesporte.com.

“Perdi um amigo. Conheci Seu Nonô quando ele jogava futebol na Urca na década de 60. Ele era o cara que sentava no paredão e ficava me pressionando quando era juiz. Ali conheci ele. Depois ele foi para o Jornal do Brasil, Rádio Globo… A vida toda foi meu companheiro, um parceiro de vida toda de frequentar a minha casa”, disse Arnaldo.

Noronha teve uma pneumonia no Retiro dos Artistas, onde vivia, e ficou internado sete dias no CTI do hospital. Na última quinta-feira, ele foi transferido para o quarto, mas passou mal e teve uma parada cardíaca.

O Hospital Rio Laranjeiras informou, por volta das 18h, que o Retiro dos Artistas foi avisado sobre o falecimento. Às 18h05, o Retiro dos Artistas informou que tinha sido avisado sobre a morte e que um representante da instituição estava a caminho do hospital.

 
 

Galvão Bueno e Sérgio Noronha (D) no Pan de 2007 — Foto: Reprodução/ Memória Globo Galvão Bueno e Sérgio Noronha (D) no Pan de 2007 — Foto: Reprodução/ Memória Globo

Galvão Bueno e Sérgio Noronha (D) no Pan de 2007 — Foto: Reprodução/ Memória Globo

A trajetória profissional

Para muitos nas redações por onde passou, Sérgio Noronha era conhecido como Seu Nonô. No rádio, em revista ou na televisão, o jornalista é uma das vozes mais respeitadas do mundo esportivo.

Sérgio Noronha teve passagens pela revista O Cruzeiro, Jornal do Brasil, Diário Carioca, Correio da Manhã – onde participou da reforma gráfica orientada por Jânio de Freitas – e Última Hora; e nas revistas Senhor e TV Guia. Em 1975, Noronha, passou a integrar a equipe de Esportes da Globo e a assinar uma coluna no Jornal O Globo. Em 1976, foi para a TV Educativa.

Em 1982, apesar de ainda trabalhar na TV Educativa, o jornalista participou da cobertura da Globo da Copa do Mundo da Espanha. Após a Copa do Mundo, o jornalista passou a ser comentarista esportivo da Rádio Globo. Teve, ainda, passagens pela Rádio Tupi, pelo canal SporTV e pela TV Bandeirantes.

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