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Regina com Bolsonaro no Rio: “noivado” acertado, só falta conhecer a casa em Brasía antes do casamento.

DO EL PAÍS

Planalto informou que atriz conhecerá na próxima quarta-feira a Secretaria Especial da Cultura. Presidente afirma no Twitter que ambos iniciam um “noivado”

Imagem de arquivo da atriz Regina Duarte.
Imagem de arquivo da atriz Regina Duarte.Sebastião Moreira / EFE

De ferrenha apoiadora de pautas e manifestações de direita a responsável pela Cultura no Governo Bolsonaro. A atriz global Regina Duarte afirmou nesta segunda-feira, de acordo com a Folha de S.Paulo, que inicia um período de “testes” na Secretaria Especial da Cultura, após conversar com o presidente, que lhe convidou para ocupar o cargo depois da exoneração de Roberto Alvim, na sexta-feira, que caiu depois de copiar trecho e estética de um discurso nazista em vídeo para anunciar o Prêmio Nacional de Cultura.

Antes de aceitar o convite de Bolsonaro, a atriz pediu uma conversa “olho no olho” com o presidente para entender seus planos para a área de Cultura. O encontro aconteceu nesta tarde, no Rio de Janeiro. Em nota, o Palácio do Planalto informou que “após conversa produtiva com o presidente Jair Bolsonaro, Regina Duarte estará em Brasília na próxima quarta-feira, 22, para conhecer a Secretaria Especial da Cultura do Governo federal”. Bolsonaro publicou no Twitter uma foto com a atriz e disse que tiveram uma “conversa sobre o futuro da cultura no Brasil” e que ambos iniciam um “noivado que possivelmente trará frutos ao país”.

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20

Por G1 MS e TV Morena

Presos deixaram muita sujeira para trás em fuga de presídio regional de Pedro Juan Caballero, no Paraguai — Foto: Reprodução / Fiscalía Paraguay Presos deixaram muita sujeira para trás em fuga de presídio regional de Pedro Juan Caballero, no Paraguai — Foto: Reprodução / Fiscalía Paraguay

Presos deixaram muita sujeira para trás em fuga de presídio regional de Pedro Juan Caballero, no Paraguai — Foto: Reprodução / Fiscalía Paraguay

 

Um brasileiro fugitivo do presídio de Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha à sul-mato-grossense Ponta Porã, foi recapturado na manhã desta segunda-feira (20), pelo Departamento de Operações da Fronteira (DOF).

De acordo com o DOF, ele tem 30 anos, é de Imperatriz (MA) e cumpria pena no presídio regional por tráfico de drogas há quatro anos.

A prisão foi na região de fronteira com o Paraguai. Durante a abordagem, o suspeito ficou bastante nervoso e confessou que era um dos 76 fugitivos da penitenciária.

Fuga

Do total de fugitivos, 40 são brasileiros e 36 são paraguaios. A fuga foi na madrugada de domingo (19). O Ministério Público informou que vídeos das câmeras de segurança do presídio mostram uma movimentação intensa desde as 4h deste domingo. Para a promotora, é impressionante que os guardas não tenham agido diante das imagens que tinham à disposição.

Ainda no domingo, a ministra da Justiça, Cecilia Perez, afirmou que sua pasta denunciou ao Ministério Público um suposto plano de fuga e pagamento de 80 mil dólares (mais de R$ 330 mil) por parte de integrantes da facção criminosa para os funcionários da prisão regional de Pedro Juan Caballero, de acordo com o jornal “La Nación”.

A Procuradoria do Paraguai pediu a prisão do diretor de presídio regional de Pedro Juan Caballero e de 30 agentes penitenciários por suspeitas de facilitação da fuga.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou que o governo federal está trabalhando junto com os estados para impedir a entrada no Brasil dos fugitivos.

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Elogio a um reacionário

Mario Vargas Llosa

Sir Roger Scruton, que acaba de morrer liquidado por um câncer que enfrentou com firmeza, nasceu em 1944 e se tornou um conservador, segundo confessou, durante os distúrbios de rua de maio de 1968 em Paris, quando viu garotões ricos – grandes protagonistas daquela caricatura de revolução – apedrejando policiais, erguendo barricadas na região do Quartier Latin e proclamando aos quatro ventos: “Queremos o impossível!”

Foi uma das pessoas mais cultas que conheci. Podia falar de música, literatura, arqueologia, vinho, filosofia, Grécia, Roma, Bíblia e mil assuntos mais como um especialista, embora não fosse especialista em nada, pois, na verdade, era um humanista no estilo clássico que defendia em panfletos – deliciosos de se ler – um mundo absolutamente irreal que provavelmente nunca existiu, salvo em sua imaginação e nos ensaios de alguns poucos sonhadores como ele.

“Você não percebe que essa Inglaterra que defende com tanto talento não existiu nunca, a não ser em sua fantasia?”, disse a ele uma vez. “Que os donos de castelos e cavalos puro-sangue hoje são uns novos milionários e semianalfabetos que só falam de uísque e negócios? Que a caça à raposa, que você promove com ardor épico, está morta e enterrada?”

Ele não me levava a sério e a seus olhos eu parecia um subdesenvolvido, mas me ouvia com resignação. E dissimulava sua impaciência, porque era um homem muito bem educado, sobretudo quando diante dele eu me atrevia a defender as políticas da senhora Thatcher, das quais discordava por lhe parecerem progressistas demais.

Era odiado universalmente pelos intelectuais de sua geração, o que não deixava de engrandecê-lo, pois, apesar de ser um dinamitador cultural que acertava sempre no alvo, não necessitava da adulação burguesa. Com sua juba ruiva, que o tempo foi embranquecendo, e seu modo de vestir descuidadamente aristocrático, estava sempre lendo e escrevendo sobre temas da atualidade. Entre um livro e outro, achava tempo para montar cavalos altivos e matar algumas raposas.

Não tinha paciência para escrever aqueles tratados profundos que levam anos, como seu distante mestre Edmund Burke, grande fustigador da Revolução Francesa, porque vivia e atuava no presente: isso era o que o apaixonava. Sobre as ocorrências cotidianas, opinava sem dar trégua, com imensa sabedoria, e fazia citações prodigiosas e argumentos com frequência tão reacionários que aterrorizavam os poucos conservadores que ainda existem (até mesmo na Inglaterra). Recebeu o título de “sir” da coroa britânica em 2016, o que sem dúvida o envaideceu.

Fui assinante da revista que ele dirigia, The Salisbury Review, durante alguns meses, até parar ao descobrir que só lia os editoriais, sempre esplêndidos, ainda que totalmente incompatíveis com a realidade política e social de nossos dias e, provavelmente, com a de sempre.

Ninguém como Roger Scruton para ilustrar aquela grande distância que, segundo Frederick von Hayek, separa um liberal de um conservador. Mas ele era de uma decência básica, uma indignação perfeitamente justificada contra as grandes imposturas patenteadas pela esquerda demagógica de nosso tempo, uma inteligência que esmiuçava com acidez os modismos ideológicos e a estupidez política. E era, nesse sentido, um intelectual imprescindível, principalmente tendo-se em conta que ninguém ocupará seu lugar.

Não era contra o progresso, absolutamente, com a condição de que não se considerasse progresso o que propunham os marxistas ou o que nós, os liberais, defendemos. Mas ninguém explicou melhor que ele, por exemplo, a importância das óperas, mesmo as mais complexas – digamos as de um Wagner –, ou das obras-primas literárias, ou dos grandes sistemas filosóficos, para se entender o presente, atuar de maneira responsável e dar um sentido à vida.

E certamente nenhum jornalista encontrou maneira mais sutil e pertinente de extrair lições morais e políticas de longo alcance analisando um fato cotidiano, nem de defender a cultura como guia, neste mundo desordenado em que vivemos, para entendê-lo e nos orientarmos nele.

A Inglaterra que ele defendia era um mundo de formas e princípios imutáveis, para o qual a religião e as leis haviam trazido um progresso que não eliminava as classes, nem as igualava, mas assegurava a todas elas justiça e ordem. Uma sociedade na qual o privilégio implicava uma obrigação moral de servir à comunidade e na qual a cultura – as artes, os livros, as ideias, os rituais, as ações militares – eram o espelho da vida, o único trajeto que justificava a ascensão social.

Esse mundo jamais existiu, salvo na fantasia de Scruton. Seu modelo de político foi Enoch Powell, um conservador que sabia os clássicos de cor, mas, aterrorizado com o que acreditava ser uma invasão das ilhas britânicas por terceiro-mundistas, profetizou um banho de sangue se a Grã-Bretanha não pusesse um drástico fim à imigração. Nunca percebeu que, por trás dos elegantes discursos de Powell, bufava o racismo. E que todas as reformas que Thatcher levava a cabo, com enorme coragem, visavam a tornar acessível a todos a verdadeira liberdade.

Era muito difícil não sentir uma enorme simpatia por ele, ainda que, como era meu caso, discordando do essencial de suas ideias conservadoras. Porque havia em seus posicionamentos uma honestidade teimosa, algo muito diferente do comportamento dos políticos da atualidade, que só defendem aquilo em que acreditam por mera conveniência e oportunismo, e universalizaram essa horrenda linguagem política contemporânea, feita de clichês e estereótipos, na qual palavras vazias substituíram ideias e valem para tudo e todos, de modo a justificar os apetites, os grandes e pequenos pecados de funcionários, dirigentes e ditadores de regras.

Ninguém pode duvidar de que Roger Scruton usasse a linguagem de outro modo, para dizer o que verdadeiramente pensava, ainda que fosse algo insólito ou irreverente, a começar por seus adversários. O vocabulário político de nosso tempo está cheio de lugares-comuns e talvez esse abismo, que percebemos entre o que dizem os discursos dos profissionais da política e a realidade da vida política, seja tão grande que a confusão tomou conta do mundo, tanto nos países desenvolvidos como nos em desenvolvimento.

Em quem acreditar, se o que ouvimos por toda parte são geralmente mentiras, obviedades ou flagrantes disparates nos quais não crê nem mesmo quem está falando? Neste mundo degradado pela falsidade e pela burrice, Scruton era um contraste formidável. Às vezes, defendia o indefensável, mas sem traços de insinceridade ou arrogância – apenas convicções graníticas e uma elegância risonha na maneira de falar. É nesse sentido que vamos sentir sua falta. A partida de Scruton deixa em volta de nós um pavoroso vazio. / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ.

Caruso”, Mireille Mathieu: Belíssima e perene canção que atravessa tempo e modismos. Bela e vigorosa cantora da França, de performance à altura da composição. Nada melhor para começar a semana de janeiro, com promessa de Regina Duarte à frente da Cultura no Brasil. Será? Responda quem souber.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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20
Posted on 20-01-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-01-2020
 

 
RODRIGO FONSECA

Ao ser perguntada sobre sua obsessão por anéis prateados com imagens de serpentes, em um bate-papo no 22º Rendez-vous Avec Le Cinéma Français, fórum promocional do audiovisual europeu, realizado desde quinta-feira, em Paris, Fanny Ardant franze a testa, numa expressão de “descobriram meu segredo”, gastando alguns segundos em cortante silêncio até responder:

“Fui roubada há a alguns anos. Levaram várias joias minhas. Desde então, comecei a usar as cobras nos dedos. Tenho até um anel em formato de uma medusa, o ser mitológico que tem serpentes no lugar dos cabelos. Elas ninguém me rouba. E prefiro prata a ouro. Corta o Mal”, disse a mítica atriz de 70 anos, que arrebatou olhares, corações e mentes, em 1981, ao estrelar “A Mulher do Lado”, de seu amado parceiro e marido François Truffaut (1932-1984). “Aprendi com ele que, no cinema, você não pergunta, você sente. Você se abre para os sentimentos. E eu continuo a atuar buscando aquilo que me surpreenda”.

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Fanny Ardant em La Belle Époque (Foto: Divulgação)

Depois de uma série de filmes como realizadora, como “Cinzas e sangue” (2009) e “Candences Obstinés” (2013), no qual dirigiu o galã português Ricardo Pereira, Fanny segue atuando sem parar. “Eu prefiro mil vezes fazer uma pequena participação em um longa cujo diretor tenha muito a dizer do que ser protagonista em um filme vazio”, contou ela ao JB, no Rendez-vous, onde promove as comédias “Perdirx” e “Bélle époque”. “São filmes que repaginam a ideia de lealdade, na família e na amizade, de maneira muito singular. Eu venho de uma relação do mais profundo afeto pelos meus parentes. Gosto quando posso discutir esse amor parental e a fidelidade dos parceiros de vida”.

Este ano, ela volta às telas ao lado do galã Louis Garrel em “ADN”, dirigido pela polêmica atriz e cineasta Maïwenn. “Não me definiria jamais como uma expert em cinema e sim como alguém que vive, que atravessa as intempéries da vida de olhos abertos, atenta ao mistério e à beleza das situações cotidianas”, diz Fanny.

Em paralelo a filmes que ainda não circularam pelo mundo mas que já pediram passagem pelo circuito francês, o Rendez-vous da Unifrance aposta em títulos 100% inéditos por aqui e no resto do mundo, como é o caso de “Mama Weed” (“La Daronne”), de Jean-Paul Salomé. Essa comédia agridoce é uma possível aposta para o Urso dourado da Berlinale. Nesta adaptação em tom de thriller da literatura de Hannelore Cayre, Isabelle Huppert vive uma tradutora que ajuda a polícia em uma série de investigações acerca do tráfico de drogas. Sua rotina descamba para o outro lado da Lei quando ela percebe que pode lucrar mais ajudando criminosos. Também espera-se muito da biopic “De Gaulle”, com Lambert Wilson na pele do estadista francês que encarou a ocupação de sua pátria por nazistas.

Segunda-feira o Rendez-vous chega ao fim, tendo como um chamariz de mercado a exibição de “Adults in The Room”, de Costa-Gavras. A partir do do livro homônimo de Yanis Varoufakis, o ex-ministro das Finanças da Grécia, o realizador de “Z” (1969), mestre dos thrillers políticos, abre uma reflexão sobre a falência de sua nação. Cabe ao ator Christos Loulis viver o próprio Varoufakis nesta trama que funde realismo e fábula (com direito a um corifeu), concentrando-se em tramitações políticas e judiciais de 2015 para travar a bancarrota das finanças gregas. Valeria Golino e Ulrich Tukur completam o elenco das produção, que se concentra em tramitações políticas e judiciais de 2015 para travar a bancarrota das finanças gregas.

Do site O Antagonista+ e Crusoé

Sergio Moro usou o Twitter neste domingo para informar que o governo federal trabalha com as forças de segurança estaduais e com o Paraguai para capturar os membros do PCC que fugiram do presídio de Pedro Juan Caballero.

“Estamos trabalhando junto com as forças estaduais para impedir a reentrada no Brasil dos criminosos que fugiram de prisão do Paraguai. Se voltarem ao Brasil, ganham passagem só de ida para presídio federal”, disse.

Por G1 PE

Empresário Antônio de Queiroz Galvão morreu aos 96 anos — Foto: Grupo Queiroz Galvão/Divulgação Empresário Antônio de Queiroz Galvão morreu aos 96 anos — Foto: Grupo Queiroz Galvão/Divulgação

Empresário Antônio de Queiroz Galvão morreu aos 96 anos — Foto: Grupo Queiroz Galvão/Divulgação

 

Morreu no Recife, neste domingo (19), o empresário Antônio de Queiroz Galvão, um dos fundadores do Grupo Queiroz Galvão. Aos 96 anos, ele passou mal na casa onde morava, no sábado (18), e faleceu durante a madrugada, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC).

Antônio de Queiroz Galvão nasceu em Timbaúba, na Zona da Mata de Pernambuco. Junto com o irmão Mário, ele fundou a Construtora Queiroz Galvão em 1953. Os irmãos mais novos, Dário e João, também se tornaram sócios da empresa. Dos quatro irmãos, apenas João continua vivo, segundo a assessoria de imprensa do grupo.

A morte de Antônio de Queiroz Galvão ocorreu no Real Hospital Português, no bairro do Paissandu, na área central do Recife, onde foi internado na manhã do sábado (18). Ele deixou a esposa, sete filhos, 22 netos e 26 bisnetos.

 

O velório começou às 12h e o enterro tem início previsto para as 17h, ambos restrito para parentes e amigos, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, no Grande Recife.

Notas de pesar

Em nota, o Grupo Queiroz Galvão comunicou “com grande pesar” o falecimento de Antônio de Queiroz Galvão. Ele não ocupava mais cargo na empresa, de acordo com a assessoria de imprensa do grupo.

Também em nota, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), afirmou que recebeu “com muito pesar” a notícia da morte de Antônio. “Filho da Zona da Mata Norte, deixa um legado importante na área da construção civil do nosso Estado e do País. Neste momento, quero me solidarizar com seus familiares e amigos”, disse no texto.

O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), afirmou que recebeu “com muita tristeza” a notícia da morte de Antônio e enviou um “abraço e profundo pesar para sua família e amigos”, em nota.

“Ele foi Diretor de Obras da Prefeitura do Recife e tem sua história de vida ligada ao desenvolvimento de Pernambuco e do Brasil, sendo responsável por criar a construtora responsável por algumas das principais obras estruturadoras que colocaram nosso estado no caminho do crescimento e pela geração de milhares de empregos”, declarou.

jan
20
Posted on 20-01-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-01-2020



 

Ricardo Manhães  NO JORNAL catarinense

 

DO EL PAÍS

Cerca de 75 presos da penitenciária de Pedro Juan Caballero, na fronteira do Paraguai com o Brasil, escaparam na madrugada deste domingo por um túnel

 Santi Carrneri
O túnel usado pelos presos do PCC para fugir do presídio Pedro Juan Caballero, no Paraguai.
O túnel usado pelos presos do PCC para fugir do presídio Pedro Juan Caballero, no Paraguai.Marciano Candia (AP)

Cerca de 75 presos da penitenciária de Pedro Juan Caballero, na fronteira do Paraguai com o Brasil, escaparam na madrugada deste domingo por um túnel que vinham construindo nos últimos dias, informou o Ministério Público paraguaio. Todos eles pertencem ao Primeiro Comando da Capital (PCC), um dos maiores grupos criminosos da América do Sul. Originário de São Paulo, o PCC ampliou suas operações de tráfico de cocaína e armas ao país vizinho.

Trata-se da maior fuga da história das prisões paraguaias, declarou a ministra da Justiça, Cecilia Pérez. “Há uma categórica conivência de funcionários do presídio”, afirmou. Segundo Pérez, os presos depositaram areia e escombros em celas durante dias, e não poderiam ter feito isso sem que os guardas soubessem. A saída do túnel ficava justo em frente ao muro da prisão e a metros de um posto de controle do perímetro, que tampouco alertou as autoridades em Assunção.

Entre os foragidos há vários líderes do PCC, como David Timoteo Ferreira e Osvaldo Pagliato, este último considerado pelas autoridades o chefe da facção nas prisões. Foi Pagliato que supostamente encabeçou o motim ocorrido em junho de 2019 na prisão paraguaia de San Pedro, onde 10 detentos foram assassinados, alguns deles decapitados, num confronto entre o PCC e o clã Rotela, uma máfia local.

O ministro da Justiça do Brasil, Sergio Moro, afirmou que as forças de segurança estão em alerta ante a possibilidade de que os fugitivos tentem entrar em território brasileiro. “Estamos à disposição para ajudar o Paraguai na recaptura desses criminosos. O Paraguai tem sido um grande parceiro na luta contra o crime”, escreveu Moro no Twitter. De acordo com o site G1, o ministério informou que a fronteira do Paraguai com o Mato Grosso do Sul deve ser temporariamente fechada para evitar a entrada dos fugitivos.

Segundo a ministra Pérez, informações de inteligência permitiram saber que havia uma oferta de 80.000 dólares (336.000 reais) a quem ajudasse os líderes do PCC a fugir. “Não é raro que isso ocorra devido aos altíssimos níveis de corrupção e à fragilidade do sistema de segurança. E é ainda menos raro que ocorra no presídio de Pedro Juan Caballero, provavelmente o mais corrupto e violento”, explica ao EL PAÍS Dante Leguizamón, presidente do Mecanismo Nacional de Prevenção da Tortura, uma organização estatal independente do Governo que monitora o cumprimento das leis dentro das penitenciárias.

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