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Lewandowski e Gilmar: atacam Moro e Lava Jato no começo de 2020…
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,,,e Buñuel: “a inveja é um pecado espanhol por excelência”, diz
o cineasta. Será?
 ARTIGO DA SEMANA

Ataques de Lewandowski e Gilmar a Moro e o pecado espanhol segundo Buñuel

Vitor Hugo Soares

A nau de 2020, ano regido por Xangô (orixá guerreiro da justiça, segundo quem pratica e entende dos cultos afro-brasileiros), começa a navegar a todo pano em Brasília, por sobre as marolas no reino da deusa  Têmis,  divindade grega através da qual a justiça é definida, no sentido moral, como “o sentimento da verdade, da equidade e da humanidade, posto acima das paixões. Mas, a deduzir das recentes entrevistas dos ministros do STF Ricardo Lewandowski, no El País, e Gilmar Mendes, a Fernando Rodrigues (SBT), paixão (ou outra razão submersa qualquer) é o que não falta nos disparos que partem da casa da rainha de olhos vendados, contra a Lava Jato, o ministro Sérgio Moro e agora também, explicitamente, contra o que representam: o combate à corrupção (corruptos e corruptores)  que prolifera como praga devastadora no Brasil.  Talvez, a melhor síntese disso tudo, até aqui, esteja na resposta do ministro da corte suprema de justiça a uma das perguntas do editor de Poder em Foco: “Uma contribuição importante que o governo brasileiro deu ao sistema político institucional do País foi ter tirado Moro da Lava Jato. Eu não sei se foi uma boa opção para o juiz Moro”, disse Gilmar Mendes. Precisa desenhar?
Mas há também, nisso tudo que está aí,  quem enxergue um que de surrealismo a lá Luis Buñuel, genial cineasta espanhol. Principalmente por trás dos novos bombardeios contra a mais ampla e relevante operação de combate à rapinagem do dinheiro público no Brasil – de efeito exemplar continental na América Latina –  e à sua figura mais representativa: Sérgio Moro, o ex – juiz federal em Curitiba, e atual ministro da Justiça e Segurança Pública. Único brasileiro incluído na relação de 50 Maiores Personalidades da Década, do jornal britânico Financial Times, destacado, em todas as pesquisas de opinião, no país, como o mais bem avaliado ministro do atual governo e figura política de maior bem querer e reconhecimento dos brasileiros. O que, sem dúvida, provoca reações e ciumeiras, fora e dentro do governo.

Vale destacar, aqui, o pensamento do imortal realizador de filmes nascido em Calanda (povoado perto de Saragoza), diretor de A Bela da Tarde e de outros filmes memoráveis, expresso no seu livro “Meu Último Suspiro”. No capítulo em que relaciona as coisas que gosta e as que tem ojeriza, Buñuel destaca que, dos pecados capitais, a inveja é o que mais detesta: “Os outros são pecados pessoais que não ofendem ninguém, a não ser a ira, em determinados casos. A inveja é o único pecado que conduz inevitavelmente à vontade de desejar a morte de outra pessoa cuja felicidade nos deixa infeliz.. A inveja é um pecado espanhol por excelência”,  afirma o cineasta em seu livro de memórias. Há controvérsias, pode-se dizer, olhando bem os dias que correm e as coisas que são ditas e feitas deste lado de baixo da linha do Equador.
“Amaldiçoado seja aquele que pensar mal destas coisas”, diria aquele irônico viajante francês, de passagem pelo Eixo Monumental da capital do País, neste começo de década. Mas vale a pena ver o que dizem os dois ministros do STF nas referidas entrevistas, E depois refletir sobre as palavras do genial Buñuel.  

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta: vitors.h@uol.com.br

“Eu vou Bahiá”, Edil Pacheco: Para ouvir com a alma da Velha Bahia em qualquer lugar do mundo! Sem ponte!

BOM DIA!!!

(Gilson Noggueira)

DO EL PAÍS

Roberto Alvim copiou trechos de discurso de ministro da Propaganda de Hitler e atribuiu o fato a uma “busca” feita por sua equipe no Google. Atriz Regina Duarte foi convidada para o cargo

O pronunciamento do secretário Roberto Alvim.
O pronunciamento do secretário Roberto Alvim.

Ao som de Richard Wagner, o compositor favorito de Adolf Hitler, o secretário de Cultura do Governo, Roberto Alvim, plagiou em pronunciamento que foi ao ar nas redes sociais trechos de um discurso do ministro da Propaganda do führer nazista, Joseph Goebbels. “A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa […] ou então não será nada”, diz Alvim no vídeo. O líder nazista havia dito: “A arte alemã da próxima década será heroica, será ferrenhamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa (…) ou então não será nada”. O caso provocou revolta nas redes sociais e a manifestação dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Supremo, Dias Toffoli. A Confederação Israelita do Brasil considerou “inaceitável” o uso do discurso. No início da tarde desta sexta, o Governo demitiu o secretário , alegando que o pronunciamento “tornou insustentável” sua permanência.

Após parafrasear o nazista, Alvim afirmou nas redes sociais que se tratou de uma “coincidência retórica” e que não citou Goebbels “e jamais o faria”. Ao jornal O Estado de S. Paulo, no entanto, ele disse que “a origem [da frase] é espúria, mas as ideias contidas da frase são absolutas perfeitas.” “Eu assino embaixo”, ressaltou. Já em entrevista à Rádio Gaúcha, ele apresentou nova versão, e se defendeu alegando que foi uma “infeliz coincidência retórica”, fruto de uma pesquisa feita por sua equipe no Google. A busca teria sido por discursos que envolvessem “nacionalismo em arte”. Ele admitiu ter escrito 90% do texto lido na quinta-feira, mas não os trechos copiados de Goebbels. Por fim, o secretário foi novamente às redes sociais, onde afirmou que, “se soubesse da origem da frase, jamais a teria dito. Tenho profundo repúdio a qualquer regime totalitário, e declaro minha absoluta repugnância ao regime nazista”. Ele pediu desculpas à comunidade judaica, e disse ter colocado o cargo à disposição de Bolsonaro “com o objetivo de protegê-lo”.

Horas após a demissão, o jornal Folha de S.Paulo revelou que a atriz Regina Duarte foi convidada para assumir o lugar de Alvim. Em entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, a atriz disse que ainda não decidiu se aceita o convite, mas destacou que não se sente preparada para o cargo. “Acho que a gestão pública é algo complicado, uma pasta como a da Cultura, muito mais. Este é um país imenso e continental, tem muitos artistas, grupos, criações, vamos querer abraçar tudo. Então, eu fico muito preocupada de não estar preparada”, comentou. Duarte ficou de dar uma resposta a Bolsonaro neste sábado.

Histórico

Não é a primeira vez que um integrante do primeiro escalão bolsonarista emula regimes autoritários em detrimento da democracia. O ministro da Economia, Paulo Guedes, já defendeu em duas ocasiões um novo Ato Institucional número 5 (AI-5) da ditadura militar, responsável pelo endurecimento da repressão e conhecido como “golpe dentro do golpe”. A fala aconteceu depois de uma referência ao AI-5 feita pelo próprio filho do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que defendeu a medida caso a “esquerda radicalizasse”. O próprio presidente fez sua carreira política defendendo torturadores da ditadura, como o coronel do Exército Carlos Brilhante Ustra, famoso por inserir ratos na vagina de presas políticas e morto em 2015.

O discurso de Alvim coloca Bolsonaro em uma situação delicada. Eleito com apoio de boa parte da comunidade judaica do país, o presidente se empenhou desde a posse na tarefa de estreitar laços com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu. O Planalto, inicialmente, afirmou eu não iria comentar o discurso de inspiração nazista de Alvim. Horas depois veio a nota do presidente afirmando que ele seria demitido. Já a Confederação Israelita do Brasil divulgou nota dizendo ser “inaceitável o uso de discurso nazista pelo secretário”. “É um sinal assustador da sua visão de cultura, que deve ser combatida e contida”, diz o texto. A embaixada da Alemanha no Brasil publicou texto afirmando que “o período do nacional-socialismo é o capítulo mais sombrio da história alemã […] opomo-nos a qualquer tentativa de banalizar ou glorificar esta era”.

Mesmo dentro do círculo bolsonarista o plágio de um discurso nazista não foi bem recebido. O filósofo Olavo de Carvalho, principal ideólogo do Governo, afirmou ser “cedo para julgar, mas o Roberto Alvim talvez não esteja muito bem da cabeça. Veremos”. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu a demissão do secretário: “Passou de todos os limites. É inaceitável. O Governo brasileiro deveria afastá-lo com urgência do cargo”, escreveu no Twitter. Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, também se manifestou: “Como primeiro presidente judeu do Congresso Nacional, manifesto veementemente meu total repúdio a essa atitude e peço seu afastamento imediato do cargo”. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, também se manifestou: “Há de se repudiar com toda a veemência a inaceitável agressão que representa a postagem feita pelo secretário de Cultura. É uma ofensa ao povo brasileiro, em especial à comunidade e judaica”.

Dramaturgo por formação, Alvim ocupava a direção do Centro de Artes Cênicas da Funarte. No período ele chegou a atacar a atriz Fernanda Montenegro após ela criticar o presidente em entrevista. Bolsonaro o promoveu para a chefia da secretaria de Cultura em novembro de 2019. No comando da pasta, ele chegou a nomear Sergio Camargo para a presidência da Fundação Palmares: o indicado pedia o fim do movimento negro e relativizava a escravidão no Brasil.

Por Diego Amorim

Desde sua soltura, Lula reforça a obsessão que tem por si. Para o ex-presidiário, não existe nada nem ninguém mais importante do que ele mesmo.

O corrupto e lavador de dinheiro deixou a carceragem da Polícia Federal em Curitiba, em novembro do ano passado, beijando Janja e atirando pedras em lideranças da esquerda que o defenderam enquanto estava preso.

Em recentes entrevistas a blogs amigos, Lula fez questão de atacar, por exemplo, a intenção de Flávio Dino, do PC do B, em se lançar candidato ao Planalto em 2022. Ele disse que “o PT é um partido muito grande se comparado ao PC do B”, que “é difícil eleger um comunista e Flávio Dino sabe disso” e que “é muito difícil eleger alguém de esquerda sem o PT”.

O deputado federal comunista Orlando Silva não gostou e escreveu um artigo rebatendo o ex-presidiário. “Lula, como ele próprio disse, sempre contou com o apoio do PC do B (ele disse 4 vezes, mas na verdade foram 5). O PC do B é o único partido que o apoiou em todas as suas campanhas presidenciais”, escreveu.

Nas redes sociais, Silva também registrou seu descontentamento com Lula (veja tweet abaixo): “Qual o objetivo dessa descortesia com um aliado histórico?”.

Ciro Gomes, do PDT, vale lembrar, quer cada vez mais distância do ex-presidiário. E caciques do PSB também têm perdido a paciência com o petista.

Por Iana Coimbra, TV Globo — Belo Horizonte

Corpo da 4ª vítima da intoxicação por dietilenoglicol é velado em BH

Corpo da 4ª vítima da intoxicação por dietilenoglicol é velado em BH

 

O corpo de Milton Pires, de 89 anos, foi sepultado na tarde desta sexta-feira (17), no cemitério Parque da Colina, no bairro Nova Cintra, na Região Oeste de Belo Horizonte.

Esta é a quarta morte provocada pela ingestão de dietilenoglicol, substância encontrada nas cervejas da Backer.

Milton Pires morreu nesta quinta-feira (16) e o caso dele é investigado pela Secretaria de Estado de Saúde. Ele estava internado no Hospital Mater Dei.

Um parente da vítima contou que tomou a Belorizontina no último dia 4. Quatro dias depois, não conseguiu mais urinar, mas não contou para ninguém. A família só ficou sabendo no dia 10. Segundo este familiar, devido a um câncer, Milton tinha apenas um rim.

Milton foi internado no dia 11, quando o rim parou de funcionar. Ele chegou a tomar o antídoto, etanol, e estava reagindo bem. Mas na quarta-feira (15), teve insuficiência respiratória e, na madrugada da quinta-feira (16), parada cardíaca.

Investigação

Segundo o Subsecretário de Estado de Saúde Felipe Laguardia, já são 18 casos notificados . Quatro pessoas morreram. Os outros 14 ainda são investigados. Os casos surgiram possivelmente após a ingestão de dietilenoglicol, substância tóxica que foi encontrada nas cervejas, nos tanques e na água para produção das bebidas da Backer.

 

A Secretaria de Estado de Saúde explicou que apenas a Polícia Civil tem a tecnologia necessária para fazer exames e confirmar com precisão se os pacientes que estão internados foram contaminados pelo dietilenoglicol. Esta seria o motivo apontado pelo órgão para a demora da confirmação dos demais casos.

Fundador de bar tradicional de BH

Segundo o Globo, Milton Pires foi fundador do tradicional bar Baiúca, que fica no bairro Funcionários, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Aos 89 anos de idade, ele visitava diariamente o local. Foi em uma dessas passadas, segundo funcionários, que ele bebeu a Belorizontina, uma de suas cervejas preferidas, apontada como possível fonte do envenenamento de pelo menos 18 pessoas em Minas Gerais.

 

Milton Pires era dono de bar tradicional de BH e tomou Belorizontina — Foto: Foto cedida pela família Milton Pires era dono de bar tradicional de BH e tomou Belorizontina — Foto: Foto cedida pela família

Milton Pires era dono de bar tradicional de BH e tomou Belorizontina — Foto: Foto cedida pela família

Quatorze internados em estado grave

Quatorze pacientes que estão com a síndrome nefroneural continuam internados em estado grave, com risco de morte, informou a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), durante a entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (7). Segundo a pasta, todos eles ingeriram a cerveja produzida pela Backer.

Até então chamada de síndrome nefroneural pelas autoridades de saúde, os casos passam a ser denominados, a partir de agora, de intoxicação por dietilenoglicol. A denominação de “síndrome”, segundo a secretaria, era porque não se sabia o que estaria provocando quadros de insuficiência renal e alterações neurológicas nos pacientes.

 

Segundo o Subsecretário de Estado de Saúde Felipe Laguardia, já são 18 casos notificados da síndrome nefroneural. Quatro pessoas morreram. Os casos surgiram possivelmente após a ingestão de dietilenoglicol, substância tóxica que foi encontrada nas cervejas, nos tanques e na água para produção das bebidas da Backer.

Resumo:

  • Uma força-tarefa da polícia investiga 18 notificações de pessoas contaminadas após consumir cerveja; quatro morreram;
  • Os sintomas incluem náusea, vômito e dor abdominal, que evoluem para insuficiência renal e alterações neurológicas;
  • O Ministério da Agricultura identificou 21 lotes de cerveja da Backer contaminados com dietileglicol, um anticongelante tóxico;
  • A Backer nega usar o dietilenoglicol na fabricação da cerveja;
  • A cervejaria foi interditada, precisou fazer recall e interromper as vendas de todos os lotes produzidos desde outubro;
  • Diretora da cervejaria disse que não sabe o que está acontecendo e pediu que clientes não consumam a cerveja

jan
18
Posted on 18-01-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-01-2020



 

 Sponholz, NO

 

Por Valdo Cruz

Valdo: Bolsonaro liga para Regina Duarte e oficializa convite para Secretaria de Cultura

 

O presidente Jair Bolsonaro telefonou nesta sexta-feira (17) para Regina Duarte e convidou a atriz para assumir a Secretaria Especial de Cultura, vinculada ao Ministério do Turismo.

Segundo interlocutores do presidente, Bolsonaro aguarda uma resposta de Regina Duarte até este sábado (18).

O convite foi feito após o presidente ter decidido demitir Roberto Alvim do cargo. Alvim publicou nas redes sociais um vídeo no qual fez um discurso com frases semelhantes às de Joseph Goebbels, ministro da propaganda da Alemanha nazista.

A gravação de Alvim repercutiu fortemente nos meios político, jurídico e artístico.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, por exemplo disse que as declarações de Alvim precisavam ser repudiadas “com toda veemência“. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que o agora ex-secretário ultrapassou “todos os limites“.

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