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ARTIGO
                                    Feliz Homem Novo, Feliz Ano Dulce
                                     Gilson Nogueira

O gosto da Ceia do Natal não foi embora. Há um Papai Noel brincando com a criança de, quase, setenta e cinco anos de felicidade. Sonho com ele, ao vivo, dando de presente ao mundo a paz sonhada. E, especialmente, ao Brasil, o prazer de renovar esperanças em seu destino, como  nação onde cada criança que venha ao mundo possa, antes dos primeiros passos, ter o direito de ser feliz, com sua família amparada pelas leias que garantam a sua caminhada na estrada da Vida. Pois é, há um Natal todos os dias dentro dos que acreditam em Deus! Consequentemente, a eterna chama do amor a nos guiar objetivando o amar o próximo como a nós mesmos. E nesse alvorecer de um novo ano cristão, junto ao renovar de forças com o propósito de ser e fazer feliz, urge que aquela criatura de Deus que invadiu, quase nua, uma agência bancária, para pedir esmola, na Cidade Maravilhosa, semana passada, possa, urgentemente,, ser amparada, recebendo a solidariedade do Estado, em primeiro lugar. Sem ela, a solidariedade, não somos nada. Feliz Homem Novo! …

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..A vontade de enviar o texto no calor da emoção, fez-me esquecer de digitar mais algumas linhas no celular de minha mulher, caro Vítor. Era para dizer um pouco além do que coloquei na tela do Gmail. ainda, no Rio. E ao desembarcar em minha terra natal, com o coração em festa dupla, por ter feito uma boa viagem e ver que por essas bandas da Capital do Berimbau o céu é mais azul, lembrei de incluir no artigo que não vi publicado, no BP, um adendo. Ei-lo, na primeira parte dele, saúdo a generosidade humana. escutando, nos labirintos da memória, os pipocos da esperança em um ano melhor do que acabamos de viver.

Agora, em casa, fazendo hora para dar um pulinho no Barra, entendo que, novamente, irei me benzer, antes de entrar nele. A pintura de Nossa Santa Irmã Dulce dos Pobres Deverá Estar Concluída! Na fachada daquele simpático centro de compras, onde testemunhei a limpeza do terreno em que ele seria edificado, a pintura da Face da Santa Baiana parece nos Abençoar.. A arte empolga-me, seja qual for. Daí, para saudar o Ano Novo, junto aos votos de um Feliz Homem Novo, nada melhor do que conclamar a todos os que forem ver o trabalho artístico, que precisou de um guindaste, .para ser concluído, aplaudam-no com uma oração, em silêncio. Com absoluta certeza, teremos um Ano Bom. E que a obra fique, para sempre, no coração de todos!

Gilson Nogueira é jornalista, amigo do peito e colaborador da primeira hora  do Bahia em Pauta

“Lontano dagli occhi”, Sergio Endrigo:uma clássica canção romântica que está sempre perto (ou dentro) do coração de quem gosta da boa música italiana que encantava o mundos nos anos 60/70 e atravessou o tempo e emociona até hoje.Aqui um exemplo cabal, na composição consagrada por Endrigo, gravada no álbum “Quando la música é poesia”. ConfirA.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

 

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CadernoB – Cinema

O filme brasileiro “Democracia em Vertigem” foi anunciado, na manhã desta segunda (13), como um dos indicados ao Oscar de melhor documentário longa-metragem.
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Cena de “Democracia e Vertigem” (Foto: Reprodução)

Dirigida pela cineasta mineira Petra Costa, a produção da Netflix acompanha o impeachment de Dilma Rousseff a partir de uma visão particular da diretora. A estatueta será entregue em cerimônia no dia 9 de fevereiro.

O longa chegou à plataforma de streaming em junho. Nos Estados Unidos, o filme também foi exibido em salas de cinema, requisito para concorrer ao Oscar.

Estão no documentário brasileiro imagens de impacto dos protestos de junho de 2013; do impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2016; da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2018; e da vitória de Jair Bolsonaro na disputa para o Palácio do Planalto, também em 2018.

Os outros documentários indicados são o americano “American Factory”, a coprodução entre Irlanda e Tailândia “The Cave”, o macedônio “Honeyland”, também indicado a filme internacional, e a coprodução entre Reino Unido e Síria “For Sama”.

A nomeação acontece depois de a aposta brasileira para o Oscar de melhor filme internacional, “A Vida Invisível”, ter sido deixada de fora da pré-lista de indicados. (Leonardo Sanchez/FolhaPress)

jan
14

Decano do STF, o ministro Celso de Mello tem um grave problema de desgaste ósseo no quadril e os médicos avaliam que só uma cirurgia poderá resolver o problema.

O afastamento do ministro para se submeter ao procedimento cirúrgico, porém, ainda não tem confirmação pelo tribunal.

Na semana passada, o Jornal Integração, de Tatuí (SP), sua cidade natal, publicou que Celso faria a cirurgia e ficaria afastado do Supremo para a recuperação. Celso tem uma boa relação com o jornal. Na sexta, o ministro telefonou para a publicação e disse que a cirurgia foi adiada.

A ausência pode afetar julgamentos importantes, como o do HC em que Lula pede a suspeição de Sergio Moro, casos tributários, e ainda desdobramentos das ações que questionam artigos da Lei de Abuso de Autoridade.

JORNAL DO BRASIL

Coisas da Política

  GILBERTO MENEZES CÔRTES

Após uma escalada de 32,40% no último trimestre do ano passado, o preço da carne bovina se tornou o vilão da inflação que fechou o mês de dezembro com surpreendente alta de 1,15%. Só nos meses de novembro e dezembro, a alta da carne chegou aos 27,61%. Com isso, o item Alimentação e Bebidas, no qual a carne tem o maior peso nas despesas familiares, acumulou alta de 6,37% no ano passado e fez o IPCA, o indicador oficial da inflação, atingir 4,31% acima do centro da meta do Banco Central, fixado em 4,25%.

Numa prova de que o movimento pode ter sido uma combinação de especulação em cima da oportunidade aberta pela pressão compradora da China, cujo rebanho suíno, que era responsável por 47% do abastecimento de carne do país, foi dizimado em quase 40% pelo surto da gripe suína africana, os departamentos econômicos do Itaú e do Bradesco apostam que o movimento altista não vai se sustentar e que as taxas de inflação voltam a ficar abaixo de 0,30% nos primeiros três meses de 2020.

O Itaú situou a projeção preliminar para o IPCA de janeiro em 0,26%. Como a taxa subiu 0,32% em janeiro de 2019, se a previsão for confirmada a taxa do IPCA em 12 meses desce de 4,31% para 4,24%. O Banco espera igualmente 0,26% para fevereiro e 0,28% para o IPCA de março. Como as taxas foram de 0,43% e 0,75%, respectivamente, nos mesmos meses de 2019, isso significa que se as previsões estiverem certas, a taxa anualizada do IPCA ficará novamente abaixo de 3,60% em março: em 3,58%, para ser mais preciso.

Se os departamentos econômicos dos dois maiores bancos privados estiverem certos, a alta da carne no último trimestre do ano foi um surto que está passando. De fato, com o regime de chuvas devolvendo vigor às pastagens, o gado está engordando rapidamente e o mercado voltou a reequilibrar-se entre a oferta (que aumentou) e a procura (que arrefeceu). No mercado doméstico, a alta de preços comprimiu o consumo. De outra parte, com o fim da temporada, acabaram os churrascos semanais dos rubro-negros, que ajudavam, junto com a pressão compradora da China, a sustentar as manobras altistas.

Brincadeira à parte, as importações chinesas de carne bovina aumentaram 80% no ano passado, atingindo UD$ 2,677 bilhões, correspondendo a 41,24% das vendas totais (27% em 2018). Somando aos 11% absorvidos por Hong Kong, os chineses levaram metade da carne bovina brasileira em 2019. Na falta da carne de porco, os chineses compraram mais 53,7% de carne de frango, liderando a fila dos compradores com 19,41% das exportações. 

Nunca o famoso ditado chinês de que a crise é sinônimo de oportunidade caiu tão bem. No caso brasileiro, o impacto da peste suína africana reduziu as importações de soja em grão e triturada pela China de US$ 27,2 bilhões para US$ 20,5 bilhões. Uma perda de US$ 6,7 bilhões não compensada pelo incremento das vendas de carnes (bovina, de frango e suína).

Mas pode estar surgindo a oportunidade de o Brasil mudar um pouco o foco na venda de produtos agrícolas primários. O ciclo de criação de suínos, do nascimento até o abate dura 18 meses. No caso do gado bovino, o ciclo da gravidez até o abate dura pelo menos 30 meses. A carne mais fácil de ser produzida é a de frango. Em 40/45 dias um pinto alimentado com farelo de soja e de milho, está pronto para ser abatido. Com um ganho enorme em termos de valor agregado, incorporando mão de obra e riqueza no processo de abate e embalagem para exportação.

Deixar de ser mero exportador de milho e soja para se tornar ainda mais competitivo no mercado de proteína animal, onde o Brasil lidera a venda de carne de boi e de frango, à frente dos Estados Unidos, é uma oportunidade que o país deve agarrar com unhas e dentes. Para isso temos de manter seriedade e profissionalismo na cadeia da produção ao abate. Episódios como os identificados pela operação “Carne Fraca” quase arranharam a reputação brasileira.

A carência de proteína nos mercados globais, a começar pela China, mantém o apetite em relação ao mercado brasileiro. Mas é preciso não perder espaço após o anúncio do acordo comercial entre Estados Unidos e China. Se as vendas americanas forem reabertas para a China, será um desafio para o Brasil enfrentar a disposição de Trump & cia em ganhar terreno nessa área.

O risco do mercado doméstico de carne é um encarecimento geral dos cortes. No ano que passou, o tipo de carne que mais subiu foi a capa de filé (mais de 50%). Todo cuidado é pouco com os especuladores. Um boicote não seria mal para esfriar a ganância.

Os departamentos econômicos acreditam que o surto de alta da carne vai passar, mas o que dizer para o trabalhador que teve o salário mínimo (reajustado pela variação do Índice Nacional dos Preços ao Consumidor – INPC, que mede a cesta básica de consumo das famílias até cinco salários mínimos de renda) subavaliado? O reajuste de R$ 998 para R$ 1.039 levou em conta a projeção de que o INPC subiria 4,1% em 2019. O INPC subiu 4,38%. Ou seja, o correto seria o mínimo subir para R$ 1.042,71. O Congresso e o próprio presidente Jair Bolsonaro podem resolver isso.

Pode parecer pouco, mas R$ 3,71 ajudam a comprar alguma coisa a mais no fim do mês. A escalada da carne lembra a crítica da música Saco de Feijão, com letra de Francisco Santana e imortalizada na voz de Beth Carvalho, em 1977. O país vivia o segundo ano de uma crise de abastecimento de produtos básicos, como feijão, farinha de mandioca e milho, em consequência da erradicação de cafezais no Paraná e em São Paulo, após as geadas de 1975. E a letra falava, ainda na nostalgia do tempo do milréis, quando com um tostão a pessoa saía da venda com um saco de feijão; “depois que inventaram o tal cruzeiro eu saio com um embrulhinho na mão e deixo um saco de dinheiro”.

Hoje, deixa-se um saco de reais para comprar meio quilo de carne moída de 2ª.

 

jan
14
Posted on 14-01-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 14-01-2020


 

Tacho, NO

 

DO EL PAÍS

Prazos e regras serão estabelecidos pelo Palácio de Buckingham e incluem redução gradual dos rendimentos públicos que casal recebia até agora

Porta de Norwich da residência de Sandringham, na Inglaterra, nesta segunda-feira.
Porta de Norwich da residência de Sandringham, na Inglaterra, nesta segunda-feira.Leon Neal (Getty )

Elizabeth II tentou nesta segunda-feira combinar a compreensão de uma avó com a firmeza de uma chefa de Estado para conter a crise desencadeada na Casa de Windsor por um de seus netos, o príncipe Harry, e sua mulher, Meghan Markle. A rainha endossou a decisão dos duques de Sussex de renunciar a suas obrigações como membros da família real, mas também impôs um “período de transição” ao casal e anunciou uma redução gradual de seus rendimentos públicos. “Teríamos preferido que continuassem em tempo integral”, lamentou a monarca.

A rainha (93 anos) se mostrou convencida, em seu discurso de Natal na televisão, de que 2020 poderia ser um ano de tranquilidade. As fotos do herdeiro do trono, Charles, da Inglaterra, e o próximo na linha de sucessão, o príncipe William, eram um sinal de continuidade e estabilidade asseguradas. A tempestade desencadeada por seu neto Harry, e por sua mulher, Meghan Markle, alterou a calma aparente. A reação da mídia britânica, que tratou o assunto com a dimensão de uma crise constitucional superior até ao Brexit, forçou Elizabeth II a agir rapidamente. Em 72 horas convocou o núcleo duro da monarquia britânica à sua residência particular do Palácio de Sandringham e tomou medidas concretas para a solução da crise. “Minha família e eu apoiamos totalmente o desejo de Harry e Meghan de ter uma nova vida como jovem família.” Foi a primeira mensagem do breve comunicado divulgado pela Casa Real depois de duas horas de reunião realizada nesta segunda-feira e batizada de “Cúpula de Sandringham”. A rainha respaldou a decisão do neto. “Teríamos preferido que eles permanecessem como membros ativos da Família Real em período integral”, continuou. A rainha demonstrou descontentamento com a decisão dos duques de Sussex, anunciada por conta própria e sem um acordo com ela, de iniciar voo livre. “Harry e Meghan deixaram claro que não querem depender de recursos públicos em suas novas vidas. Foi acordado, por conseguinte, que haverá um período de transição em que os Sussex passarão algum tempo no Canadá e no Reino Unido ”, impôs. A rainha deixou claro que os prazos e regras serão estabelecidos pelo Palácio de Buckingham e que, “nos próximos dias”, será definida como será a inevitável redução gradual dos rendimentos públicos que Harry e Meghan recebiam até agora.

Elizabeth II tenta assim transformar uma crise em uma negociação, embora dificilmente vá conseguir esvaziar o interesse e a fome de informações despertadas na mídia britânica e no restante do mundo. O Palácio de Buckingham, o príncipe Charles e o príncipe William, bem como o Governo britânico e o Governo do Canadá (onde o casal pretende residir), discutirão agora as obrigações de representação da família real por parte do casal, a renda que eles deverão receber, o que poderão ter disponível dos serviços diplomáticos do Reino Unido durante suas viagens e o custo e a dimensão do necessário serviço de escolta e segurança que continuarão a demandar.

No entanto, o dano já ocorreu. A imprensa conservadora britânica se lançou sem piedade contra o casal de “pirralhos mimados” que alterou a estabilidade buscada por Elizabeth II, e se voltou especialmente contra Meghan, a quem passou a atribuir o distanciamento dos dois irmãos, William e Harry, inseparáveis até sua chegada.

Até um jornal de tradição institucional como The Times cutucou nesta segunda-feira os infortúnios fraternos e, citando fontes anônimas, atribuiu a atitude do casal ao “bullying” de William em relação ao irmão e Meghan, os quais desde o início “quis colocar em seu lugar”. O jornal conseguiu o que parecia impossível até agora. Os dois irmãos responderam com uma dura declaração conjunta: “Embora tenha sido claramente negado, um jornal do Reino Unido publicou hoje uma história falsa na qual especulou sobre a relação entre o duque de Sussex e o duque de Cambridge. Para irmãos que demonstram tanta preocupação por tudo que tem a ver com a saúde mental, o uso de uma linguagem tão inflamatória é ofensivo e potencialmente prejudicial”, afirmava o texto.

William e Harry deixaram Sandringham separadamente, cada um em um carro. O que em dois irmãos adultos não teria a menor importância foi convenientemente destacado pela imprensa britânica.

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