Por G1

Aviação Civil do Irã apresentou imagem de caixa-preta do avião nesta sexta-feira (10) — Foto: Iran Press / AFP Aviação Civil do Irã apresentou imagem de caixa-preta do avião nesta sexta-feira (10) — Foto: Iran Press / AFP

 

Aviação Civil do Irã apresentou imagem de caixa-preta do avião nesta sexta-feira (10) — Foto: Iran Press / AFP

O Irã anunciou neste sábado (11) que seus militares derrubaram “sem querer” o avião ucraniano que caiu na quarta-feira (8) perto de Teerã. Na tragédia morreram 176 pessoas. O presidente iraniano, Hassan Rouhani, chamou o desastre de “erro imperdoável”.

Militares informaram que o avião voava perto de um local sensível e foi derrubado devido a um “erro humano”. O comunicado lido na TV estatal diz que as partes ??responsáveis serão punidas.

Logo depois, o presidente iraniano, Hassan Rouhani, escreveu em uma rede social que investigação interna das Forças Armadas concluiu que a aeronave foi abatida por mísseis. Segundo o líder do Irã, as apurações sobre “essa grande tragédia e erro imperdoável” continuam.

Resultado de imagem para Manhattan Connection FHC 2020 entrevista"
FHC x Mainardi: embate de ex-presidente com jornalista salvou entrevista no “Manhattan” do desastre.

ARTIGO DA SEMANA

 

FHC no Manhattan Conection: fabulações de uma entrevista frustrante

Vitor Hugo Soares

 

Ainda que cético, mas teimoso, fiquei ligado na Globo News, até tarde da noite de domingo (5), à espera de anunciada entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que neste 2020, pela décima vez, abriu a temporada de jornalismo político, no programa ancorado por Lucas Mendes desde New York. A prometida “passada à limpo do Brasil na última década”, pauta ambiciosa e tentadora, no entanto, acabou mesmo redundando em repetitiva e entediante conversa entre velhos amigos , que entregou quase nada do prometido, pelo que se viu e ouviu.   Admito ter sido alertado, desde a entrevista de 2016,  de que a única coisa pior do que FHC no Manhattan Connection é “ver” FHC no Manhattan Connection. Rrelevei a impiedosa crítica e segui de olho nas conversas seguintes. Desta vez, tudo ultrapassou um ponto além da curva, usando expressão do ex-ministro presidente STF, Joaquim Barbosa.

No referencial Dicionário de Jornalismo, Juarez Bahia assinala que os padrões do noticiário valorizam e privilegiam a entrevista, dando-lhe uma essencialidade na comunicação de massa. Mas alerta: “seja em que contexto for os maiores riscos da entrevista estão na dissimulação e na fabulação”. Na mosca, no caso em pauta: e tome salamaleques e rasgação de seda ao convidado, erros fatais no jornalismo. O desastre só foi amenizado pela atuação irônica e menos complacente de dois integrantes da bancada do “Manhattan”: Diogo Mainardi, de Veneza, e Pedro Andrade,  em NY.

Desde o começo era evidente a preocupação de Lucas Mendes em evitar um novo “arranca rabo”, do tipo ocorrido ano passado, quando “o antagonista veneziano Mainardi” (a expressão é de FHC) desconcertou o tucano, ao dizer que ele estava muito “sombrio” em suas respostas. Parecia carregar um pote de mágoa e desgosto, “desde a vitória histórica e democrática” de Jair Messias Bolsonaro, que devastou eleitoral e políticamente o PSDB no País e arruinou  o domínio da “centro esquerda”, tão ao gosto do entrevistado. Permanecia no ar a expectativa de novo embate FHC x Mainardi, que afinal se cumpriu. E isso evitou que a entrevista terminasse em  “quiz” e em  cacos.

FHC  tentou puxar a brasa para a sua sardinha. Reconheceu que o seu partido também envelheceu como o entrevistado – aos quase 90 anos – mas não está morto. Apesar da fragorosa derrota de Geraldo Alckmin, mantém o governo de São Paulo, com o “tucano” João Dória. E incluiu o governador paulista entre os três nomes que, segundo ele, podem levar a centro-esquerda de volta ao Palácio do Planalto, na sucessão de Bolsonaro, que o entrevistado atacou ou menosprezou na maior parte da conversa. Os outros dois são o animador de TV, Luciano Huck, e o ex-ministro Ciro Gomes, do PDT. Tentou ignorar o nome e forte presença do ministro da Justiça, Sérgio Moro, mas foi alertado do “esquecimento” por Mendes, e admitiu: “sim, pela direita, se Bolsonaro não concorrer à reeleição, Moro é um forte candidato”. O irônico Mainardi voltou à tela para o arremate final. Disse que a geração de FHC – assim como a do jornalista – foi um erro desastroso para o Brasil das últimas décadas, e sugeriu que FHC deveria aposentar de vez os sonhos e planos de poder, largar a política e tratar de aproveitar bem o merecido ócio, no que lhe resta de tempo. Surprso e meio a contragosto, o ex-presidente disse concordar com a idéia do jornalista. E tudo acabou em frustração, mas em paz. 

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br      

“O Carro do Ovo”, Zeca Pagodinho:  Um samba e um bem humorado achado musical bem estilo do grande Zeca, gravado em “Mais Feliz”, seu mais recente álbum, que este editor do Bahia em Pauta recebeu de presente da mana Olívia, em CD. Presentaço de opções variadas , para ouvie e escutar de novo porque não cansa nunca. BP recomenda, vivamente para aprender as novas letras – a exemplo deste impagável Carro do Ovo – e recordar as mais antigas e imortais. Afinal, em fevereiro, Zeca Pagodinho anuncia que estará na Concha Acústica do TCA, em Salvador. Obrigado Olívia. Viva Zeca!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares) 

jan
11

DO SITE O ANTAGONISTA

Vídeo: Luciano Hang oferece recompensa para tentar achar vândalo

 

Vídeo: Luciano Hang oferece recompensa para tentar achar vândalo

 

 

 

 

 

 

 

Corregedor diz que cabe a Toffoli decidir se CNJ prorroga grupo sobre juiz de garantias

O ministro Humberto Martins, corregedor nacional de Justiça, disse nesta sexta que cabe a Dias Toffoli decidir se adia os trabalhos do grupo do Conselho Nacional de Justiça que discute medidas para implementar o juiz de garantias.

O colegiado tem até o dia 15 para concluir o estudo e apresentar as medidas que o Judiciário deve adotar para estruturar a atuação desses magistrados. Integrantes do grupo de trabalho avaliam que seria viável prorrogar as análises.

“Qualquer prorrogação, seja para a consulta pública ou mesmo para a conclusão dos trabalhos do grupo, é da competência do presidente do CNJ. Até o momento, estamos trabalhando com os prazos fixados”, disse Martins.

Termina nesta sexta prazo da consulta pública aberta pelo CNJ para receber sugestões dos tribunais, das associações de juízes, dos magistrados, do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Defensoria Pública da União (DPU) e do Colégio Nacional de Defensores Públicos-Gerais (Condege) sobre os efeitos da nova lei e as propostas para sua implementação.

Por G1

O baterista canadense Neil Peart, durante show do Rush em Las Vegas em maio de 2008 — Foto: Ethan Miller/Getty Images via AFP O baterista canadense Neil Peart, durante show do Rush em Las Vegas em maio de 2008 — Foto: Ethan Miller/Getty Images via AFP

O baterista canadense Neil Peart, durante show do Rush em Las Vegas em maio de 2008 — Foto: Ethan Miller/Getty Images via AFP

 

Neil Peart, baterista e letrista da banda Rush, morreu aos 67 anos em Santa Monica, nos EUA, disse nesta sexta-feira (10) a revista norte-americana “Rolling Stone”.

O músico canadense morreu por causa de um câncer no cérebro diagnosticado há três anos, disse um porta-voz da família à revista.

Neil era um dos bateristas mais importantes da história do rock, com estilo virtuoso que era referência no rock progressivo e em outros estilos, como o heavy metal.

Part nasceu em 12 de setembro de 1952, em Ontario, no Canadá e aos 13 anos começou a estudar bateria. Cinco anos depois se mudou para Londres e só voltou a morar no país de origem em 1972.

Ele se juntou o Rush em 1974. A banda havia sido formada pelo guitarrista Alex Lifeson em 1968, mesmo ano em que entrou o baixista e vocalista Geddy Lee.

Com a entrada de Peart na bateria, o Rush se consolidou como um dos trios mais reconhecidos do rock. Suas letras cheias de referências literárias também foram fundamentais para a banda, que encerrou as atividades em 2018.

O baterista Neil Peart, do Rush, um dos mais celebrados do rock no instrumento — Foto: Divulgação/SiteRush O baterista Neil Peart, do Rush, um dos mais celebrados do rock no instrumento — Foto: Divulgação/SiteRush

O baterista Neil Peart, do Rush, um dos mais celebrados do rock no instrumento — Foto: Divulgação/SiteRush

O baterista Neil Peart, um dos mais celebrados do rock no instrumento, durante apresentação do Rush na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, em outubro de 2010 — Foto: Lucíola Villela/G1 O baterista Neil Peart, um dos mais celebrados do rock no instrumento, durante apresentação do Rush na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, em outubro de 2010 — Foto: Lucíola Villela/G1

O baterista Neil Peart, um dos mais celebrados do rock no instrumento, durante apresentação do Rush na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, em outubro de 2010 — Foto: Lucíola Villela/G1

 

Por Rafaelle Fróes e Rafael Cardoso, G1 MA — São Luís, MA


 

Paulo Paulino “Lobo Mau” Guajajara morreu no local — Foto: Sarah Shenker/Survival International Paulo Paulino “Lobo Mau” Guajajara morreu no local — Foto: Sarah Shenker/Survival International

Paulo Paulino “Lobo Mau” Guajajara morreu no local — Foto: Sarah Shenker/Survival International

 

A Polícia Federal indiciou Raimundo Nonato Ferreira de Sousa e Antônio Wesley Nascimento pela morte do indígena Paulo Paulino Guajajara e do madeireiro Márcio Gleik Moreira Pereira, em 1º de novembro de 2019, na Terra Indígena Arariboia, no Maranhão. A informação foi confirmada ao G1 nesta sexta-feira (10).

De acordo com o delegado da Polícia Federal, Nathan Vasconcelos, que conduziu as investigações, Antônio Wesley e Raimundo Nonato foram indicados por homicídio doloso – quando há intenção de matar – e por porte ilegal de arma de arma de fogo e caça ilegal. O delegado afirmou que as investigações apontam que os dois estavam na região praticando atividades de caça.

Láercio Guajajara, índio que sobreviveu a troca de tiros, também foi indiciado no inquérito da PF. Segundo as investigações, o indígena foi acusado furto, de porte ilegal de arma e por dano causado nas motocicletas que foram apreendidas pelos índios com os não indígenas. Uma terceira pessoa, Clayton Rodrigues Nascimento, também foi indiciado por porte de arma e caça ilegal.

A PF havia descartado no início da semana, a hipótese que o indígena havia sido morto em uma emboscada ou que o crime teria relação com conflitos étnicos. As investigações apontam que a troca de tiros aconteceu após índios terem furtado e depredado uma moto de ‘não indígenas’.

 

Ao G1, o Defensor Público da União, Yuri Costa, que atua na defesa de Laércio Guajajara, disse que há um grande equívoco por parte da Polícia Federal na conclusão das investigações. Para a defensoria, o caso tem uma relação com um conflito maior entre indígenas e não-indígenas que historicamente existe.

“A conclusão da autoridade policial é equivocada, não corresponde aquilo que foi apurado durante o inquérito policial. O delegado concluiu que não há relação dos homicídios e interesses da coletividade indígena. Ele reduziu a um conflito privado, específico, ligado a furtos de motocicleta. Na opinião da Defensoria, isso descontextualiza tudo o que envolve um conflito histórico naquela região entre indígenas e não-indígenas”.

 

Laércio Guajajara fala sobre o trabalho constante travado pelos Guardiães da Floresta no Maranhão — Foto: Reprodução/TV Mirante Laércio Guajajara fala sobre o trabalho constante travado pelos Guardiães da Floresta no Maranhão — Foto: Reprodução/TV Mirante

Laércio Guajajara fala sobre o trabalho constante travado pelos Guardiães da Floresta no Maranhão — Foto: Reprodução/TV Mirante

O defensor afirma que os indígenas não teriam furtado a motocicleta, mas que haviam apreendido ela para apresentar como prova para a Fundação Nacional do Índio (Funai) e denunciar as invasões que estavam acontecendo na região.

“A versão do Laércio Guajajara é que no dia em questão, o que aconteceu foi que durante a caça, encontraram quatro motos escondidas no mato e sabiam que eram de não-indígenas que se estavam ilegalmente na floresta. Eles [indígenas], dentro dessa estratégia de autoproteção, danificaram três das motos e estavam tentando levar uma para a Funai como evidência, já que eles estavam há dois dias na mata, sem bateria de celular para tirar uma foto. Daí, os não-indígenas viram, encontraram eles levando a moto, e aí houve o conflito que vitimou duas pessoas”, explicou.

 
 

Terra Indígena Araribóia no Maranhão. — Foto: Reprodução/TV Globo Terra Indígena Araribóia no Maranhão. — Foto: Reprodução/TV Globo

Terra Indígena Araribóia no Maranhão. — Foto: Reprodução/TV Globo

Após o crime, a Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular no Maranhão (Sedihpop) e o indígena Láercio Guajajara afirmaram que as mortes ocorreram em uma troca de tiros após uma emboscada dos madeireiros. O índio também ficou ferido durante a ação.

As investigações estão sendo realizadas pelo Ministério Público Federal (MPF) e foram encaminhadas para a Justiça Federal. Ao G1, a Justiça Federal informou que não vai se pronunciar sobre o caso e que os detalhes do processo corre sob segredo de justiça.

Índios sob proteção

Laércio Guajajara e outras duas lideranças indígenas foram retiradas em novembro do local com seus familiares e colocados sob proteção policial em endereços sigilosos. No entanto, a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH) informou que parte do grupo, com exceção do Olímpio Guajajara, pediu desligamento do programa de proteção.

Paulo Paulino Guajajara, morto na troca de tiros, já estava incluído meses antes no Programa Estadual de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH), mas não foi retirado da Terra Indígena Arariboia antes de ser assassinado.

De 2016 até novembro de 2019, 13 indígenas foram mortos em decorrência do conflito com madeireiros no Maranhão, segundo a SMDH. Em nenhum dos casos os criminosos foram punidos.

DO EL PAÍS

Miley Cyrus, Rod Stewart, George Harrison. Existem muitos casos de cópias de obras musicais, porque (quase) tudo já foi inventado

 

A cantora norte-americana Miley Cyrus (Tennessee, 1992) acaba de chegar a um acordo em um processo de plágio no qual lhe pediam 300 milhões de dólares (cerca de 1,227 bilhão de reais). Foi movido pelo compositor jamaicano Michael May —conhecido artisticamente como Flourgon—, que alegou que a canção We Can’t Stop (ouça a canção clicando aqui) da norte-americana era idêntica ao seu tema We Run Things (ouça a canção clicando aqui). O valor total do contrato não foi revelado.

Embora a criação de May tenha ficado em primeiro lugar na ilha caribenha durante várias semanas de 1988, globalmente é muito menos conhecida do que o tema de Cyrus, que foi um sucesso mundial que chegou a ocupar o segundo lugar na lista de vendas dos Estados Unidos. Só não chegou a ficar em primeiro foi porque essa posição foi arrebatada por Blurred Lines, de Robin Thicke, música que também foi alvo de uma ação por plágio. Os queixosos foram os herdeiros de Marvin Gaye, que consideraram que a canção era igual a Got to Give Up, lançada pelo artista da Motown em 1977. Fatos que demonstram que, no mundo da música, o plágio é mais frequente do que parece. Entrem, vejam e ouçam.

Miley Cyrus, em show em junho de 2019.
Miley Cyrus, em show em junho de 2019.

‘My Sweet Lord’ (1970), de George Harrison, possível plágio de ‘He’s So Fine’ (1962), de Ronnie Mack

O caso. Depois da dissolução dos Beatles, George Harrison lançou All Things Must Pass, um álbum triplo produzido por Phil Spector que incluía My Sweet Lord, um tema que Ronnie Mack considerou uma cópia de He’s so Fine, composição que ele havia feito para o grupo nova-iorquino The Chiffons.

A resolução. My Sweet Lord havia sido gravada previamente por Billy Preston em 1970, mas passou despercebida. No entanto, quando Harrison a incluiu em All Things Must Pass e a escolheu como single, se tornou um sucesso graças em parte ao seu pegajoso e memorável refrão que dizia “Hare Krishna, hare Krishna / Krishna Krishna, hare hare”. Em fevereiro de 1971, a editora que tinha os direitos de He’s So Fine processou Harrison. Depois de ouvir diferentes especialistas, o tribunal decidiu que o ex-beatle havia cometido um “plágio inconsciente” e deveria compensar os autores da canção. As negociações sobre o valor se alongaram e, finalmente, Harrison tomou uma decisão drástica: em 1981 decidiu comprar os direitos de He’s So Fine por mais de meio milhão de dólares e encerrou o assunto.

Ouça My Sweet Lord clicando aqui.

Ouça He’s So Fine clicando aqui.

George Harrison lê livro de Bob Dylan em imagem de arquivo.
George Harrison lê livro de Bob Dylan em imagem de arquivo.

‘Stairway to Heaven’ (1971), de Led Zeppelin, possível plágio de ‘Taurus’ (1967), do Spirit

O caso. Em 1971, o grupo britânico Led Zeppelin lançou o álbum Led Zeppelin IV. Aqui foi incluída o que talvez seja sua música mais conhecida: Stairway to Heaven. A canção foi um sucesso, mas, com o passar do tempo, muita gente encontrou semelhanças demais entre essa composição e Taurus, do grupo Spirit, cujos shows o Led Zeppelin havia aberto em sua primeira turnê pelos Estados Unidos.

A resolução. Em 2016, cansados de ver como Jimmy Page e seus colegas de grupo compravam mansões e viviam intensamente, em grande parte, graças aos lucros de Stairway to Heaven, os herdeiros de Randy California, líder do Spirit e compositor de Taurus, entraram com uma ação contra Page que, como Diego A. Manrique contou neste artigo para o EL PAÍS, não era a primeira vez que se inspirava demais nas composições de outros artistas. Durante o processo o júri não pôde ouvir as duas canções, baseando sua decisão apenas nos relatórios periciais feitos por especialistas, o que resultou na absolvição de Page. No entanto, e diante do recurso dos herdeiros de Randy California, em setembro de 2019 um tribunal de apelação começou a estudar se era necessário repetir o julgamento ou não por falhas na primeira instância. Randy California morreu em 1997 enquanto surfava no Havaí.

Ouça Stairway to Heaven clicando aqui.

Ouça Taurus clicando aqui.

‘Da Ya Think I’m Sexy?’ (1978), de Rod Stewart, possível plágio de ‘Taj Mahal’ (1972), de Jorge Ben

O caso. Em 1972, Jorge Ben lançou seu álbum Ben, um trabalho de fez muito sucesso no Brasil e no resto do mundo graças a temas como Fio Maravilha e Taj Mahal. Alguns anos depois, Rod Stewart se apropriou da melodia e do ritmo de Taj Mahal para criar Da Ya Think I’m Sexy?, que se tornou uma das canções mais populares do músico inglês.

A resolução. Jorge Ben não hesitou e processou Stewart, que acabou reconhecendo que Da Ya Think I’m Sexy? era um plágio de Taj Mahal, embora “involuntário”. O tribunal obrigou o inglês a indenizar o brasileiro, mas, em um gesto de malícia ou de humanidade, Rod Stewart propôs que o dinheiro, em vez de ir para o bolso de Ben, fosse doado para o Unicef. O músico carioca não teve escolha senão aceitar para não fazer papel de desalmado, embora, desde que o litígio foi resolvido, em 1979, ele receba os direitos autorais tanto de Taj Mahal quanto de Da Ya Think I’m Sexy?. De fato, por acaso ou não, as versões seguintes que Jorge Ben fez de sua canção têm arranjos que lembram bastante a de Stewart.

Ouça Da Ya Think I’m Sexy? clicando aqui.

Ouça Taj Mahal clicando aqui.

Rod Stewart durante apresentação em Budapeste.
Rod Stewart durante apresentação em Budapeste. Balazs Mohai / EFE

‘Get Free’ (2017), de Lana Del Rey, possível plágio de ‘Creep’ (1992), do Radiohead

O caso. Em 2018, Lana Del Rey admitiu os rumores de que a banda Radiohead estava determinada a entrar com uma ação contra ela. O motivo da disputa era o suposto plágio entre sua música Get Free, incluída em Lust for Life, seu quinto álbum, e Creep, uma composição do grupo britânico que foi o lado A do seu primeiro single. Lana Del Rey, que admitiu as semelhanças, ofereceu à banda 40% dos lucros da canção, mas o Radiohead exigiu 100%.

A resolução. Em 2018, ao terminar a interpretação de Get Free no festival Lollapalooza, em São Paulo, Lana Del Rey acendeu um cigarro e disse ao público: “Agora que o litígio está resolvido, acho que posso cantar essa canção quando quiser, não?”. Com isso confirmou que as partes tinham chegado a um acordo cujas cláusulas não foram divulgadas. De fato, no site da ASCAP, o equivalente norte-americano do Ecad, os autores da canção continuam sendo os membros da equipe de Lana Del Rey e não os componentes do Radiohead.

Ouça Get Free clicando aqui.

Ouça Creep clicando aqui.

‘Creep’ (1992), do Radiohead, possível plágio de ‘The Air I Breathe’ (1973), dos Hollies

O caso. É surpreendente que os membros do Radiohead tenham se mostrado tão incomodados com Lana Del Rey por causa das semelhanças entre Get Free e Creep, quando a verdade é que esta última é muito parecida com The Air I Breathe, dos Hollies. Pelo menos, o suficiente para que seus autores, Albert Hammond e Mike Hazlewood, decidissem entrar com uma ação por plágio.

A resolução. Os tribunais deram razão a Albert Hammond e Mike Hazlewood e, a partir de então, Creep deve ser creditada tanto em nome da banda britânica quanto desses dois compositores. Agora se entende melhor por que o Radiohead não queria continuar dividindo os lucros de Creep com mais gente…

Ouça Creep clicando aqui.

Ouça The Air I Breathe clicando aqui.

Thom Yorke durante show do Radiohead no Rio de Janeiro.
Thom Yorke durante show do Radiohead no Rio de Janeiro.

‘Bitter Sweet Symphony’ (1997), do The Verve, possível plágio de ‘The Last Time’ (1965), dos Rolling Stones

O caso. Em 1964, Andrew Oldham, empresário dos Rolling Stones, criou a The Andrew Oldham Orchestra, que não era tanto uma formação musical, mas uma etiqueta para vender ao público adulto versões sinfônicas de músicas de bandas britânicas feitas por músicos de estúdio. Entre os discos lançados sob esse selo estava o The Rolling Stones Songbook, que incluía uma versão da canção The Last Time, que teve fragmentos sampleados pelo The Verve em Bitter Sweet Symphony.

A resolução. Embora o The Verve tivesse solicitado aos Rolling Stones permissão para usar um fragmento da canção em troca de 50% dos royalties, na opinião dos advogados dos Stones o fragmento era maior do que o acordado, razão pela qual entraram com uma ação e exigiram ficar com 100% dos benefícios gerados pela canção. Assim foi até que, em abril de 2019, Jagger e Richards decidiram ceder ao The Verve a totalidade da autoria. Desde então, tudo o que é arrecadado com Bitter Sweet Symphony, que não deve ser pouco, é para Richard Ashcroft (líder do The Verve) e seus amigos.

Ouça Bitter Sweet Symphony clicando aqui.

Ouça The Last Time clicando aqui.

‘Viva la Vida’ (2008), do Coldplay, possível plágio de ‘If I Could Fly’ (2004)

O caso. Viva la Vida é uma das canções mais conhecidas e pegajosas da banda britânica Coldplay. Talvez a razão seja que fosse familiar, porque é muito parecida com o tema de Joe Satriani If I Could Fly, incluído no álbum duplo Is There Love in the Space?

A resolução. Em 2009, um juiz da Califórnia rejeitou a alegação de Joe Satriani de que Viva la Vida era plágio de sua canção If I Could Fly e estabeleceu que cada parte deveria pagar suas custas judiciais. No entanto, as semelhanças entre as duas canções eram tantas que era pouco convincente que o juiz tivesse resolvido o caso dessa maneira tão estranha. A explicação é que o Coldplay e Satriani optaram por chegar a um acordo e pôr um fim ao processo judicial antes que a coisa tomasse maiores proporções. Uma decisão que, de alguma forma, mostrou que o Coldplay havia copiado mais da conta.

Ouça Viva la Vida clicando aqui.

Ouça If I Could Fly clicando aqui.

‘Surfin’ USA’ (1963), dos Beach Boys, possível plágio de ‘Sweet Little Sixteen’ (1958), de Chuck Berry

O caso. Lançado em março de 1963, Surfin’ USA foi o primeiro single do The Beach Boys a entrar na lista dos dez mais vendidos nos Estados Unidos. A partir daquele momento se tornou um clássico do repertório do grupo da Califórnia e uma das composições mais lembradas de Brian Wilson, que nunca escondeu que havia se inspirado em Sweet Little Sixteen, de Chuck Berry. Por seu lado, Berry agradeceu a homenagem, mas exigiu receber a parte que lhe correspondia dos direitos autorais.

A resolução. Quando Chuck Berry tornou pública sua decisão de processar o grupo para reivindicar a autoria da canção, Murray Gage Wilson, pai de Brian, Dennis e Carl Wilson (todos eles membros do Beach Boys), decidiu incluir Berry nos créditos. O problema foi que ele não informou Brian sobre isso, que descobriu quando o acordo já estava assinado e nunca entendeu por que seu pai também cedeu a Berry uma porcentagem na autoria da letra de Surfin’ USA, quando era exclusivamente sua

jan
11
Posted on 11-01-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-01-2020



 

 Sponholz , no

 

DO EL PAÍS

 
Meghan Markle, na últiam terça-feira.
Meghan Markle, na últiam terça-feira.Aaron Chown (GTRES)

Meghan Markle voou de volta para o Canadá assim que explodiu a crise que abalou as fundações de Buckingham, deixando o príncipe Harry sozinho em Londres enfrentando a ira da rainha Elizabeth II por sua decisão de abandonar a vida oficial sem tê-la comunicado previamente. A duquesa se encontrou com seu filho Archie, que havia ficado em Toronto sob os cuidados de uma babá, segundo o Daily Mail. Markle passou apenas três dias no Reino Unido depois que o casal e Archie terem desfrutado de férias de seis semanas no exterior. Espera-se que Harry retorne ao Canadá também, mas ele tem um compromisso oficial no Palácio de Buckingham na próxima quinta-feira que, até o momento, não foi cancelado.

A duquesa de Sussex voou de Londres para o Canadá poucas horas depois que ela e o príncipe surpreenderam o mundo ao renunciarem à vida de palácio e ao anunciarem que viverão grande parte do ano na América do Norte. À medida que as horas passam, tudo indica que o local escolhido é o Canadá, onde ela morou durante muitos anos quando rodou a série Suits e onde o príncipe a visitava no início de seu relacionamento.

Fontes do palácio informaram aos meios de comunicação britânicos que a família real está “ferida e furiosa”. Que, quando Harry manifestou seus desejos, imploraram-lhe que retardasse o anúncio de seus planos, mas depois descobriram que eles já haviam renunciado ao ver o noticiário da noite na televisão. O príncipe Charles e o príncipe William só obtiveram uma cópia da declaração 10 minutos antes de ser divulgada.

Elizabeth II está enfrentando essa crise em Sandringham, onde passou o Natal. Charles está em sua casa escocesa em Birkhall e William no palácio de Kensington, onde na quinta-feira comemorou os 38 anos de Kate Middleton.

Mas nada parece casual. Quando Meghan Markle voou para o Reino Unido levava pouca bagagem e estava sem o filho, pois provavelmente planejava voltar três dias mais tarde, depois de participar de uma cerimônia oficial no Escritório do Alto Comissariado do Canadá e tornar público o comunicado que fez disparar todos os alarmes. Portanto, tudo indica que seus movimentos foram muito pensados e planejados em segredo.

Nas últimas horas, a rainha conversou com os príncipes Charles e William, aos quais encarregou encontrar uma solução viável e rápida.

Também se soube que os conselheiros dos duques de Sussex recomendaram que o casal que não divulgasse o comunicado antes de negociar com a rainha os termos de sua nova vida, mas os dois ignoraram o pedido. Aparentemente, chegaram do Canadá com as ideias muito claras.

Esse movimento confirma o que se falou durante o ano passado e que foi corroborado pelos fatos. A relação entre os dois filhos de Diana de Gales está quase rompida, e tudo começou quando William pediu a Harry que andasse devagar em seu relacionamento com Markle. Além disso, os dois casais não se entendiam no aspecto profissional nem no pessoal., por isso decidiram dividir seus escritórios e as fundações para as quais trabalhavam.

A imprensa britânica descreveu essa crise como Megxit, em um contexto em que a preparação do país para deixar a União Europeia. “A ninguém escapa que 2019 não foi um ano fácil para a rainha. A decisão de Harry e a maneira de executá-la não foram adequadas em relação a ela”, disse uma fonte do palácio.

Elizabeth II apoiou o casal com gestos inusuais desde que eles começaram o relacionamento —fez, por exemplo, uma viagem com Markle pouco tempo depois de ela ter se juntado à família. Mas a diplomacia da rainha não foi suficiente para acalmar esse furacão.

  • Arquivos