DO EL PAÍS
CIDADANIA E  PROSPERIDADE

MARCELO SAYÃO / EFE
 Fernando Henrique Cardoso

Todo começo de ano, a mesma ladainha: feliz ano novo! É difícil escapar do lugar comum e não pretendo dele me afastar (pelo menos neste início de janeiro). Tenho boas razões para manter certo otimismo, pois chego aos quase 90 anos —que cumprirei no próximo ano se os fados assim dispuserem— mantendo o bem estar, o que supõe certa autonomia pessoal. E posso dizer, sem arrogância, que me sinto mais livre, mais à vontade, para dizer o que penso e o que me emociona. Já não serão amarras ideológicas ou partidárias que irão frear meus impulsos. Por certo, a família sempre há que se tomar em consideração; assim como também os amigos. Quanto aos demais, importam, mas não tanto como a família ou os amigos.

Dito isso justifico meu otimismo relativo. Nasci em 1931 em um Brasil mais pobre (nasci no Rio e lá vivi até aos 9 anos). Era comum ver nas cidades pessoas usando tamancos, nos campos havia medo dos bichos-de-pé, o analfabetismo no país era avassalador, as classes médias altas compravam manteigas e queijos, bem como uvas e muito outras gulodices mais, importados.

Automóveis usava quem os tinha: os ricos —e olhe lá— ou então os alto burocratas. O comum dos mortais usava o bonde. No Rio havia um reboque em cada bonde, chamado “taioba”, com passagem mais barata. Em São Paulo havia os “camarões” mais fechados, e também havia o bonde duplo comum. Para ir a São Paulo (cidade para a qual vim em 1940), ou ir de lá ao Rio,usava-se mais frequentemente os trens, também com categorias de primeira e segunda classe. A grande renovação foi a chegada das “litorinas” (comboios menores e mais ágeis) cujo percurso —diurno— durava cerca de oito horas, enquanto os trens requeriam 12. Avião era para os valentes e milionários… De carro, quem podia, dividia a longa viagem de 12 a 14 horas ou mais e se alojava no meio do caminho em um hotel ou em alguma fazenda de parente ou amigo. No verão chovia sem parar, tornando um lamaçal os trechos de terra do que veio a se chamar a “Via Dutra”. E era via de pista única, commão para ir, outra para voltar.

De lá para hoje as mudanças foram enormes. Tornamo-nos uma das 10 maiores economias do mundo (embora na rabeira delas). A economia se industrializou e a de serviços cresceu. A agricultura e a mineração brilharam. O país se urbanizou: mais de dois terços da população vivem em cidades (ou em suas muitas periferias pobres). O analfabetismo não chega a abranger 7% da população maior de 15 anos e vem caindo há alguns anos. Universidades (pelo menos no nome) o país as tem às dezenas e olha que as primeiras foram criadas nos anos 1930, embora houvesse antes escolas isoladas mais antigas. E o SUS, Serviço Único de Saúde, por mais que seja criticado nas cenas em que as tevês mostram filas enormes, é uma realidade de dar inveja a muitos povos: o atendimento é universal e gratuito. Antes só eram acolhidos nos hospitais os membros de alguma categoria profissional ou os que batiam às portas das Santas Casas de Misericórdia. Naturalmente, os mais ricos pagavam e tinham atendimento melhor, mesmo no passado.

E temos democracia. Só se avalia o bem que representa respirar o ar da liberdade quando se perde tal possibilidade. Quem, como em meu caso, viu o país viver com ditaduras ou autoritarismos durante cerca de 25 anos, intermitentes, sabe que respirar a liberdade é algo essencial. O estudo e a prática profissional no exterior, bem como o exílio, me ensinaram a respeitar as instituições que provêm e garantem as liberdades individuais e os direitos, das pessoas e coletivos. Desejo, portanto, que continuemos a desfrutar da liberdade e da democracia.

Há mais, contudo. Escrevi que no passado a maioria das pessoas tinha piores condições de existência. Muitos ainda as têm. O modo para melhorar esta situação é conhecido: crescimento da economia e políticas públicas que levem a maior igualdade. Crescimento razoável e contínuo. Ficaram no passado as taxas de 7% e 8% ao ano de crescimento do PIB. Quanto mais amadurece uma economia, menores são as taxas médias de crescimento. Mas almejar crescer 4% ao ano durante uma década (e daí por diante) é possível e necessário. E não suficiente: também é preciso redistribuir a renda, oferecendo mais educação, saúde, emprego e o que seja necessário para a sobrevivência dos despossuídos (mesmo bolsas, para evitar tragédias). E também mudar as regras de tributação, não só para simplificá-las, mas para que elas pesem mais sobre quem mais pode e menos nos que mal conseguem consumir o necessário para sobreviver.

É neste ponto que o carro pega. O futuro de um país se joga com sonho e ação. Se olharmos para trás veremos que o sonho se esvaneceu. Persiste, mas é menos nítido na imaginação das pessoas. A rotina pesa mais que a vontade de mudar, de construir um futuro melhor para todos. É o que desejo para 2020 e para daí em adiante: que voltemos a sonhar. Tenhamos mais grandeza, não no sentido da arrogância, mas da fé em nosso destino nacional. Precisamos de maior coesão e menos diferenças entre “nós” e “eles”, sejam quais forem os “nós” e os “eles”. Para tanto precisamos diminuir as desigualdades: elas começam no berço, mas se consolidam na pré-escola e no ensino fundamental. Daí por diante, nem falar…

E não devemos perder de vista que vivemos em uma civilização científica-tecnológica. A batalha do futuro se dará no campo da educação e da cidadania. É preciso que estejamos “conectados”, sem perder os valores básicos: precisamos utilizar a razão e saber que ela, sem sentimento, torna-se mecânica, autocrata. Desejo que 2020 aumente a consciência de que podemos melhorar. Para isso, deveremos estar juntos. A melhoria de um, quando prejudica o outro, desfaz a base que precisamos prezar: nossa coesão como pessoas que vivem na mesma comunidade nacional.

Bom Ano Novo, com emprego, prosperidade, mais igualdade e cidadania.

“El Surco”, Jorge Drexler: Gravação primorosa do compositor e intérprete uruguaioincluído no CD “A CHABUCA” (2017),  em homenagem a Chabuca Granda, notável cantora e compositora da peruana. Drexler canta Surco, um clássico da canção latini-americana, no disco primoroso que conta com a participação de Rubén Blades, Joaquín Sabina (Cortesía de Sony Music),  Pedro Guerra, Juan Carlos Baglietto, Ana Belén (Cortesía de Ion Música), Lidia Barroso (Cortesía de Sony Music Perú), Dulce Pontes (Cortesía de Ondeia Música), Kevin Johansen (Cortesía de Sony Music), Ivan Lins (Cortesía de Oilua Produções Musicais), Pasión Vega (Cortesía de Concert Music Entertainment) y Javier Lazo. Precisa dizer mais?

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

 

DO PORTAL TERRA BRASIL

Presidente não deixou claro qual seria o motivo da possível ausência, mas, segundo ele, ‘o mundo tem seus problemas de segurança’

Julia Lindner e Anne Warth
 
 

O presidente Jair Bolsonaro admitiu nesta segunda-feira, 6, que existe a possibilidade de não participar do encontro anual do Fórum Econômico Mundial (FEM) em Davos, na Suíça. Ele não deixou claro qual seria o motivo da desistência.

Segundo ele, “o mundo tem seus problemas de segurança”, mas não citou diretamente a crise entre Estados Unidos e Irã como justificativa. O presidente afirmou que é preciso ver “o que acontece” até o evento, previsto para acontecer ainda este mês. O Palácio do Planalto acompanha os desdobramentos da morte do general Quassim Suleimani, comandante da Força Quds, unidade da Guarda Revolucionária do Irã.

Questionado sobre eventuais riscos de atentados no evento, afirmou que este é um assunto para o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, e para o ministro da Defesa, Fernando Azevedo. Bolsonaro chegou a fazer uma brincadeira dizendo que só falta Heleno “dormir com ele”, em referência à proximidade do ministro responsável por sua segurança.

O presidente também sinalizou que o Brasil mantém apoio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e voltou a elogiar a relação entre os dois países. “Não faço qualquer crítica contra Donald Trump”, declarou em coletiva de imprensa. “Não podemos coadunar com terrorismo no mundo”, completou em seguida.iba como vender mais no Natal e fim de ano!

O mês de dezembro é sempre um dos melhores para pequenos e grandes empreendedores e as vendas de Natal e fim de ano costumam dar uma boa aquecida na economia do país.

Em nota, após o ataque dos EUA contra um alto militar iraquiano, o Itamaraty disse que o Brasil “está pronto para participar de esforços internacionais que contribuam para evitar uma escalada de conflitos neste momento“.

Em artigo exclusivo para O Antagonista, Fabrício Rebelo, coordenador do Centro de Pesquisa em Direito e Segurança (Cepedes), afirma que os jabutis incluídos no pacote anticrime terão impacto negativo também na repressão ao crime comum.

Além do ‘juiz de garantias’, ele cita a restrição à prisão preventiva e o limite de 24 horas para audiências de custódia.

“Em vez de fortalecidas, as prisões provisórias foram extremamente fragilizadas com a Lei nº 13.964/19, fruto da desfiguração do ‘pacote anticrime’ do Ministério da Justiça”, alerta Rebelo, autor do livro ‘Articulando em Segurança: contrapontos ao desarmamento civil’.

Leiam a íntegra:

A redução da criminalidade, especialmente dos homicídios, foi um dos elementos mais alardeados como méritos do Governo Federal em 2019. Não é para menos. Afinal, uma diminuição estimada em mais de 20% nos crimes letais desponta como recorde de toda a série histórica. No entanto, é preciso alertar para o fato de que esse avanço está sob forte risco.

Ainda que atrelado a fatores complexos, o êxito na contenção criminal esteve vinculado à radical mudança de postura em relação ao crime, abrangendo o estímulo a políticas de repressão mais rígidas, a desarticulação de quadrilhas, o isolamento de suas lideranças em presídios mais remotos, além de programas específicos nos estados e treinamentos sob a coordenação da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP). São medidas que, necessariamente, passam pela retirada dos criminosos de circulação, como é natural em todas as políticas repressivas exitosas. E é exatamente aí que reside o problema.

Em novembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal modificou seu entendimento sobre a prisão em segunda instância, impedindo-a. Com isso, aumentou substancialmente a importância das prisões provisórias (temporária, em flagrante e preventiva) para qualquer política repressiva de contenção criminal. Só que, em vez de fortalecidas, estas foram extremamente fragilizadas com a Lei nº 13.964/19, fruto da desfiguração do “pacote anticrime” do Ministério da Justiça, a mesma que criou a figura do “juiz das garantias”.

Embora venha sendo esse novo magistrado o alvo das maiores críticas à Lei, a questão está longe de se resumir a ele. Já de início, há a exigência, agora imperativa, das audiências de custódia, no prazo impreterível de 24 horas e sob pena de nulidade do flagrante (CPP, art. 310). Se decretada a prisão preventiva pelo juiz das garantias, precisará ser reanalisada pelo juiz de instrução em 10 dias (art. 3º-C) e ela só é permitida em casos de “perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado” (art. 312). Caso, ainda assim, seja mantida, todo juiz terá que reavaliar a necessidade da prisão a cada 90 dias, também sob pena de nulidade e soltura do acusado (art. 316).

São ilustrações de diversos entraves práticos à prisão, verdadeiramente insuperáveis para um Poder Judiciário deficitário, que funciona com apenas um juiz em cerca de 40% das Comarcas brasileiras e para os quais, graças a outra nova lei benéfica aos criminosos (Lei de Abuso de Autoridade), será crime manter alguém preso fora dos novos rígidos limites legais. A consequência é óbvia: as prisões se tornarão cada vez mais raras até o trânsito em julgado da condenação – que pode levar décadas -, aumentando enormemente a sensação de impunidade no país e, com ela, a prática de crimes. Os indicadores já poderão refletir isso em breve.

Do Jornal do Brasil

 

A cerimônia do Globo de Ouro, realizada neste domingo (5) no Hilton Beverly Hills, em Los Angeles, prometia consagrar a Netflix como lar também do cinema com “C” maiúsculo.

Com 17 indicações nas categorias cinematográficas e “O Irlandês”, épico dirigido por ninguém menos que Martin Scorsese, a plataforma ainda tinha no páreo os sólidos “Dois Papas”, “História de um Casamento” e “Meu Nome é Dolemite”. Na categoria de melhor filme de drama, eram três chances contra duas.

Mas não foi desta vez. “O Irlandês”, que somava cinco indicações, saiu de mãos abanando e perdeu os postos de melhor filme de drama e melhor diretor para “1917”, de Sam Mendes.

“História de um Casamento” só ganhou um prêmio, de melhor atriz coadjuvante, para Laura Dern. Perdeu o troféu de melhor roteiro, ao qual era favorito, para “Era uma Vez… Em Hollywood”.

A nostálgica incursão de Quentin Tarantino nos bastidores da indústria cinematográfica, aliás, foi a grande campeã da noite, com prêmios de melhor filme de comédia ou musical e melhor ator no gênero para Brad Pitt.

Os últimos não surpreenderam, assim como os demais prêmios cinematográficos distribuídos na cerimônia.

Os correspondentes estrangeiros que formam a premiação renovaram sua fé nas biografias musicais, concedendo prêmios a Renée Zellweger e Taron Egerton por seus retratos de Judy Garland e Elton John, nesta ordem.

Macaque in the trees
Joaquin Phoenix saiu consagrado do Globo de Ouro (Foto: Reuters)

E Joaquin Phoenix foi consagrado melhor ator de filme dramático por seu Coringa atormentado.

Já o discurso do ator não foi nada previsível. Ele, que começou agradecendo à Associação de Jornalistas Estrangeiros pelas opções veganas no jantar, escancarou a hipocrisia de seus colegas presentes.

“É ótimo votar” disse, “mas às vezes precisamos fazer mudanças e sacrifícios pessoais. Espero que não precisemos fretar jatinhos privados para Palm Springs de vez em quando, por favor.”

Na primeira parte, Phoenix fazia referência à fala de Michelle Williams ao receber a estatueta de melhor atriz pela minissérie “Fosse/Verdon”.

Nela, pediu que mulheres, “dos 18 ao 118”, fossem às urnas -o voto não é compulsório nos Estados Unidos. “Por favor, façam isso em interesse próprio. É o que os homens vêm fazendo por anos, e é por isso que o mundo se parece tanto com eles”, afirmou.

Outro discurso que rendeu aplausos foi o de Patricia Arquette, que citou a tensão crescente entre os Estados Unidos e o Irã. Mas a noite teve poucas polêmicas, e mesmo o mestre de cerimônias, Ricky Gervais, que nas outras cinco edições do evento que comandou ficou famoso pelas ofensas, maneirou desta vez -sua piada mais ousada falou da pouca idade das namoradas de Leonardo DiCaprio.

A crítica mais ferina veio provavelmente do sul-coreano Bong John-Hoo, cujo “Parasita” foi eleito o melhor filme em melhor língua estrangeira. “Quando superarmos a barreira de legendas, vocês vão conhecer muitos outros filmes incríveis”, disse.

Junto com a atriz Awkwafina, melhor atriz de comédia ou musical por “A Despedida”, falado em grande parte em chinês, foi destaque numa edição criticada pela falta de diversidade.

Já entre as categorias de televisão, os estrangeiros dominaram a cerimônia. A britânica Phoebe Waller-Bridge de novo roubou os holofotes nas categorias de humor, conquistando os prêmios de melhor série e melhor atriz de comédia ou musical por “Fleabag”.

Olivia Colman, que vive sua madrinha na série, também foi premiada, mas como melhor atriz em série dramática por sua versão da rainha Elizabeth 2ª em “The Crown”. Por fim, outra conterrânea, “Chernobyl”, recebeu as estatuetas de melhor minissérie e de melhor ator coadjuvante para o sueco Stellan Skäsgard.

Os grandes azarões da noite também foram estrangeiros. Ramy Youssef, criador e astro de “Ramy”, sobre um filho de imigrantes egípcios, tirou de Michael Douglas o prêmio de melhor ator em série de comédia —o protagonista de “O Método Kominsky” havia ganhado a categoria no ano passado. Youssef fez troça da situação, dizendo que “minha mãe também estava torcendo pelo Michael Douglas. Os egípcios o amam.” E o australiano Russell Crowe foi eleito o melhor ator em minissérie, por “The Loudest Voice”.(Clara Balbi/FolhaPress)

Veja os indicados e ganhadores

CINEMA

Melhor filme de drama

“1917” – Vencedor

“O Irlandês”

“Coringa”

“Dois Papas”

“História de um Casamento”

Melhor ator de filme de drama

Christian Bale, “Ford vs. Ferrari”

Antonio Banderas, “Dor e Glória”

Adam Driver, “História de um Casamento”

Joaquin Phoenix, “Coringa” – Vencedor

Jonathan Pryce, “Dois Papas”

Melhor atriz de filme de drama

Cynthia Erivo, “Harriet”

Scarlett Johansson, “História de um Casamento”

Saoirse Roman, “Adoráveis Mulheres”

Charlize Theron, “O Escândalo”

Renee Zellweger, “Judy” – Vencedor

Melhor filme de comédia ou musical

“Meu Nome É Dolemite”

“Jojo Rabbit”

“Entre Facas e Segredos”

“Era Uma Vez em Hollywood” – Vencedor

“Rocketman”

Melhor ator de filme de comédia ou musical

Daniel Craig, por “Entre Facas e Segredos”

Roman Griffin Davis, por “Jojo Rabbit”

Leonardo DiCaprio, por “Era Uma Vez em Hollywood”

Taron Egerton, por “Rocketman” – Vencedor

Eddie Murphy “Meu Nome É Dolemite”

Melhor atriz de filme de comédia ou musical

Awkwafina, por “A Despedida” – Vencedor

Ana de Armas, por “Entre Facas e Segredos”

Beanie Feldstein, por “Fora de Série”

Emma Thompson, por “Late Night”

Cate Blanchett,por  “Cadê você, Bernadette?”

Melhor diretor

Bong Joon-ho, por “Parasita”

Sam Mendes, por “1917” – Vencedor

Todd Phillips, por “Coringa” 

Martin Scorsese, por “O Irlandês”

Quentin Tarantino, por “Era Uma Vez em Hollywood”

Melhor ator coadjuvante

Tom Hanks, por “Um Lindo Dia na Vizinhança”

Al Pacino, por “O Irlandês”

Joe Pesci, por “O Irlandês”

Brad Pitt, por “Era Uma Vez em Hollywood” – Vencedor

Anthony Hopkins, por “Dois Papas”

Melhor atriz coadjuvante

Annette Bening, por “O Relatório”

Margot Robbie, por “O Escândalo”

Jennifer Lopez, por “As Golpistas”

Kathy Bates, por “Richard Jewell”

Laura Dern, por “História de um Casamento” – Vencedor

Melhor animação

“Frozen 2”

“O Rei Leão”

“Toy Story 4”

“Como Treinar seu Dragão 3”

“Link Perdido” – Vencedor

Melhor filme estrangeiro

“Parasita” – Vencedor

“Dor e Glória”

“A Despedida”

“Os Miseráveis”

“Retrato de uma Jovem em Chamas”

Melhor roteiro

“Parasita”

“Dois Papas”

“O Irlandês”

“Era Uma Vez em Hollywood”

“História de um Casamento” – Vencedor

Melhor trilha sonora

“Brooklyn Sem Pai Nem Mãe”

“Adoráveis Mulheres”

“Coringa” – Vencedor

“1917”

“História de um Casamento”

Melhor canção

“Beautiful Ghosts”, de “Cats”

“(I’m Gonna) Love Me Again”, de “Rocketman” – Vencedor

“Into the Unknown”, de “Frozen 2”

“Spirit”, de “O Rei Leão”

“Stand Up”, de “Harriet”

TV

Melhor série de drama

“Big Little Lies”

“The Crown”

“Killing Eve”

“The Morning Show”

“Succession” – Vencedor

Melhor série de comédia

“Barry”

“Fleabag” – Vencedor

“O Método Kominsky”

“A Maravilhosa Sra. Maisel”

“The Politician”

Melhor ator de série de drama

Brian Cox, por “Succession” – Vencedor

Kit Harington, por “Game of Thrones”

Rami Malek, por “Mr. Robot”

Tobias Menzies, por “The Crown”

Billy Porter, por “Pose”

Melhor atriz em série de drama

Jennifer Aniston, por “The Morning Show”

Olivia Colman, por “The Crown” – Vencedor

Jodie Comer, por “Killing Eve”

Nicole Kidman, por “Big Little Lies”

Reese Witherspoon, por “The Morning Show”

Melhor ator em série de comédia ou musical

Michael Douglas, por “O Método Komisnky”

Bill Hader, por “Barry”

Ben Platt, por “The Politician”

Paul Rudd, por “Living with Yourself”

Ramy Youssef, por “Ramy” – Vencedor

Melhor atriz em série de comédia ou musical

Christina Applegate, por “Disque Amiga para Matar”

Rachel Brosnahan, por “A Maravilhosa Sra. Maisel”

Kirsten Dunst, por “On Becoming a God in Central Florida”

Natasha Lyonne, por “Boneca Russa”

Phoebe Waller-Bridge, por “Fleabag” – Vencedor

Melhor ator em minissérie ou filme para TV

Christopher Abbott, por “Catch-22”

Sacha Baron Cohen, por “O Espião”

Russell Crowe, por “The Loudest Voice” – Vencedor

Jared Harris, por “Chernobyl”

Sam Rockwell, por “Fosse/Verdon”

Melhor atriz em minissérie ou filme para TV

Kaitlyn Dever, por “Inacreditável”

Joey King, por “The Act”

Helen Mirren, por “Catherine the Great”

Merritt Wever, por “Unbelievable”

Michelle Williams, por “Fosse/Verdon” – Vencedor

Melhor ator coadjuvante em minissérie ou filme para TV

Alan Arkin, por “O Método Komisky”

Kieran Culkin, por “Succession”

Andrew Scott, por “Fleabag”

Stellan Skarsgård, por “Chernobyl” – Vencedor

Henry Winkler, por “Barry”

Melhor atriz em minissérie ou filme para TV

Patricia Arquette, por “The Act” – Vencedor

Helena Bonham Carter, por “The Crown”

Toni Collette, por “Inacreditável”

Meryl Streep, por “Big Little Lies”

Emily Watson, por “Chernobyl”

Melhor minissérie ou filme para TV

“Catch-22”

“Chernobyl” – Vencedor

“Fosse/Verdon”

“The Loudest Voice”

jan
07
Posted on 07-01-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-01-2020



 

Sponholz , no

 

jan
07
DO EL PAÍS

Carta divulgada por engano anunciava retirada. Bolsonaro reforça que o Governo não tem intenção de intervir no preço dos combustíveis, mas sugeriu que Estados poderiam abater ICMS

 Luis Doncel

El País

Instalação petrolífera no Bahrein.
Instalação petrolífera no Bahrein.Hasan Jamali (AP)

2020 começa com más notícias. As reverberações das tensões no Oriente Médio já são sentidas nos mercados do mundo inteiro. Desde o assassinato do general iraniano Qasem Soleimani por tropas norte-americanas, em 3 de janeiro, o preço do petróleo subiu quase 6%, com o barril de tipo Brent superando os 70 dólares (280 reais). São 10 dólares a mais do que o Governo espanhol previa para este ano no último plano orçamentário enviado a Bruxelas. As Bolsas também foram arrastadas em um ano que começa marcado pela instabilidade.

O índice Ibovespa, da Bolsa de São Paulo, fechou a segunda-feira em queda de 0,7% — só não caiu mais porque as ações da Petrobras terminaram o dia com alta de 3,25%. Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro disse que enxerga tendência de estabilidade no preço dos combustíveis. “Reconheço que o preço está alto na bomba. Pelo que parece, a questão lá dos Estados Unidos e do Iraque, o impacto não foi grande. Foi de 5%, mas passou para 3,5%. Não sei a quanto está hoje em relação ao dia do ataque, mas a tendência é a de estabilizar”, disse o presidente ao deixar o Palácio da Alvorada.

Na sexta-feira passada, Bolsonaro tinha demonstrado preocupação sobre o impacto da crise iraniana sobre o Brasil. O presidente brasileiro participou nesta segunda-feira de uma reunião no Ministério de Minas e Energia para discutir a questão. Após o encontro, reforçou que o Governo não tem intenção de intervir no preço dos combustíveis, mas sugeriu os Estados brasileiros abatessem suas cobranças de ICMS sobre a gasolina. Ele mesmo destacou, contudo, que os Estados “estão quebrados” e não devem ter espaço para fazer descontos em seus rendimentos.

A confusão tomou conta do debate sobre a presença de tropas dos EUA no Iraque depois que um rascunho de uma carta de um general do Exército dos EUA foi publicado nesta tarde de segunda-feira, anunciando que Washington realocaria suas tropas no Iraque em preparação eventual retirada do país. Na carta, endereçada ao número dois do comando militar iraquiano, o brigadeiro-general William Seely diz que as forças americanas da coalizão anti-jihadi serão “reorganizadas” diante de “uma retirada segura e eficaz do Iraque”. Um oficial americano confirmou ao The Washington Post a autenticidade da carta.

Retirada em falso

A confusão tomou conta do debate sobre a presença de tropas dos EUA no Iraque depois que um rascunho de uma carta de um general do Exército dos Estados Unidos foi publicado na tarde desta segunda-feira, anunciando que Washington realocaria suas tropas no Iraque em preparação eventual para uma retirada do país. Na carta, endereçada ao número dois do comando militar iraquiano, o brigadeiro-general William Seely diz que as forças americanas da coalizão anti-jihadista serão “reorganizadas” diante de “uma retirada segura e eficaz do Iraque”. Um oficial americano confirmou ao The Washington Post a autenticidade da carta.

“Respeitamos sua decisão soberana que ordena nossa partida”, acrescenta a carta, segundo a France Presse, um dia após o parlamento iraquiano aprovar uma moção para instar o governo a expulsar tropas estrangeiras, após o assassinato do general iraniano. “Por respeito à soberania da República do Iraque, e conforme reivindicado pelo Parlamento e pelo Primeiro Ministro, a Coalizão reorganizará suas forças para […] garantir que a retirada do Iraque leve a com segurança e eficácia “, prossegue.

Minutos depois que o conteúdo da carta foi publicado, o ministro da Defesa dos EUA, Mark Esper, apressou-se em negar qualquer intenção de se retirar, alegando ignorar a existência da carta. “Não houve nenhuma decisão de deixar o Iraque”, disse o chefe do Pentágono a repórteres. “Não sei o que é essa carta. Estamos tentando descobrir de onde vem e o que é. Mas nenhuma decisão foi tomada para deixar o Iraque. Ponto”.

A carta é autêntica, esclareceu o chefe do Estado Maior dos EUA, Mark Milley, aos jornalistas, mas foi enviada por engano. “Era um rascunho de carta sem assinatura”, disse. “É um erro cometido com toda a boa fé.”

Mercados

O dia de segunda-feira começou com um colapso da Bolsa de Valores do Japão de quase 2%. De manhã, os parques europeus foram pintados de vermelho com quedas que em Frankfurt eram de cerca de 1,5%, embora mais tarde moderassem abaixo de 1%. Em Madri, a punição foi limitada a 0,5%. Não são descidas excessivamente importantes. Mas mostram uma crescente inquietação sobre o que pode acontecer no Oriente Médio. Nova York fechou o dia com altas muito leves.

O analista Juan Ignacio Crespo acredita, no entanto, que, a menos que a tensão avance e que seja travado um verdadeiro conflito com os EUA, o aumento do preço do petróleo não deve continuar: ele acredita que é muito possível que tudo permaneça em banho-maria. “Em setembro, quando forças próximas ao Irã atacaram a principal refinaria saudita com drones, o petróleo subiu 20%, mas depois desinflou. A menos que algo extraordinário aconteça, meu cálculo é que o barril será mantido na faixa de 55 a 75 dólares ”, diz Crespo, consultor de um fundo Renta 4 em uma conversa por telefone.

As companhias de petróleo foram as únicas que aproveitaram o pregão, já que os investidores sabem que, quanto mais problemas houver nessa região, mais caro o barril de petróleo vai vender. Em Londres, a participação da BP foi reavaliada em 2% e a da Total da França, quase 1,5%. Pelo contrário, as companhias aéreas, muito dependentes do preço do combustível, sofreram grandes perdas.

O petróleo bruto não excedia os 70 dólares desde 16 de setembro. Nesse dia chegou aos 72, mas acabou abaixo desse nível. Para encontrar um momento em que o barril de referência na Europa terminará o dia acima de 70 dólares, você precisará voltar a maio passado.

Esse aumento de preço ocorre em um contexto de recuperação do setor nos últimos quatro anos, depois que o barril atingiu seu ponto inicial no início de 2016 abaixo de 30 dólares. Desde então, os países exportadores — encabeçados pela Arábia Saudita e pela Rússia — adotaram uma política de cortes de produção com a qual conseguiram obter o Brent no ano passado entre 60 e 70 dólares.

As tensões no Irã e no Iraque aumentam essa tendência, com efeitos difíceis de calcular por enquanto. Michael Pearce, economista da Capital Economics, acredita que os preços do petróleo subirão “muito mais” se o Irã se vingar da morte de Soleimani atacando as instalações de petróleo sauditas, como fez em setembro, ou tentando bloquear o estreito de Hormuz, onde circulam 20% da oferta global de petróleo, segundo disse ao Financial Times.

O Departamento de Estado dos EUA já alertou no domingo para o risco de Teerã se vingar da morte do homem que foi reverenciado em seu país como um herói atacando instalações de seu grande rival regional, a Arábia Saudita.

Ouro em alta

O medo acerca de uma escalada do conflito internacional também foi sentido em mercados tradicionalmente considerados como valor de refúgio. O preço do ouro saltou para 1.579 dólares a onça, o máximo em quase sete anos.

“Em períodos de incerteza política e financeira, não há nada melhor do que comprar ouro. Embora os dados pareçam mostrar compras excessivas, a tendência pode continuar enquanto a incerteza for alta ”, disse à France Press o analista da FXTM, Husein Sayed. Crespo, novamente, relativiza essa ideia. “O ouro, como outras matérias-primas, está em um caminho de declínio secular. O fato de subir porque é um valor de refúgio me parece uma falácia ”, responde um pouco provocador.

A tensão na área que detém a maior produção de petróleo do mundo continua em níveis máximos. Não é a primeira vez que um episódio faz o preço do petróleo subir e depois se acalmar. Mas a preocupação agora é máxima, com o Parlamento iraquiano pedindo a saída das tropas americanas do país; o Irã prometendo vingança e apontando que não respeitará o acordo nuclear que assinou em 2015, e o Governo Trump alertando para a possibilidade de um míssil atingir as bases militares dos EUA. Os mercados continuarão apreensivos.

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