O presidente da Argentina, Alberto Fernández, disse em 2017 duvidar que o procurador Alberto Nisman tenha cometido suicídio.

A fala de Fernández foi ao ar neste dia 1º, com a estreia na Netflix da série Nisman: O Promotor, a Presidente e o Espião. O documentário tem seis capítulos.

Hoje, em entrevista a uma rádio da Argentina, Fernández mudou seu entendimento: “Desde 2017, quando foi gravada a entrevista, até agora não apareceu nenhuma prova séria que diga que mataram Nisman, e apareceu uma perícia absurda que contradiz os princípios mais elementares”.

O procurador Alberto Nisman foi encontrado morto em seu apartamento em janeiro de 2015, com um ferimento de tiro na cabeça, um dia antes de testemunhar no Congresso sobre suas acusações contra a então presidente Cristina Kirchner, hoje vice de Fernández.

Segundo a denúncia de Nisman, Cristina tentou mudar de direção seu inquérito sobre um ataque a bomba em 1994 contra um centro comunitário judaico em Buenos Aires, que matou 85 pessoas.

Na televisão, poucos dias antes de morrer, Nisman acusou Cristina Kirchner de ter participado de uma negociação junto com o ex-ministro das Relações Exteriores Héctor Timerman para encobrir integrantes de alto escalão do governo do Irã que estariam envolvidos no atentado.

Timerman foi preso em 2017 e morreu no fim de 2018.

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