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A família Capiberibe tentará voltar a comandar Macapá — ele foi prefeito da cidade entre 1989 e 1992, além de já ter sido senador e governador.

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, confirmou a O Antagonista que “Capi”, como é conhecido, será o candidato do partido à Prefeitura da capital amapaense neste ano.

A família Capiberibe está saindo de uma ressaca eleitoral. Em 2018, concluindo seu mandato como senador, João se candidatou mais uma vez ao governo do estado. Perdeu no segundo turno para o reeleito Waldez Góes (PDT), aliado de José Sarney que chegou a ser preso em 2010 pela Polícia Federal. Em sua primeira vitória, Góes derrotou Camilo Capiberibe, impedindo a reeleição do filho de João.

A disputa em 2018 foi acirrada: Góes venceu com apenas 17.291 votos a mais do que “Capi”. No primeiro turno, Davi Acolumbre (DEM), hoje presidente do Senado, ficou em terceiro lugar e só não seguiu na disputa porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu validar os votos de Capiberibe, após um imbróglio jurídico envolvendo o principal partido da coligação dele, o PT.

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DO EL PAÍS

Bombardeio no aeroporto de Bagdá, ordenado por Trump, provocou onda de reações na comunidade internacional. Iraque fala em “violação flagrante” da sua soberania

Iranianos protestam em Teerã contra ataque que matou o general Soleimani.
Iranianos protestam em Teerã contra ataque que matou o general Soleimani.ABEDIN TAHERKENAREH (EFE)

 Agências|El País

A morte do general iraniano Qasem Soleimani em um bombardeio na madrugada desta sexta-feira no aeroporto de Bagdá, ordenado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, provocou uma onda de reações na comunidade internacional. O Irã pede uma “dura vingança”, o Iraque aponta uma “flagrante violação” da sua soberania, o Reino Unido solicita “reduzir a tensão”, e o líder xiita dos iraquianos cobra “moderação e sensatez”.

  • El General Qassem Soleimani en una foto de archivo de 2016
  • O general iraniano Qasem Soleimani, em foto sem data.

    A máxima autoridade do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, atribuiu o ataque, segundo um comunicado publicado pela imprensa oficial, à “gente mais cruel da terra” e exaltou o “honorável” comandante, que “lutou corajosamente durante anos contra os males e os bandidos do mundo”. “Seu falecimento não deterá sua missão, mas os criminosos que mancharam suas mãos com o sangue do general Soleimani e de outros mártires devem esperar uma dura vingança”, acrescentou o líder, que declarou três dias de luto no país. “Amigos e inimigos sabem que a jihad de resistência continuará com mais motivação e que a vitória definitiva aguarda os combatentes neste abençoado caminho”, conclui o aiatolá.

O Irã convocou nesta sexta-feira um funcionário da Embaixada da Suíça —que representa os interesses dos Estados Unidos em Teerã na falta de relações diplomáticas entre os dois países. O presidente iraniano, Hasan Rohani, prevê também represálias pela morte do general: “Sem dúvida, a grande nação do Irã e outras nações livres da região se vingarão por este horrível crime dos criminosos Estados Unidos”. Para o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif, o bombardeio representa uma “escalada extremamente perigosa e imprudente”.

Reação iraquiana

O líder espiritual xiita do Iraque, o grão-aiatolá Ali Sistani, condenou o ataque, mas também pediu prudência aos envolvidos. “O brutal ataque é uma violação insolente da soberania iraquiana e dos acordos internacionais. Matou vários comandantes que derrotaram terroristas do Estado Islâmico”, diz Sistani em um comunicado. “O país se encaminha para tempos difíceis. Peço a todas as partes implicadas que se comportem com moderação e atuem com sensatez”, conclui o líder.

O primeiro-ministro do Iraque, Adel Abdelmahdi, que está prestes a deixar o cargo, salientou que o ataque representa “uma escalada perigosa que acende uma guerra destrutiva no Iraque, na região e no mundo”. Em nota, disse que “realizar operações de ajuste de contas contra figuras de liderança iraquianas e de um país irmão em solo iraquiano constitui uma violação flagrante da soberania iraquiana e um ataque à dignidade do país”.

Bandeira dos Estados Unidos é queimada em protesto em Teerã.
Bandeira dos Estados Unidos é queimada em protesto em Teerã. ABEDIN TAHERKENAREH / EFE

A embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, que na terça-feira foi invadida por uma multidão pró-iraniana, reiterou nesta sexta-feira o conselho para que seus cidadãos deixem o Iraque “imediatamente”, deslocando-se “em avião enquanto for possível”, já que o bombardeio teve lugar no aeroporto do Bagdá, ou “para outros países por via terrestre”. Os principais acessos fronteiriços do Iraque levam ao Irã e à Síria, que está em guerra, embora também haja outros passos para a Arábia Saudita e a Turquia.

“Condolências ao povo iraniano”

A presidente da Câmara de Representantes (deputados) dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, denunciou em um comunicado que a operação não tinha sido autorizada e foi levada a cabo “sem consulta ao Congresso”. A principal líder democrata sustentou que a prioridade do Governo deve ser “proteger as vistas e interesses dos norte-americanos”. “O ataque aéreo desta noite ameaça provocar uma perigosa escalada de violência”, advertiu, para sublinhar que “os Estados Unidos, e o mundo, não podem permitir que as tensões aumentem até o ponto de não ter mais retorno”.

Para a Rússia, o bombardeio “levará a um aumento da tensão em toda a região”, segundo nota do Ministério de Relações Exteriores. “Soleimani se dedicou a defender os interesses nacionais do Irã”, expressa a nota oficial, que oferece “sinceras condolências ao povo iraniano”.

O ministro das Relações Exteriores britânico, Dominic Raab, pediu para reduzir a tensão: “Sempre reconhecemos a ameaça agressiva da força Quds iraniana liderada por Qasem Soleimani. Após sua morte, peço a todas as partes que reduzam a tensão. Um conflito maior não é do nosso interesse”, disse Raab em um breve comunicado.

O líder do partido-milícia libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, prometeu vingança e garantiu que completarão “o caminho do comandante Soleimani”. “Trabalharemos dia e noite para alcançar seus objetivos”, disse o líder no canal de televisão libanês Al Manar, porta-voz do Hezbollah. “Vingar os assassinos dos combatentes será responsabilidade e trabalho de todos na resistência.”

Os Estados Unidos estão em silêncio após o ataque a um dos homens fortes do aiatolá Ali Khamenei

O General Qassem Soleimani em uma foto de arquivo de 2016
O General Qassem Soleimani em uma foto de arquivo de 2016Ebrahim Noroozi (AP)

O poderoso general iraniano Qasem Soleimani, encarregado dos assuntos iraquianos no exército ideológico do Irã, morreu em um bombardeio no aeroporto de Bagdá, anunciou na noite desta quinta-feira (manhã de sexta-feira, no horário local) a televisão pública iraquiana.

Citando fontes das Forças de Mobilização Popular (Hashd al Shaabi), uma coalizão de paramilitares pró-iranianos e agora integradas ao estado iraquiano, a televisão oficial anunciou a morte do general Soleimani, bem como de Abu Mehdi al Muhandis, o número dois dos Hashd “em um bombardeio norte-americano”. Vários comandantes dos serviços de segurança e do Hashd confirmaram.

Washington não confirmou a morte ou fez outros comentários sobre o bombardeio de um comboio de Hashd al Shaabi perto do aeroporto de Bagdá. O ataque causa medo de uma nova espiral de tensão entre o Irã e os Estados Unidos no Iraque, onde na terça-feira passada dezenas de manifestantes pró-iranianos atacaram a Embaixada dos EUA. A multidão quebrou a parede externa com o grito de “Morte aos Estados Unidos!”

Soleimani é considerado um dos homens mais próximos do aiatolá Ali Khamenei e o exército mais poderoso da estrutura militar iraniana. Sua morte ocorreu no final da quinta-feira em um bombardeio perto do aeroporto de Bagdá. Soleimani estava em um comboio de dois carros atingido por pelo menos três mísseis.

Sua morte aumenta a tensão que ocorre no contexto de uma crescente violência entre o Irã e os Estados Unidos no Iraque, que pode aumentar após as novas mortes. O presidente Donald Trump acusou o regime do Irã de estar por trás do ataque à legação diplomática.

Dois dias antes, os Estados Unidos haviam bombardeado bases de combatentes pró-iranianos em retaliação por um ataque de míssil que matou um empreiteiro no exército daquele país e deixou vários feridos.

O mundo sofre hoje tentações de involução autoritária, mas, apesar de tudo, a democracia e os seus valores continuam avançando

Cariocas e turistas aproveitam o último dia de 2019 para curtirem a praia de Copacabana, zona sul da cidade.
Cariocas e turistas aproveitam o último dia de 2019 para curtirem a praia de Copacabana, zona sul da cidade.Tânia Rêgo/Agência Brasil

Naquela véspera do Concílio, que se anunciava como uma grande batalha na Igreja entre conservadores e progressistas, o Papa João XXIII surpreendeu aos que esperavam um discurso solene perante um acontecimento que havia sacudido a opinião mundial, de todos os credos e de um modo especial dos agnósticos. Em vez de discutir teologia, disse aos mais de 3.000 bispos já presentes em Roma, vindos de todos os continentes, que estivessem atentos aos “profetas de desventuras”, e que assim o Papa ia dormir muito tranquilo aquela noite.

Às milhares de pessoas que lotavam a praça de São Pedro naquela noite de lua cheia ele disse: “Quando voltarem para suas casas, digam aos seus filhos pequenos que o Papa lhes mandou um beijo”. João XXIII sabia que aquele Concílio seria importante para o futuro dos pequenos.

Foi um Papa que nunca compactuou com o pessimismo, nem sequer naquele momento em que vários bispos não puderam ir ao concílio porque estavam detidos nas prisões soviéticas. Era capaz de não dar importância a nada, sabia relativizar tudo. Enquanto os Papas anteriores se sentiam imbuídos de uma missão sobrenatural e se sentiam representantes de Deus na terra, João XXIII chegava a se esquecer de que era Papa. Contou-me isso na época seu secretário, Loris Capovilla, que havia sido jornalista. Uma tarde, o pontífice lhe disse: “Vamos ter que consultar isto com o Papa”. Havia esquecido de que era ele mesmo.

Não era, entretanto, um Papa nem desavisado nem inocente. Sabia muito bem para que estava ali. Em seu testamento, recordando que seu antecessor Pio XII, o príncipe Eugenio Pacelli, antes de morrer havia concedido títulos nobiliários a meia família, João XXIII deixou escrito: “Nasci pobre e morro pobre”. E pediu perdão à sua família “por não poder lhes deixar nada em herança”. Viveu sempre em paz com todos, crentes e ateus. Para ele, os homens eram só irmãos, com seus acertos e suas quedas. No mesmo testamento, deixou uma frase célebre: “Não tenho que pedir perdão a ninguém, porque nunca me senti ofendido por ninguém”. Era um homem em paz consigo mesmo.

Sua simplicidade surpreendia até os líderes de outras religiões. Uma tarde, convidou o pastor da Igreja Luterana de Roma para tomar um café. Não o recebeu com a pompa de Papa. Relativizou seu trabalho. Confiou-lhe: “As pessoas acham que o Papa trabalha muito, o dia todo. Não é verdade. Fazem tudo por mim. Durante a tarde tenho muito pouco para fazer. Então me entretenho com esta luneta. Da janela vou distinguindo as torres das igrejas. Penso que ao redor de cada uma delas vivem famílias que sofrem e se esforçam para poder dar de comer a seus filhos. Então vou parando e rezo por elas”. E tomando a luneta, disse ao pastor protestante: “Olhe, casualmente, a primeira torre que vejo daqui é a da sua igreja. E assim, todas as tardes, vocês são os primeiros pelos quais rezo a Deus”. A história me foi contada por aquele mesmo pastor em uma entrevista. Ficara surpreso e admirado com a simplicidade do Papa católico.

Quando era jovem núncio apostólico na Bulgária, tinha o costume de deixar uma luz acesa em sua casa. E dizia que se algum necessitado passasse debaixo da sua janela poderia entrar. “Não vou perguntar em que Deus acredita, mas sim como posso ajudá-lo.” Era seu lema.

No livro de conversas Sobre o Céu e a Terra, do então cardeal Bergoglio de Buenos Aires (o hoje papa Francisco) e do rabino Abraham Skorka, há uma página que evoca João XXIII. Bergoglio diz ao rabino que quando se encontra com alguém não lhe pergunta em que Deus acredita, mas sim se fez algo pelos outros. Dois Papas ecumênicos que para muitos parecem iconoclastas e hereges, mas que foram capazes de falarem ao coração de todos sem distinções de credos.

Dois Papas que, profetas eles da esperança, são contra os “profetas de desventuras”, porque sabem relativizar as coisas, sabem que, como dizia Jesus, até das pedras podem nascer filhos de Deus e que o pior dos pecados é a discriminação das pessoas, por suas ideias, pela cor de sua pele, por seu gênero ou sua condição social. E que quem menos faz pelo mundo são os profetas de desventuras, incapazes de ver que sem esperança a terra nos afundaria e perderia sentido. Que não é verdade que tudo é pior que antes, porque não é, e que não é com o pessimismo, e sim com um saudável realismo, que se pode continuar construindo o mundo.

Neste 2020, eu preferiria que, ao invés de apostarmos no pessimismo, que costuma ser estéril, apostássemos na esperança, que faz milagres. Isso significa sermos firmes e resistentes contra quem pretende nos impor os dogmas dos profetas das desventuras, em vez dos semeadores de esperanças. Resistentes contra governantes como Bolsonaro e suas hostes mais desesperadas, profetas de desventuras e a favor de profetas da esperança, como foi Marielle, que com sua alegria jovem e sua força vital enfrentou o pessimismo das milícias do Rio contra sua esperança de um mundo mais livre e de todos.

São governantes como Bolsonaro e suas hostes racistas que pretendem “desconstruir” em vez de “construir”; que dividem em vez de unir, que discriminam a todos os diferentes sem perceberem que assim se colocam eles mesmos como diferentes e se autocondenam ao ostracismo. De nada serve que Bolsonaro tente apostar no catastrofismo ético, em esterilizar a cultura, em ferir os valores sagrados da democracia e de suas liberdades, em continuar exaltando torturadores e ditaduras. Será um perdedor como acabam sendo todos os pessimistas empedernidos. Marielle, profeta da esperança, já ganhou a batalha contra ele.

O mundo sofre hoje tentações de involução autoritária, e começam a levantar a cabeça as bestas do nazismo e do fascismo que achávamos derrotados para sempre, mas, apesar de tudo, a democracia e os seus valores continuam avançando. Esta boa notícia nos deu neste fim de ano a jornalista e escritora Miriam Leitão em sua coluna d’O Globo ? e isso que ela, que já foi vítima da ditadura, teria motivos para estar na fila dos profetas das desventuras. Não, Miriam se alegra com esses dados significativos que ela tomou de Steven Pinker, professor de psicologia de Harvard e escritor de fama mundial. Se a chegada de Donald Trump, escreve, significou o início e um período assustador, apesar dele e de seus seguidores de sabor fascista na Turquia, Hungria e Rússia e agora em parte na Espanha com a ascensão do ultradireitista Vox, já com forte presença no Parlamento, o fato é que “o total de democracias está crescendo em todo mundo”. Em 2018, o número de países democráticos chegou a 99. Em 1978 eram apenas 40. E continuam aumentando.

Sim, entre sombras e tropeços, entre avanços e retrocessos, sem esquecer a lição demoníaca dos extermínios em massa de ambos os lados ideológicos, o mundo continua lutando por sua sobrevivência, oferecendo novas conquistas e ampliando os espaços de liberdade. Há apenas cem anos, a mulher não tinha direitos, era uma pura escrava do marido. A jovem Greta, 17 anos completados nesta quinta-feira, profeta da esperança em defesa do planeta, teria sido queimada na fogueira na Idade Média. Hoje é ouvida com respeito pelos grandes da Terra.

Há apenas 80 anos não existia o estatuto dos direitos das crianças, que eram vistas como objetos de seus pais. Hoje essa carta de direitos se estende até aos animais. Até ontem, ir fazer a guerra era visto como uma honra, e as famílias se orgulhavam das medalhas que seus filhos obtinham no campo de batalha, mesmo que lá deixassem a vida. Hoje não acredito que haja uma só mãe no mundo que se sinta feliz e orgulhosa de que seu filho vá morrer em uma guerra. O salto foi quântico. Leiam Escravidão (Globo Livros), o magnifico e aterrador livro de Laurentino Gomes, e verão o inferno que viveram milhões de africanos vendidos como escravos. Sua leitura dá arrepios. E isso foi ontem, e hoje é algo que vemos como um inferno, embora os descendentes daqueles escravos continuem pagando suas consequências. Mas nem tudo agora é igual. Ontem era algo natural. Hoje nos envergonha e escandaliza, lutamos contra aquela ignomínia. Ninguém mais acha normal.

Não chegamos ainda a uma democracia completa que defenda os direitos de todas as minorias, mas pelo menos sabemos distinguir entre liberdade e barbárie.

Os pessimistas continuam acreditando que não existe mais esperança. Os profetas das desventuras continuam anunciando o fim do mundo. Prefiro quem não perdeu a esperança de continuar abrindo sulcos na terra para plantar sonhos de liberdade. São eles os capazes até de arriscar suas vidas por defender a liberdade em vez de entregar as armas, que é o melhor presente que se pode oferecer aos profetas do niilismo.

“Samba de Verão 2”, Marcos Valle: Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, talento no sangue, na alma, na Eternidade, onde Paulo contempla o mundo e aplaude o mano, o Homem Verão! Viva Eles! Viva Você, ouvinte do BP! Que pensa!

BOM DIA!!!

 

(Gilson Nogueira)

Uma das estrelas eleitas há um ano pelo PSL ergue a bandeira das candidaturas avulsas, mas diz que, “por ora” não sairia da sigla, deixada pelo presidente e envolta em escândalos. Ela diz que votaria novamente em Bolsonaro, mas critica o pacote anticrime: “ficou muito ruim”

A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL), durante sessão na Assembleia Legislativa de São Paulo
A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL), durante sessão na Assembleia Legislativa de São PauloAlesp

  Marina Rossi

Ao avaliar seu primeiro ano à frente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Janaina Paschoal (PSL), a deputada estadual mais votada da história e um dos nomes que chegaram a ser cogitados para a vice-presidência de Jair Bolsonaro, elenca seus feitos com destaque para a sua defesa de candidaturas sem partidos. “Foi um primeiro ano bem ativo, organizei várias audiências públicas, sobre candidaturas avulsas, sistema prisional, alternativas para o minhocão e Telemedicina”, disse ao EL PAÍS, por e-mail, no final de 2019. A advogada que escreveu o impeachment de Dilma Rousseff e se elegeu defendendo a bandeira anticorrupção diz que, apesar das suspeitas de desvios de verba partidária de seu partido, não pretende trocá-lo, por enquanto, e segue na defesa do Governo Bolsonaro, menos quando o assunto é corrupção. “Ando preocupada”, afirma. Para ela, o ideal seria poder se candidatar de maneira avulsa. “Eu não me prendo a partidos, só me filiei a um porque a lei exige”, disse. “Por ora, fico no PSL. Se a sigla se unir a alguma outra, muito provavelmente, eu saio”, afirma.

  • A deputada Janaina Paschoal em seu gabinete na Alesp.

    Janaina Paschoal: “Alguns bolsonaristas são tão cegos quanto todos os petistas”

  • Em abril deste ano, em entrevista ao EL PAÍS, a deputada já havia feito suas críticas ao PSL, mas foi categórica ao afirmar que não tinha planos de deixar a legenda, que se desmantela aos poucos. “Sustentei, perante o STF, a necessidade de se admitirem as candidaturas avulsas, já em 2020”, reforçou. O tema defendido pela deputada foi discutido em uma audiência pública convocada pelo Supremo Tribunal Federal no ano passado. A expectativa do ministro Luís Roberto Barroso é que o processo que pode liberar as candidaturas avulsas seja encaminhado para o plenário ainda no primeiro semestre deste ano —mas não há qualquer expectativa de que possa valer para a próxima eleição.

O partido que elegeu a segunda maior bancada de deputados federais da Câmara, perdendo somente para o PT, hoje atravessa um período amargo. Em apenas um ano, foi do auge à bancarrota: as investigações sobre um possível esquema de candidaturas laranja que envolve o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, além do fundador e presidente do partido, o deputado federal Luciano Bivar (PE), manchou a bandeira anticorrupção erguida pela maioria de suas estrelas. O deputado Alexandre Frota (SP), um dos surfistas da onda bolsonarista e que forma o time dos deputados mais votados do país, foi expulso do PSL em agosto, após sucessivas críticas públicas a Bolsonaro e seus filhos. A convite do governador de São Paulo João Doria, filiou-se ao PSDB na sequência.

Em novembro, foi a vez de Jair Bolsonaro assinar sua desfiliação, menos de dois anos depois de se filiar, com a promessa de fundar uma nova sigla, a Aliança pelo Brasil. Sua presença no PSL tornou-se insustentável depois que ele criticou publicamente o partido, dizendo que Luciano Bivar estava “muito queimado”. A crise, que já rondava o alto escalão do PSL, estabeleceu-se de vez. Nem mesmo o PT, conhecido por sua pluralidade e divergências internas, ensaiou algo parecido.

Mas a lista dos aliados que se tornaram desafetos seguiu, passando pela deputada federal mais votada do país, Joice Hasselmann (SP), que deixou o papel de líder do Governo na Câmara e se afastou do presidente. Dos principais articuladores de Bolsonaro no Congresso, só dois continuam ao lado do Planalto: os líderes do Governo na Câmara, major Vitor Hugo (PSL-GO), que substituiu Hasselmann; e no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Todos os outros deixaram de trabalhar com o presidente. Isso sem mencionar Gustavo Bebianno, braço direito de Bolsonaro durante a campanha presidencial e um dos primeiros a ser colocado de escanteio. Hoje, é presidente municipal do PSDB no Rio de Janeiro e potencial candidato na eleição municipal.

Crítica ao PSL, Janaina Paschoal, entretanto, segue firme na defesa de Bolsonaro. Longe das articulações de Brasília e prometendo, sucessivas vezes, que não será candidata à Prefeitura de São Paulo neste ano, a deputada avalia positivamente o primeiro ano do mandato de Bolsonaro. “Houve avanços na economia, ele está quebrando paradigmas no aparelhamento da esquerda nas mais diversas searas”, disse. “Se a eleição fosse hoje, votaria nele novamente”, disse. A deputada, contudo, faz ressalvas em relação às medidas anticorrupção tomadas por ele. “Ando preocupada com as decisões dele na seara do combate à corrupção. Esse pacote anticrime ficou muito ruim”, disse, sobre o pacote sancionado no dia 24 de dezembro por Bolsonaro, que vetou 25 itens do texto aprovado pela Câmara. A maior crítica da deputada foi pela manutenção do juiz de garantias, uma emenda do deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) que determina que cada processo penal seja acompanhado por dois juízes, um de garantias, que atua na fase de investigação com o objetivo de assegurar que ela foi feita de acordo com as regras legais, e o outro para dar a sentença final.

Além disso, Paschoal reconhece que o caso de Flavio Bolsonaro (sem partido-RJ), investigado, entre outros processos, pelo esquema de rachadinhas —em que servidores empregados no gabinete devolviam parte do salário—, é um dos pontos sensíveis para o presidente. “O caso do filho [Flávio Bolsonaro] atrapalha muito, pois as pessoas não conseguem dividir. O importante é que seja apurado e que haja as devidas punições”, diz. “Aliás, isso deveria ocorrer com os demais parlamentares da Alerj [Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro], apontados como autores de rachadinha, inclusive o presidente, que é do PT”, afirma. Ela se refere ao deputado André Ceciliano (PT), que, assim como Flávio Bolsonaro, teve movimentações financeiras atípicas detectada

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, disse em 2017 duvidar que o procurador Alberto Nisman tenha cometido suicídio.

A fala de Fernández foi ao ar neste dia 1º, com a estreia na Netflix da série Nisman: O Promotor, a Presidente e o Espião. O documentário tem seis capítulos.

Hoje, em entrevista a uma rádio da Argentina, Fernández mudou seu entendimento: “Desde 2017, quando foi gravada a entrevista, até agora não apareceu nenhuma prova séria que diga que mataram Nisman, e apareceu uma perícia absurda que contradiz os princípios mais elementares”.

O procurador Alberto Nisman foi encontrado morto em seu apartamento em janeiro de 2015, com um ferimento de tiro na cabeça, um dia antes de testemunhar no Congresso sobre suas acusações contra a então presidente Cristina Kirchner, hoje vice de Fernández.

Segundo a denúncia de Nisman, Cristina tentou mudar de direção seu inquérito sobre um ataque a bomba em 1994 contra um centro comunitário judaico em Buenos Aires, que matou 85 pessoas.

Na televisão, poucos dias antes de morrer, Nisman acusou Cristina Kirchner de ter participado de uma negociação junto com o ex-ministro das Relações Exteriores Héctor Timerman para encobrir integrantes de alto escalão do governo do Irã que estariam envolvidos no atentado.

Timerman foi preso em 2017 e morreu no fim de 2018.

jan
03
Posted on 03-01-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-01-2020
LUSA/ NO PORTAL EU SOU JORNALISTA (PORTUGAL)
 

As vendas de veículos novos no Brasil aumentaram 8,65% em 2019 face ao ano anterior, atingindo 2.787.855 unidades, entre automóveis, comerciais ligeiros, camiões e autocarros, no melhor resultado desde 2014, informaram fontes oficiais.

Brasil teve em 2019 a maior venda de veículos novos em cinco anos

 

O resultado reflete a recuperação definitiva do setor, que alcançou um crescimento positivo nos últimos três anos, segundo dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Em dezembro, foram vendidos 262.737 veículos novos no Brasil, o que equivale a um aumento de 12,04% em relação ao mesmo mês de 2018 (234.505 unidades) e 8,44% face a novembro passado (242.299).
O presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Junior, afirmou em comunicado que 2019 foi o ano da “consolidação da recuperação do setor” devido, entre outros fatores, à queda nas taxas de juros, que estão no mínimo histórico de 4,50% ao ano, assim como às taxas de incumprimento e desemprego.A combinação desses fatores levou a “um aumento na confiança do consumidor e, também, do empreendedor brasileiro”, e, como consequência, “impulsionou a oferta de crédito”, algo que “deve continuar em 2020”, segundo o presidente da federação.“Por isso, contamos com um novo ciclo de crescimento, ainda que moderado”, com um aumento de vendas de 9,67% frente às obtidas em 2019, segundo os cálculos de Assumpção Junior.

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03
Posted on 03-01-2020
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Por G1

Foto de arquivo mostra Hillary Clinton em sua cerimônia de doutorado honoris causa na Universidade de Belfast 'Queen's', na Irlanda, em outubro de 2018. — Foto: Universidade de Belfast 'Queen's' Foto de arquivo mostra Hillary Clinton em sua cerimônia de doutorado honoris causa na Universidade de Belfast 'Queen's', na Irlanda, em outubro de 2018. — Foto: Universidade de Belfast 'Queen's'

Foto de arquivo mostra Hillary Clinton em sua cerimônia de doutorado honoris causa na Universidade de Belfast ‘Queen’s’, na Irlanda, em outubro de 2018. — Foto: Universidade de Belfast ‘Queen’s’

 

A ex-secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, foi apresentada nesta quinta-feira (2) como chanceler da Universidade de Belfast ‘Queen’s’, na Irlanda do Norte. É a primeira vez na história da instituição que uma mulher assume o cargo.

Segundo a instituição, a chanceler vai cumprir três papéis principais: o cerimonial, o de embaixadora, e o de conselheira para o reitor universitário.

“A Universidade destaca internacionalmente, neste momento, sua pesquisa e impacto. Eu tenho orgulho de contribuir com o aumento da sua reputação e excelência”, disse em nota Clinton.

O cargo de chanceler, em instituições do Reino Unido, é geralmente ocupado por personalidades estrangeiras que são responsáveis pela internacionalização da instituição de ensino.

 

Durante cinco anos Clinton também terá direito de integrar o conselho universitário e atuará em parceria com o reitor, Stephen Prenter.

De acordo com o professor Prenter, durante seu período como primeira-dama dos Estados Unidos, Hillary Clinton contribuiu “consideravelmente” com o processo de paz na Irlanda do Norte e por isso é um “modelo a ser seguido pela comunidade acadêmica”.

Em 2018, a norte-americana recebeu o título de doutora honoris causa da instituição irlandesa. Em 2016, ela foi candidata à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata, perdendo a eleição para o atual presidente, Donald Trump.

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Posted on 03-01-2020
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Miguel , no

 

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