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Posted on 02-01-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-01-2020

DO SITE O ANTAGONISTA

Moro celebra concurso para agentes penitenciários

Sergio Moro foi hoje ao Twitter celebrar o novo concurso para agente penitenciário federal. “Governo do presidente Jair Bolsonaro começa ano com investimentos na segurança”, anunciou.

Publicada ontem em edição extra do Diário Oficial, a portaria nº 675 do Ministério da Economia autoriza concurso para 309 cargos do Departamento Penitenciário Nacional, sendo 294 agentes e 15 especialistas. O edital de abertura deve ser publicado em até seis meses.

“Isolar líderes criminosos e retomar o controle de presídios estaduais têm contribuído para a queda dos índices criminais. Reduzir a impunidade, prendendo e neutralizando criminosos perigosos, reduz os crimes. Óbvio assim. Obrigado Ministério da Economia pelo apoio no investimento estratégico”, celebrou o ministro da Justiça.

“Non Je n`ai rien oublié”, Charles Aznavour: Esplendorosa interpretação de uma das mais românticas o tocantes canções francesas, pelo próprio autor. Neste vídeo histórico a versão da performance do fabuloso artista em show no Palais de Congéès, de Paris, em 2000. Momento inesquecível, com legenda em português

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Do Jornal do Brasil

 

Em mensagem de Ano Novo, papa critica violência contra mulheres

O papa Francisco, em sua primeira mensagem no ano novo, denunciou nesta quarta-feira o uso e abuso de mulheres na sociedade moderna e pediu o fim da exploração do corpo feminino.

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Papa Francisco (Foto: REUTERS/Yara Nardi)

Falando na Basílica de São Pedro, o papa também defendeu os direitos das mulheres de migrar em busca de um futuro melhor para os filhos e condenou aqueles que pensam apenas no crescimento econômico e não no bem-estar dos outros.

“Toda violência infligida às mulheres é uma profanação de Deus”, disse o papa em sua homilia.

“Quantas vezes o corpo de uma mulher é sacrificado no altar profano de publicidade, lucro, pornografia, explorado como uma superfície a ser usada”, afirmou ele, acrescentando que o corpo feminino “precisa ser libertado do consumismo, deve ser respeitado e honrado.”

O papa tem procurado regularmente defender os direitos das mulheres durante seu pontificado e, em abril, disse que a Igreja Católica Romana tinha que reconhecer uma história de dominação masculina e abuso sexual de mulheres.

“Podemos entender nosso nível de humanidade pela maneira como tratamos o corpo de uma mulher”, declarou ele nesta quarta-feira.

O papa também usou sua homilia para abordar outro tema próximo ao seu coração, a imigração, dizendo que as mulheres que se mudaram para o exterior para sustentar os filhos deveriam ser honradas e não desprezadas.

“Hoje até a maternidade é humilhada, porque o único crescimento que nos interessa é o crescimento econômico”, afirmou.

“Há mães que se arriscam em viagens perigosas para tentar desesperadamente dar ao fruto do útero um futuro melhor e são consideradas supérfluas por pessoas cujas barrigas estão cheias de coisas, mas cujos corações estão vazios de amor”(Reuters)

Por G1

O ex-presidente Barack Obama — Foto: AP Photo/Charles Rex Arbogast O ex-presidente Barack Obama — Foto: AP Photo/Charles Rex Arbogast

O ex-presidente Barack Obama — Foto: AP Photo/Charles Rex Arbogast

 

Obama divulgou na segunda-feira (30) uma playlist do Spotify, serviço de streaming, com as músicas favoritas dele em 2019.

A lista tem canções de artistas que foram destaque neste ano como a americana Lizzo, o colombiano J Balvin e a espanhola Rosalía.

Nomes mais conhecidos como Beyoncé, Alicia Keys e Bruce Springsteen também foram lembrados.

 
 
Barack Obama elege suas músicas preferidas de 2019

Barack Obama elege suas músicas preferidas de 2019

 

O ex-presidente dos Estados Unidos tem o costume de criar listas de músicas com as preferidas do ano e também com trilhas para o verão.

“Do hip-hop ao country e ao chefão, aqui estão minhas músicas do ano. Se você está procurando algo para ser uma companhia durante uma longa viagem de carro ou para ajudá-lo a malhar, espero que tenha uma ou duas música aqui que ajudem”, explicou Obama.

Barack Obama

? @BarackObama

From hip-hop to country to The Boss, here are my songs of the year. If you’re looking for something to keep you company on a long drive or help you turn up a workout, I hope there’s a track or two in here that does the trick.

DO EL PAÍS

Francisco deu um tapa na mão de uma fiel que o puxou bruscamente enquanto ele cumprimentava o público na praça de São Pedro, nesta terça-feira

O papa Francisco celebra a primeira missa do ano, no Vaticano.
O papa Francisco celebra a primeira missa do ano, no Vaticano.ANGELO CARCONI / EFE

O papa Francisco se desculpou nesta quarta-feira, antes da tradicional oração do Angelus, por ter “perdido a paciência” e dado um tapa na mão de uma fiel que o puxou bruscamente ao saudá-lo. “Tantas vezes perdemos a paciência. Também acontece comigo. Peço desculpas pelo mau exemplo dado ontem”, declarou o pontífice de uma janela do palácio apostólico na praça de São Pedro, no Vaticano.

O incidente ocorreu na noite anterior, na mesma praça, quando o papa, visivelmente contrariado, repreendeu uma mulher que o agarrou bruscamente pela mão e o puxou na sua direção enquanto ele cumprimentava os fiéis, após celebrar a última missa do ano.

A mulher, de traços asiáticos, estava na primeira fila detrás das barreiras metálicas de segurança instaladas na praça. Quando Francisco passou ao seu lado, ele pegou a mão dele e o puxou repentinamente em sua direção. O papa tentou imediatamente escapar da mulher e, depois de conseguir, deu um leve tapa na sua mão, em sinal reprimenda, enquanto seus agentes de segurança se aproximavam para socorrê-lo, embora não tenham tido que intervir. Quando o incidente ocorreu, o pontífice argentino acabava de chegar à praça de São Pedro para visitar a árvore de Natal e o presépio instalados durante esta época do ano.

O papa celebrou nesta quarta-feira a primeira missa do ano na basílica de São Pedro, quando proferiu uma homilia em que condenou com firmeza a violência, a humilhação e as ofensas impostas com frequência às mulheres. “As mulheres são fonte de vida. Entretanto, são continuamente ofendidas, golpeadas, violentadas, induzidas a se prostituir e a eliminar a vida que levam no ventre”, declarou o líder da Igreja Católica. Depois ele se dirigiu ao palácio apostólico para rezar o Angelus com os fiéis reunidos na praça de São Pedro e aproveitou a ocasião para se desculpar pela atitude da véspera.

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Posted on 02-01-2020
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asileiro na Internet – ano XXII – 4ª- feira 01/01/2020
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Santiago, no portal de humor A Charge Online

 
Universitárias mexicanas representam a coreografia ‘Um Estuprador no seu Caminho’, em 29 de novembro.
Universitárias mexicanas representam a coreografia ‘Um Estuprador no seu Caminho’, em 29 de novembro.GALO CAÑAS (CUARTOSCURO)
O repúdio à violência machista é algo generalizado, mas as formas de combatê-la deixam amplo espaço para o debate. A proposta da chefa de Governo da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, de criar um cadastro público de agressores sexuais, no qual a população possa consultar a identidade de quem cometeu estupros e abusos, já nasceu cercada pela polêmica que acompanhou essa mesma iniciativa quando se tentou implantá-la em outros países. De um lado se situam aqueles que defendem o direito a saber que o vizinho é um agressor, e no outro aqueles que duvidam da eficácia de uma medida meramente punitiva. “Não se pode reduzir um debate complexo a termos simples como vítimas e algozes”, argumenta a antropóloga mexicana Marta Lamas.

Nestes dias em que mulheres de todo o mundo se mobilizam contra as agressões cometidas por seus companheiros e quando o México beira a intolerável cifra de 10 mortas por dia, a capital apresentou uma bateria de medidas sob sua declaração de alerta por violência de gênero, declarada em novembro. A capital apresenta cifras alarmantes: no ano recém-terminado, os dados oficiais indicam que a polícia recebeu 588 chamados por estupro, de um total próximo de 3.300 em todo o país. É sabido que muitos estupros não são denunciados, e também que muitos casos ocorrem entre cônjuges. Pesquisas do Governo indicam que 64% das mulheres — 12,2 milhões — já sofreram violência severa ou muito severa em seus relacionamentos, o que inclui estupros esporádicos ou frequentes.

O que fazer com esses casos em que a mulher agredida não denuncia? “É uma medida mais de efeito do que efetiva, que pode violar os direitos humanos. O problema é que no México a Justiça não funciona, a polícia não investiga e fabrica culpados ou usa a coerção para obter confissões. Por outro lado, há gente poderosa que corrompe os agentes inclusive em casos de homicídio. O que nos garante que os estupradores sentenciados sejam realmente os culpados pelo delito?”, pergunta Lucía Melgar, professora de Literatura e Gênero e ativista dos direitos das mulheres. E acrescenta outras questões relevantes: “Para que serve um registro incompleto por falta de denúncias? O que acontecerá com os que escapem à Justiça? Para que, concretamente, esse cadastro será usado?”.

São questões demais para um projeto anunciado, mas do qual ainda se desconhecem muitos detalhes, e que precisará passar por dois Legislativos: o da Cidade do México e o federal. Para começar, não se sabe se esse cadastro de livre acesso público incluirá o nome somente daqueles que já tiverem condenações definitivas. “Há outras possibilidades a explorar”, afirma a diretora-geral para uma Vida Livre de Violência da capital, Ingrid Gómez. Ela acrescenta que foram analisadas experiências de outros lugares, mas que nesta cidade de quase nove milhões de habitantes “havia um clamor, sobretudo das moças, para que se fizesse pública a informação sobre estes agressores, para combater a reincidência”.

Centenas de mulheres protestam contra a violência de gênero na praça Zócalo, na Cidade do México, em 29 de novembro.
Centenas de mulheres protestam contra a violência de gênero na praça Zócalo, na Cidade do México, em 29 de novembro.GRACIELA LÓPEZ (CUARTOSCURO)

Argentina e Estados Unidos

A principal autoridade municipal para questões de Igualdade, Gabriela Rodríguez, diz que antes de lançar a iniciativa a prefeitura “analisou as experiências da Argentina e Estados Unidos”, entre outros países. O caso dos Estados Unidos é singular, possivelmente o que mais longe chegou na exposição pública dos condenados por violência contra a mulher. Com alguns cliques, uma pessoa que viva em Washington pode saber quantos agressores há em seu entorno, onde vivem e que rosto têm. Tão fácil como ativar uma busca em Internet para marcar um encontro sexual.

Na Argentina, o clamor popular foi agitado em 2003 por Isabel Yaconis, quando sua filha Lucila foi assassinada ao resistir a um estupro. Um cadastro de agressores foi criado há 10 anos e regulamentado em 2017. Não se trata de uma base de dados pública, e sim para uso exclusivo da polícia e da Justiça. Inclui dados genéticos de delinquentes identificados ou não, segundo fontes do Ministério da Justiça.

“Aquele caso me impactou, e a proposta da mãe de criar um registro genético me pareceu boa em princípio”, recorda a jornalista Luciana Péker, que cobriu o assassinato e sua repercussão pública e política. “É uma proposta moderada que não implica a estigmatização maciça de pessoas. A Argentina tem uma longa tradição contra a violência de gênero, mas esta medida não mudou nada. É necessário que haja educação, prevenção e políticas acertadas”, afirma. “É preciso gerar políticas latino-americanas contra a impunidade do poder. Esta medida não dá nem dará resultados notáveis por si só”.

Mundo afora, já há quem tenha se cansado de conjugar só os verbos educar e prevenir. Não falam de vingança, mas sim de direitos. Acontece na Espanha, onde a reincidência já deixou mais de uma vítima morta (após a saída da prisão) e várias maltratadas pelo mesmo agressor. Um dos casos mais notáveis foi, em 2019, o de um homem que assassinou sua esposa e, ao deixar a cadeia, manteve uma relação com a advogada que o assistiu no processo. Matou-a em janeiro. Ela não necessitava de um registro público, pois conhecia bem o agressor. E tampouco parece servir àquelas que têm uma ordem de afastamento a seu favor e a ignoram para voltar a conviver com seu futuro assassino.

O caso espanhol

A feminista espanhola María Durán opina que “é recomendável o registro público porque há toda uma solidariedade mal entendida por parte de muitos homens que acreditam que as condenações são excessivas e porque ainda não se acredita nas mulheres que sofreram violência de gênero, nem no seu entorno mais imediato. Uma sentença pública com nomes e sobrenomes recoloca o maltratador em seu lugar”, afirma. Mas, no mundo da pós-verdade, há quem não acredite nem nas sentenças e se dedique, por exemplo, a enlamear a credibilidade das vítimas, mencionando as raríssimas denúncias falsas.

María Durán foi a impulsionadora na Espanha, no começo do século, da publicação das sentenças firmes por casos de maus tratos entre cônjuges na comunidade da Castela-La Mancha. Na terra de Dom Quixote, a possibilidade de publicar a sentença judicial com o nome do agressor continua existindo, mas nem de longe é algo habitual. Há poucas experiências desse tipo na Espanha. “Opino que cada vez se acredita mais nas mulheres que denunciam, mas agora, com o crescimento da ultradireita do Vox, o freio é brutal porque eles não falam do ponto de vista da racionalidade, e sim da emotividade”, afirma Durán, que em 2001 era presidenta da associação de mulheres juristas Themis. A atual vice-presidenta dessa organização, Altamira Gonzalo, continua pedindo uma medida como essa: “É de caráter dissuasivo, uma garantia para a sociedade e uma forma a mais de atacar a violência machista. Temos direito de saber quem é o nosso vizinho”.

Resta um último argumento àqueles que veem pouca eficácia na medida: os problemas jurídicos que pode ocasionar. Na Espanha, num dado momento, já se falou de certo choque com o direito à proteção de dados. No México, isso é vagamente mencionado pela diretora-geral de Combate à Violência no Instituto Nacional da Mulher, Fabiola Alanis, que considera esse debate adequado, mas vê alguns inconvenientes: “Os argumentos jurídicos que podem ser esgrimidos poderiam dificultar a medida e dar elementos aos defensores dos algozes. [No México] já é complicada a argumentação jurídica para alcançar as sentenças máximas estabelecidas nos códigos penais. Eu apelaria mais à eliminação da impunidade e à prevenção”.

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