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Posted on 01-01-2020
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DO EL PAÍS
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Um sonho para o Brasil de 2020

Fiéis fazem homenagem a Iemanjá na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em ritual para o Ano Novo.
Fiéis fazem homenagem a Iemanjá na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em ritual para o Ano Novo.Pilar Olivares / REUTERS (Reuters)

Quis, para esse final de ano e a chegada de 2020, lembrar alguma história de meu passado que, em um dia como esse, tivesse o sabor da esperança, após o ano vivido de tormento político e social, de sombras e temores e, o mais grave, de brigas entre amigos e até familiares, envenenados por ideologias sem sentido no mundo da comunicação universal, em que nunca estivemos todos tão próximos.

Encontrei a lembrança no arquivo de minha memória. Foi durante minha estadia na Itália. Em um final de ano como o que viverei novamente agora no Brasil, uma amiga me perguntou se queria acompanhá-la para visitar, em um hospital para pobres, uma jovem africana que vivia, já sem esperança de cura, com um pulmão artificial e que era um exemplo de esperança aos outros doentes.

Era em Gênova. A jovem que havia fugido da África para trabalhar na Itália tinha um sonho naquele final de ano. Um sonho pequeno, mas que a ajudava a continuar viva: que a manhã chegasse para que o sol que entrava pela janela pudesse acariciar seu corpo jovem e ferido, preso naquele pulmão de aço. Eu perguntei por que para ela era tão importante aquele raio de sol em sua pele. Me disse: “Sou africana e para nós o sol é Deus. Ele nos dá a vida e a conserva. Eu me sinto completa e viva quando o sol me abraça”.

Vou comemorar pela vigésima vez meu final de ano neste Brasil que me adotou.

E gostaria que 2020 trouxesse a todos os brasileiros, principalmente aos que mais sofrem a pobreza e a injustiça, um sonho de esperança. Aquele que permitia à jovem africana continuar viva. Não posso esquecer que pelas veias de milhões de brasileiros corre sangue africano e com ele a herança de uma cultura milenar rica em experiências de vida. O Brasil é também um país de sol, que é feliz quando deixam que viva a vida em liberdade sem impor mordaças que humilham sua história.

Tudo o que significa, como começa a acontecer no mundo, retroceder aos tempos do obscurantismo e das frustrações de esperanças e de liberdades já adquiridas é querer roubar o deus do sol ao Brasil, algo que espero ser impossível

E essa herança africana com tudo o que isso traz de luz e sombras, de elos de escravidão e de riqueza humana e espiritual, criou esse país, um dos mais multifacetados em suas crenças e mais próximo ao sol das antigas mitologias com seu simbolismo de vida e de felicidade.

Tudo o que significa, como começa a acontecer no mundo, retroceder aos tempos do obscurantismo e das frustrações de esperanças e de liberdades já adquiridas, com o perigo de recuperar os instintos mais primitivos de violência e de vingança de uns contra outros, dos horrores das guerras reais e verbais, é querer roubar o deus do sol ao Brasil, algo que espero ser impossível.

Vamos nos alegrar que no Ano Novo comecem a aparecer os primeiros sintomas de recuperação econômica dos anos difíceis de desemprego e da queda de milhões de pobres à miséria. Mas que essas melhoras da economia global cheguem também às mesas dos que mais sofreram o açoite da pobreza e não fiquem somente nas dos que menos precisam, porque eles nunca são afetados pelas crises e até as usam para crescer ainda mais.

Para que 2020 possa ser um ano diferente, em que comecem a abrir as portas da esperança de uma melhora para todos, junto com o sol desse sonho que nunca deve se perder de poder viver melhor, é preciso, com a dose de esperança, o alerta da resistência contra os bárbaros que tentam desestruturar esse país assim como contra os que, enquanto dormimos em nossa falta de reação à barbárie, constroem muros de novas escravidões sem que percebamos até nos encontrarmos presos e impotentes.

São dois alertas que vi refletidos em dois magníficos poemas de um dos maiores poetas do século XX, o grego Konstantínos Kaváfis. São os poemas Muros e Esperando os Bárbaros. O dos muros que nos levantam no silêncio da noite e o pecado de nossa falta de vigilância diante da chegada dos bárbaros que “tentam impor suas leis”. Uma boa leitura de alerta para o ano que se inicia.

No poema Muros, escreve o poeta:

Sem consideração,

sem piedade, sem

vergonha

construíram grandes e altos

muros ao meu redor…

E por que não os vi quando erguiam os muros?

E conclui:

Imperceptivelmente me trancaram fora do mundo.

No outro poema Esperando os Bárbaros, escreve:

Quando os bárbaros chegarem

eles farão as leis

E narra como no fundo as pessoas haviam se acostumado tanto a que os bárbaros decidissem sua vida, que, quando uma noite não haviam chegado porque, das fronteiras, diziam que “já não existiam bárbaros”, se sentiram perdidas. E o final do poema é uma pergunta e um alerta que balança todos nós hoje:

E o que será de

nós agora sem bárbaros?

Essas pessoas eram uma espécie de solução

Terrível nostalgia dos tempos da tirania.

A melhor resistência, efetivamente, à chegada dos bárbaros e ao perigo de acordarmos um dia encurralados sem saída é que o Brasil, como a jovem africana do pulmão de aço, não renuncie ao melhor de sua identidade e história que é o amor por esse raio de sol, símbolo da liberdade e da felicidade, aproveitada juntos, em harmonia, sem que o país possa continuar dividido. Das culturas mais antigas à cristã, a figura de Satanás sempre foi a que tenta dividir e separar os homens, de semear cizânia e impedir-lhes de viver como eles desejam e não como gostariam os bárbaros como símbolo de intolerância e divisão.

Feliz 2020, portanto, aos meus leitores. A todos. Aos que às vezes gostariam que eu partisse deste país e aos muitos mais que me acolheram e me acolhem com esse calor humano e essa capacidade de contagiar a alegria de viver, que aqui senti sobre minha pele como em nenhum outro país. A todos eles “sonhos dourados” de felicidade, como dizem os italianos. Aquele sonho que alongava a vida e fazia sorrir a jovem africana, crucificada em seu pulmão de aço

“Deixa a vida me levar”, Zeca Pagodinho: um jeito todo especial de cantar samba, ver o mundo e levar a vida deixando a vida levar. Todo Zeca e nada melhor  para começar 2020 que acaba de chegar.

BOM DIA!!!

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Posted on 01-01-2020
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DO SITE O ANTAGONISTA

 

O empresário Luciano Hang, da Havan, postou nas redes vídeo em que questiona o incêndio que consumiu a réplica da “Estátua da Liberdade” em sua loja de São Carlos (SP).

“A grande mídia colocou o fogo na Porta dos Fundos como terrorismo de direita. E colocar fogo na Estátua da Liberdade da Havan é terrorismo de esquerda?”

O incêndio ocorreu um dia depois de Lula entrar com ação para impedir que Hang patrocine voos com faixas chamando o ex-presidiário de cachaceiro.

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Por G1 PR — Curitiba

 

Cantor Juliano Cezar morre durante show no interior do Paraná

Cantor Juliano Cezar morre durante show no interior do Paraná

Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra o momento em que o cantor sertanejo Juliano Cezar passa mal e cai no palco durante apresentação de seu show em Uniflor, no norte do Paraná, nesta terça-feira (31).

Juliano Cezar teve um infarto fulminante e chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O artista tinha 58 anos.

Juliano Cezar morava em Ribeirão Preto (SP) e era natural de Passos (MG), onde será enterrado — Foto: Mateus Rigola/G1 Juliano Cezar morava em Ribeirão Preto (SP) e era natural de Passos (MG), onde será enterrado — Foto: Mateus Rigola/G1

Juliano Cezar morava em Ribeirão Preto (SP) e era natural de Passos (MG), onde será enterrado — Foto: Mateus Rigola/G1

Velório e enterro

O corpo do Juliano Cézar vai ser realizado em duas cidades. Em Ribeirão Preto, cidade onde o cantor morou por mais de 25 anos, a partir das 18h até às 21h desta terça-feira (31), e em Passos, em Minas Gerais, entre 1h e 13h de quarta-feira (1º).

Em ambas as cidades, o velório será aberto ao público. O sepultamento será realizado em Passos, que é a cidade natal do cantor.

Juliano Cezar era casado e não tinha filhos. O cantor deixa mãe, irmã e sobrinhos e milhares de amigos e fãs.

 Palco do show em que Juliano Cezar teve um infarto na madrugada desta terça-feira (31), em Uniflor, no norte do Paraná — Foto: Juliane Guzzoni/RPC Palco do show em que Juliano Cezar teve um infarto na madrugada desta terça-feira (31), em Uniflor, no norte do Paraná — Foto: Juliane Guzzoni/RPC

Palco do show em que Juliano Cezar teve um infarto na madrugada desta terça-feira (31), em Uniflor, no norte do Paraná — Foto: Juliane Guzzoni/RPC

 

Biografia

O sertanejo aprendeu a tocar violão “de ouvido” aos 10 anos de idade. Juliano começou a fazer sucesso ao cantar “Não Aprendi Dizer Adeus” e ganhou o Prêmio Sharp como “cantor revelação”. Em 2004, foi indicado ao Grammy Latino na categoria “Melhor Álbum Romântico” pelo disco “O Cowboy Vagabundo-Vida de Peão”.

“Rumo a Goiânia”, “Faz Ela Feliz”, “Bem Aos Olhos da Lua” e “Cowboy Vagabundo” estão entre os sucessos de Juliano.

Ao longo de 33 anos de carreira, Juliano Cezar lançou dez CDs e três DVDs. O último deles, “minha História”, foi lançado em 2017 e conta com participações de Rionegro & Solimões, Eduardo Costa, Bruno & Barretto, Matogrosso & Mathias e Cesar Menotti & Fabiano.

Conhecido como “cowboy vagabundo”, o cantor iniciou sua carreira musical em 1985, depois de ter sido peão de rodeios e fazendeiro.

Além de cantor, Juliano também era responsável por comandar o programa “Arena Brasil”, da Rede Vida.

Cantor Juliano Cezar morreu em Uniflor, no norte do Paraná, na madrugada desta terça-feira (31) — Foto: Reprodução/Facebook Cantor Juliano Cezar morreu em Uniflor, no norte do Paraná, na madrugada desta terça-feira (31) — Foto: Reprodução/Facebook

Cantor Juliano Cezar morreu em Uniflor, no norte do Paraná, na madrugada desta terça-feira (31) — Foto: Reprodução/Facebook

Do Jornal do Brasil

 

CadernoB – Cinema

Logo em sua primeira semana de exibição, o filme ‘Minha Mãe É uma Peça 3’, de Paulo Gustavo, desbancou ‘Star Wars – A ascensão Skywalker’ e se sagrou como o longa que mais levou gente ao cinemas brasileiros em 2019 na primeira semana: foram mais de 1,8 milhão de pessoas.

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O ator Paulo Gustavo na pele de Dona Hermínia, em ‘Minha mãe é uma peça’ (Foto: Divulgação)

Os dados são referentes ao período entre 26 e 29 de dezembro e são da ComScore. Em segundo lugar aparece a saga jedi que levou 500 mil pessoas e quase R$ 10 milhões em arrecadação. O filme de Gustavo arrecadou mais de R$ 30 milhões.

No top 10 ainda aparecem como maiores arrecadações os filmes “Entre Facas e Segredos” (3º lugar), “Malévola – Dona do mal” (6º lugar) e “Parasita” (10º lugar).

A terceira versão do longa brasileiro de comédia tem inspiração mais uma vez na própria família do protagonista.

“Esse é o meu filme mais autobiográfico e mais político. Eu quis falar do meu pai [Carlos Alberto] que foi morar na frente da casa da minha mãe, do meu casamento, da minha paternidade”, afirma o humorista, que tirou proveito desses novos acontecimentos em sua vida real para dar gás a novas piadas.

Dona Hermínia sempre terá uma história a contar se depender de seu criador, o humorista Paulo Gustavo. A personagem inspirada na mãe dele, Déa Lúcia, já havia levado quase 10 milhões de pessoas aos cinemas nos dois primeiros filmes.

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Posted on 01-01-2020
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Rice, no portal

 

DO EL PAÍS

Empresário de origem brasileira, que estava em liberdade condicional sob vigilância rigorosa, confirmou sua viagem ao Líbano e disse se sentir “refém de um sistema judicial japonês parcial”

Carlos Ghosn, numa imagem de abril passado, em Tóquio (Japão).
Carlos Ghosn, numa imagem de abril passado, em Tóquio (Japão).KAZUHIRO NOGI (AFP)

Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan-Renault acusado de malversação financeira e à espera de ser julgado em abril de 2020, fugiu do Japão e aterrissou na noite da segunda-feira em Beirute, capital de Líbano. A informação, revelada pela agência France Presse, foi confirmada pelo próprio Ghosn em um comunicado, no qual diz que agora deixará de ser “vítima de um sistema de justiça forjado”.

Não se conhecem os detalhes a respeito de como Ghosn, que estava em liberdade condicional sob vigilância rigorosa, conseguiu burlar a supervisão policial.

Ghosn nasceu no Brasil, para onde seu avô paterno imigrou em busca de fortuna, mas cresceu em Beirute. Ele tem tripla cidadania – brasileira, libanesa e francesa –, e não poderá ser extraditado porque a lei libanesa não prevê essa possibilidade para seus próprios cidadãos.

O jornal libanês Al Joumhouriya e a TV pública japonesa NHK informaram que Ghosn pousou em Beirute em um jato privado procedente da Turquia, mas não se conhecem detalhes da rota que usou para chegar até lá. Ricardo Karam, um conhecido apresentador da televisão libanesa e amigo íntimo do executivo, também confirmou a informação, acrescentando que Ghosn “já está em casa”. Na noite de segunda-feira, a residência da família em Beirute estava protegida por um grupo de seguranças e tinha várias luzes acesas em seu interior. No Japão, o empresário enfrentava um julgamento que poderia resultar em uma longa pena de prisão.

Ghosn tem duras palavras contra o Judiciário japonês: “A culpabilidade se dá como certa, a discriminação é desenfreada, e os direitos humanos mais básicos são negados […]. Não escapei da Justiça, escapei da injustiça e da perseguição política”. O texto acrescenta que na semana que vem ele se dirigirá à imprensa, “com a qual poderei finalmente me comunicar livremente”. As autoridades do Japão ainda não se manifestaram sobre a fuga.

Carlos Ghosn ficou famoso como artífice da renovação da Nissan e da sua aliança com a francesa Renault, em 1999. O empresário foi detido pela primeira vez em 19 de novembro de 2018, acusado de fraude fiscal, e passou 108 dias em prisão provisória. Era acusado de desviar recursos da companhia para fins pessoais e de ter ocultado durante anos parte de seu salário para evitar impostos. Com isso, o empresário de origem brasileira teria embolsado até 9,2 bilhões de ienes (mais de 340 milhões de reais). “São atos que não podem ser tolerados”, sentenciou então seu sucessor, Hiroto Saikawa, quem se demitiu em setembro deste ano acusado de irregularidades similares, o que afundou a montadora japonesa em uma crise de liderança.

Ghosn, que sempre alegou inocência e inclusive divulgou um vídeo em descrevia as acusações como parte de um complô de outros diretores do Nissan, permanecia em liberdade condicional, embora submetido a uma exaustiva vigilância. Em 25 de abril, um tribunal de Tóquio lhe impôs condições como a entrega de seu passaporte, a proibição para deixar o país, a instalação de câmeras de vigilância na entrada da sua casa e a entrega periódica das gravações às autoridades. Também estava proibido de manter contato com sua esposa, Carole, por causa do suposto envolvimento dela no caso, e o único acesso dele à internet era no escritório de seus advogados.

Apesar das acusações de corrupção, Ghosn não deixou que ser considerado um herói nacional no Líbano, país de origem da sua família. O empresário é motivo de orgulho para seus compatriotas, muitos dos quais esperavam justamente que retornasse ao país onde foi criado para se envolver na conturbada política nacional.

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