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Janaína em O Globo: temor da atração do presidente pelo conflito…
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…Lula e Chico na pelada com smigos do MST: ironias e conflitos à vista.
ARTIGO DA SEMANA

 

Então é fim de 2019: entrevista de Janaína, “pelada” do MST, tombo do Presidente

Vitor Hugo Soares

Então, quando menos se espera passou o Natal, (com o “bom velhinho” dos presentes tomando, cada  vez mais, o lugar do dono original da festa da cristandade e sua simbologia da partilha e fraternidade, entoada na canção de Paul  McCartney, que Simone consagrou por estas bandas do Atlântico Sul). E chega o fim de 2019 do jeito que o diabo gosta, sinaalizador por três fatos marcantes, destes últimos dias, antes de 2020 chegar. A começar pela desassombrada e relevante entrevista (política, jornalística e intelectualmente falando), ao jornal O Globo, de Janaína Paschoal (PSL-SP), a deputada mais votada da história do País. Principalmente na parte em que ela assinala a aparentemente congênita atração pelo confronto, do atual ocupant e do Palácio do Planalto, e revela o seu temor de que ele “perca a mão” à medida que os conflitos tornam-se mais frequentes e cobrem faca nos dentes.

A deputada estadual jurista paulista – caso raro de parlamentar cuja voz e atuação têm ressonância nacional – fala de passado, presente, mas sempre em perspectiva de futuro, olhando além do próprio umbigo e interesses próprios ou de guetos ideológicos, caso raro entre nossos políticos e governantes. A entrevistada conta que, já na campanha, havia identificado essa tentação briguenta  do então candidato Jair Bolsonaro. Eleito e já findando o seu primeiro ano de mandato, ela afirma que o mandatário da vez  “é um líder do  conflito”, e revela: “o meu temor é que ele venha eventualmente a perder a mão desse grau de conflito. E se os conflitos se acirrarem num ponto que el e n&atil de;o consiga ma is governar?”. Sugestivo e tempestivo tema de reflexão para os dias que se aproximam.
 
Na ponta oposta da corda, mesmo disfarçada de inocente e lúdica  “pelada” de futebol de velhos companheiros, não é difícil, mesmo de longe, sentir o cheiro de enxofre no ar, no segundo motivo de tensão e alerta referido na abertura deste artigo; O jogo de domingo passado, entre os times Amigos de Lula e de Chico Buarque x Amigos do MST, disputado no campo Dr. Sócrates Brasileiro, inaugurado nas dependências da Escola Nacional Florestan Fernandes, em 2017. Nas arquibancadas, cartazes de militantes e devotos do líder petista: “Toca pro Lula que ele está livre” e “Hoje tem gol do Lula, se o juiz (o jornalista Juca Kfoury) deixar”, brincavam sobre sua libertação e cutucavam o ex – juiz Sérgio Moro. O pró ;prio ho menageado ironizou a situação, antes da bola rolar.: “Eu preciso ficar livre, inclusive do goleiro, para marcar gol”, conta o repórter Breiller Pires, no completo, crítico e bem humorado relato da “peleja”, publicado no El País. Vale leitura completa, inclusive, sobre notórias e surpreendentes participações (moças da turma do PSOL, por exemplo) e as sentidas e lamentadas ausências no evento esportivo  pan-ideológico..

E chegamos ao susto pregado pelo presidente Bolsonaro, na noite de segunda-feira, ao cair no banheiro do Palácio da Alvorada. O tombo  e os efeitos de seu impacto levaram à condução urgente do mandatário ao Hospital das Forças Armadas, do DF, para exames específicos e o necessário período de observação médica, que durou 12 horas neste caso de tensão. Na manhã do dia seguinte recebeu alta hospitalar, com diagnóstico de que o acidente familiar não deixou seqüelas e que “está tudo bem”,  porém com a recomendação de completo repouso pelos próximos dias. Cumpra-se.  E Feliz Ano Novo para todos!

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br    

“Time After Time” (Duas versões): Chet Baker e Chris Montez: fabulosa canção que atravessa o tempo em sua grandiosidade em poder de emocionar. Aqui, neste quase fim de ano, em duas  versões diferentes ritmos, estilo e jeito de interpretar: Jazz de máxima densidade e qualidade instrumental e vocal, a cargo de Chet Baker . Sugestão no facebook do leitor e amigo do peito do Bahia em Pauta, que assina Vangelis. Um ribeirinho do São Francisco, igual a este editor do BP, responsável pela escolha da segunda versão: Rock na veia de Chris Montez do tempo da difusora de Gil Braz, que encantava Juazeiro e Petrolina, nas duas margens do rio da nossa aldeia.Viva!

BOAS FESTAS!!! BOM DIA!!!

 (Vitor Hugo Soares). 

 

 

 

 

 

 

 

 

Moro posta fotos ao lado de estátua de Churchill: “We shall never surrender”

Sergio Moro postou Twitter, duas fotos ao lado de uma estátua de Winston Churchill em Toronto, no Canadá.

“Tempo de renovar energias com exemplos do passado e de sempre”, escreveu o ministro da Justiça e da Segurança Pública.

Em outra postagem, Moro citou a icônica frase do ex-premiê britânico proferida durante um discurso na Câmara dos Comuns, em 4 de junho de 1940: “We shall never surrender” (“Nós nunca nos renderemos”).

Moro questiona ‘rodízio’ aprovado no pacote anticrime para atuação do juiz de garantias

Sergio Moro voltou ao Twitter para criticar novamente o juiz de garantias, aprovado no pacote anticrime, em especial uma regra que prevê um sistema de rodízio para possibilitar sua atuação em locais onde existe somente um juiz.

“Leio na lei de criação do juiz de garantias que, nas comarcas com um juiz apenas (40 por cento do total), será feito um ‘rodízio de magistrados’ para resolver a necessidade de outro juiz. Para mim é um mistério o que esse ‘rodízio’ significa. Tenho dúvidas se alguém sabe a resposta.”

O juiz de garantias substituirá o juiz natural durante a fase de investigações e terá o poder de trancar inquéritos conduzidos pela polícia.

dez
28

Do Jornal do Brasil

 

Bolsonaro diz que país estará em boas mãos se Moro for candidato em 2022

Ao mesmo tempo em que colocou em dúvida a disposição de tentar a reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (26) que o Brasil estará em boas mãos se o ex-juiz Sergio Moro for candidato à sua sucessão, em 2022.

Macaque in the trees
Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

De acordo com o presidente, o atual ministro da Justiça “é adorado no Brasil” e “tem potencial enorme”.

As declarações foram dadas em sua live semanal, ao explicar por que sancionou a regra que cria a figura do juiz das garantias, em detrimento da opinião contrária de seu ministro.

Bolsonaro afirmou que, apesar da discordância com Moro, o ministro tem feito um “trabalho excepcional” e que ele tem consultado o ex-juiz em questões de seu governo.

O titular do Planalto lembrou que, durante as discussões sobre a flexibilização da posse de armas no país, também adotou posição diferente da de Moro.

“Eu já discordei dele. Como já discordei de outros ministros também. Eu acho que a taxa de concordância com os ministros é em torno de 95%. Está indo muito bem”, disse.

Em seguida, acrescentou: “O Moro tem um potencial enorme. Ele é adorado no Brasil. Pessoal fala que ele deve encarar como presidente. Se o Moro vier, que seja feliz, não tem problema, vai estar em boas mãos o Brasil”.

“E eu não sei se eu vou vir candidato em 2022”, concluiu o presidente.

Bolsonaro já chegou a afirmar que uma chapa dele tendo Moro como vice seria imbatível.

De acordo com o Datafolha, o ex-magistrado, responsável pela Lava Jato em Curitiba, se consolidou como o ministro mais bem avaliado no primeiro ano do governo Bolsonaro.

O ex-magistrado goza de apoio popular maior do que o do próprio presidente -entre os que dizem conhecê-lo, 53% avaliam sua gestão no ministério como ótima ou boa.

Bolsonaro tem indicadores mais modestos, com 30% de ótimo ou bom. (Gustavo Uribe/FolhaPress)

dez
28
Posted on 28-12-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-12-2019


 próprio autor, ontem às 16:26 h

 

 Sponholz. NO

 

Por G1 BA

 
SSP apresenta mais um suspeito de envolvimento na chacina do Jardim Santo Inácio

SSP apresenta mais um suspeito de envolvimento na chacina do Jardim Santo Inácio

Um homem suspeito de envolvimento na morte dos quatro motoristas por aplicativo em Salvador, e que foi preso na quinta-feira (26), disse à polícia que o objetivo do grupo era roubar os veículos das vítimas.

O depoimento dele contraria a versão divulgada pelo governador Rui Costa, de que os assassinatos teriam sido ordenados por um traficante, após motoristas por app negarem corrida à mãe dele. Outros quatro envolvidos no crime morreram. Dois foram encontrados mortos e outros foram baleados em confronto com policiais.

“A hipótese de vingança foi descartada. Eles não queriam matar porque um motorista negou socorro a mãe de um deles. O objetivo era roubar dinheiro e os carros”, explicou o delegado Odair Carneiro, responsável pelo caso.

O suspeito apresentado em coletiva de imprensa, na manhã desta sexta-feira (27), foi identificado como Benjamin Franco da Silva, de 25 anos. Travesti e também conhecido como Amanda, segundo a políciam ele ajudou a acionar as vítimas, através dos aplicativos.

Após investigações, Benjamin foi encontrado na casa de familiares, na localidade do Alto do Tanque, bairro de Periperi, no subúrbio de Salvador.

 

Suspeito e informações sobre o caso foram apresentados em coletiva de imprensa, nesta sexta — Foto: Maiana Belo/G1 Bahia Suspeito e informações sobre o caso foram apresentados em coletiva de imprensa, nesta sexta — Foto: Maiana Belo/G1 Bahia

Suspeito e informações sobre o caso foram apresentados em coletiva de imprensa, nesta sexta — Foto: Maiana Belo/G1 Bahia

De acordo com o delegado, com os motoristas rendidos, Benjamin e os comparsas pegavam o celular das vítimas e acionavam outro motorista.

“Ele [Benjamin] que acionava a vítima pelo aplicativo, depois rendia elas, levava para um campo de futebol e depois para o barraco onde ocorreram os crimes. Como duas das vítimas reagiram e tentaram fugir, eles decidiram matar os motoristas. Benjamin presenciou as execuções, não efetuou disparos, mas espancou as vítimas”, contou o delegado Odair.

Com o suspeito apresentado nesta sexta, subiu para cinco o número de integrantes do grupo localizados pela polícia. Os dois primeiros suspeitos morreram em confronto com policiais militares no mesmo dia do crime, na cidade de Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador.

Os outros dois, um adolescente de 17 e Jéferson Palmeira Soares Santos, mais conhecido como Jel, foram encontrados mortos dias após a chacina.

Crime

 

Sávio da Silva Dias, Alisson Silva Damasceno, Daniel Santos da Silva e Genivaldo da Silva Félix foram mortos em Salvador — Foto: Arte G1 Sávio da Silva Dias, Alisson Silva Damasceno, Daniel Santos da Silva e Genivaldo da Silva Félix foram mortos em Salvador — Foto: Arte G1

Sávio da Silva Dias, Alisson Silva Damasceno, Daniel Santos da Silva e Genivaldo da Silva Félix foram mortos em Salvador — Foto: Arte G1

O crime ocorreu na Rua do Nepal, no bairro do Jardim Santo Inácio. Quatro motoristas foram assassinados após aceitarem corridas que tinham a localidade como ponto de partida. Os corpos das vítimas tinham sinais de tortura e estavam enrolados em lonas de plástico.

Um outro motorista conseguiu fugir. Ele foi medicado e liberado após o crime, porém foi hospitalizado novamente pouco tempo depois. Não há detalhes do estado de saúde dele. [Veja relato do sobrevivente abaixo]

No mesmo bairro, três carros que seriam dos motoristas foram localizados. Outro veículo foi achado no pedágio da cidade de Simões Filho, na região metropolitana de Salvador. Não há informações sobre o quinto carro.

Uma das linhas de investigação da polícia, que foi apontada no dia 17 pelo Governador da Bahia, Rui Costa (PT), é de que o mandante do crime teria iniciado o ataque após a mãe dele ter uma corrida cancelada. A hipótese, no entanto, estava em investigação na época e não foi confirmada pela polícia.

Os mortos são:

  • Sávio da Silva Dias, de 23 anos
  • Alisson Silva Damasceno, de 27 anos
  • Daniel Santos da Silva, de 31 anos
  • Genivaldo da Silva Félix, de 48 anos

Os envolvidos no crime:

  • Jéferson Palmeira Soares Santos, conhecido como “Jel”: apontado como mandante do crime
  • Antônio Carlos Santos de Carvalho, de 19 anos: apontado por envolvimento
  • Marcos Moura de Jesus, de 30 anos: apontado por envolvimento
  • Benjamin Franco da Silva, de 25 anos: apontado por envolvimento
  • Um adolescente de 17 anos, que não teve a identidade divulgada

Único sobrevivente

 

Motorista que sobreviveu a chacina em Salvador revela trauma e tortura em ação de criminosos — Foto: Reprodução/TV Bahia Motorista que sobreviveu a chacina em Salvador revela trauma e tortura em ação de criminosos — Foto: Reprodução/TV Bahia

Motorista que sobreviveu a chacina em Salvador revela trauma e tortura em ação de criminosos — Foto: Reprodução/TV Bahia

Em entrevista exclusiva à TV Bahia, pouco após o crime, o sobrevivente da chacina contou que não conseguia dormir por causa do trauma. Ele também relembrou como foi abordado pelos criminosos, disse que pediu para não ser morto e falou do momento em que foi torturado.

A vítima contou que saiu às 5h para abastecer o carro e começou a trabalhar. A primeira corrida foi no bairro de Pau da Lima, também na capital baiana. Em seguida ele foi para o bairro de Santo Inácio, onde foi abordado pelos criminosos.

O homem disse que quando chegou em um barraco, viu uma pessoa deitada, morta, e outro rapaz com pés e mãos amarrados. O motorista disse que pediu para não morrer, e um dos criminosos perguntou se ele ele tinha dinheiro. Diante da negativa da vítima, o homem disse: “Então você vai morrer”.

“A todo momento eu percebia que eles tinham a intenção só de matar. Porque eles deixavam ver o rosto deles. Diziam: ‘Olhe pra mim. Olhe pra mim, que você vai pro inferno primeiro e depois, num dia, a gente se encontra lá na frente'”, contou.

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