DO EL PAÍS

Rubro-negros resistiram até a prorrogação, mas o brasileiro marcou o gol da vitória na decisão no Catar

Roberto Firmino fez o gol da vitória do Liverpool no Mundial.
Roberto Firmino fez o gol da vitória do Liverpool no Mundial.IBRAHEEM AL OMARI / REUTERS (Reuters)
 

O Liverpool frustrou os sonhos do Flamengo, bateu o time brasileiro por 1 a 0 com gol de Roberto Firmino e conquistou o Mundial de Clubes da FIFA 2019. A equipe rubro-negra fez um jogo de igual para igual enquanto conseguiu, mas cedeu aos campeões europeus na prorrogação. Favoritos, os ingleses começaram o jogo pressionando os brasileiros e criaram três boas chances, desperdiçadas por Firmino, Keita e Alexander-Arnold. Depois, o Flamengo acertou a marcação e foi melhor no jogo, ganhando a grande maioria das divididas com o Liverpool. Rodrigo Caio foi impecável na zaga e as melhores chances vieram na velocidade de Bruno Henrique, apesar do goleiro Alisson não ter trabalhado na primeira etapa.

No primeiro lance após o intervalo, Firmino recebeu na área, driblou Rodrigo Caio e carimbou a trave de Diego Alves na segunda chance clara que teve durante a partida. Gabigol deu trabalho para a zaga inglesa com uma bicicleta e um chute de direita, ambos defendidos por Alisson, mas o Flamengo não repetiu a atuação da primeira etapa. Os brasileiros pioraram com as saídas de Arrascaeta e Everton Ribeiro e o Liverpool dominou o jogo, mas sem conseguir tirar o zero do placar. O árbitro chegou a marcar um pênalti em cima de Mané nos acréscimos, mas voltou atrás após consultar o VAR. A final foi para a prorrogação, onde ficou claro que o físico pesaria a favor dos ingleses, que estão no meio da temporada enquanto o Flamengo fez seu 75º jogo no ano. O Liverpool assumiu o controle da final e enfim abriu o placar aos nove minutos, quando Mané foi lançado nas costas da zaga e rolou para Firmino, que ainda limpou Rodrigo Caio e Diego Alves antes de fazer o gol.

Inteiro no jogo, o clube inglês ainda chegou perto de ampliar, mas parou em boas defesas de Diego Alves. A chance final foi rubro-negra: Vitinho fez a jogada pela direita e cruzou para Lincoln, que no meio da área, sozinho, bateu por cima aos 14 minutos do segundo tempo da prorrogação. O 1 a 0 permaneceu até o final e deu o primeiro título mundial ao Liverpool, que havia perdido as finais em 1981, 1984 e 2005. Bruno Henrique acabou como segundo melhor jogador do torneio e Salah foi escolhido como craque da competição, apesar de Firmino ter decidido os dois jogos. No fim, o time de Jürgen Klopp se enfileirou para aplaudir os brasileiros, que encerram a temporada mais marcante de sua história com um digno vice-campeonato, antes de Henderson erguer a taça.

DO EL PAÍS

Campeão mundial, ex-atacante relembra soberba dos ingleses e festeja cântico da torcida que reverencia a primeira conquista, em dezembro de 1981

Lico em ação no jogo contra o Liverpool, em 1981.
Lico em ação no jogo contra o Liverpool, em 1981.Masahide Tomikoshi

 Breiller Pires

Os apelidos eram semelhantes, assim como os números do uniforme, sequenciais. Zico, o camisa 10 e maior ídolo da história do Flamengo, é, de longe, o mais lembrado daquela geração. Mas um nome discreto, porém indissociável das conquistas de Libertadores e, especialmente, do Mundial de Clubes, há quase quatro décadas, é o de Antônio Nunes, o Lico. Vestindo a 11, o atacante catarinense participou do segundo gol rubro-negro contra o Liverpool, na decisão intercontinental, ao disputar com a defesa o rebote que terminou na finalização de Adílio. “Fizemos um jogo perfeito”, lembra o ex-jogador, hoje com 68 anos, às vésperas da reedição do confronto entre brasileiros e ingleses.

Naquele 13 de dezembro de 1981, no Japão, o Flamengo chegava a seu primeiro Mundial, enquanto o Liverpool, que havia desistido de disputar duas edições anteriores do torneio, entrava em campo com pinta de favorito, credenciado por três títulos europeus em cinco anos. “Era uma equipe falada mundialmente, o grande bicho papão da Europa. Eles não se preocuparam muito com a gente”, conta Lico ao falar sobre os adversários. Para o ex-atacante, a empáfia custou caro ao time inglês. “O Júnior comentou sobre o desdém deles no vestiário, antes do jogo. Chegamos ao estádio fazendo batuque, e os caras lá, como se estivessem indo disputar um amistoso. Aproveitamos esse momento deles, de achar que futebol se ganha sem jogar. Quando se deram conta, já estava 3 a 0 pra gente.”

A vantagem construída no primeiro tempo, com dois gols de Nunes e um de Adílio, fez com que o Flamengo jogasse com o relógio a favor na etapa final. “Eles perceberam que, se saíssem muito para o ataque, tomariam mais. Coube a nós administrar o resultado, mas não deixamos de buscar o gol”, diz Lico. Diante dos 77.000 torcedores que compareceram ao Estádio Nacional de Tóquio, os rubro-negros apresentaram a melhor versão do futebol envolvente que seguiria reinando em solo brasileiro no começo dos anos 80. Toques de calcanhar, contragolpes em velocidade e um ataque imparável orquestrado por Zico, com Lico e Tita abertos pelas pontas e Nunes na referência. “A mídia focava muito em cima de um só jogador. Realmente, pra gente, era fácil jogar com o Zico. Mas havia a sustentação de um grande time ao seu redor.”

Carreira encurtada e frustração por Copa

Lico, que havia sido contratado do Joinville aos 28 anos, sem nenhuma badalação, ainda sagrou-se bicampeão brasileiro pelo Flamengo. Porém, encerrou a carreira de forma precoce, em 1984, por causa de uma lesão crônica no joelho. “Houve pressa para que eu retornasse aos gramados. E isso me prejudicou. Também tive minha parcela de culpa por querer voltar rápido demais”, conta. Inicialmente, os médicos do Flamengo imaginaram se tratar de uma tendinite. Lico jogou vários meses sob infiltração. Foi operado pela primeira vez depois de ser diagnosticado com desvio na coluna e hérnia de disco devido ao esforço para compensar o joelho lesionado. Depois da segunda cirurgia, não conseguiu mais jogar e pendurou as chuteiras aos 34 anos. “As infiltrações degeneraram a cartilagem do joelho. Eu não tinha consciência de que aquilo poderia acabar com minha carreira. Deveria ter ficado mais tempo parado para me recuperar totalmente.”

Lico, ex-jogador do Flamengo.
Lico, ex-jogador do Flamengo.SPORTV / Reprodução

Um ano antes de aparecer a lesão, Lico vivia o auge no Flamengo. Se revezava com Tita, ora jogando pela ponta esquerda, ora pela direita. E as defesas adversárias penavam para segurar os atacantes rubro-negros. Como os laterais Leandro e Júnior, com os quais estava acostumado a atuar, além de Zico no meio-campo, formavam a base da seleção de Telê Santana, o atacante alimentava a expectativa de ser convocado para a Copa do Mundo de 1982. Preterido por Dirceu e Paulo Isidoro, ele acredita ter sido injustiçado pelo treinador. “Politicagem. Isso sempre existiu na seleção brasileira”, diz. “O lado esquerdo estava bem, mas eu merecia ser o jogador para atuar pelo lado direito com o Leandro, assim como o Adílio também merecia estar na Copa. Foi uma injustiça, até pelo entrosamento que a gente tinha no Flamengo.”

Mais informações

Hoje na torcida pelo bicampeonato mundial do clube que o projetou ao estrelato no futebol, Lico acredita que o time de Jorge Jesus e companhia terá um desafio ainda maior que o de sua geração há 38 anos. “O Liverpool de hoje é tecnicamente melhor do aquele que enfrentamos, mais voltado para a parte tática.” Entretanto, segue confiante no potencial da equipe para desbancar os campeões europeus. “O Flamengo tem um poder ofensivo enorme. É capaz de criar várias chances durante 90 minutos. Fazia muito tempo que não víamos algo parecido com a forma de jogar que o Jesus implementou.”

Em dezembro de 81, a façanha do esquadrão de Zico e Lico ficou marcada na história, reverenciada pela torcida com o cântico mais entoado nesta temporada nas arquibancadas do Maracanã. “Essa música é um prêmio por tudo que nossa geração representou. Me arrepio ao ouvir os torcedores cantando e demonstrando reconhecimento pelo que fizemos. Agora as pessoas me cumprimentam na rua e dizem: ‘Vamos ganhar, queremos o mundo de novo.” Para Lico, o único conselho antes do novo duelo com o Liverpool é curtir o momento, sem renunciar às raízes ofensivas que distinguem o rubro-negro. “Era tão gostoso treinar e jogar um com outro que ninguém queria descanso. Aquele Flamengo botou o Liverpool na roda porque fizesse chuva ou sol, fosse jogo ou treinamento, sentia prazer de estar em campo.”

Resultado de imagem para Dallagnol e Toffoli Lava Jato e as empresas
Dallagnol enfrenta Toffolli em defesa da Lava Jato.

ARTIGO DA SEMANA

Toffolli x Dallagnol: Lava Jato e empresas, polêmica em linhas tortas

Vitor Hugo Soares

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffolli, qual um alquimista atrapalhado, errou na dose ao propor, na entrevista ao Estadão, a retomada do debate jurídico, político, econômico e ético sobre o impacto da maior e mais exemplar operação de combate a corruptos e corruptores do País, no âmbito das empresas. Foi infeliz , principalmente, no uso das adversativas e nas comparações e referências a grupos que antes pareciam sólidos e inabaláveis impérios de negócios que, sem o “combustível” da propina e “arranjos” com dinheiro público, desabam igual castelos de areia. A deduzir pela primeira e mais contundente reação, disparada pelo procurador federal que coordena a força-tar efa da L ava J ato, em Curitiba, Deltan Dalagnoll, o chefe do Poder Judiciário colherá outros resultados indesejados e opostos aos que ele provavelmente esperava.

É imperioso recorrer, outra vez, ao pensamento de Ulysses Guimarães, saudoso esgrimista referencial da palavra, criador de poderosas imagens – signos sobre questões de princípios. Frases e visões ditas ou expostas em outro tempo e em diferente contexto histórico, mas que seguem atuais nestes dias encardidos de quase fim de 2019. Dizia então, o cérebro e guia maior da Constituição de 1988, citando o filósofo espanhol Ortega y Gasset: “A pior das crises é a do dicionário. É a que infelicita o Brasil”. Ulysses dizia e fazia muito mais, em palavras e comparações merecedoras de registr o e releitura, a exemplo do  trecho do discurso que ele fez, da janela da antiga sede do MDB em Salvador, em noite histórica comemorativa do 13 de Maio, na Praça do Campo Grande, ocupada por tropas da PM, com seus fuzis de baionetas caladas e cães enfurecidos. Tudo está registrado no livro “Rompendo o Cerco”, de (re)leitura mais que recomendável agora.

Para efeito deste artigo sobre a entrevista exclusiva de Toffolli, seguida de descarga da metralhadora verbal de Dallagnol, a breve citação acima é suficiente. O nó da discordância e da polêmica está, principalmente, na parte em que o entrevistado assinala que “a Lava Jato foi muito importante, desvendou casos de corrupção, colocou pessoas na cadeia, colocou o Brasil em uma outra posição do ponto de vista do combate à corrupção”… Mas a seguir dispara ressalvas e faz comparações discutíveis. Do tipo “o cabra é bom, mas não presta”, como se diz nas barrancas do meu São Francisco, quando se quer desqualificar alguém ou alguma coisa.

“Mas (a Lava Jato) destruiu empresas. Isso jamais aconteceria nos Estados Unidos. Jamais aconteceu na Alemanha”, completou o presidente do Supremo, avançando além da curva em questão tão delicada quanto explosiva. A deixa para o chefe da força-tarefa da Lava Jato jogar fósforo aceso na nitroglicerina pura espalhada no ambiente, ao sair em defesa do Ministério Público. No Twitter ele rebateu na lata: “Dizer que a Lava Jato destruiu empresas é uma irresponsabilidade. É fechar os olhos para o fato de que a operação vem recuperando, por meio de acordos, mais de R$ 14 bilhões. Não é a Lava Jato que destrói empresas, mas a opção de seus donos pela corrupção, punida com a devida aplicaçã ;o da le i”, contestou Dallagnol. Precisa desenhar?. A polêmica promete segui acesa e com novos personagens, de um lado e do outro da questão. Até que o tempo, senhor da razão, dê seu o veredicto.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

“Silver Bells”, Stevie Wonder: uma das mais famosas , cantadas e amadas canções natalinas entre os standards musicais norte-americano. Aqui em original e emocionante interpretação de Stivie Wonder. Pode cantar e aplaudir à vontade neste sábado de Natal,  quando o Natal se avizinha.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares) 

dez
21

DO EL PAÍS

Conselho de administração da companhia aprovou demissão por justa causa do empresário após recomendação do MFP e do Departamento de Justiça dos EUA

Marcelo Odebrecht, em imagem de setembro de 2015, época em que foi preso na Lava Jato.
Marcelo Odebrecht, em imagem de setembro de 2015, época em que foi preso na Lava Jato.Heuler Andrey (AFP)

 Regiane Oliveira

O funcionário celetista Marcelo Bahia Odebrecht, ex-presidente do grupo fundado por seu avô, foi demitido nesta sexta-feira por justa causa. Na prática, já havia perdido o cargo quando foi obrigado a renunciar em dezembro de 2015, após ser preso na Operação Lava Jato. Agora perde também o salário de 115.000 reais mensais e todos os benefícios — advogados, motoristas, secretários, assessores, seguranças — que a empresa garantiu, inclusive, durante os dois anos em que esteve preso, após ser condenado por corrupção.

O empresário de 51 anos, no entanto, sai com 310 milhões de reais, dos quais 240 milhões já foram pagos pela companhia, fruto de um acordo feito com a empresa para que ele aceitasse assinar a delação premiada com o MPF. Além de uma participação minoritária de 2,79%, que lhe garante alguma presença nos negócios do grupo, via Kieppe, holding da família controladora.

Em nota, a Odebrecht informa que o “desligamento do funcionário” atendeu à recomendação feita em outubro deste ano pelos monitores externos independentes do Ministério Público Federal (MPF) e do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ), que atuam na empresa há dois anos e meio. A “recomendação” tinha até o dia 31 de dezembro deste ano para ser acatada. Dos herdeiros, apenas Mauricio Odebrecht, o irmão mais novo de Marcelo, permanece no conselho da companhia.

A recomendação dos monitores foi de que nenhuma pessoa sem um “programa de ação” definido — basicamente uma tarefa que justifique sua contratação —, permanecesse no quadro de funcionários. Este era o caso de Marcelo, que, conforme o acordo de leniência, estava impedido de ter qualquer atuação na companhia. Apesar disso, quando teve sua pena progredida para o regime semiaberto, em setembro deste ano, voltou a frequentar a sede da Odebrecht em São Paulo. Dos 77 delatores da empresa, os monitores haviam autorizado a permanência de 19 no dia a dia dos negócios. Hoje apenas nove ainda trabalham na empresa.

Internamente, no entanto, a presença de Marcelo causava incômodo. O acirramento da crise familiar dos Odebrecht, que se arrasta desde o começo das investigações da Lava Jato, foi um fator determinante na decisão. Marcelo nunca concordou com as decisões tomadas pelo pai, Emílio, para salvaguardar a empresa. Mesmo preso, negava a possibilidade de fazer delação, uma medida defendida por seu pai, que conseguiu escapar da prisão.

Briga de cunhados

Recentemente, os embates familiares voltaram a ganhar as páginas dos jornais. O novo presidente da empresa Ruy Sampaio, que assumiu os negócios neste mês no lugar de Luciano Guiodolin, falou ao jornal Valor Econômico nesta sexta-feira que Marcelo está chantageando a empresa por “dinheiro e poder”. “Marcelo é passado na organização. É página virada. Ele precisa entender e aceitar isso”, afirmou na entrevista. A Odebrecht tem pressa em resolver as contendas familiares dos herdeiros já que retoma em janeiro de 2020 as discussões sobre o plano de recuperação judicial da empresa.

Do outro lado, o ex-presidente da Odebrecht tem acusado seu pai e seu cunhado, Marcelo Ferro, de terem levado a empresa à falência, ao fecharem acordos que beneficiaram apenas seus próprios interesses. Em relato entregue ao MPF, o empresário mudou a versão anterior e disse que havia, sim, orientado, quando já estava preso, os principais executivos da empresa a fazerem acordos de delação. Agora, porém, ele diz que sua mensagem dita ao cunhado, então diretor jurídico da companhia, não foi repassada aos demais.

Marcelo começou a trabalhar na Odebrecht logo após se formar no curso de engenharia civil, em 1992. Atuou como engenheiro júnior na construção de prédios em Salvador e depois nas obras da hidrelétrica do rio Corumbá, em Goiás. Inicialmente, de forma anônima. Em meio ao exército de engenheiros da empresa, não utilizava o sobrenome famoso para evitar o assédio aos herderios. Mas já no começo do milênio decidiu lutar por uma posição de liderança nos negócios, o que não agradou ao pai, que preferia uma sucessão profissional. Foi seu avó, o fundador Norberto Odebrecht, então com 82 anos de idade, que alçou Marcelo ao comando da construtora com apenas 34 anos, enquanto Emílio assumia o conselho de administração.

A Marcelo sempre se atribuiu o crescimento exponencial da Odebrecht, o que o novo presidente, Ruy Sampaio, contesta. “Ele recebeu uma empresa com quatro áreas de negócios e, em seu projeto de poder, aumentou para 17. Ele queria, a qualquer custo, ser o maior empresário da América do Sul. Este projeto de poder, que usou corrupção, nos trouxe a isso”, disse em entrevista ao Valor. Sampaio ingressou na companhia em 1985 e passou pelos anos dourados — a partir de 2009, quando Marcelo assume os negócios —, na diretoria da Kieppe, controladora da empresa, que também se beneficiou da corrupção.

Por G1 BA

Veja o desembarque de Geddel Vieira Lima, que foi transferido de Brasília para Salvador

O ex-ministro Geddel Vieira Lima foi transferido de Brasília para Salvador nesta sexta-feira (20) e chegou à capital baiana por volta das 12h30. Ele deixou o Distrito Federal por volta das 8h20, em um avião da Polícia Federal.

Geddel, que foi preso em setembro de 2017, após a Polícia Federal encontrar malas contendo R$ 51 milhões em um apartamento atribuído a ele, na capital baiana, estava preso no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.

Ele vai continuar cumprindo a pena no Centro de Observação Penal do Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.

Uma viatura da Polícia Federal, que foi colocada ao lado do avião que transportou Geddel de Brasilia à capital baiana, levou o ex-ministro até o Complexo Penitenciário da Mata Escura.

Geddel ao deixar Brasília com destino a Salvador nesta sexta-feira (20) — Foto: Reprodução/TV Globo Geddel ao deixar Brasília com destino a Salvador nesta sexta-feira (20) — Foto: Reprodução/TV Globo

Geddel ao deixar Brasília com destino a Salvador nesta sexta-feira (20) — Foto: Reprodução/TV Globo

Geddel atuou como ministro nos governos dos ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Michel Temer. Em outubro de 2019, Geddel foi condenado a 14 anos e 10 meses pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

De acordo com a pena imposta pelo Supremo, Geddel Vieira Lima teria direito à progressão de regime após 29 meses de prisão – daqui a cinco meses. Mas a progressão também leva em conta se ele teve bom comportamento – isso será avaliado pela Vara de Execuções Penais.

A defesa do ex-ministro havia pedido a transferência para Salvador alegando que a família dele mora na capital baiana.

Caso das malas de dinheiro

 

PF encontra caixas e malas com dinheiro em apartamento que seria utilizado por Geddel (Gnews) — Foto: Reprodução GloboNews PF encontra caixas e malas com dinheiro em apartamento que seria utilizado por Geddel (Gnews) — Foto: Reprodução GloboNews

PF encontra caixas e malas com dinheiro em apartamento que seria utilizado por Geddel (Gnews) — Foto: Reprodução GloboNews

Em maio, a ação penal na qual Geddel é réu no STF entrou na última fase antes do julgamento. O ex-ministro é réu no caso em que a Polícia Federal encontrou em Salvador malas com R$ 51 milhões. Concluída a fase de revisão, Geddel será julgando, podendo ser absolvido ou condenado.

Geddel Vieira Lima comandou a Secretaria de Governo entre maio e novembro de 2016, no governo Michel Temer.

Segundo a Procuradoria Geral da República (PGR), os R$ 51 milhões apreendidos em Salvador têm origem criminosa: propinas da construtora Odebrecht; repasses do operador financeiro Lúcio Funaro; e desvios de políticos do MDB.

Quando o Supremo decidiu abrir a ação penal, o advogado Gamil Foppel apontou falta de provas e de elementos consistentes contra Geddel. A defesa criticou o que chamou de “nulidades” durante o processo, como o fato de o dinheiro ter sido encontrado após denúncia anônima e sem a identificação dos policiais que foram ao apartamento pela primeira vez.

 Avião com Geddel pousou no aeroporto de Salvador por volta das 12h30 — Foto: Reprodução/TV Bahia

Avião com Geddel pousou no aeroporto de Salvador por volta das 12h30 — Foto: Reprodução/TV Bahia.

Bolsonaro: trabalho de Damares “não é fácil”

 

Na entrevista que concedeu ao SBT, Jair Bolsonaro também elogiou a atuação de Damares Alves à frente do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

“É um ministério que ninguém pediu para mim, dada a quantidade de problema que tem lá e o orçamento diminuto”, disse Bolsonaro.

“Eu estava conversando há poucos dias com o Paulo Guedes, e ele falou: ‘o orçamento da Damares, se eu dobrar, eu não vou sentir nada, se ela pedir para dobrar, eu dobro’. E o trabalho dela é hercúleo, não é fácil.”

dez
21
Posted on 21-12-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-12-2019


 

Iotti, NO JORNAL GAÚCHO

 

DO EL PAÍS

Presidente norte-americano tuitou que ambos tiveram uma “ótima conversa”, que incluiu comércio exterior, e que a relação entre Brasil e EUA “nunca esteve tão forte”

Jair Bolsonaro entre o chanceler Ernesto Araújo e o assessor especial da Presidência Filipe Martins.
Jair Bolsonaro entre o chanceler Ernesto Araújo e o assessor especial da Presidência Filipe Martins.Reprodução Facebook

A ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar o aço e o alumínio brasileiros não durou mais de um mês. E tudo o que ele precisava para desistir da ideia era conversar com o colega Jair Bolsonaro. Pelo menos nas palavras do próprio Bolsonaro. O presidente brasileiro anunciou nesta sexta-feira, em uma live no Facebook, que se entendeu sobre o assunto com o líder norte-americano. “Ele se convenceu dos meus argumentos e decidiu dizer a nós todos, brasileiros, que o nosso aço e o nosso alumínio não serão sobretaxados. Repito: não serão sobretaxados”, anunciou Bolsonaro.

Vestindo uma camiseta da seleção de futebol do Catar e escoltado pelo chanceler Ernesto Araújo e o assessor especial da Presidência para assuntos internacionais Filipe G. Martins, Bolsonaro aproveitou para destacar sua “amizade pessoal” e simpatia por Trump, que retribuiu a gentileza por meio de seu perfil no Twitter: “Acabo de ter uma ótima conversa telefônica com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Conversamos sobre vários assuntos incluindo comércio exterior. A relação entre Estados Unidos e Brasil nunca esteve tão forte”.

Quando a sobretaxa foi anunciada para Brasil e Argentina, no início de dezembro, o Instituto do Aço Brasil criticou a decisão, baseada, segundo Trump, na desvalorização deliberada dos câmbios brasileiro e argentino. Meses antes, em agosto, o Governo norte-americano havia flexibilizado as importações destes metais ? as companhias dos EUA que negociassem aço brasileiro não precisariam pagar 25% a mais sobre o preço ginal desde que comprovassem a ausência de matéria-prima no mercado interno.

 

Os EUA são o maior destino do aço brasileiro. De acordo com o Instituto Aço Brasil, o mercado norte-americano recebeu 6,6 milhões de toneladas das 16 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos exportados pelo Brasil em 2018. Das 119.500 toneladas de alumínio exportadas pelo Brasil de janeiro a outubro deste ano, quase a metade, 52.000 toneladas, foi para os Estados Unidos.

Nesta sexta, Bolsonaro destacou que, na época do anúncio de Trump, “não aceitamos a provocação de uma reação imediata contra o Governo americano”. Na live, o presidente brasileiro reclama ainda dos “ataques da mídia” recebidos quando o homólogo norte-americano anunciou a sobretaxa ? mais cedo, o presidente havia se desentendido com jornalistas novamente durante entrevista coletiva, e chegou a dizer que um deles tinha uma “cara de homossexual terrível”, além de mandar outros “ficarem quietos”.

A irritação de Bolsonaro foi uma reação aos questionamentos sobre a investigação acerca de seu filho Flavio Bolsonaro. Hoje senador, Flavio é investigado por conta da suspeita da prática de “rachadinha” ? embolsar dinheiro do salário de seus funcionários ? quando era deputado estadual pelo Rio de Janeiro. Questionado sobre se tinha recibos do empréstimo de 40.000 reias que alega ter feito a Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flavio e um dos pivôs das suspeitas acerca do suposto esquema do gabinete do então deputado estadual, Bolsonaro explodiu: “Pergunta para tua mãe o comprovante que ela deu pro teu pai, tá certo?”

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