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DO EL PAÍS

Imune a escândalos na política, ex-senador retornou ao clube com status de salvador da pátria, mas não conseguiu evitar que o time mineiro caísse pela primeira vez

Zezé Perrella voltou ao Cruzeiro em outubro.
Zezé Perrella voltou ao Cruzeiro em outubro.Bruno Haddad (Divulgação)
 

Com status messiânico, Perrella voltou prometendo colocar salários em dia e acalmar os ânimos no vestiário, inflamado por jogadores insatisfeitos por causa dos pagamentos atrasados, rachas e falta de comando. Porém, em vez de pacificar, a presença do cartola gerou ainda mais conflitos. Sua primeira decisão de impacto foi demitir o técnico Abel Braga, a três rodadas do fim do campeonato. Para substituí-lo, chamou Adilson Batista, que chegou sem contrato assinado. “Vem, tira o Cruzeiro dessa e depois a gente conversa”, contou ao resumir o convite com cheque em branco ao treinador.

No mesmo dia, o dirigente resolveu assumir parte da culpa pela situação da equipe, mas, em seguida, não hesitou em distribuir responsabilidades. O primeiro alvo foi o meia Thiago Neves, afastado após participar de uma festa. “Ele mexeu com a pessoa errada”, disse Perrella, criticando o comportamento do jogador. Depois, Mano Menezes, o primeiro técnico do time na temporada. E, por fim, a antiga gestão, a quem acusou de hiperinflacionar a folha salarial do elenco a troco de títulos. Uma administração alçada ao poder com a bênção do ex-presidente, que apadrinhou Gilvan de Pinho Tavares como seu sucessor, herdeiro de uma dívida de 112 milhões de reais.

Apesar de ser oposição ao atual presidente Wagner Pires de Sá, Perrella nunca deixou de ter influência na cúpula cruzeirense. Um antigo aliado virou o mandachuva do futebol. Itair Machado acumulava processos na Justiça por causa de sua gestão negligente com as finanças em clubes menores, mas foi galgado à vice-presidência do Cruzeiro em 2017. Na Toca da Raposa, manteve a política agressiva de contratações, embora as contas do clube recomendassem o caminho inverso. O time sagrou-se bicampeão da Copa do Brasil. Por outro lado, o endividamento saiu do controle, e o ambiente interno ruiu depois do Ministério Público requisitar a abertura de investigações contra dirigentes por suspeita de desvios de recursos.

Itair chegou a ser afastado do cargo pela Justiça. Retornou após um grupo de conselheiros ligados a Perrella solicitar a revogação da liminar. Diante do agravamento da crise em campo, o vice foi definitivamente destituído devido a um “acordão” que garantiu a volta de Zezé Perrella. “Na hora de ajudar, todo mundo foge, tudo cagão”, disse o dirigente ao alfinetar conselheiros de oposição. Como presidente do Conselho Deliberativo do clube, Perrella aprovou balanços da gestão Pires de Sá e jamais contestou a estratégia de gastos desmesurados. Entretanto, ao assumir o futebol, reclamou das mordomias concedidas pela direção a funcionários e prometeu um teto de 30.000 reais de salário a executivos. No início do ano, o mesmo Zezé indicara o filho Gustavo Perrella para ocupar a diretoria de relações institucionais com remuneração de 95.000 reais. Ele exerceu a função por dois meses.

Em seu último mandato como presidente, Zezé utilizou o clube celeste como trampolim eleitoral para a candidatura a deputado estadual de Gustavo, nomeando-o, sem nenhuma experiência prévia em gestão esportiva, como vice de futebol da equipe, em 2009. Depois de eleito, o filho conhecido como Perrellinha sumiu do Cruzeiro em menos de um ano no cargo. Na época, Zezé nem se esforçou para destacar seus méritos profissionais: “Eu não faço média. Prefiro colocar uma pessoa em quem eu confio para trabalhar comigo.” Ambos, pai e filho, são investigados pela Justiça por suspeitas de corrupção no escândalo de propina da JBS envolvendo o deputado e amigo da família, Aécio Neves (PSDB), e na utilização de verba indenizatória da Assembleia Legislativa mineira para abastecer o helicóptero apreendido com 445 quilos de cocaína em 2013 – eles não foram indiciados no processo criminal sobre a origem da droga e negam qualquer ligação com o episódio.

Enquanto a atual diretoria tenta se livrar das acusações por lavagem de dinheiro, Perrella, por sua vez, se defende em duas ações de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito movidas pelo MP que aguardam julgamento no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Depois de exercer o mandato de senador suplente, no lugar de Itamar Franco, ele se retirou da política para cuidar de seus negócios e acabou regressando ao palco que lhe deu projeção nacional, o futebol. Fiador de empréstimos bancários, se mantém como uma espécie de eminência parda no clube, o salvador da pátria à espera de um chamado dos súditos cruzeirenses para acudir o time em momentos delicados.

Dessa vez, contudo, não foi capaz de evitar o rebaixamento para a segunda divisão. Sob a batuta de Adilson Batista, o time perdeu suas três partidas finais e não marcou nenhum gol. Foram apenas dois meses de comando, o suficiente para Perrella se indispor com os principais nomes do elenco, que não estiveram em campo no jogo derradeiro contra o Palmeiras, por relativizar os salários atrasados. “Jogador de futebol hoje em dia está ganhando tanto dinheiro que não é possível que ficar sem receber dois meses vai fazer falta”, afirmou na semana passada. Se não houve tempo para a salvação, sobrou ao menos para que o dirigente deixasse sua assinatura na página mais triste da história do Cruzeiro.

“Meio de Campo”, Gilberto Gil e Dominguinhos: Uma composição de grande sucesso de Gil, nos Anos 70, feita em merecida louvor a Afonsinho, o espetacular e indomável meio de campo do Cruzeiro, Afonsinho, que cita também outro artista genial do gramado no time mineiro e no futebol brasileiro e mundial:Tostão. O melhor que o Bahia  em Pauta pode fazer para amenizar a dor e a vergonha dos torcedores da Raposa, neste dia seguinte da queda da Raposa de Minas para a segundona do Brasileirão.Destaque no vídeo para a participação luxuosa do saudoso Dominguinhos com sua sanfona mágica na gravação.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Meio de Campo

Composição de Gilberto Gil

Prezado amigo afonsinho
Eu continuo aqui mesmo
Aperfeiçoando o imperfeito
Dando um tempo, dando um jeito
Desprezando a perfeição
Que a perfeição é uma meta
Defendida pelo goleiro
Que joga na seleção
E eu não sou pelé nem nada
Se muito for, eu sou tostão
Fazer um gol nessa partida não é fácil, meu irmão

Por G1 BA

 

Ialorixá do terreiro mais antigo de Salvador, Mãe Tatá Oxum Tomilá morreu aos 96 anos na Bahia — Foto: Jeferson Janer/TV Bahia Ialorixá do terreiro mais antigo de Salvador, Mãe Tatá Oxum Tomilá morreu aos 96 anos na Bahia — Foto: Jeferson Janer/TV Bahia

Ialorixá do terreiro mais antigo de Salvador, Mãe Tatá Oxum Tomilá morreu aos 96 anos na Bahia — Foto: Jeferson Janer/TV Bahia

Mãe Tatá Oxum Tomilá foi enterrada na tarde deste domingo (8), no cemitério Jardim da Saudade, em Salvador. Nascida Altamira Cecília dos Santos, Mãe Tatá era a ialorixá do Ilê Axé Iyá Nassô Oká, mais conhecido como Casa Branca do Engenho Velho. A líder religiosa, que tinha 96 anos, morreu de causas naturais no sábado (7), na casa em que morava no bairro do Engenho Velho da Federação.

O corpo da ialorixá, que comandava o terreiro de candomblé mais antigo da capital baiana, dentre as de nação Ketu, foi levado para o local após um cortejo que saiu do Ilê Axé Iyá Nassô Oká, mais conhecido como Casa Branca do Engenho Velho, pelas ruas do bairro.

Centenas de pessoas participaram do sepultamento. Vestidos de branco, como manda a tradição da religião, filhos e filhas de santo do templo religioso liderado pela ialorixá, além de representantes de terreiros irmãos, acompanharam as últimas homenagens.

Ao chegar no cemitério, o corpo de Mãe Stella foi levado para uma das capelas e foi tomado pelos amigos, familiares e admiradores da religiosa. O sepultamento aconteceu por volta das 16h.

 

Corpo de Mãe Tatá Oxum Tomilá foi levado para o cemitério Jardim da Saudade, em Salvador — Foto: Jeferson Janer/TV Bahia Corpo de Mãe Tatá Oxum Tomilá foi levado para o cemitério Jardim da Saudade, em Salvador — Foto: Jeferson Janer/TV Bahia

Corpo de Mãe Tatá Oxum Tomilá foi levado para o cemitério Jardim da Saudade, em Salvador — Foto: Jeferson Janer/TV Bahia

Com a morte da ialorixá, o terreiro passará por uma série de ritos, como o Axexê. O ritual marca a passagem da terra para o céu.

Com a morte da ialorixá, o terreiro Ilê Axé Iyá Nassô Oká, ficará fechado por um ano, de luto. Neste período, não haverá cultos nem festividades, segundo o que determina a tradição do candomblé sempre que morre uma ialorixá ou um babalorixá.

O terreiro Casa Branca do Engenho Velho foi o primeiro a ser tombado como Patrimônio Cultural Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1984. Só no fim de 2020 que o terreiro terá nova ialorixá. A substituição será determinada pelos orixás, com jogo de búzios.

dez
09
Posted on 09-12-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-12-2019

Maia se reúne com Bolsonaro no Alvorada

 

Jair Bolsonaro recebeu na tarde deste sábado o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, no Palácio da Alvorada, diz o Estadão.

O encontro não constava da agenda de nenhum dos dois e durou menos de meia hora.

Na reunião, Bolsonaro e Maia conversaram sobre a polêmica em torno da decisão do Comitê Gestor do Simples Nacional de excluir da categoria microempreendedor individual (MEI) pelos menos 26 ocupações e atividades profissionais — muitas delas ligadas ao setor cultural.

Mais cedo, pelo Twitter, Maia havia criticado a decisão. Bolsonaro anunciou, no meio da tarde, a revogação da medida.

Do Jornal do Brasil

 

Rio de Janeiro cai em ranking e deixa de ser uma das 100 cidades mais visitadas no mundo

A empresa global Euromonitor International divulgou o ranking anual das cidades mais visitadas no mundo. Em 98º em 2018, o Rio de Janeiro caiu para 104º.

A primeira colocada da lista foi Hong Kong, que nos últimos cinco anos vem liderando o posto de cidade mais visitada do mundo. Em segundo lugar vem Bangkok, a capital da Tailândia, e o terceiro lugar ficou com Macau, na China.

Macaque in the trees
Praia de Copacabana (Foto: José Peres)

O Rio de Janeiro, cidade brasileira mais bem colocada, saiu do ranking das 100 mais visitadas. Em 2018, ocupou o 98º lugar, mas, levando em conta os números deste ano, a cidade perdeu 100 posições.

No ano passado, foram 2,2 milhões de chegadas na capital fluminense. Neste ano, foram 2,3 milhões de chegadas. Mesmo com o aumento, o Rio de Janeiro caiu no ranking.(Sputnik Brasil)

dez
09
Posted on 09-12-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-12-2019


 

Tacho, no

 

Raposa foi derrotada por 2 a 0 em duelo encerrado antes do tempo final por falta de segurança, em meio aos protestos e à selvageria de alguns torcedores no Mineirão; equipe terminou em 17º no Brasileirão.

O Cruzeiro está rebaixado pela primeira vez à Série B do Campeonato Brasileiro. Prestes a completar 99 anos, o clube sucumbiu frente a um ano que combinou escândalos extracampo e sequência de fiascos nas quatros linhas. O capítulo final desse drama foi a derrota para o Palmeiras, por 2 a 0, neste domingo, no Mineirão, pela rodada final do campeonato. Os gols palmeirenses foram marcados por Zé Rafael e Dudu.

  • Vandalismo
    Juiz encerra a partida antes do tempo por conta de confusão com torcida cruzeirense

    Juiz encerra a partida antes do tempo por conta de confusão com torcida cruzeirense

    Os minutos finais no Mineirão não foram apenas tensos. Foram de vandalismo, confusão. Torcedores revoltados começaram a quebrar cadeiras. Houve corre-corre, tentativa de invasão de campo. O jogo foi paralisado aos 40 minutos da etapa final. O ambiente ficou pesado. Bombas foram jogadas nas arquibancadas. Um torcedor saiu carregado, aparentemente machucado. Outro foi atendido na arquibancada. Houve invasões em alguns setores. A Polícia Militar precisou intervir. Sem condições de segurança, o árbitro Marcelo de Lima Henrique encerrou a partida. A administração do Mineirão publicou mensagens no telão solicitando para que os torcedores evacuassem o estádio.

  • O enredo de uma queda

    O ano de 2019 entra para a história do Cruzeiro da maneira que nenhum torcedor do clube gostaria. Mas antes da queda, uma sequência de desacertos marcou a Raposa. Foi uma temporada de sérios problemas financeiros, de grave crise administrativa, com denúncias de irregularidades da diretoria, que resultaram em investigações policiais. O vice- presidente de futebol, Itair Machado, tentou resistir, mas foi demitido. O diretor-geral Serginho pediu demissão. O presidente Wagner Pires de Sá sobreviveu apenas após uma manobra que colocou o ex-presidente Zezé Perrella no comando do futebol na reta final. A queda não foi evitada. Em campo, o elenco milionário não deu retorno. Desamandos aconteceram. Foram quatro treinadores: Mano Menezes, Rogério Ceni, Abel Braga e Adilson Batista. O resultado final: o rebaixamento.

  • Palmeiras em terceiro lugar

    O Palmeiras buscou o segundo lugar do campeonato, mas acabou terminando em terceiro. A vitória não foi suficiente, uma vez que o Santos derrotou o campeão Flamengo. Com a terceira colocação, o Palmeiras garantiu uma premiação de R$ 29,7 milhões.

    Primeiro tempo

    Foi um começo morno. O Cruzeiro viveu um dilema: a necessidade de vencer e o risco de um erro deixar ainda mais complicada a missão. A Raposa precisou administrar a tensão que cercava a partida. Além das limitações, o Cruzeiro mostrou-se cauteloso. Quando arriscou um pouco mais, parou no nervosismo, com erro na definição das jogadas. O Palmeiras, mais organizado, encontrou espaço pelos lados. E teve as melhores chances, com Léo, que quase marcou contra, e Zé Rafael. Em ambas, o goleiro Fábio salvou o Cruzeiro.

  • Segundo tempo

    A falta de tranquilidade seguiu marcando o Cruzeiro. O time sabia que não podia vacilar. E o pior aconteceu. Aos 11 minutos, Dudu recebeu em profundidade, ganhou de Cacá na força física, tocou de calcanhar para Raphael Veiga, que cruzou para trás. Zé Rafael finalizou de primeira, rasteiro, e abriu o placar para o Palmeiras. O Cruzeiro sentiu o golpe. Para piorar, o Ceará, logo em seguida, empatou com o Botafogo, no Rio. Silêncio no Mineirão. Coube a Dudu, revelado na base do Cruzeiro, marcar o segundo gol.

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