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CRÔNICA

                                 Besta é tu, sou eu, somos todos nós

Se alguém com um pouco de bom senso quiser observar nossa atual divisão política por um viés, digamos, estritamente artístico, recomendo duas peças que estão em cartaz em São Paulo, essa estranha metrópole onde, ao vira-lata do pedinte que dorme sob a marquise da Fiesp, resta apenas sonhar com os preás que ele jamais caçará e com o inatingível rabo da Golden Retriever que passa toda charmosa rebolando suas ancas de cortesã britânica a caminho da exposição de Leonardo Da Vinci no Masp. Chupa, Baleia!

A primeira chama-se Mãos Limpas, escrita e protagonizada por Juca de Oliveira. Nela, dois traficantes (interpretados pelo próprio Juca e Taumaturgo Ferreira) escapam de uma batida policial e se escondem num apartamento vazio recém-comprado pelo senador Diocleciano (Fúlvio Stefanini), que sonha em ser indicado por Lula como candidato das esquerdas. Até então tido como incorruptível, a coisa desanda no instante em que o senador visita o imóvel com seu advogado e confessa que o comprou com parte dos milhões de dólares desviados que estão no exterior.

Depois de saber que fora gravado pelos traficantes, ele então joga um “vocês sabem com quem estão falando?” e ameaça ligar pra Gilmar Mendes, enquanto os meliantes retrucam dizendo que eles é que vão ligar pra Sérgio Moro, para deleite de uma plateia composta por senhores trajando impecáveis colarinhos sobrepostos em golas de pulôveres importados, acompanhados de madames a escancarar sorrisos adornados por colossais pererecas que, pela bitola, só podem ter sido feitas pelo mesmo dentista do pastor Feliciano.

Sufocado pela mistura de perdigotos com o bolor dos quatrocentões, eis que na saída do hotel onde se localiza o teatro vejo uma galera com suas teleobjetivas em punho e, ao tentar me desviar do burburinho, quase bato de frente com uma simpática senhora de cabelos grisalhos pacientemente autografando livros e discos de fãs, apenas reclamando de alguns flashes realçando sua pele de açude seco. “Patti Smith, depois de Gilmar e Moro? Yes!”, exclamo baixinho, e vou tomar um vinho na expectativa de ver Novos Baianos na noite seguinte. Simbora.

Com direção de Otavio Muller, texto de Lucio Mauro Filho e direção musical de Pedro Baby e Davi Moraes, o grande barato da peça é não adotar o padrão manjado dos musicais, preferindo seguir por um caminho que lembra mais um show executado por jovens músicos com dendê nos dedos, que certamente agradou em cheio a um atento Pepeu, escondidinho lá na penúltima fileira.

No final, enquanto a plateia cheirando a patchouly vencido era arrastada por uma batucada de bambas, ouço gritos de “Lula livre!”, veja que coisa, bem na hora do refrão de Besta é Tu. Será que só este velho baiano percebeu a sutileza do recado?

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na barranca baiana do Rio São Francisco.

 

“Hino do Flamengo”, Jorge Ben: Jesus, o treinador português, e o gigantesco atacante Gabigol – com ajuda de outros iluminados em campo – produziram o milagre da virada histórica deste sábado, 23 de novembro, no Estádio Nacional de Lima , no Peru, que levou o rubronegro carioca à sensacional conquista da Taça Libertadores da América 2019. Agora é festejar neste domingo da volta dos vencedores ao Rio de Janeiro. Bata no peito! Grite “Mengo, Mengo!” E cante com Jorge Ben. Viva!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO EL PAÍS

Gabigol em estado de Zico

Assim como o eterno ídolo rubro-negro, Gabriel entra para a galeria de jogadores imortais ao conduzir o Flamengo a mais uma conquista da Libertadores

Autor de dois gols na final, Gabigol ergue a taça de campeão da América.
Autor de dois gols na final, Gabigol ergue a taça de campeão da América.Raul Sifuentes (Getty Images)
 

Mas o roteiro da epopeia não poderia ser escrito sem a boa dose de drama que moldou o estado de espírito do flamenguista ao longo das jornadas malsucedidas pelo torneio continental. A tarde parecia ser daquelas, cena rara neste ano, em que o time é amassado pelo rival e sucumbe aos próprios erros. No primeiro tempo, o Flamengo não foi o irresistível Flamengo de Jorge Jesus, muito por méritos de um River Plate que lhe negou todos os espaços possíveis. E, consequentemente, Gabigol não foi o implacável Gabigol em quem a torcida aprendeu a confiar de olhos fechados. Pelo mesmo túnel onde flertara com a taça, saiu cabisbaixo após 45 minutos de domínio dos argentinos, nenhuma finalização a gol e um placar adverso para contornar sobre o atual campeão.

O segundo tempo até dava indícios de conspirar a favor de uma reação. Porém, o centroavante continuava em outra rotação, pouco inspirado, errando os passes mais triviais. Em sua primeira chance, com o gol aberto, dentro da pequena área, chutou em cima da defesa. Típica oportunidade que, em dias normais, não costuma perder. Quando o jogo parecia fadado a mais um triunfo do River, naquela altura em que muitos torcedores e secadores rivais já preparavam os memes com a imagem de Gabigol tocando o troféu antes da hora, o camisa 9 começou a transformar seu 23 de novembro particular em um dia anormal.

Com o faro que lhe é peculiar, acompanhou até o fim a bola esticada de Bruno Henrique para Arrascaeta, que, de jogada quase perdida, se converteu em assistência açucarada. Bastou um toque com a canhota para empatar. A massa rubro-negra ainda comemorava o renascimento do sonho enquanto Diego buscava o goleador do time com um lançamento longo, já nos acréscimos. Gabriel acreditou. Viu Pinola hesitar no primeiro corte e falhar no segundo, oferecendo, de bandeja, a chance de consagração à perna esquerda que não costuma vacilar. Os dois quiques no gramado foram suficientes para chegar inteiro na bola e disparar o tiro certeiro. Na comemoração, extravasou como manda o figurino, tirou a camisa e, tal qual Messi e Cristiano Ronaldo, a exibiu com seu nome e número em destaque, para que ninguém jamais esqueça o autor da façanha.

Gabigol mostra a camisa após marcar o segundo gol.
Gabigol mostra a camisa após marcar o segundo gol.

Assim como Zico, em 1981, no mesmo 23 de novembro, Gabigol anotou os dois gols da vitória em uma final de Libertadores. Dessa vez, de virada, sobre um rival tetracampeão da América. Depois de voltar ao Brasil desacreditado, recuperar a confiança no Santos e cravar a melhor temporada de sua carreira no Flamengo, onde balançou as redes 40 vezes em 54 jogos, o centroavante do cabelo descolorido e das comemorações irreverentes se tornou a representação fiel do torcedor rubro-negro dentro do campo. Mais do que isso, um membro da seleta galeria de jogadores que marcam época por um clube. Algo profundamente notável quando esse clube se trata do mais popular de um país com 200 milhões de habitantes.

“Esse momento vai ficar gravado para todos nós, flamenguistas e brasileiros. Eu fiz história”, disse, ainda no gramado do estádio Monumental. Gabigol não bateu o martelo sobre sua permanência no Flamengo por mais uma ou várias temporadas. Até o fim do ano, deve confirmar o título brasileiro, novamente liderando a artilharia da competição, e também pode sagrar-se campeão mundial. Talvez, um dia, caso permaneça, consiga superar os feitos em série do maior ídolo rubro-negro de todos os tempos. Mas se a temporada terminasse hoje, neste 23 de novembro, independentemente do que aconteça no futuro, seu nome já tem um lugar reservado no mesmo panteão da geração de Zico, como o artilheiro que, com a certeza da conquista, tocou a taça antes de devolver a América a sua nação.

As 166 barras de ouro de Rabicó

 

Como registramos, a subprocuradora-geral da República, Cláudia Sampaio Marques, opinou pela cassação da decisão do ministro Marco Aurélio Mello que permitiu que o traficante Antônio Ilário Ferreira, o Rabicó, fosse solto.

Chefe do tráfico de drogas no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, Rabicó foi solto no último dia 14.

A subprocuradora destacou a “notória periculosidade” do traficante e disse que sua soltura representa um grande risco para a ordem pública.

“Um último aspecto que demonstra a especial peculiaridade do caso são os valores arrecadados pelo grupo criminoso, em verdade, milhões de reais mensais, bastando para isso a referência ao fato já detidamente exposto na motivação da sentença da apreensão de 166 barras de ouro, seis milhões de reais em espécie e diversos veículos.”

nov
24
Posted on 24-11-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-11-2019

Por G1 Rio

 
Galvão Bueno: "que seja um grande dia pro Flamengo e pro nosso futebol brasileiro"

Galvão Bueno: “que seja um grande dia pro Flamengo e pro nosso futebol brasileiro”.

Foi o maior dia!

O narrador Galvão Bueno recebeu alta da UTI da Clínica Anglo-Americana, em Lima, na manhã deste sábado (23). Galvão enviou um vídeo com agradecimento pelas mensagens recebidas nos últimos dias e mandou recado de incentivo para o Flamengo na final da Libertadores.

O narrador revelou em vídeo enviado do hospital que ficou comovido com o apoio que recebeu desde que sofreu um infarto na manhã de quinta-feira (21). Prontamente atendido, ele passou por um cateterismo e permaneceu 48 horas em observação na UTI.

“Que prazer imenso poder voltar a falar com vocês. Tenho muitos agradecimentos a fazer. Primeiro a Deus, por aqui estar. A Desiree, minha mulher. A toda a equipe da Globo, sem distinção, dos diretores, a cada um que esteve aqui. Pelas milhares de mensagens que recebi, de amigos e principalmente de desconhecidos do mundo inteiro”, afirmou o narrador.

Galvão Bueno, que narraria a final da Libertadores se não tivesse sofrido o mal-estar, aproveitou para enviar mensagem de incentivo ao seu substituto na transmissão da TV Globo e do GloboEsporte.com.

“Luis Roberto, arrebente. Junto com Júnior, Casagrande, Eric, toda a nossa equipe. Que seja um grande dia para o Flamengo e para o nosso futebol brasileiro.”

Luis Roberto retribuiu a mensagem de Galvão durante a transmissão do pré-jogo.

“Galvão, cuida desse coração. Essa é sua casa, sua família, sua equipe. Nós todos estamos imbuídos desse sentimento. Foram milhares de mensagens de um país inteiro que te abraça.”

nov
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Posted on 24-11-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-11-2019


 

Clayton, NO JORNAL

 

Por Vladimir Netto, TV Globo

Fragmentos de óleo são encontrados em praia no Rio de Janeiro

Fragmentos de óleo são encontrados em praia no Rio de Janeiro

Fragmentos de óleo chegaram à Praia de Grussaí, em São João da Barra, no Rio de Janeiro, de acordo com os órgãos do governo federal que acompanham o desastre ambiental. A força-tarefa informou que o material, detectado na sexta-feira (22), é compatível com o que já foi encontrado na costa do Nordeste e do Espírito Santo.

Manchas de óleo no Nordeste: o que se sabe sobre o problema

De acordo com o Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), foram encontrados 300 gramas do óleo. Toda a área da praia, que é a principal da cidade, foi vistoriada e somente esta porção foi achada. Um grupo de militares da Marinha está no local e servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) se reunirão ao grupo ainda neste sábado.

Em nota, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, disse que equipes do estado e do governo federal fizeram nova vistoria neste sábado e encontraram apenas pequenos vestígios no local. “Não foram identificados outros pontos”, diz o Inea.

 

Uma equipe da Marinha está no local neste sábado (23) em São João da Barra, no RJ — Foto: Cléber Rodrigues/Inter TV Uma equipe da Marinha está no local neste sábado (23) em São João da Barra, no RJ — Foto: Cléber Rodrigues/Inter TV

Uma equipe da Marinha está no local neste sábado (23) em São João da Barra, no RJ — Foto: Cléber Rodrigues/Inter TV

A praia de Grussaí é um dos principais destinos dos moradores e turistas de cidades vizinhas, como Campos dos Goytacazes, e sempre há expectativa para a chegada do verão, quando o público aumenta e o comércio local fatura.

 

A praia de Grussaí, em São João da Barra, fica lotada no verão, sendo um dos destinos mais procuradores de moradores de cidades vizinhas — Foto: Reprodução / Inter TV A praia de Grussaí, em São João da Barra, fica lotada no verão, sendo um dos destinos mais procuradores de moradores de cidades vizinhas — Foto: Reprodução / Inter TV

A praia de Grussaí, em São João da Barra, fica lotada no verão, sendo um dos destinos mais procuradores de moradores de cidades vizinhas — Foto: Reprodução / Inter TV

Durante evento militar na manhã deste sábado, o presidente Jair Bolsonaro foi questionado sobre a chegada do óleo ao Rio de Janeiro. Ele afirmou que gostaria de identificar quem cometeu o “ato criminoso” e que ainda não é possível saber quanto óleo há no mar.

“Na pior hipótese, um petroleiro, caso tenha jogado no mar toda a sua carga, menos de 10% chegou na nossa costa ainda. Então, nos preparemos para o pior. Pedimos a Deus que isso não aconteça”, afirmou o presidente.

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