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Posted on 14-11-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 14-11-2019

DO JORNAL DO BRASIL

New Deal no Brasil

FERNANDO RIZZOLO *

Bairro simples da periferia. O cheiro de café ainda estava pela cozinha e transpunha a sala com móveis simples, um sofá velho e uma antiga televisão que tinha em cima dela algumas xícaras, daquelas que têm o nome do time timbrado. Na cozinha, a mesa com uma toalha de plástico dessas grudentas que têm a marca do copo de café. E lá ia ele, o Moacir, mais um dia descendo as escadas do andar de cima da sua pobre casa, já anestesiado pelo gosto forte do café, revendo os tijolos à vista de sua casa, que estava sendo construída há mais de dez anos, com o esforço da esposa e dos dois filhos adolescentes.

Toda manhã, ele dizia à esposa que acordava com uma “coisa apertando o peito”, uma tristeza, uma vontade de não mais se levantar da cama… pura depressão. Pelos vizinhos que se alvoroçavam com notícias de que um novo supermercado iria contratar mais de 600 pessoas, lá ia ele, mesmo com o aperto no peito, com o gosto forte de café na boca, descendo as escadas inacabadas pelo destino, pegar um ônibus e chegar cedo na imensa fila para que a esperança matasse o desalento enfileirado. Estava desempregado há dois anos, e já havia se acostumado a ficar nas imensas filas da esperança, onde cada pessoa podia ser apontada pelo destino e quem sabe ser sorteada para uma vaga de emprego, após passar pelo crivo de recrutadores de olhos sombrios e cheios de pergunta.

Era um Brasil novo, de um novo governo, que sempre falava em “diminuir gastos públicos” e de um tal de “ajuste fiscal”, que prendia o olhar de Moacir na TV, mas nunca falava em desemprego, mas nunca falava em imensas filas e nunca soube o que é acordar com uma angústia no peito disfarçada de esperança por não ter como sustentar a família.

Depois de um dia longo e cansativo, voltava Moacir para casa com a missão cumprida, à espera de um chamado que nunca chegava, de uma chamada no celular pré-pago que nunca acontecia, nem para ele nem para os vizinhos da humilde e triste periferia.

Esse é o Brasil de hoje, em que temos 12,8 milhões de desempregados, 12 milhões que vivem na linha de extrema miséria e 30 milhões que vivem de bico. Realmente a política econômica do Sr. Paulo Guedes não segue o correto curso, e isso me remete ao passado histórico das grandes depressões, como nos EUA entre 1933 a 1937, quando Roosevelt resolveu implementar o New Deal como solução, após tentativas fracassadas do liberalismo econômico.

Com efeito, não há como apenas a iniciativa privada, num mercado interno enfraquecido e debilitado, baseado numa suposta ideologia neoliberal de simplesmente “fazer os ajustes fiscais”, promover o emprego, o desenvolvimento, sem a presença do Estado como ignição à máquina propulsora dos projetos sociais que têm como fim aumentar o emprego e alçar a economia a patamares mais robustos, levando-nos a um aumento da demanda, consequentemente a um aumento do mercado interno e, nesse ciclo virtuoso, combatermos a imensa massa desempregada e desalentada, assim como a desigualdade social.

Promover a Proposta Emergencial como solução de corte de gastos é naufragar nas tentativas anteriores ao New Deal dos anos 30, impondo uma receita de bolo perigosa, em que a insensibilidade liberal impõe desespero aos hipossuficientes. Que caminhos estamos trilhando? Talvez os das casas da periferia, que sempre estão sendo construídas, mas que nunca ficam prontas, talvez por falta de líderes como foi Roosevelt, ou os de desempregados como Moacir, que, mesmo acordando angustiado, desce as escadas úmidas da casa da periferia, com um gosto amargo de café na boca, na esperança de estar presente nas imensas filas da ilusão, tentando entender o tal “ajuste fiscal” que tanto lhe faz mal… principalmente ao acordar…

* advogado, jornalista, mestre em Direitos Fundamentais, Professor de Direito

“Que c`est triste Venise”, Charles Aznavour: o desastre é grande, mas Veneza é maior que tudo, imbatível. Como esta canção, que fala como nenhuma outra desta cidade sem igual no planeta. Aqui na interpretação de Aznavour em dueto com Patrícia Kass. Cantemos.

BOM DIA

(Vitor Hugo Soares) 

 

 

A reunião foi convocada com objetivos modestos e, ao contrário de edições anteriores, não será seguida por um encontro regional de chefes de Governo, por conta dos atritos na região

 Naiara Galarraga Gortázar

Na cerimônia de encerramento do Fórum Empresarial do BRICS, Bolsonaro ao lado dos presidentes russo, Vladimir Putin; indiano, Narendra Modi; e sul-africano, Cyril Ramaphosa.
Na cerimônia de encerramento do Fórum Empresarial do BRICS, Bolsonaro ao lado dos presidentes russo, Vladimir Putin; indiano, Narendra Modi; e sul-africano, Cyril Ramaphosa.Marcos Corrêa (PR)

O Brasil acolhe a primeira grande cúpula internacional da era Jair Bolsonaro. O presidente substituiu sua frequente retórica anticomunista por elogios e pela promessa de “ampliar e diversificar a relação” bilateral com a China ao receber em Brasília, nesta quarta-feira, seu homólogo Xi Jinping. A eles se uniram o russo Vladimir Putin, o indiano Narendra Modi e o sul-africano Cyril Ramaphosa na cúpula dos BRICs, as cinco maiores economias emergentes do mundo, que continua na quinta-feira. A visita de Bolsonaro a Taiwan na campanha eleitoral e sua acusação de que a China estaria comprando o Brasil, que tanto irritaram Pequim, são capítulo encerrado. E, embora os BRICs se reúnam para falar principalmente de negócios, as crises da Bolívia e da Venezuela invadiram a agenda.

O ultradireitista Bolsonaro recebeu Xi enquanto a embaixada da Venezuela em Brasília se tornava palco de uma disputa pelo controle da missão diplomática: representantes do líder oposicionista venezuelano Juan Guaidó, autoproclamado presidente do país, entraram de madrugada no edifício, que continuava nas mãos de funcionários leais a Nicolás Maduro. Um lembrete de que a defesa de um ou outro lado nos conflitos regionais ameaça a relação entre alguns membros dos BRICs, principalmente entre Bolsonaro, que apoia Guaidó e a mudança na Bolívia, e Rússia e China, que apoiam Maduro e Evo Morales. O Governo brasileiro se apressou em reconhecer a senadora opositora Jeanine Áñez como legítima presidenta interina da Bolívia na terça-feira, no lugar do exilado Morales.

Foi nesse contexto que começou a cúpula, cujo primeiro ato foi a confirmação de que a relação entre Brasil e China inaugura uma nova fase. Ambos sabem que precisam um do outro porque, como explica o analista Oliver Stuenkel, da Fundação Getulio Vargas e colunista do EL PAÍS, “a China não tem autossuficiência alimentar e energética e não deixará de depender do Brasil e da América Latina para as matérias-primas”. Ele acrescenta que a posição de Bolsonaro não é tão relevante para os chineses porque eles enxergam a muito longo prazo. De qualquer forma, o brasileiro fez uma espécie de ato de contrição ao afirmar diante de Xi que a China deve ser “tratada com o devido carinho, respeito e consideração” porque “todos nós, brasileiros e chineses, temos a ganhar”.

Antes, havia agradecido o fato de que, na polêmica pelos incêndios na Amazônia, em agosto, a China tenha defendido a soberania brasileira sobre a floresta tropical. Xi apostou em uma relação “baseada no respeito mútuo com o Brasil como plataforma para a América Latina, que juntamente com a China, são os principais mercados emergentes”. Os dois lados abriram caminho para a reconciliação em outubro, durante a visita de Bolsonaro a Pequim.

A cúpula dos BRICs foi convocada com objetivos modestos e, diferentemente de edições anteriores, não será seguida por uma reunião regional de chefes de Governo. O motivo é a Venezuela, segundo Stuenkel. “Bolsonaro queria convidar Guaidó, mas os outros [países dos BRICs] propuseram convidar todos os presidentes regionais, menos representantes da Venezuela. O Brasil recusou”, assinala. Isso, somado à suspensão do encontro do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, que o Governo do Chile cancelou juntamente com a cúpula do clima devido aos protestos no país, esvaziou a viagem dos líderes da China, Índia, Rússia e África do Sul à América Latina.

Os caminhos da geopolítica e da economia, sempre tão entrelaçados, às vezes —apenas às vezes— divergem. A evolução recente dos BRICs é um exemplo da exceção que confirma a regra: depois da década dourada de crescimento do início do século, o grupo de países que há tempos tomou a dianteira do Ocidente na sala de máquinas da economia mundial —o ano decisivo foi 2007, quando os emergentes igualaram os países desenvolvidos com 50% do PIB global cada bloco— observa agora, à distância, aqueles anos de vinho e rosas em que parecia que o verbo que lhes dava nome logo ficaria ultrapassado. E vê como uma das atalaias da análise econômica mundial, a agência de classificação de risco S&P, põe em dúvida até mesmo a validade do já famoso acrônimo cunhado por Jim O’Neill no início dos anos 2000.

“A trajetória divergente de longo prazo entre os cinco países debilita o valor analítico dos cinco como um grupo econômico coerente”, afirmaram os técnicos da S&P em uma recente nota para clientes.

Os BRICs —quintessência dos emergentes— evitaram a maior ameaça que pesava sobre suas cabeças há dois anos, quando tentavam alçar voo e temiam que uma alta generalizada dos juros nos países ricos afetasse suas sempre voláteis moedas e encarecesse sua dívida em dólares. Naquele momento apareceu, no entanto, a ânsia protecionista de Donald Trump, um golpe que está afetando principalmente a China, grande alvo da fúria protecionista do republicano, que se somou à trajetória de desaceleração que levou o crescimento chinês ao seu ponto mais baixo em 27 anos. A Índia, por sua vez, sempre apontada como um dos possíveis beneficiados com a disputa entre as duas maiores potências, mal conseguiu tirar proveito até agora. Mas os dois são os grandes vitoriosos do grupo, com crescimentos que, embora desacelerados, provocam —com razão— inveja nos outros parceiros: apesar do esfriamento gradual, as duas economias fecharão 2019 com uma expansão próxima dos 6%.

A realidade é muito diferente na Rússia, no Brasil e na África do Sul, países que aproveitaram apenas parcialmente o boom das matérias primas, sofreram os rigores da recessão e da instabilidade política —Moscou foi a exceção nessa área— e só agora ensaiam uma tentativa de retomada, que está demorando muito mais do que o esperado. O preço do barril de petróleo, estagnado em torno dos 60 dólares (250 reais), não é uma boa notícia para a Rússia, um dos maiores produtores do mundo. E o Brasil, que na semana passada sofreu um fracasso retumbante no leilão do pré-sal, que prometia levá-lo ao Olimpo petrolífero —mas que só conseguiu atrair a atenção da estatal Petrobras, com uma pequena ajuda de duas empresas chinesas—, vê como as promessas de crescimento rápido feitas por Bolsonaro não se concretizaram, a menos de dois meses de ele completar um ano de mandato. Talvez, como assinalava recentemente a Bloomberg, O’Neill tenha se enganado e, em vez do Brasil e da África do Sul, tivesse sido mais certeiro com a Indonésia e o Vietnã, cuja trajetória se assemelha mais à esperada para os BRICs.

Em termos comparativos, entretanto, os males são menores: apesar de tudo, o bloco emergente soma, uma década depois de ultrapassar as potências ocidentais, 60% do PIB global e os BRICs, um terço do total. O consolo vem com a desaceleração das economias mais desenvolvidas, que vivem um estancamento que parece cada vez mais ser de longa duração, exceto por honrosas exceções —EUA, Austrália, Europa Oriental e, nos últimos anos, Espanha. E com o fato de que, apesar da estagnação econômica de seus membros não-asiáticos, seu peso nos órgãos de governança global não parou de crescer desde a popularização de um conceito, BRICs, cada vez mais próximo da obsolescência.

Grupo de OCDE visita Brasil e diz que decisão de Toffoli sobre Coaf não segue padrão internacional

 

Ao visitar o Brasil, o presidente do grupo de trabalho sobre suborno da OCDE, Drago Kos, foi ainda mais enfático na avaliação da decisão de Dias Toffoli que suspendeu as investigações decorrentes do compartilhamento de dados do Coaf.

“A preocupação principal é a liminar do STF sobre parar as investigações do Coaf sem nenhuma razão. Eles vão fazer uma decisão final semana que vem. Esperamos que o Supremo entenda que essa liminar não segue os padrões internacionais de luta contra a lavagem de dinheiro.”

Em julho, o presidente do Supremo acolheu pedido da defesa de Flávio Bolsonaro e suspendeu temporariamente todos os processos e inquéritos no país que tenham se originado de dados de inteligência financeira compartilhados pelo Coaf, pela Receita e pelo Banco Central – sem autorização judicial prévia.

Nos últimos dois dias, representantes da OCDE discutiram com autoridades brasileiras questões ligadas às atividades do Coaf, à Lei de Abuso de Autoridade e ao combate de casos de corrupção de funcionários públicos estrangeiros.

Kos se reuniu com Toffoli e afirmou que espera que a decisão do Supremo “não cause mais danos na luta contra a corrupção”.

“Estivemos com o presidente do STF, tivemos uma discussão muito franca, entendemos os argumentos e esperamos que eles também tenham ouvido nossos argumentos. Esperamos que a decisão da semana que vem seja uma que não cause mais danos na luta contra a corrupção.”

Segundo ele, a OCDE pode vir a aplicar “medidas mais fortes” contra o Brasil. “O uso das unidades de inteligência financeira na luta contra a corrupção e terrorismo se tornará muito difícil com essa liminar. Depois da decisão do Supremo, um outro grupo de trabalho da OCDE (sobre Inteligência Financeira) vem e pode aplicar medidas mais fortes.”

Entre as medidas, está a inclusão do Brasil numa lista negra de países que não reúnem condições ideais para investimento internacional.

nov
14
Posted on 14-11-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 14-11-2019

Maré alta invade basílica de São Marcos e deixa a cidade mergulhada numa situação de caos, como em 1966; governador fala em “devastação apocalíptica”

 

A Basílica de São Marcos inundada, palácios, museus, hotéis e lojas com a água quase até os joelhos, gôndolas arrastadas para as margens, a cidade paralisada e um morto. A maré alta da noite da terça-feira em Veneza deixou a cidade mergulhada numa situação de caos, como em 1966, quando l’acqua granda de 194 centímetros a alagou e provocou sérios danos no patrimônio arquitetônico e artístico. O governador da região, Luca Zaia, do partido direitista Liga, fala em “devastação apocalíptica” e pediu que o Governo central envie ajuda e declare estado de emergência. Mas a crise não passou ainda, e nesta quarta se esperava outra maré muito alta, de até 160 centímetros.

A lembrança da terrível inundação de 4 de novembro de 1966 começou a se materializar na terça, 12 de novembro, às 21h (17h em Brasília). A essa hora, um vento superior ao previsto se levantou, empurrando com força a água do Adriático para a Laguna de Veneza. O Centro de Previsão das Marés de Veneza, que também se viu afetado pelo fenômeno e ficou incomunicável, tinha previsto um máximo de 160 centímetros, às 23h. Mas às 22h40, a maré já alcançava 180 centímetros, e às 23h havia chegado a 187. “A situação é muito complicada, e neste momento não estamos dando conta”, disse um porta-voz municipal por telefone. “Há 80% da cidade sob a água, há danos inimagináveis”, anunciou Zaia. Alguns museus ficaram danificados, e outros lugares, como a Bienal, fecharam por precaução. “Não tivemos danos particulares, mas hoje a circulação deve ficar livre para outro tipo de necessidades”, disse uma porta-voz.

O prefeito, Luigi Brugnaro —que passou a noite visitando diferentes bairros– solicitou ao Governo italiano que declare estado de emergência por desastre natural em Veneza e em suas ilhas (Murano, Burano, Lido e Pelestrina), tão afetadas como a velha cidade. Nela, um homem de 68 anos morreu fulminado por uma descarga elétrica quando tentava salvar sua casa das inundações. “Desta vez a situação é verdadeiramente grave, um vento soprava fortíssimo e alimentava a maré. Estes são os efeitos da mudança climática”, escreveu Brugnaro em sua conta do Twitter, enquanto percorria na noite de terça a praça de São Marcos. Várias zonas da cidade ficaram sem eletricidade, como o Lido e o Campo de Santa Margherita. A maioria de trajetos em vaporetto (lanchas de passageiros) foi suspensa, depois que três destas embarcações afundaram na Riva degli Schiavoni.

Brugnaro fez um apelo ao Governo italiano para que conclua o megaprojeto de engenharia que pretende defender Veneza das marés altas. Esse fenômeno costuma inundar as zonas baixas da cidade, em particular a praça de São Marcos. Mas seu efeito se multiplica, como aconteceu desta vez, com o siroco, um forte vento saariano. Para proteger a cidade das marés, que afetam cada vez mais o seu patrimônio artístico, em 2003 começaram a ser construídos 78 diques flutuantes como parte do projeto Mose (Módulo Experimental Eletromecânico, na sigla em italiano). Esses diques deveriam fechar a laguna em caso de alta das águas do Adriático. Mas problemas de corrupção deficiências na construção atrasaram sua ativação.

A Basílica de São Marcos se encontra em um dos pontos mais baixos da cidade e é um dos monumentos mais afetados. O diretor de conservação da basílica, o arquiteto Mario Pina, passou toda a noite dentro do edifício tentando salvar os objetos do chão. “É um desastre, como em 1966, ou pior, ainda não sabemos. Trabalhamos a noite toda para proteger peças preciosas como crucifixos, apoiados nas partes mais baixas. A água entrou em toda a igreja e também na cripta, banhando os mosaicos”, declarou Pina ao EL PAÍS.

Quando a água entra na basílica, gera danos irreversíveis que se evidenciam com o tempo, conta o arquiteto. A água salgada se evapora, corrói o mármore e quebra os mosaicos. Em toda a história da basílica, construída no ano 828 e reconstruída depois de um incêndio em 1063, apenas em cinco ocasiões o vestíbulo foi inundado. O mais preocupante é que três dessas cinco grandes inundações ocorreram nos últimos 20 anos, a última em 30 de outubro de 2018.

O ministro italiano dos Bens Culturais, Dario Franceschini, anunciou nesta quarta que, uma vez concluída a análise dos efeitos da “água alta”, chegará a verba para financiar a conservação da Basílica de São Marcos. O edifício, que conserva mosaicos bizantinos e o corpo de São Marcos, padroeiro da cidade, viu a água entrar seis vezes em 1.200 anos. Na última delas, há pouco mais de um ano, a água invadiu o pavimento milenar de mosaico de mármore e alagou completamente o batistério e a capela, arruinando portões de bronze bizantinos, colunas e peças de mármore. Passaram-se 53 anos desde a grande inundação de 1966, e Veneza continua tão frágil como então.

Homicídios caem 22,3%

 

 Renan Ramalho

O número de homicídios dolosos no Brasil caiu de 28.164 nos sete primeiros meses de 2018 para 21.879 no mesmo período deste ano — queda de 22,3%, segundo dados divulgados hoje pelo Ministério da Justiça.

As tentativas de homicídio passaram de 21.541 para 19.493 (queda de 9,5%). Lesões corporais seguidas de morte caíram de 517 para 499 (queda de 3,5%).

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