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Postado em 11-11-2019
Arquivado em (Artigos) por vitor em 11-11-2019 23:44

DO EL PAÍS

Informação é do chanceler mexicano, Marcelo Ebrard. Enquanto isso, país andino mergulha no caos com vazio de poder. Polícia continua amotinada e a oposição busca reunir a Assembleia para destravar a atividade política

 Fernando Molina|Francesco Manetto

A renúncia do presidente boliviano, Evo Morales, por pressão do Exército, mergulhou a Bolívia em um vazio de poder sem precedentes. Quase todas as autoridades da cadeia de sucessão, começando com o vice-presidente Álvaro García Linera e seguindo com a presidenta e os dois primeiros vice-presidentes do Senado também renunciaram. A sucessão corresponderia à opositora Jeanine Añez, a terceira vice-presidenta do Senado. Ela disse isso ontem, mas nesta segunda-feira apareceu chorando diante das câmeras e afirmando que sua intenção é apenas dar uma solução para o país e não se apropriar do protesto que levou à queda do Governo.

Evo Morales, que denunciou que um grupo de policiais amotinados queria prendê-lo, ainda está no país, em terras de plantio de coca região central do Chapare, provavelmente porque não encontrou uma maneira de sair de lá na noite de domingo. Nesta segunda-feira, o Governo do México afirmou que o boliviano aceitou a oferta de asilo que lhe havia sido feita no dia anterior.

O líder dos autodenominados comitês cívicos, Luis Fernando Camacho, tinha pedido a renúncia de todos os parlamentares do Movimento ao Socialismo (MAS), que constituem dois terços da Assembleia Legislativa. Se sua demanda fosse atendida, a Assembleia não poderia se reunir e não haveria uma saída institucional. No entanto, nesta segunda-feira, Camacho falou na televisão “para a comunidade internacional”, garantindo que na Bolívia não houve um golpe de Estado, como, afirmou ele, disseram alguns meios de comunicação, mas uma “resistência civil pacífica” contra o comando da um presidente que rompeu a Constituição e foi autoritário por 14 anos. Disse que a mobilização foi pacífica o tempo todo e que, se pedia a renúncia de Morales, era porque ele havia prometido renunciar se seu Governo causasse a morte de um boliviano, o que aconteceu com três manifestantes da oposição no meio do conflito que levou à renúncia do presidente. Camacho evitou repetir sua sugestão de formar uma “junta de Governo” e, em vez disso, afirmou que a transição para um novo Governo seria “democrática e constitucional”.

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