Novo corregedor do MP critica imaturidade de procuradores nas redes e diz que atacará estrelismos

Eleito hoje novo corregedor nacional do Ministério Público, o ex-procurador de Justiça Rinaldo Reis disse, durante sabatina em maio no Senado, ser “radicalmente contra estrelismos” por parte de membros do órgão.

Durante a sabatina, vários senadores cobraram de Reis uma postura mais proativa do CNMP para punir procuradores que se manifestam em redes sociais e na mídia, seja para apontar crimes de pessoas ainda em investigação ou para opinar sobre propostas em discussão no Congresso.

O senador Weverton (PDT) disse que Deltan Dallagnol, por exemplo, deveria deixar o cargo e se candidatar — o chefe da força-tarefa já é alvo de procedimentos disciplinares por causa de tweets e entrevistas.

Na sabatina, sem citar Dallagnol, Reis disse que a Corregedoria Nacional já tem sido mais “contundente” para coibir “abusos nas redes sociais”, que têm diminuído, segundo ele.

“Isso infelizmente tem nos dado mais trabalho do que a gente acha que deveria ter, porque deveria haver realmente uma maior maturidade por parte de alguns membros do Ministério Público, que têm, até nas palavras do Senador Angelo Coronel, estrelismo, que agem com estrelismo. Nós somos radicalmente contra isso”, afirmou Reis na ocasião.

Nos últimos anos, Rinaldo Reis foi chefe de gabinete de Orlando Rochadel, que deixou hoje o cargo de corregedor nacional. O ocupante do cargo pode abrir processos disciplinares quando as corregedorias locais se omitem ou retardam apurações sobre a conduta de procuradores.

Na sabatina, Reis disse que, na gestão de Rochadel, “a grande preocupação foi exatamente a de coibir esse tipo de excesso, esse tipo de atuação danosa nas redes sociais, nas mídias, que não contribui em nada”.

“No nosso entendimento e no entendimento do Conselho, são passíveis, sim, de punição, e estão sendo punidas”, disse Reis, respondendo a um dos senadores.

A posição coincide com a de Augusto Aras que, em entrevistas antes de ser escolhido por Jair Bolsonaro para comandar a PGR, disse ser contra o excesso de personalismo no MP.

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