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Bolsonaro ataca Paulo Câmara, governsdor de Pernambuco: “Espertalhão”…
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… e ativistas do Greenpeace jogam óleo em frente ao Palácio do Planalto

ARTIGO DA SEMANA

 

Politização do desastre: Governadores do NE x Bolsonaro em novo round

Vitor Hugo Soares

Não cessa com o passar dos dias o pavoroso e estranho desastre que suja  de óleo cru, quase piche – os corais raros, pródigos manguezais, fauna e flora marinha e areias das praias, em mais de 200 localidades, recantos turísticos preciosos do Atlântico Sul, em todos os nove estados da região Nordeste do país. Ao contrario, o problema ganha corpo, o mistério se expande e começa exibir outra triste face: a politização do fenômeno de tons inéditos, que cresce e faz mais ruídos. Sem que se saiba  de onde vem e quem causou este crime, que alcança também a gente que vive à beira do oceano e seus recôncavos.

Além de duro golpe ambiental, social e econômico – o turismo é uma das forças motrizes do trabalho e da circulação de riquezas na região ­- do ponto de vista político, é o que se pode chamar de o terceiro round da briga ideológica dos governadores “de esquerda”, donos do poder nos 9 estados nordestinos, contra o governo “de direita” da União, comandado pelo presidente Jaír Bolsonaro. Briga que degenera em arruaças de parte a parte, até em atos vis, tipo a sujeira largada em frente ao Palácio do Planalto, por ativistas da ONG Greenpeace, que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, denomina de “ecoterroristas”. O presidente da República acompanha tudo da Ásia.

O vice, general Hamilton Mourão, , no exercício da presidência, tenta abafar o conflito. Até determinou a entrada em operação de 5 mil homens, integrantes de tropas fardadas, baseadas na região militar de Pernambuco, para ajudar no trabalho insano e diário, de voluntários e equipes especializadas de órgãos governamentais, para conter o avanço das placas de óleo, que esta semana alcançaram Morro de São Paulo, importante destino turístico da Bahia, receptor de milhares de visitantes nacionais e estrangeiros todos os anos.

O choque entre o presidente Bolsonaro e ocupantes do poder no NE vem de longe. Desde suas primeiras escaramuças com o governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B). Mas o primeiro round de arrepiar se deu contra Rui Costa, petista baiano, na inauguração do Aeroporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista, que levantou faíscas no ar. O segundo embate foi também na Bahia. Enquanto o presidente participava da entrega, no Vale do São Francisco, de moderna experiência de geração de energia eólica, sobre plataformas flutuantes instaladas no Lago de Sobradinho, os governadores optaram por não ir ao ato. Se reuniram em Salvador, para a formar o chamado Pacto do Nordeste, espécie de declaração de guerra ao Governo federal. O encontro reuniu os nove governadores da região: à frente o anfitrião Rui Costa (PT) e o comunista Flávio Dino, do Maranhão.

Trava-se agora, à margem do piche no mar e nas praias, o terceiro momento desta luta política e ideológica. Envolve desta vez, mais diretamente, o governador Paulo Câmara, de Pernambuco, chamado de “espertalhão” por Bolsonaro, no auge do desastre ambiental sem precedentes na costa nordestina. Em dura carta aberta, os donos do poder do Pacto do Nordeste saíram em defesa do pernambucano, em novo ataque ao governo federal. Enquanto isso, ativistas da causa ambiental convocam comício para este fim de semana no Farol da Barra, praia emblemática no coração da Baia de Todos os Santos, atingido pelo óleo cru. Como dizia o personagem de Jô Soares em antiga chanchada do cinema nacional: “Vai dar bode!”. A conferir.
Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

“Valsa Brasileira”, Luiz Melodia: Sentimento e genialidade nos versos e melodia na canção de Edu, somados à doçura do mel da regia interpretação de Melodia. Não inventaram nada melhor para um sábado de primavera. Confira!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares) 

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Posted on 26-10-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-10-2019

Ducha de água fria nos hackers

É conhecida a armação contra a Lava Jato envolvendo uma escuta instalada na cela do doleiro Alberto Youssef.

Recorrer a expediente tão manjado depõe contra a inteligência dos próprios hackers.

Mas há aspectos ainda mais inverossímeis nessa historinha de escuta no “chuveiro” da cela.

Filmes de espionagem ensinam que chuveiros ligados são um artifício comum para gerar ruído ambiente e abafar conversas que possam estar sendo gravadas.

Sem contar o óbvio risco de um curto-circuito.

Essa não cola nem com chiclete.

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Posted on 26-10-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-10-2019

Do Jornal do Brasil

 

No Brasil, a cervejaria vendeu menos

  A fabricantes de bebida Ambev registrou um lucro liquido menor de 9,7% menor no terceiro trimestre em relação ao ano de 2018. 

No Brasil, por exemplo maior mercado da matriz depois dos EUA, os volumes de venda caíram cerca de 2,8% após reajuste de preços e da economia. 

EL PAÍS

Em viagem a Pequim, presidente brasileiro se reuniu com seu homólogo chinês, Xi Jinping, e convidou o país asiático a participar do grande leilão de gás e petróleo marcado para novembro

Presidente chinês Xi Jinping recebe de presente de Jair Bolsonaro uma camiseta rubro-negra do Flamengo em encontro na China.
Presidente chinês Xi Jinping recebe de presente de Jair Bolsonaro uma camiseta rubro-negra do Flamengo em encontro na China.POOL (REUTERS)

“Uma parte considerável do Brasil precisa da China, e a China também precisa do Brasil. O Brasil é um mar de oportunidades, e queremos compartilhá-las com a China.” Com estas palavras, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, concluiu sua visita de três dias a Pequim, que marcou uma guinada radical em sua postura com relação à segunda maior economia mundial – de acusá-la durante a campanha eleitoral de “querer comprar o Brasil” a descrevê-lo, ao desembarcar nesta capital, como um país “capitalista”.

A visita do ultradireitista presidente brasileiro à China é um claro exercício de contorcionismo: Bolsonaro é um orgulhoso anticomunista, que na campanha eleitoral não só acusou a China de “querer comprar o Brasil” como também ousou visitar a ilha de Taiwan, para desgosto de seu principal sócio comercial. Mas, desde que ganhou a eleição, o pragmatismo se impôs, perante a realidade de uma relação bilateral que foi de quase 99 bilhões de dólares em 2018 (quase 400 bilhões de reais, pelo câmbio atual), com um superávit de quase 30 bilhões para o Brasil, segundo as cifras oficiais. Nos nove primeiros meses deste ano, o comércio bilateral soma 72,8 bilhões de dólares, com um superávit favorável ao Brasil de 19,6 bilhões – o dobro do que com seu segundo principal sócio e agora aliado preferencial, os Estados Unidos.

Bolsonaro lançou uma ofensiva para tentar seduzir a China. O Brasil está interessado em aumentar suas exportações a China, especialmente no âmbito dos produtos agrícolas, e também em captar investidores para as privatizações de empresas públicas e no setor de infraestruturas. A China é o nono maior investidor no Brasil, com um interesse destacado em infraestrutura e energia, o qual a torna teoricamente ainda mais interessante para este Governo que promoveu licitações em ambos os setores.

Em sua reunião com o presidente Xi Jinping no Grande Palácio do Povo, convidou a China a participar do grande leilão de gás e petróleo marcado para 6 de novembro, o primeiro de seu governo, com o qual espera gerar mais de cem bilhões de dólares. “A China não pode deixar de estar lá”, insistiu. Os dois mandatários assinaram um total de oito acordos de cooperação, em áreas que vão da carne bovina processada às energias renováveis. Visam também a agilizar trâmites alfandegários mútuos, facilitar os contatos entre suas respectivas chancelarias e incentivar intercâmbios estudantis.

Os dois países poderiam assinar outros acordos quando Xi devolver a visita ao Brasil, no mês que vem, durante uma vigem pela América Latina para participar da cúpula anual do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) no Chile. A ministra brasileira de Agricultura, Tereza Cristina, manifestou sua esperança de que a China certifique mais unidades de processamento de carne no Brasil para que possam exportar ao gigante asiático, onde a demanda disparou devido à epidemia de gripe suína que afeta suas criações.

Bolsonaro, torcedor do Palmeiras, surpreendeu na hora dos presentes: uma camiseta rubro-negra do Flamengo para um Xi que é muito ligado em futebol. “Agora, todo o Brasil é Flamengo”, disse, referindo-se à classificação do time carioca para a final da Libertadores. “Com toda segurança, 1,3 bilhão de cidadãos chineses também serão Flamengo”, disse ele, sorrindo, enquanto entregava a camiseta ao seu homólogo, visivelmente grato. Xi correspondeu ao presente num tom similar: uma gravura de tema futebolístico.

Sempre pragmática, a China tinha se desdobrado em atenções com o presidente brasileiro. No passado, o Governo chinês já havia deixado claro seu mal-estar com os gestos do Bolsonaro candidato, ou com o encontro bilateral frustrado ao final da cúpula do G20 em Osaka (Japão) – o brasileiro cancelou alegando que estava atrasado para pegar o avião. Ninharias ao mar. Para Pequim, a relação com o Brasil também é importante: é seu principal sócio na América Latina, aliado dentro dos BRICs, pendente ainda de decidir suas alianças para a construção de suas redes 5G, e importante alternativa para o fornecimento de produtos como soja e carne em meio à guerra comercial com os Estados Unidos.

A reunião dos dois presidentes foi precedida por uma pitoresca cerimônia de boas-vindas no exterior do Palácio do Povo. Os dois presidentes escutaram os hinos nacionais e passaram em revista uma impecável formação de gala de tropas chinesas. Perante um grupo de alunos de primário que agitava bandeiras dos dois países e ramos de flores, Bolsonaro se pôs a apertar mãos e trocar algumas palavras com os pequenos. Xi se limitou a acenar, sem se aproximar.

A jornada havia começado com a confirmação de que o Brasil isentará turistas chineses da necessidade de visto. O país aspira a que o turismo passe a representar 10% de seu PIB, frente aos 6% atuais, e a China é fundamental para isso. Embora seja o país que mais visitantes envia ao exterior – 150 milhões de cidadãos viajaram neste ano –, até agora só 60.000 deles chegam ao Brasil, uma cifra claramente melhorável.

A agenda do presidente brasileiro, que embarca no sábado de Pequim para continuar sua viagem no Oriente Médio, completou-se com reuniões com o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, e o presidente da Assembleia Nacional Popular e número três da hierarquia desse país, Li Zhanshu.

out
26
Posted on 26-10-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-10-2019



 

Sponholz,no

 

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Posted on 26-10-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-10-2019
 DO EL PAÍS

O Congresso Nacional, que fica na cidade de Valparaíso, foi evacuado nesta sexta-feira, na sequência de tumultos nas proximidades entre manifestantes e policiais

Manifestação contra o governo de Sebastian Piñera nesta quarta-feira em Santiago.FOTO: AP
 Rocío Montes

O Congresso Nacional do Chile, localizado na cidade costeira de Valparaíso — 120 quilômetros a noroeste da capital, Santiago — foi evacuado nesta sexta-feira, na sequência de tumultos nas proximidades entre manifestantes e policiais. O presidente do Congresso, Iván Flores, ordenou a suspensão das sessões depois que um grupo de manifestantes foi localizado em frente ao prédio e tentou passar o cordão de segurança para depois entrar na sede do Legislativo.

Flores disse que às 13 horas (horário local) “havia poucos” deputados que permaneceram no prédio. “A situação de risco é alta. Pedi a suspensão das atividades e assumo a responsabilidade por todos que saem do prédio”, disse o presidente da câmara baixa à mídia local. A manifestação faz parte da onda de protestos iniciados quinta-feira da semana passada contra o governo de Sebastián Piñera, que eclodiu devido ao aumento do preço do bilhete de metrô e cresceu para se replicar em diferentes partes do país. Pelo menos 19 pessoas morreram e centenas foram presas desde o início dos protestos.

O presidente chileno apresentou nesta sexta-feira um projeto para aumentar as pensões dos aposentados mais vulneráveis e anunciou que a reforma incluirá uma contribuição de 5% do salário dos trabalhadores pago pelo empregador, percentual superior ao inicialmente levantado. O aumento das pensões é uma das medidas da agenda social que Piñera apresentou na última terça-feira para tentar acalmar os protestos que deixaram 19 pessoas mortas, cinco delas estrangeiras. O presidente reiterou que a reforma elevará em 20% a pensão básica de solidariedade que o Estado concede a quase 600.000 aposentados que não têm poupança e fazem parte dos 60% mais pobres da população. Atualmente, eles recebem uma pensão de cerca de 150 dólares por mês.

As concentrações nas ruas das principais cidades chilenas se tornaram mais volumosas nos últimos três dias, apesar do pacote de medidas sociais. Centenas de pessoas paralisaram na quarta-feira três quilômetros da principal avenida de Santiago, conhecida como Alameda, na maior jornada de protestos desde o início das mobilizações, na quinta-feira da semana passada. Segundo as autoridades, houve 68 concentrações em todo o país, reunindo 424.000 pessoas. Embora tenham sido registrados alguns incidentes violentos – como o saque a um hotel central da capital –, as mobilizações são mais pacíficas que em outras jornadas. O Governo, focado em restabelecer a ordem pública, observa sinais de certa normalidade. Nesta quinta-feira, no sexto dia de estado de emergência na capital, que continua sob controle militar, quase 90% dos ônibus saíram às ruas, e os supermercados começaram a abrir.

“Estamos trabalhando em um plano de normalização da vida do nosso país, dos nossos compatriotas”, afirmou Piñera nesta quinta-feira. “Queremos acabar com os toques de recolher, e esperamos suspender os estados de emergência”, afirmou o presidente, buscando acalmar esta crise que revelou o sentimento de frustração de uma população que se sente excluída do desenvolvimento nacional.

O Ministério do Interior informou nesta quinta-feira que durante a jornada da véspera não foram registradas novas mortes decorrentes dos protestos, algo inédito desde o começo da crise, que deixou já 18 vítimas fatais. Mas embora o número de detidos tenha diminuído, continuam sendo centenas: só na quarta-feira, as forças policiais e militares prenderam 735 pessoas em diferentes cidades do país. O número de civis feridos subiu a 101, e entre as forças de segurança se contabilizaram 58. Os incidentes graves de violência, segundo o Governo, também diminuíram: de 169 para 126 nas últimas horas da quinta. A primeira semana de protestos também termina com amplos prejuízos materiais, como os ocorridos no metrô, onde ocorreram danos estimados em 300 milhões de dólares.

Em viagem na China, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro chamou de “atos terroristas” os protestos no Chile. Ele disse ainda que as tropas brasileiras  precisam estar preparadas para realizar a manutenção da lei e da ordem no Brasil. “Praticamente todos os países da América do Sul tiveram problemas. O do Chile foi gravíssimo. Aquilo não é manifestação, nem reivindicação. Aquilo são atos terroristas”, afirmou Bolsonaro. “Tenho conversado com a Defesa nesse sentindo. A tropa tem que estar preparada porque ao ser acionada por um dos três Poderes, de acordo com o artigo 142, estar em condições de fazer manutenção da lei e da ordem”. 

Cúpulas internacionais mantidas

A cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), marcada para novembro, e a Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (COP25), em dezembro, ambas em Santiago, serão mantidas, disse nesta quinta-feira o ministro das Relações Exteriores, Teodoro Ribera. Apesar das dúvidas geradas pelas dificuldades do Governo para frear os distúrbios, Ribera informou que os 21 países participantes do fórum econômico foram contatados, e “nenhum apresentou reparos a vir ao Chile”.

Enquanto o presidente tenta avançar em sua agenda social – nesta quinta-feira assinou o projeto que suspende a elevação das tarifas elétricas até dezembro de 2020 –, o Congresso vive jornadas agitadas. Em meio à maior crise política e social no Chile desde a restauração da democracia, em 1990, um grupo de parlamentares de diferentes setores protagonizou na quarta-feira um incidente inédito no plenário da Câmara, que incluiu inclusive empurrões. Enquanto os deputados comunistas e de outros grupos de esquerda avaliam apresentar uma acusação constitucional [processo de impeachment] contra o presidente, a oposição fez valer nesta quinta a sua maioria na Câmara e aprovou a tramitação de um projeto de lei que reduz o limite da jornada de trabalho de 45 para 40 horas semanais.

Após as denúncias sobre o uso excessivo da força policial e militar – que motivaram 59 ações judiciais por diversos delitos, incluído o de homicídio –, Piñera entrou em contato com a ex-presidenta Michelle Bachelet, atual alta-comissária de Direitos Humanos da ONU, para solicitar que o organismo faça uma visita ao país. “Decidi enviar uma missão de verificação para examinar denúncias de violações dos direitos humanos no Chile”, confirmou Bachelet depois da conversa telefônica com seu sucessor na presidência.

Os aparentes excessos policiais e militares foram um ingrediente decisivo nesta tempestade perfeita que o Chile vive. Na noite de quarta-feira, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou o uso excessivo da força e rejeitou toda forma de violência como parte dos protestos: “Embora o Estado tenha o dever legítimo de garantir a segurança e a ordem pública, o uso da força deve ser regido pelos princípios de legalidade, estrita necessidade e proporcionalidade”. A CIDH acrescentou que “todo protesto social é legítimo desde que se desenvolva de forma pacífica”

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