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Manchas de óleo se espalham na Baia de Todos os Santos: onde estão os reponsáveis?

ARTIGO

A mancha da maldade

Gilson Nogueira

Seguramente, se o Seo Dorival estivesse, aqui, agora, em carne e osso, vendo a cidade onde nasceu ter suas praias invadidas por milhares de placas de óleo supostamente derramadas por navios que cometem o crime sem serem descobertos, uma vez que conseguem driblar os radares, exclamaria: “Estamos no fim do mundo!” Meu velho, idem. Eu, por haver tido o privilégio de ser filho de um gênio e de ser contemplado por Deus ao conhecer o maior compositor brasileiro em todos tempos, entre a estupefação e o desengano, acrescentaria, ” o ser humano deixou de ser humano”

Minha exclamação, em tom de trocadilho, não pretende culpar os animais irracionais, como se fossem eles os responsáveis pelas mazelas do planeta. Pretendendo pegar no sono, enquanto digito meu sentimento com um só dedo no celular que ganhei de presente, gostaria de dar um grito de alerta, admitindo que posso ter ouvido um passarinho me contar que não teremos mais orgulho, no bom sentido da palavra, em possuir as melhores praias do mundo. Seja proveniente da Venezuela, ou não, o Brasil não pode cruzar os braços à espera de exames laboratoriais das provas do crime.

É urgente a convocação da Organização das Nações Unidas, a ONU, para entrar em cena objetivando punir exemplarmente o culpado pelo crime e decretar, através de seus países componentes, o bloqueio de transações comerciais com o autor dessa agressão inominável ao meio ambiente da Terra Abençoada por Deus e Bonita por Natureza. Ah, um alerta aos banhistas!Cuidado, quando forem passar óleo no corpo!

No mais, vamos dar os braços e limpar nossos paraísos. Os políticos, quase todos, não estão nem aí, como diz o soteropolitano,para o problema. Vamos dar os braços e exigir providências urgentes para não termos que lamentar a perda de vidas humanas por causa do óleo infeliz! Os animais, coitados,não falam!

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta.

“Pranto do Poeta”, Nara Leão: a musa maior da Bossa Nova, que partiu precocemente em junho do 1989,  segue mais presente que nunca na memória de todos que amam a boa música. Aqui ela interpreta um dos mais inspirados sambas de Nelson Cavaquinho, em louvor à Mangueira. Maravilha!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

Ibama confirma contaminação em praias utilizadas por pescadores e marisqueiras. Presidente do órgão confirma que petróleo é venezuelano

Grupo de Trabalho participa de ações para retirada de óleo na Costa dos Corais em Alagoas.
Grupo de Trabalho participa de ações para retirada de óleo na Costa dos Corais em Alagoas.Felipe Brasil (Fotos Públicas)
 Joana Oliveira

As manchas de petróleo que se tornaram visíveis em praias do litoral do Nordeste desde o começo de setembro chegaram nesta quinta-feira (17/10) à Baía de Todos os Santos, na Bahia, a maior do país. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) confirmou a contaminação nas praias de Jaburu, Tairu e Cacha Pregos (no município de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica), todas regiões de corais e utilizadas por pescadores e marisqueiras das comunidades locais.

A nova área de contaminação na Bahia é a nova faceta da crise ambiental que atinge a região, cuja origem segue incerta. O Governo brasileiro diz ter comprovado que a origem do petróleo é venezuelano, mas ainda falta esclarecer as circunstâncias do desastre. O almirante Alexandre Rabello de Faria, chefe do Estado Maior do Comando de Operações Navais, informou nesta quinta em audiência pública na Comissão de Meio Ambiente do Senado que as investigações ainda não avançaram em relação ao que causou o derramamento do produto no mar. Até agora, disse ele, a única “certeza é que o DNA do óleo bruto é venezuelano”. Faria ressaltou, no entanto, que não é possível afirmar como e nem por quem ele foi derramado. O almirante acredita tratar-se de um ato criminoso, como “uma bala perdida” que atingiu o litoral brasileiro.

Na última sexta-feira (12/10), o Ibama já havia acionado um plano de emergência para desastres ambientais, criado em 2015, que prevê ações tanto do Governo quanto de empresas que atuam na região, como a Petrobras e gestoras de terminais portuários. A Marinha do Brasil vinha monitorando a região desde o final de semana para evitar que a substância atinja zonas com ecossistema mais sensível, já que a baía é repleta de manguezais que são berçário de espécies marinhas. Na manhã desta quinta-feira, restos espessos e viscosos de petróleo chegaram à região do Farol da Barra, um dos principais pontos turísticos da capital baiana, e às praias de Ondina, no limite da entrada da Baía de Todos os Santos. No total, 11 regiões do litoral soteropolitano foram atingidos, e a Limpurb, empresa municipal de limpeza urbana, informa que, até a manhã desta quinta, havia retirado 26 toneladas de óleo das praias de Salvador.

Outra praia atingida foi a Pedra do Sal, que amanheceu com areia, pedras e corais cobertos de negro petróleo cru em estado líquido. Rodrigo Alves, superintendente do Ibama, explicou esta manhã em uma coletiva de imprensa que essa substância é “diferente daquelas encontradas até agora” em outros pontos do litoral e que ela será submetida à análise laboratorial.

A Bahia foi o último Estado nordestino a registrar a presença das manchas de petróleo. A substância chegou à região no dia 3 de outubro e atingiu nove cidades (Vera Cruz, Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Mata de São João, Entre Rios, Esplanada, Conde e Jandaíra). No município de Esplanada, o óleo atingiu os rios Inhambupe e Subaúma.

Os primeiros vestígios de óleo começaram a chegar na capital no dia 10 de outubro, mas em pequenas quantidades —antes desta quinta, apenas 37 quilos da substância haviam sido retirados do litoral soterpolitano—.

As sólidas e enormes manchas de petróleo que apareceram em mais de 160 praias em uma faixa que vai do Maranhão até a Bahia, mostradas nas imagens da televisão, demoraram semanas para se tornarem notícia nacional. Em Sergipe, o estado mais afetado, a instalação de barreiras de proteção para conter óleo não tem dado resultado: as estruturas foram levadas pelo mar. Os Ministérios Públicos Federal (MPF) e do Estado da Bahia entraram, na última terça-feira (15/10), com uma ação pública contra a a União e o Ibama pelos riscos ambientais relacionados vazamento de óleo no litoral nordestino.

Joice: “Ganho uma carta de alforria, graças a Deus”

Joice Hasselmann se manifestou após ser destituída da liderança do governo no Congresso.

“Eu ganho uma carta de alforria. Graças a Deus!”, afirmou a deputada do PSL à Folha. “Estou feliz da vida.”

Joice reclamou da forma como a troca na liderança foi feita e disse que sequer foi comunicada. “Ninguém teve a dignidade de vir falar comigo e me avisar.”

Hasselmann disse também:

“Passei esse tempo todo servindo ao governo de forma leal. Inclusive, deixando de cuidar do meu mandato para gerir crises e apagar incêndios. Abri mão da minha família. (…) Em alguns momentos, tive que engolir sapo para defender coisas com que eu não concordo.”

“Ele [Eduardo Bolsonaro] é desagregador. Mas quando o governo quer dar tiro no pé, fazer o quê? Eu, para proteger o presidente, não entrei nisso. Não poderia colocar a minha assinatura numa loucura dessa. Mas porque eu assinei a lista de apoio ao [Delegado] Waldir, vem essa retaliação.”

Do Jornal do Brasil

GILBERTO MENEZES CÔRTES, gilberto.cortes@jb.com.br

Parodiando a piada do mordomo português, alertado para ser mais sutil ao dar notícias graves, pode-se dizer que o presidente Jair Bolsonaro deu o aviso de que a candidatura do filho nº 3, Eduardo Bolsonaro, ao cargo de Embaixador do Brasil nos Estados Unidos, em Washington, subiu no telhado. Afinal, é o próprio presidente quem agora articula a candidatura do filho, deputado federal pelo PSL-SP e presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara à condição de novo líder do governo na Câmara dos Deputados.

Em matéria de compromisso, está aí mais uma prova do caráter errático e improvisado deste governo. Antes, parecia que a candidatura de Eduardo Bolsonaro, credenciado por ter praticado mais o inglês, num programa de intercâmbio, no qual desenvolveu as habilidades de “fritar um hambúrguer“ e conhecer algumas manhas da sociedade norte-americana, era favas contadas e que contaria com o apoio irrestrito do presidente Donald Trump.

Estranho, porque a função do embaixador é defender os interesses do Brasil, como bem ensinou Walther Moreira Salles, por duas vezes embaixador do Brasil em Washington, nos governos Dutra e Getúlio Vargas. Isso exige habilidades no trato com a alta sociedade americana, os meios financeiros e empresariais, as principais lideranças políticas dos dois partidos, trânsito livre com os demais representantes de países acreditados em Washington, além dos principais organismos multilaterais, como OEA, FMI, Banco Mundial, BID. E não, necessariamente, demonstrar vassalagem ou camaradagem para com Tio Sam.

Quando o presidente da República articula um posto importante para o filho no Brasil é sinal claro de que a decisão de indicá-lo para representante do Brasil em Washington perdeu importância (a embaixada mais importante do país está vaga desde o começo de abril) quando o governo Donald Trump fez pouco do Brasil há uma semana, ao dar prioridade à recomendação do ingresso da Argentina e da Romênia na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) antes do Brasil.

O tal alinhamento automático do Brasil a Washington, alardeado por Bolsonaro desde que foi eleito e motivo de reuniões particulares com o presidente dos EUA, na qual Eduardo exibiu um boné da campanha de Trump 2020, não se consumou na prática. Em troca do apoio ao ingresso do Brasil na OCDE, o Brasil de Bolsonaro se declarou disposto a fazer concessões inaceitáveis, como o de perder o status de nação em desenvolvimento e ter certas salvaguardas nos assuntos de comércio e serviços regulados pela Organização Mundial de Comércio.

Agora que o Tio Sam mostrou sua face de sempre (reforçada com Trump com o slogan “America First”, papai percebeu que é melhor cuidar da base de apoio na Câmara e deixar os sonhos de grandeza de lado.

Mudam as prioridades das reformas

Durante meses, a equipe econômica dizia que a reforma Previdenciária era “a mãe de todas as reformas” e que a reforma Tributária, que abriria espaço para a formação de um novo pacto federativo entre União, Estados e Municípios (casando o que nunca foi feito desde a Constituição de 1988– receitas com atribuições de execução). A reforma da Previdência está quase pronta.

Pois hoje, depois de constatar que “o buraco é mais embaixo”, como dizia Vinicius de Moraes, diante das resistências à reforma tributária que já custaram a cabeça do ex-secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra Cavalcanti, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto de Almeida, lançou a nova palavra de ordem: “A reforma administrativa é mais prioritária neste momento do que a tributária, uma vez que é mais consensual”.

A mensagem foi dada após anunciar uma boa notícia: com a combinação de cortes de gastos e reforço de arrecadação por eventos como leilões de privatização, que incluem o da cessão onerosa do petróleo do pré-sal, o déficit público primário (receitas menos despesas, sem contar os juros das dívidas interna e externa) deve cair para a faixa de R$ 100 bilhões. Bem abaixo do limite de R$ 139 bilhões fixado no Orçamento para 2019.

Parece claro: se apesar da arrecadação batendo recordes sucessivos, as despesas continuam correndo na frente (mantendo situação que começou em 2013), a questão do déficit público está muito mais ligada a criar racionalidade nas despesas do que elevar a receita (o que viria na suposta simplificação tributária na qual nova CPMF substituiria outros impostos e encargos sociais). Até porque a sociedade já convive com carga tributária de 35% do PIB.

O ajuste das despesas passa por reforma administrativa que altere competências dos entes federativos, melhor redistribua as atribuições (evitando superposições) e elimine privilégios de cargos e salários que impactam os gastos correntes e são as principais fontes de déficit na Previdência.

O problema, como sempre é: quem vai botar o guizo no gato?

Bradesco: saídas de recursos estrangeiros continuam superando entradas.

O Departamento Econômico do Bradesco chama a atenção: “em outubro, até a semana passada, o fluxo cambial contratado acumulou saldo negativo de US$ 6,8 bilhões, com saídas concentradas principalmente na conta financeira. Nos últimos 12 meses, o fluxo de divisas acumula saída de quase US$ 40 bilhões.

Diversas razões conjunturais e estruturais ajudam a explicar esse movimento, como a frustração com o crescimento doméstico, o menor diferencial de juros e a moderação das exportações nos últimos meses.

Acreditamos que esses elementos continuarão pressionando o fluxo no curto prazo, mas as perspectivas à frente são mais favoráveis, com o avanço da agenda de privatizações, a entrada dos recursos da cessão onerosa e a retomada mais consistente da economia”.

Do Jornal do Brasil

 

O representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Juliano Breda afirmou nesta quinta-feira que uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) contra a execução da pena de prisão após condenação em segunda instância reafirma o sentido da Constituição e também demonstra independência e liberdade do Poder Legislativo sobre o tema.

A sessão de julgamento das três ações que discutem a possibilidade de revisão do atual entendimento do STF, que permite a execução da pena após segunda instância, foi suspensa nesta tarde após algumas sustentações orais. Ainda haverá outras manifestações nesta quinta.

O julgamento propriamente dito, com os votos dos ministros, ficará para a próxima quarta-feira.

O ex-ministro da Justiça do governo Dilma Rousseff e um dos advogados que se manifestaram pelo PCdoB, um dos partidos que moveram uma das ações, José Eduardo Cardozo, criticou a prisão em segunda instância e disse que é preciso resolver a questão do sistema prisional brasileiro para se acabar com a impunidade.

“Ou nós resolvemos o problema no sistema prisional do país ou não parará a impunidade”, disse ele, para quem não é prendendo que se resolve o problema — vai é agravá-lo.(Reuters

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Posted on 18-10-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-10-2019



 

Sponholz, no

 

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Por G1 Rio e TV Globo

Morre no Rio Maurício Sherman, um dos pioneiros da televisão brasileira

Morre no Rio Maurício Sherman, um dos pioneiros da televisão brasileira

O corpo do ator, produtor, diretor Maurício Sherman será velado e cremado na sexta-feira (18). Sherman – um dos pioneiros da televisão brasileira – morreu nesta quinta-feira (17), aos 88 anos.

O velório está marcado para ocorrer às 13h no Crematório da Penitência, no Caju, na Zona Norte do Rio. A cremação ocorre em seguida, às 15h.

 
Morre, aos 88 anos, o diretor de TV Maurício Sherman

Morre, aos 88 anos, o diretor de TV Maurício Sherman

De acordo com informações da família, Sherman morreu em casa, na Zona Sul do Rio, após ter complicações de saúde causadas por uma doença renal crônica.

Sherman contribuiu para diversas emissoras de TV do país, como a Tupi, a Excelsior, a Bandeirantes e a Manchete – onde lançou as apresentadoras infantis Xuxa e Angélica.

Em várias passagens pela Globo, ajudou a criar o “Fantástico” e dirigiu humorísticos, como “Faça Humor, Não Faça Guerra”, “Os Trapalhões” e os programas de Chico Anysio. Também foi diretor-executivo da Central Globo de Produção.

 Mauricio Sherman durante comemoração do Zorra Total número 400 em junho de 2007 — Foto: Fabrício Mota/TV Globo

Mauricio Sherman durante comemoração do Zorra Total número 400 em junho de 2007 — Foto: Fabrício Mota/TV Globo

‘A própria história da televisão’

Também ex-diretor da TV Globo, o empresário José Bonifácio Sobrinho, o Boni, afirmou que a história de Sherman “é a própria história da televisão” brasileira. Sherman – que atuou na área de Entretenimento da Globo – participou de vários programas da emissora e este, inclusive, na inauguração da TV Tupi, no Rio.

“Foi o descobridor da Xuxa e da Angélica. Participou do Fantástico, dirigiu o Faustão e depois criou o ‘Zorra total’. É uma tristeza a perda do nosso Maurício. Uma pessoa carinhosa, amiga e, acima de tudo, um amante da nossa televisão”, contou Boni.

 Maurício Sherman e Haroldo Barbosa durante reunião na TV Globo em 1965 — Foto: CEDOC/TV Globo

Maurício Sherman e Haroldo Barbosa durante reunião na TV Globo em 1965 — Foto: CEDOC/TV Globo

Trajetória começou no teatro

Sherman nasceu no dia 21 de janeiro de 1931, em Niterói, Região Metropolitana do RJ, filho de um casal de judeus poloneses. Formou-se em direito na Universidade Federal Fluminense no fim dos anos 1940.

Aos 13 anos, porém, já participava de peças amadoras apresentadas em um clube da colônia judaica em Niterói. Em uma dessas ocasiões, foi convidado pelo radialista Hélio Tys para trabalhar como ator na Rádio Mauá, onde estreou em uma representação de “O Corcunda de Notre Dame”.

 Maurício Sherman posa para foto com Samantha Schmütz, Miriam Martin e Katiúscia Canoro em dezembro de 2009 — Foto: Rafael França/TV Globo

Maurício Sherman posa para foto com Samantha Schmütz, Miriam Martin e Katiúscia Canoro em dezembro de 2009 — Foto: Rafael França/TV Globo

A partir daí, participou do Grupo Jerusa Camões, no Teatro da Juventude Universitária, atuando em diversos espetáculos ao lado de atores como Gisela Camões, Wanda Lacerda, Nathália Timberg, Fernando Pamplona e Alberto Perez.

Em 1949, foi convidado a trabalhar na Rádio Guanabara, onde conheceu Chico Anysio, Fernanda Montenegro, Jayme Barcellos, Fernando Torres e Elizeth Cardoso.

Chegada à TV

Em 1951, iniciou sua trajetória na televisão, quando participou de uma representação da Paixão de Cristo na TV Tupi.

Maurício Sherman se transferiu para a TV Paulista, canal 5 de São Paulo, em 1952. Na emissora, representou clássicos do teatro e da literatura, como “Rei Lear” e “Hamlet”, de William Shakespeare, e “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa.

Em 1954, passou a trabalhar na TV Tupi do Rio de Janeiro, onde permaneceu por dez anos. Durante este período, atuou no “Sítio do Picapau Amarelo” e dirigiu um teleteatro com Heloísa Helena.

 Maurício Sherman com Jô Soares no Programa do Jô, da TV Globo — Foto: CEDOC/TV Globo Maurício Sherman com Jô Soares no Programa do Jô, da TV Globo — Foto: CEDOC/TV Globo

Maurício Sherman com Jô Soares no Programa do Jô, da TV Globo — Foto: CEDOC/TV Globo

Depois de uma breve experiência na TV Excelsior, Maurício Sherman foi convidado por Mauro Salles para trabalhar na Globo, em agosto de 1965.

A estreia foi na direção do “Espetáculo Tonelux”, programa apresentado por Marília Pêra, Gracindo Jr., Riva Blanche e Paulo Araújo. O musical era gravado ao vivo no auditório da Globo, com a presença de cantores da Jovem Guarda e uma orquestra sinfônica regida por Isaac Karabtchevsky.

Em 1966, dirigiu os programas humorísticos “Riso Sinal Aberto” e “Bairro Feliz”. Nesse período, contribuiu para a entrada na Globo dos redatores de humor Max Nunes e Haroldo Barbosa.

Maurício Sherman deixou a Globo em 1968, quando o programa que então dirigia, “Noite de Gala”, passou a ser exibido na TV Excelsior. Neste mesmo ano, foi convidado a comandar uma equipe de criação na TV Tupi, composta por Armando Costa, Oduvaldo Vianna Filho e Paulo Pontes.

Permaneceu na Tupi até 1972, quando retornou à Globo para dirigir o humorístico “Faça Humor, Não Faça Guerra”, com Jô Soares, Renato Corte Real, Luis Carlos Miéle, Paulo Silvino e Sandra Bréa.

 

‘Fantástico’

O diretor participou da equipe de criação do “Fantástico”, em 1973, e foi um dos diretores do programa por três anos. Dirigiu também o “Moacyr Franco Show” até 1977, quando saiu novamente da emissora para assumir a direção artística da linha de shows da TV Tupi de São Paulo. Retornou à Globo em 1981 e dirigiu “Chico Anysio Show” e “Os Trapalhões” por dois anos.

Em 1983, após uma breve passagem pela TV Bandeirantes, Maurício Sherman aceitou o convite de Adolfo Bloch para dirigir a programação da recém-inaugurada TV Manchete. Foi o responsável pela criação do programa “Bar Academia”, da minissérie “Marquesa de Santos” e dos programas infantis apresentados por Xuxa e Angélica, apresentadoras descobertas e lançadas por ele.

 
Morre aos 88 anos Maurício Sherman

Maurício Sherman voltou à Globo em 1988, como diretor-executivo da Central Globo de Produção. Nos 12 anos seguintes, desempenhou várias funções: foi diretor de núcleo do horário das 18h; diretor do musical “Globo de Ouro”; diretor artístico do “Fantástico”; diretor do departamento de Projetos Especiais; e diretor da área de controle de qualidade.

De 1989 a 1991, esteve à frente de “Os Trapalhões”, programa apresentado por Renato Aragão, Dedé Santana, Mussum e Zacarias. No dia 28 de julho de 1991, dirigiu o especial comemorativo de 25 anos dos comediantes, com 25 horas de duração e a participação de todo o elenco da Globo.

Em 1991 e 1992, Maurício Sherman dirigiu as vinhetas com a mensagem de final de ano da Globo. Foi premiado pelas vinhetas da mensagem “Tente e invente, faça um 92 diferente”, em que atores, jornalistas, comediantes e apresentadores apareciam mostrando talentos até então desconhecidos do público.

Em 1994, quando atuou como supervisor do “Video Show”, Maurício Sherman foi responsável pela transformação da atração em um programa diário. Em 1999, assumiu o humorístico “Zorra Total”. Em 2001, foi diretor do “Domingão do Faustão”.

 

Maurício Sherman no comando do programa Faça Humor, Não Faça Guerra — Foto: Acervo / TV Globo Maurício Sherman no comando do programa Faça Humor, Não Faça Guerra — Foto: Acervo / TV Globo

Maurício Sherman no comando do programa Faça Humor, Não Faça Guerra — Foto: Acervo / TV Globo

Em 2009, Maurício Sherman dirigiu o especial de fim de ano “Chico e Amigos”. Na trama, que se passava no navio Ventos Anysios, Chico Anysio interpretou personagens que marcaram sua carreira e homenageou a “Escolinha do Professor Raimundo”, que completava 57 anos. Outra edição do especial “Chico e Amigos” foi exibida em janeiro de 2011.

No teatro, Maurício Sherman dirigiu vários espetáculos importantes, com destaque para “A Pequena Notável (1972)”, estrelado por Marília Pêra, no papel de Carmen Miranda; e “Evita” (1983), estrelado pela cantora Cláudia e os atores Mauro Mendonça e Carlos Augusto Strazzer.

Trabalhos na TV Globo

Humor

  • Riso Sinal Aberto (1966)
  • Bairro Feliz (1966)
  • Faça Humor, Não Faça Guerra (1973)
  • Chico Anysio Show (1981)
  • Os Trapalhões (1981)
  • Zorra Total (1999)

Auditório & Variedades

  • Noite de Gala (1966)
  • Moacyr Franco Show (1977)
  • Video Show (1994) – supervisor
  • Domingão do Faustão (2001)

Musicais

  • Espetáculos Tonelux (1965)
  • Globo de Ouro (1988)

Jornalismo

  • Fantástico (1973)

  • Arquivos