DO EL PAÍS
 

Moro está preso na ratoeira de Bolsonaro ou fareja algum destino que ignoramos?

Será que, quando deixou a jurisprudência para se trasladar para a política, acreditava que dominaria o mito Bolsonaro e até o poderia suceder?

 Juan Arias

Bolsonaro e Moro durante cerimônia no Palácio do Planalto.
Bolsonaro e Moro durante cerimônia no Palácio do Planalto. Joédson Alves (EFE)

Ficaram muito distantes os tempos em que o agora ministro da Justiça do Governo de Jair Bolsonaro, o ex-juiz Sérgio Moro, era o duro fustigador dos políticos corruptos. Agora mais parece ser o advogado de defesa do presidente e de seu clã familiar. Quem parecia ser capaz de ver até pelo no ovo dos políticos, sobretudo os de esquerda, agora se apresenta como o máximo garantidor da honradez da família real e do Governo.

Moro caiu em uma ratoeira ou acalentará algum destino que ainda ignoramos? Será que, quando deixou a jurisprudência para se trasladar para a política, acreditava que dominaria o mito Bolsonaro e até o poderia suceder? A verdade é que o presidente de extrema direita, uma vez conquistado o troféu Moro, levou pouco tempo para fazê-lo ver que quem manda e desmanda no Governo é somente ele.

Moro parece ter aceitado não somente sua posição na hierarquia dentro do Governo, sendo um a mais, mas também oferecido tal vassalagem a seu chefe Bolsonaro. Se até então o presidente tinha como pitbull seu filho irrequieto Carlos, agitador das redes sociais em defesa do pai, agora a ele se juntou o ex-juiz da Lava Jato, que ainda mantém fortes laços de amizade com os comandos da Polícia Federal e a Procuradoria do Estado.

Apesar de os analistas políticos terem especulado que Moro não aguentaria por muito tempo o cargo de ministro da Justiça e que poderia sair batendo a porta, ante as humilhações que o presidente lhe ia impondo gota a gota, mais parece o contrário. É Moro quem demonstra estar à vontade com o mito Bolsonaro e sua tropa exacerbada que pretende, sempre em luta contra a modernidade, até mudar a Constituição, pois, segundo eles, a atual é “laica e socialista”.

Moro nestes meses está acumulando declarações de amor a Bolsonaro e a seu movimento extremista. Seria possível dizer que não sabe o que fazer para que acreditem que, além de não pretender abandonar o Governo, suas relações com o presidente não poderiam ser melhores. E ele sai em sua defesa nos momentos de dificuldade, sobretudo quando o presidente, seu partido ou a própria família começam a aparecer salpicados de corrupção. Para Moro não parecem existir nunca irregularidades ou pecados em torno de Bolsonaro. Não é que o justifique, é que desmente e até dá a entender que possui informações reservadas para poder afirmar que é assim. Isso já não seria ilegal, se fosse verdade?

Cada vez mais, Moro e Bolsonaro fazem galanteios mútuos. O presidente chegou a dizer em seu discurso na ONU que Moro, seu ministro da Justiça, era “um herói nacional”. E não se trata apenas de que a relação entre o ministro e o presidente parece sem conflitos, mas que Moro está cada vez mais assimilando as essências autoritárias do bolsonarismo, como aparecem nos documentos que preparou em seu ministério contra a violência. Neles, Moro parece um fiel discípulo da concepção bolsonariana de combater a violência com mais violência. Diz e repete nas entrevistas que, em 2022, se Bolsonaro se candidatar à reeleição, e faltam mais de três anos, seu voto será para ele e que não irá se mudar para nenhum outro partido. Ele se sente à vontade no bolsonarismo e em sua carga de extremismos e de luta contra a modernidade em busca de velhas essências medievais em todos os campos do saber, da ciência, da arte e da cultura.

Tamanha é a identificação de Moro com Bolsonaro que até o jornal Folha de S.Paulo foi criticado por uma publicação em que relata que dinheiro ilegal poderia ter sido usado na campanha de Bolsonaro, segundo informações obtidas da Polícia Federal. E é conhecida a dificuldade que o presidente de extrema direita encontra em dialogar com os meios de comunicação que não comungam de suas ideias. O ministro chegou a afirmar, sem que ninguém lhe perguntasse, que Bolsonaro “fez a campanha eleitoral mais barata da história”, tentando responder à imprensa.

Moro, neste caso, parece ter se esquecido que boa parte da imagem de que desfrutava até internacionalmente quando era juiz da Lava Jato se deve aos meios de comunicação que sempre o protegiam. Essa identificação cada vez mais estreita de Moro com Bolsonaro parece, ao mesmo tempo, não ter volta atrás, já que Moro, que pode ser acusado de muitos erros, mas não de ser ingênuo e sem perspicácia, sabe muito bem que nos outros campos da política, nas demais instituições do Estado, sua imagem, embora ainda com grande força popular, está se deteriorando rapidamente.

Neste momento Moro não poderia contar, se se divorciasse de Bolsonaro, nem com a maioria dos partidos nem com o Congresso, e menos ainda com o Supremo Tribunal Federal, do qual desejaria fazer parte. Uma das críticas mais duras feitas nos últimos dias a Moro foi a do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que chegou a denunciar que o ex-juiz tem a estratégia permanente de tentar “acuar as instituições democráticas”.

Portas políticas e institucionais se fecham todos os dias ao ministro Moro, enquanto ele parece se identificar cada vez mais com as essências autoritárias do bolsonarismo, que começou com o objetivo de poder governar, a golpe de decreto, encurralando o Congresso e o Supremo. Não está conseguindo. Nunca um presidente tinha tido rejeitados pelo Congresso tantos decretos ou vetos como ele. Desesperado, Bolsonaro agora chega a fazer a corte às tais instituições que pretendia domar com a força. Acabou de afirmar que está pensando em “casar-se com Maia”, usando seu tópico sexual da paixão para explicar suas relações com o poder.

O pior para Moro parece ser que não tem volta atrás e agora só consegue respirar politicamente por meio de seu pacto de sangue com o bolsonarismo. Do outro lado da política já ardem, de fato, as conversações para a criação de um polo de centro democrático que apresentaria um candidato alternativo a Bolsonaro, no caso de algum infortúnio político ou pessoal o levar a abandonar o cargo ou se pensar em se candidatar de novo. O grande bloco democrático que é a maioria do Congresso já está unido na busca de uma saída ao bolsonarismo para acabar com essa tempestade autoritária e de extrema-direita que tomou conta do Brasil. E espera-se que a esquerda, se desta vez for capaz de unir forças, entre no mesmo barco.

Sem saída, então, para Moro, o novo bolsonariano doutor de peso no Governo? A política é sempre uma incógnita, embora no momento tudo leve a crer que ambos querem ser rei. Bolsonaro continua sendo, porém, com o poder na mão, o verdadeiro rei, e Moro, só um de seus peões. Por mais paradoxal que possa parecer, o ministro que até ontem era o rei da Lava Jato em Curitiba, com passagem por Harvard, cuja mão não tremeu ao condenar políticos e empresários de calibre, agora se entrega como aprendiz político de alguém que até chegar ao poder era apenas um capitão reformado e expulso do Exército, com uma presença insignificante no Congresso em 30 anos de deputado. Ele mesmo confessa que “nunca imaginou chegar à Presidência”.

É possível que o astuto e nada ingênuo ex-juiz Moro não tivesse previsto esse panorama? Ou será que o jogo será outro? Será verdade, como às vezes se sussurra em Brasília, que Moro guarda em seus cofres algo que ainda possa lhe servir politicamente?

O filósofo e cientista francês Pascal, precursor do que seria o existencialismo angustiante do século XX, tornou célebre sua frase “o coração tem razões que a razão desconhece”. Aqui poderia ser o oposto: que o excesso da fria razão chega a se esquecer das exigências do coração. Pascal duvidava da capacidade do ser humano de entender a si mesmo. Dizia que é a liberdade de escolher o que nos distingue dos animais. Essa capacidade de escolha pode, no entanto, obnubilar-se quando o ser humano prefere os riscos e prazeres do poder ao bem de toda a comunidade.

“Sinatra Basie”: Frank Sinatra em show antológico , realizado no “Hollywood Palace”, em Los Angeles, em Outubro de 1965, aqui em gravação de arquivo da ABC TV.

Frank Eterno Sinatra, para abrir a semana das crianças! Viva Ele! Viva Elas!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

 

 

DO G1/ O GLOBO

Por Mariana Oliveira, TV Globo — Brasília

Janot cumprimenta pessoas em lançamento de livro, em Brasília — Foto: Mariana Oliveira/G1 Janot cumprimenta pessoas em lançamento de livro, em Brasília — Foto: Mariana Oliveira/G1

Janot cumprimenta pessoas em lançamento de livro, em Brasília — Foto: Mariana Oliveira/G1

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot lançou nesta terça-feira (8) em Brasília o livro “Nada menos que tudo – Bastidores da operação que colocou o sistema político em xeque”, publicado pela Editora Planeta.

O evento ocorreu na Livraria Leitura do shopping Pier 21. Segundo a livraria, 220 exemplares foram vendidos no local até as 20h – o balanço definitivo deve ser fechado na quarta (9).

Janot chegou ao shopping por volta de 19h10. Às 19h30, uma fila grande de pessoas se formou.

Quem chegou por volta desse horário esperou cerca de uma hora para cumprimentar o ex-procurador-geral. O público era, na maioria, formado por advogados e servidores da PGR.

O ex-procurador não quis conceder entrevista aos jornalistas que acompanhavam o lançamento do livro.

Trecho polêmico

Em um trecho do livro, Janot revela que, quando estava à frente da Procuradoria Geral da República, entrou armado no Supremo Tribunal Federal (STF) com a intenção de matar um ministro. Depois, em entrevista, revelou que se tratava de Gilmar Mendes.

A entrevista gerou repercussão a ponto de a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão na casa e no escritório de Janot.

A operação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes no inquérito que apura ofensas, ameaças e informações falsas contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

No apartamento de Janot, a Polícia Federal apreendeu arma e munição. Os agentes pediram, e Janot entregou uma arma, três pentes de munição. Depois, foram localizadas mais seis caixas de munição nos armários. Janot entregou ainda seu celular, tablet, e as respectivas senhas dos aparelhos.

‘Impressionante quantidade de indícios’ contra Bezerra

 

Por Renan Ramalho
Na justificativa da busca e apreensão nos gabinetes de Fernando Bezerra, Luís Roberto Barroso disse ainda que, durante a investigação, a Polícia Federal “reuniu uma impressionante quantidade de indícios de cometimento de crimes”.

O ministro cita documentos juntados antes (registros de transações bancárias, ligações telefônicas, gravações de conversas, etc.), quanto elementos colhidos na própria diligência, no mês passado (como uma lista de “doadores ocultos” e R$ 55 mil fracionados em envelopes).

“O exame criterioso e imparcial dos elementos produzidos não conferia a este magistrado outra opção que não a decretação da busca e apreensão aqui impugnada. Não seria republicano nem ético desviar do reto caminho por se tratar de figura poderosa”, afirma o ministro.

As informações foram enviadas a Dias Toffoli, que recebeu pedido do Senado para suspender a análise das provas colhidas nos gabinetes de Bezerra

Jornal do Brasil

 

DO JORNAL DO BRASIL

Catarina Lorenzo se juntou a Greta em petição contra 5 países

 

Com quantos anos se faz uma ativista ambiental? Para alguém que desde pequena pôde ver de perto os efeitos das mudanças climáticas, não é preciso mais do que 12. A surfista baiana Catarina Lorenzo marcou presença em um dos maiores protestos pelo clima na história e, ao lado de mais 15 jovens, incluindo a sueca Greta Thunberg, assinou uma denúncia contra o Brasil e outros quatro países no Comitê das Nações Unidas sobre os Direitos das Crianças.

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Catarina Lorenzo tem 12 anos e conhece desde pequena os efeitos das mudanças climáticas (Foto: Reprodução / #ChildrenVsClimateCrisis)

A ação foi apresentada em Nova York, em 23 de setembro, dois dias após o contundente discurso de Greta na cúpula climática da ONU, e também questiona Alemanha, Argentina, França e Turquia. Juntos com o Brasil, esses países são os cinco maiores poluentes de um grupo de 45 signatários de um protocolo que autoriza menores de idade a assinarem petições contra violações da Convenção das Nações Unidas para os Direitos das Crianças.

Segundo a denúncia, a incapacidade desses Estados de enfrentar a crise climática constitui uma “violação dos direitos” de crianças e adolescentes. No texto, os 16 jovens ainda exortam o comitê a obrigar os cinco países a atuarem para proteger os menores dos efeitos “devastadores” do aquecimento global.

A iniciativa é da ONG americana Earth Justice e também reúne jovens de África do Sul, Argentina, Alemanha, Estados Unidos, França, Ilhas Marshall, Índia, Nigéria, Palau e Tunísia, além de Brasil e Suécia.

Catarina se juntou à petição por intermédio da entidade Heirs To Our Oceans, que havia descoberto a jovem por meio de uma amiga sua na Califórnia. “Ela contou minha história, e eles viram que eu mesma passei pelas mudanças climáticas pessoalmente, que eu percebi que tinha que acabar com as mudanças climáticas”, conta a adolescente, em entrevista à ANSA.

A surfista relata que sua história mais impactante ocorreu quando ela nadava em uma piscina natural rodeada de corais. “Um dia, eu estava nadando e cheguei perto desse coral grande no meio, e esse coral estava cheio de pontos brancos, o que quer dizer que ele está morto. E quando cheguei mais perto, o coral estava sem alga nenhuma, e a água estava muito quente. Eu mergulhei, toquei na areia, e quando eu faço isso a água vai esfriando, mas a água continuou quente, tão quente, que eu tive que sair. Se eu não aguentei ficar na água, como os peixes, animais marinhos e corais aguentariam ficar?”, questiona.

Esse episódio ajudou a cristalizar o ativismo ambiental em Catarina, que também se incomoda com os rumos de sua cidade, Salvador. O esgoto jogado no mar, o projeto de construção de uma avenida no meio de uma floresta chamada Vale Encantado e a canalização do rio Jaguaribe explicam o caminho de uma jovem surfista baiana até Nova York.

“Meu pai é surfista e desde pequeno tem uma conexão muito grande com o mar, me levava para o mar, me levava para surfar. E desde então sempre tive uma conexão com o oceano. Tem uma floresta em Salvador que se chama Vale Encantado, e um grupo que se chama SOS Vale Encantado. O governo queria construir uma avenida na floresta, e a gente foi para as ruas, protestou, conseguiu fazer com que eles não construíssem a avenida. Então, desde pequena, por parte de mãe e de pai, sempre tive essa conexão com o meio ambiente, de sempre querer proteger, estar sempre lá com ele. E desde pequena minha família me incentivou”, diz.

Mas nada se compara às manifestações pelo clima que tomaram cidades do mundo inteiro em setembro. “A maior greve que eu fui para a rua foi em Nova York. Eu fiquei impressionada com o tanto de gente, o mundo inteiro foi para as ruas falar sobre as mudanças climáticas. Eles perceberam que as mudanças climáticas estão acontecendo e são uma coisa muito perigosa”, afirma.

Culpa dos adultos

Catarina, assim como Greta Thunberg, não usa meias palavras e não faz questão de ser política em seu discurso. Em sua visão, crianças e adolescentes como ela pagarão pelos problemas que os adultos criaram no passado e continuam criando no presente.

“Os adultos conseguiram criar o problema, e pelo visto poucos estão do nosso lado, então já que eles não vão fazer nada, nós queremos atuar para não sofrer as consequências no futuro, porque queremos ter um futuro. Eles tiveram o futuro deles, nós queremos ter o nosso próprio futuro. São as crianças que não vão poder tomar banho de rio, não vão poder tomar banho de mar, vão ter dificuldade para respirar, vão perder suas casas, não vão ter água porque as chuvas vão diminuir, não vão poder plantar e colher suas próprias comidas”, diz Catarina, com uma indignação que cresce e atropela as palavras enquanto ela fala.

Para a surfista, os governos deveriam fazer mais pelo futuro das crianças e apoiar quem quer ajudar o meio ambiente, inclusive por meio do incentivo à plantação de árvores e ao estudo das mudanças climáticas nas escolas. Mas, de acordo com ela, o futuro não depende apenas do poder público.

“Um dos maiores passos”, diz Catarina, “é que todo mundo perceba e não se acostume a viver na poluição”. Em seguida, faz um apelo às novas gerações, àqueles que, como ela, não aceitam que o planeta continue como está.

“Eu gostaria que todas as crianças entendessem que elas têm direito a um futuro e que o futuro delas e o próprio presente já estão sendo afetados pelas mudanças climáticas. Só que no futuro estará bem pior, e no futuro não terá como voltar atrás e acabar com isso. Gostaria que elas começassem a atuar e fazer algo agora. Gostaria que elas nos ajudassem a convencer mais adultos a estarem do nosso lado. Quanto mais gente e mais ajuda, melhor para nós, porque vamos conseguir, todos juntos, acabar com as mudanças climáticas e ter direito de ter nosso futuro e ser feliz”, conclui a surfista, agora com o tom de quem sabe que pode mudar o mundo. (Ansa)

out
09
Posted on 09-10-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-10-2019



 

Sponholz, no

 

Do Jornal do Brasil

 

Presidente e ministro Ricardo Salles se reuniram na manhã de hoje

  

O presidente Jair Bolsonaro disse ontem (8) que as manchas de petróleo que atingem o litoral do Nordeste desde o mês passado podem ter sido despejadas “criminosamente”. “É um volume que não está sendo constante. Se fosse de um navio que tivesse afundado estaria saindo ainda óleo. Parece que criminosamente algo foi despejado lá”, disse, ao deixar o Palácio da Alvorada, após reunião com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

As manchas já atingem o litoral de todos os estados do Nordeste e seguem se movimentando pela costa brasileira. Trata-se de petróleo cru, ou seja, não se origina de nenhum derivado de óleo, como gasolina e outros. De acordo com Bolsonaro, a densidade da substância é “um pouquinho maior” que a água salgada, por isso, quando no mar, fica submersa.

O ministro Ricardo Salles também explicou que o movimento do óleo tem sido de ida e volta do mar para a costa. “Nosso papel é agir rápido para retirar aquilo que está em solo”, disse o ministro. Mais de 100 toneladas de borra de petróleo já foram recolhidas, de acordo com Salles.

Ontem (7), após reunião de emergência sobre o assunto no Ministério da Defesa, o presidente Bolsonaro destacou que o óleo não é produzido e nem comercializado no Brasil e que há uma suspeita sobre o seu país de origem. Hoje, perguntado novamente, ele voltou a dizer que essa é uma informação reservada. “Eu não posso acusar um país e vai que não é aquele vai, eu não quero criar um problema com outros países”, disse.

Um inquérito foi aberto pela Polícia Federal (PF), na semana passada, para apurar a origem da substância. A contaminação também é monitorada por órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desde o dia 2 de setembro, quando as primeiras manchas foram localizadas no litoral nordestino.

Bolsonaro também determinou, por meio de decreto, publicado no último sábado (5), uma investigação sobre as causas e a responsabilidade sobre o derramamento do óleo.

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