Após deixar recepção organizada por pelo líder americano, o presidente brasileiro repetiu aposta feita em março

Beatriz Bulla e Ricardo Leopoldo
 
 

Ao deixar o hotel onde se hospedou em Nova York para uma recepção organizada por Donald Trump, o presidente Jair Bolsonaro disse que o líder americano vai ser “reeleito no ano que vem”. A aposta já havia sido feita em março, quando os dois se conheceram na Casa Branca. Hoje, a presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, a democrata Nancy Pelosi, abriu um processo de impeachment contra Trump.

Desde o início do governo, Bolsonaro aposta as fichas da política externa em um alinhamento com os Estados Unidos. Trump tem sido um dos maiores fiadores do brasileiro no cenário externo, especialmente desde que o governo Bolsonaro entrou na mira de críticos internacionais por conta da atual política ambiental brasileira e do aumento de queimadas na Amazônia.

Presidente Jair Bolsonaro discursa em cerimônia da ONU
 
Presidente Jair Bolsonaro discursa em cerimônia da ONU

Foto: Carlo Allegri / Reuters

Bolsonaro foi acompanhado da primeira-dama, Michelle, para a recepção organizada por Trump para chefes de estado que participam da 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). O brasileiro ficou cerca de 1 hora no hotel Lotte New York Palace. A primeira parte foi um coquetel, sem a presença de Trump e, depois, os convidados em fila foram a um espaço reservado com o americano.

O presidente não teve encontros bilaterais agendados. Segundo o Planalto e o Itamaraty, a agenda limitada em Nova York é em razão da recuperação física do presidente após ter sido submetido por uma cirurgia. Ele aparentou boas condições físicas, com subidas rápidas pelas escadas do hotel onde se hospedou.

O compromisso organizado por Trump foi o último da agenda de cerca de 30 horas do presidente em Nova York. O presidente deixou o hotel por volta das 21h30 (horário de Brasília) para embarcar de volta ao Brasil.

“Bossa Entre Amigos”, Marcos Valle, Rober Menescal, Carlos Lyra e João Donato: A Bossa Nossa de Cada Dia, para levantar o astral!

Gravação de 2oo8, durante encontro de amigos de quatro dos maiores talentos que a música brasileira, em geral, e a bossa nova em particular produzira. Viva a música e Viva a Bossa Nova.

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira) 

 

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25
Posted on 25-09-2019
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Goste-se ou não, Bolsonaro fez um discurso de estadista

O discurso de Jair Bolsonaro foi forte: disse que o Brasil se encontrava ameaçado pelo socialismo, atacou a corrupção que assolava o país nos governos petistas, com elogio explícito a Sergio Moro, e a criminalidade que vicejou nos governos anteriores e que começa a diminuir no seu primeiro ano de mandato. Partiu para cima do regime venezuelano, do Foro de São Paulo, da ação cubana na América do Sul e do ambientalismo manipulado por uma visão colonialista, nas suas palavras.

O presidente afirmou que a Amazônia não está em chamas, ao contrário do que diz a mídia internacional “sensacionalista”, e criticou a tentativa de tolher a soberania brasileira na região, sem citar o francês Emmanuel Macron. Atacou o cacique Raoni, queridinho na Europa, dizendo que ele não é o único representante dos povos indígenas, e leu uma carta assinada por representantes de 52 tribos que pediam desenvolvimento econômico nas reservas e legitimavam a índia Ysani Kalapalo, que integra a comitiva brasileira como representante dos indígenas brasileiros. Bolsonaro também reforçou o compromisso do Brasil com o livre-comércio e o respeito a acordos internacionais, que disse pretender multiplicar. Ele defendeu a democracia de expressão e informação, apesar de ter atacado a mídia e, bem antes, defender indiretamente o regime de 1964, o que era dispensável.

set
25
DO G1/Globo

Por Cristiana Lôbo

 

Não precisava adiar a votação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça, prevista para esta terça-feira (24) e que ficou para a semana que vem.

Tanto que a presidente da CCJ, Simone Tebet (MDB-MS) reagiu e também fez críticas o relator, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Enquanto o mundo econômico quer acelerar o calendário da reforma, o Senado pisou no freio.

Porém, mais frustrante foi para o mercado ver nas entrelinhas desse adiamento que a agenda econômica – até aqui aparentemente blindada contra as pressões políticas – agora também entrou no jogo.

De um lado, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), antecipou a votação de vetos ao projeto de abuso de autoridade – o Congresso derrubou 18 e manteve 15 vetos de Bolsonaro. De outro, adiou a votação da reforma da Previdência. Recado mais claro, impossível.

Esse adiamento é resultado de pressão de senadores que querem mandar dois recados ao Palácio do Planalto.

O primeiro, é que não gostaram da ação da Polícia Federal de busca e apreensão no gabinete do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) – vale lembrar que outros senadores também são investigados na Operação Lava Jato e podem passar pela mesma situação a qualquer momento.

O segundo recado é a expectativa de aprovação do PLN-18, que os políticos sabem muito bem que trata da liberação de créditos suplementares do orçamento para pagar emendas parlamentares.

Ainda que haja o orçamento impositivo, o governo pode manobrar com o tempo e liberar recursos até dezembro. Quem estiver mais perto do Planalto, leva primeiro o seu quinhão de emendas parlamentares.

Se tem um aspecto positivo para a Previdência é o de que os lideres partidários, inclusive de partidos de oposição, fizeram acordo para concluir a votação da reforma até 10 de outubro, acordo inédito.

O compromisso é o de, em uma semana, votar na Comissão de Constituição e Justiça e no Plenário em primeiro e segundo turnos. Será um esforço e tanto.

No entanto, quanto mais tempo demora a votação da emenda constitucional da reforma da Previdência, mais o relatório do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) fica sob pressão de corporações que tentam escapar de regras mais duras para aposentadoria. Ou seja, deixa o texto por mais tempo sujeito à desidratação.

WILLIAM CASTANHO

Uma comitiva senadores liderada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), se queixou ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, da realização de buscas e apreensões no gabinete do líder do governo na Casa, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Alcolumbre estava acompanhado de 15 senadores. Eles foram recebidos no salão nobre da corte. Eles pediram respeito à institucionalidade.

Os senadores criticaram a decisão do ministro Luís Roberto Barroso de autorizar, na quarta-feira passada (18) realização de buscas e apreensões para investigar supostos esquemas envolvendo Bezerra Coelho.

A Polícia Federal sustenta que o líder do governo Bolsonaro recebeu R$ 5,5 milhões em propinas de empreiteiras encarregadas das obras de transposição do rio São Francisco e nas do Canal do Sertão.

A negociação e o repasse dos valores teriam ocorrido de 2012 a 2014, época em que Bezerra Coelho era ministro da Integração Nacional na gestão de Dilma Rousseff (PT) e integrava o PSB.  Além do senador, também teria sido destinatário de subornos seu filho, que foi ministro de Minas Energia de Michel Temer (MDB). Coelho Filho teria recebido R$ 1,7 milhão.

Os principais apontamentos feitos pelos senadores foram que a decisão foi monocrática, a operação realizada nas instalações do Senado, a pedido da Polícia Federal e sem o aval da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Alcolumbre afirmou que a medida a harmonia com o Executivo, uma vez que o gabinete da liderança é “uma embaixada da Presidência da República”.

O grupo pediu respeito à independência entre os Poderes, à autonomia e à harmonia entre as instituições.

“O Senado expressou sua opinião sobre esse acontecimento da semana passada, já é público”, disse Alcolumbre a Toffoli.

Ele disse que sempre defendeu o STF e espera respeito entre as instituições. “O STF nunca foi tão agredido. Essa Casa tem sido agredida nos últimos seis meses”, afirmou.

Citou movimentos sociais, sem especificá-los, e os próprios parlamentares. Está em discussão no Congresso a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Lava Toga.

“O STF, mais do que a classe política, tem sido atacada nos últimos seis meses. E o Senado sempre se manifestou solidário a esta Casa”, afirmou Alcolumbre.

Segundo ele, o Senado é instigado a ir ao enfrentamento, mas evita essa prática. Alcolumbre destacou que o momento econômico do país, citou os milhões de desempregados e pediu união em torno de uma pauta para o Brasil.

Toffoli disse que conversou com Barroso para informá-lo sobre o encontro com os senadores.  “Avisei o relator. Escuto das senhoras e dos senhores um aspecto que vai além do caso específico [do líder do governo, Bezerra Coelho]”, afirmou Toffoli.

“Verifico preocupação maior com os Poderes e as prerrogativas dos senadores e do próprio Senado”, disse.

Disse respeitar o Senado, “a instituição mais antiga”, remetendo ao Império.

O presidente do STF destacou ainda que todos precisam trabalhar para o país de desenvolver e citou, mais uma vez, a importância da harmonia.

Ele afirmou que vai conversar com os colegas sobre a ação que o Senado vai propor e buscar uma solução.

Toffoli disse que o assunto é inédito por envolver uma operação sem o aval da PGR. “Não tenho de memória [lembrança de caso semelhante]. Não me lembro de discussão a respeito da possibilidade de atendimento de pedido da polícia sem aval da PGR”, afirmou.

Dessa forma, o caso, disse ele, será levado ao plenário. “Não é um pedido da defesa [de Bezerra], é um pedido a instituição”, disse.

Na semana passada, Barroso disse, em nota, que sua decisão foi técnica e republicana.

set
25
Posted on 25-09-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-09-2019
 

Do  Jornal do Brasil

“Eu respeito a preocupação de Bolsonaro, mas obviamente nós respeitamos a soberania dos países”, disse o presidente francês, Emmanuel Macron, na noite desta segunda-feira (23). Enquanto se deslocava entre reuniões na cúpula do clima do ONU em Nova York, Macron falou com exclusividade à reportagem.

Macaque in the trees
Presidente da França, Emmanuel Macron (Foto: REUTERS/Philippe Wojazer)

Além de reforçar por três vezes que a cooperação internacional pela Amazônia respeita a soberania dos países, Macron disse que “a França é parte da Amazônia, então eu devo ser eficiente em buscar soluções.”

Com 83,534 km2, o território da Guiana Francesa ocupa uma pequena parte da Amazônia, presente em nove países com um total de 8,47 milhões de km2. O bioma é comumente citado como brasileiro pelo fato de o Brasil possuir 5,5 milhões de km2 da floresta amazônica.

Mais cedo, Macron havia se reunido com a chanceler alemã, Angela Merkel, e os presidentes de países amazônicos Iván Duque (Colômbia) e Evo Morales (Bolívia), além do vice-presidente do Suriname, Ashwin Adhin, e ainda do presidente do Chile, Sebastian Piñera, que sediará a próxima COP do Clima da ONU, em dezembro.

A reunião, às margens da cúpula do clima de Nova York, criou uma aliança entre doadores e países amazônicos para recuperar áreas degradadas pelo fogo na Amazônia e prevenir incêndios.

Citando a França e a Alemanha entre os doadores da iniciativa, afirmou que “quanto mais projetos concretos nós tivermos, mais nós vamos investir para combater a destruição da Amazônia”. 

“Todo mundo estava aqui. A porta está aberta para Bolsonaro também”, afirmou. “Acho importante para Bolsonaro e para o povo brasileiro fazer parte dessa iniciativa”.

Questionado se seguiria com a aliança mesmo sob oposição de Bolsonaro, Macron respondeu que “nós devemos isso ao povo brasileiro e ao resto da humanidade também”.

Segundo ele, a aliança para prevenir incêndios e reflorestar as áreas degradadas é o segundo passo a ser tomado depois de combater o fogo. “Nós fizemos isso com uma cooperação concreta com Colômbia, Bolívia, todos os países que requisitaram nossa ajuda [no combate a incêndios]”, afirmou.

A reunião também contou com ONGs internacionais, representantes das comunidades da Amazônia e os governadores dos estados do Amazonas e do Amapá.

Para Macron, a diversidade de representação para além de entes estatais é “um sinal de que podemos fazer uma governança inclusiva”.

Ele também confirmou que o uso do termo “florestas tropicais” em vez de “Amazônia” na reunião foi uma tentativa de evitar atrito com Bolsonaro. “Sim, mas neste altura de tanta pressão, não poderíamos deixar de ter essa aliança”, respondeu.

“Todos os líderes estão preocupados e completamente conscientes sobre a importância do tópico. Acho que o propósito final de todo mundo deveria ser o reflorestamento depois do fogo, a prevenção de incêndios e a conservação da floresta amazônica”, disse.

Macron já havia demonstrado preocupação com os compromissos ambientais do Brasil desde a eleição de Bolsonaro, quando o presidente francês passou a anunciar que a permanência dos países no Acordo de Paris seria condicionante da relação comercial com a França.

A condição está prevista no acordo comercial entre União Europeia e Mercosul –que corre o risco de ser vetado pelo Parlamento Europeu após a crise das queimadas na Amazônia.

“Envio meus melhores votos ao povo brasileiro. São ótimas pessoas e temos muito respeito por elas”, disse Macron ao fim da conversa. (Ana Carolina Amaral/FolhaPress SNG) 

 

A jornalista viajou a convite da Anistia Internacional e do ICS (Instituto Clima e Sociedade)

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25
Posted on 25-09-2019
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Sponholz, no

 

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25
Posted on 25-09-2019
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