Resultado de imagem para Amazônia na pauta da Assembleia Geral da ONU
Liberado pelos médicos, Bolsonaro irá “a ONU falar sobre Amazônia: sem
cadeira de rodas e sem maca.
Resultado de imagem para Rui Costa com os governadores do Nordeste
Rui Costa e colegas governadores do Nordeste preparam viagem à Europa.
 ARTIGO DA SEMANA

Rotas opostas: Bolsonaro vai à ONU, governadores vão à Europa

Vitor Hugo Soares

Radares ultra sensíveis, da política e do poder, instalados em pontos estratégicos entre Salvador e Brasília – nos palácios do Planalto (Brasília) e de Ondina (Bahia) – captam sinais intermitentes de que algo se movimenta em velocidade entre nuvens, (além dos aviões de carreira), em rotas opostas do espaço aéreo brasileiro e internacional. São vôos de reconhecimento que decolam do Planalto Central do País e do Nordeste, e começam a receber rastreamento de máxima atenção, diante dos ruídos e riscos de colisões de imprevisíveis conseqüências.  

Começa pelos preparativos finais e enxugamento de agenda, com vistas ao embarque do presidente da República, na próxima semana, para Nova York, onde Jair Bolsonaro fará o discurso de abertura da 23ª Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), e promete tratar “com informações,  conhecimento histórico e números”, do explosivo tema da preservação ambiental e da soberania na região da Amazônia Legal, em dias incendiários e encrespados. Viaja convalescente da quarta cirurgia a que se submeteu, para livrar-se das seqüelas deixadas pela facada que levou ainda em campanha. Tudo indica, porém, que chegará a NY livre de cadeira de rodas ou de maca ( cuja possibilidade admitiu), mas  preso a uma pesada carga de expectativa global que se criou – do aliado norte-americano Donald Trump, ao inesperado adversário francês, Emmanuel Macron.

Enquanto isso, governadores insurgentes, dos 9 estados do Nordeste , cuidam das preliminares de outro vôo,  que agita radares e preocupa controladores de espaços aéreos interno e internacional. A viagem da caravana de chefes regionais, capitaneada pelo petista Rui Costa, da Bahia, que abre espaços na agenda da política nacional e na chamada grande imprensa, na condição de nova figurinha carimbada, da vez, “das esquerdas” do País. Ou “da direita das esquerdas”, como alguns, dentro de seu partido, e de linhas auxiliares – ao lado de adversários declarados – já o catalogam. Por ironia, ciúme ou despeito, em face da sua repentina ascensão e liderança.

O fato é que Rui Costa “pegou o pião na unha” (no dizer regional) na recente reunião dos governadores nordestinos, em Teresina, Piaui,  onde ficou acertada, para novembro, a viagem deles em caravana, à Europa (Alemanha, França, Itália e Espanha), com o propósito já anunciado “de apresentar o Nordeste a investidores estrangeiros”. Chefe consensual da delegação, o petista baiano deu detalhes do périplo, em entrevista a repórteres da UOL, da Folha, depois de participar de um evento na capital paulista.

“A gente quer mostrar ao mundo que existem outros brasis, além do Brasil do governo federal”, brandiu Costa. “Nós queremos dizer que existe um Brasil diferente, que há governantes diferentes, que valorizam o meio ambiente, a diversidade humana. Mostrar que o Brasil não é esta coisa temporária que ocupa o governo federal”… Mais não digo, nem é preciso, a não ser que isso, no dizer nordestino, “é o mesmo que chamar um cabra para a briga”. No caso, o presidente Bolsonaro. Nos próximos dias, é bom ficar de olho nos voos para os Estados Unidos e para a Europa. E nos sinais dos radares. Afinal, como ensinava Ibrahim Sued, “cavalo não desce escada”.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

“Foi assim”, Linda Batista e Jamelão (duas versões): um clássico do samba canção e das composições de Lupicínio Rodrigues , mestre maior do gênero na música de dor de cotovelo do Brasil, na interpretação de duas vozes fundamentais da MPB, deste grande sucesso dos anos 60. Escolha a sua versão preferida, ou fique com as duas , como presente do BP>

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

Música de Lupicinio Rodrigues, álbum “Jamelão – O Sucesso” (1968), sêlo Continental/Musicolor

DO EL PAÍS

Ex-presidente da OAS menciona pagamentos ilegais a dezenas de políticos, incluindo Bachelet, Evo Morales e Ollanta Humala. Delação foi homologada pelo STF após ficar meses parada na PGR

A ex-presidente do Chile e atual alta comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet
A ex-presidente do Chile e atual alta comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle BacheletDENIS BALIBOUSE (REUTERS)

Num momento de escrutínio público da Operação Lava Jato no Brasil, o Supremo Tribunal Federal (STF) homologou um novo acordo de delação com informações que já agitam o mundo político na América Latina. Depois de ficar meses parado nas mãos da Procuradoria Geral da República, o depoimento do empreiteiro José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, ex-presidente global do grupo OAS, traz informações sobre seus negócios nos tempos do Governo do ex-presidente Lula, e menciona ao menos três líderes da América Latina, entre eles Evo Morales, Michelle Bachelet e Ollanta Humala.

A homologação é a última etapa jurídica antes que seus relatos possam ser utilizados para respaldar investigações e processos judiciais. Léo Pinheiro, que deixou a prisão nesta terça-feira para o regime de prisão domiciliar, teve sua delação premiada assinada no fim de 2018, mas ficou estacionada meses, sem nenhuma explicação, no gabinete da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que só a enviou para homologação no começo de setembro, quando faltavam duas semanas para que deixasse o cargo.

Alguns relatos de Pinheiro já tinham vazado extraoficialmente no noticiário e parte dessas versões já eram analisadas em processos judiciais no Brasil e em outros países. Mas só na semana passada boa parte dos crimes que ele diz ter praticado entraram oficialmente na mira da Justiça. A Folha e o Intercept anteciparam alguns trechos da delação nesta segunda. O EL PAÍS também teve acesso a uma proposta de delação premiada de Pinheiro, que estava disponível em conversas, de junho de 2017 no Telegram, enviadas ao site The Intercept. Cada possível crime abordado por Pinheiro em sua proposta de delação foi detalhado em depoimentos gravados em vídeo a procuradores antes de serem homologados pela Justiça.

Do rol de políticos acusados por ele, que inclui governadores, senadores e deputados brasileiros, o único presidente da América Latina que ainda está no poder é o boliviano Evo Morales. O EL PAÍS confirmou que na delação homologada pelo STF Morales e outros ex-presidentes latino-americanos foram mencionados, conforme a proposta de delação vista pela reportagem. Todas as informações se cruzam com supostos pedidos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto ainda era presidente do Brasil.

Segundo Pinheiro, Lula lhe pediu para que assumisse uma obra de trecho da rodovia Tarija-Potosí na Bolívia que estava com problemas e era de responsabilidade de outra empreiteira brasileira, a Queiroz Galvão, para evitar um desgaste diplomático entre os países. Pinheiro diz ter explicado que esse projeto era inviável economicamente, mas diz ter ouvido de Lula que Morales “estaria disposto a compensar economicamente a empresa” com outro contrato para que assumisse a obra problemática. O empreiteiro diz ainda que Lula prometeu a liberação de um financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) se a OAS assumisse o projeto.

Por um acordo de Lula e Morales, diz Pinheiro, a Bolívia retirou sanções impostas contra a Queiroz Galvão e autorizou que a OAS assumisse as obras da estrada Tarija-Potosí. Pinheiro cita, ainda, como compensação o fato da empreiteira ter conquistado a construção de estrada em Villa Tunari. No entanto, a OAS acabou perdendo o contrato, segundo Pinheiro, devido a conflitos sociais na região e à demora na liberação de recursos do BNDES.

O assunto repercutiu no cenário político boliviano, com a oposição a Morales cobrando investigações sobre os fatos. O ministro das Comunicações, Manuel Canelas, no entanto, rebateu as menções, exigindo “provas” das acusações, segundo o jornal boliviano La Razón. O embaixador boliviano no Brasil, José Kinn, disse também ao La Razón que se Pinheiro efetivamente firmou a delação com essas informações sobre Morales, são “declarações no marco de um acordo judicial de delação sobre algo que nunca existiu. Que o presidente Morales tenha atuado, a pedido de Lula, para entregar uma obra sem licitação” à OAS.

Pinheiro também mencionou Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile (exerceu dois mandatos, entre 2006-2010 e entre 2014-2018), como beneficiária de pagamentos da empreiteira. De acordo com Pinheiro, a OAS temia perder a obra da construção da Ponte Chacao, em consórcio com a coreana Hyundai, caso Bachelet ganhasse a eleição de 2013. Pinheiro disse ter pedido ajuda a Lula, que respondeu que falaria com o ex-presidente Ricardo Lagos ou Bachelet, para que a OAS não fosse prejudicada.

Pouco depois disso, Pinheiro diz ter recebido de Lula um pedido de dinheiro para a campanha de Bachelet. O primeiro pagamento, relatou o ex-presidente da OAS, só foi feito em 6 de junho de 2014, quando Bachelet já tinha reassumido a presidência. Pinheiro disse que foram pagos 101,6 milhões de pesos chilenos, repassados por contrato fictício com a empresa Martelli y Associados, que pertencia ao chileno Nicolás Martelli Montes. Bachelet, que hoje ocupa o posto de alta comissária para Direitos Humanos na ONU, rechaçou a versão de Pinheiro com quem diz nunca ter tido vínculo e considerou estranho ele ter falado sobre o assunto em uma delação que vem à tona agora. “Há um ex-presidente, Lula, que diz que isto é falso, e há o ex-presidente Lagos que diz nunca ter falado de dinheiro com Lula. Estamos em um nível de especulação… e eu não farei novas especulações”, disse Bachelet em entrevista a uma televisão do Chile. Uma procuradora chilena, Ximena Chong, chegou a viajar ao Brasil no ano passado para ouvir Pinheiro sobre as acusações que já haviam vazado, mas este preferiu não falar.

Outro ex-presidente da América Latina citado por Pinheiro em seu acordo de delação é Ollanta Humala, presidente do Peru entre 2011 e 2016. Humala e sua mulher já foram presos por suspeitas de lavagem de dinheiro num caso envolvendo a empreiteira brasileira Odebrecht, investigado pela procuradoria daquele país. No caso da OAS, Pinheiro diz que foram gastos pela empreiteira cerca de 859.000 reais com uma empresa do publicitário brasileiro Valdemir Garreta, que atuou na campanha de Humala em 2011.Pinheiro disse também que custeou serviços de comunicação prestados por Garreta para Susana Villarán, então prefeita de Lima.

A defesa de Humala no Brasil rebateu as declarações de Pinheiro. “Essa alegação do Léo Pinheiro é mentirosa”, afirmou o advogado Leonardo Massud, que representa o ex-presidente peruano no Brasil. “Tenho conhecimento de que houve contrato com Valdemir Garreta pra fazer campanha, mas essa declaração [de que dinheiro da OAS custeou a campanha] não condiz com a realidade”, acrescentou.

Garreta, por sua vez, fez acordo de delação premiada com o Ministério Público do Peru e o EL PAÍS apurou que ele deu a mesma versão de Pinheiro aos procuradores peruanos, de que recebeu pagamentos da OAS para custear a campanha de Humala. Em depoimento à Justiça Federal do Paraná nesta segunda-feira, Garreta confirmou também a versão de Pinheiro, de que recebeu dinheiro da empreiteira para a campanha de Humala. “Eu fiz uma campanha presidencial no Peru em 2011… o primeiro candidato que eu ajudei a eleger era um presidente de direita no Peru que se chama Ollanta Humala. Fizemos a campanha dele. A OAS financiou a nossa prestação de serviço. Ganhamos a eleição, criamos um prestígio profissional muito grande no Peru”, afirmou. Massud, no entanto, questiona o posicionamento de Garreta. “É bom destacar que na Operação Lava Jato, há vários casos em que pessoas dizem ter recebido dinheiro a um título [por alguma razão], mas receberam por outra razão ou mesmo ficaram com os recursos, dado que nessas operações havia pouco controle, pois muitas dessas ações eram feitas na base da confiança”, diz o advogado de Humala.

Triplex

O ex-presidente da OAS revelou fatos que considera serem criminosos, entre os quais as supostas negociações comprometedoras com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo a polêmica reserva e reforma de um apartamento triplex no Guarujá, no litoral paulista, pela qual ele mesmo já foi condenado com o ex-presidente. Pinheiro já havia falado a respeito do triplex, em juízo, ainda como testemunha no processo contra o Lula. Seu depoimento foi decisivo para a condenação do ex-presidente no caso do triplex.

Quando começou a negociar seu acordo de delação premiada, em 2016, Pinheiro negava que a reforma do triplex tivesse sido uma forma de repasse de propina. Mas posteriormente em depoimento à Justiça assumiu que essa benfeitoria saiu da cota de propinas que o PT tinha direito por contratos da OAS com a Petrobras e, depois de condenado, Pinheiro manteve a mesma versão em sua proposta de delação premiada, de que a reforma e a reserva do apartamento eram propina.

A defesa de Lula já declarou que as alegações de Pinheiro são mentirosas e que são parte de uma perseguição política contra o ex-presidente. Em entrevista ao EL PAÍS, Lula citou a delação de Pinheiro. “O Léo [Pinheiro], que estava preso aqui [em Curitiba] e fez a denúncia contra mim, passou três anos dizendo uma coisa e depois mudou o discurso. Meu advogado perguntou o porquê disso e ele disse ‘meu advogado me orientou’”.

Reportagem do Intercept em conjunto com a Folha de S. Paulo, publicada em julho deste ano, também revela detalhes das conversas entre procuradores de Curitiba em que eles constatam que a delação, inicialmente, era “muito ruim”, uma vez que ele negava inicialmente que o triplex do Guarujá era fruto de propinas de corrupção. A sua versão mudou quase um ano depois, como mostraram as mensagens trocadas pela força-tarefa, e analisadas pela Folha/Intercept. Mas Pinheiro refuta que houve mudanças. Quando ainda estava preso em Curitiba, Pinheiro chegou a enviar uma carta para contestar a reportagem e assegurar que não mudou a versão de sua delação.

O acordo de Léo Pinheiro foi fechado pela PGR pelo fato dele mencionar políticos com foro privilegiado, que são julgados diretamente pela Suprema Corte. Mas, para além da demora em fechar o acordo e da suposta mudança de versões para acusar Lula, a delação ficou marcada por outro episódio. Seis procuradores chegaram a pedir demissão coletiva do gabinete de Dodge, porque discordaram do pedido da chefa, de arquivamento sumário de algumas acusações feitas por Pinheiro. Dentre elas, uma que envolvia, por exemplo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. O STF aceitou o pedido de Dodge e tirou esses trechos da delação.

Colaboraram Rocío Montes (Chile), Jacqueline Fowks (Peru) e Fernando Molina (Bolívia).

DA TRIBUNA DA BAHIA

Nesta semana, a gestão estadual publicou no Diário Oficial o aviso de licitação da ponte e ACM Neto reclamou de não ter, até o momento, nenhum diálogo do governo com a prefeitura

Foto: Karlos GeromyPor Rodrigo Daniel Silva

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), disse, ontem, que não vai entrar em polêmica com o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), por causa da ponte Salvador-Itaparica. Anteontem, o democrata declarou que desconhece o projeto da ponte e ameaçou barrar caso o governo não apresente o plano para prefeitura.  “Não tem polêmica nenhuma. A ponte é um grande projeto. Me enviaram um jornal de 1913 onde falava sobre ‘quando o governo mandará construir a ponte no Mar Grande’. Era assim o título da matéria. Ou seja, há 106 anos que há uma demanda, um desejo de Salvador de se encontrar através do mar e se unir com o Recôncavo, com o Baixo Sul. É um sonho e todos os baianos e baianas que comemoram esse passo importante ao desenvolvimento, à geração de emprego e à integração de regiões do nosso estado. Não há polêmica alguma, graça a Deus. E vamos seguir trabalhando”, declarou.

Nesta semana, a gestão estadual publicou no Diário Oficial o aviso de licitação da ponte e ACM Neto reclamou de não ter, até o momento, nenhum diálogo do governo com a prefeitura.“Como é que um projeto desse pode ser licitado se a prefeitura de Salvador, que é a principal cidade afetada por essa obra, sequer conhece o impacto da obra? Como é que vai encaixar na cidade? Como é que o volume de tráfego vai atravessar Salvador cortando  o coração da cidade? Isso não vai acontecer por cima da prefeitura. Não há hipótese. Não conheço o projeto. Não tenho nenhum detalhe do projeto. Nunca isso foi tratado com seriedade pelo governo com a prefeitura. E não vai passar por cima da prefeitura. Agora, quando o governo tiver disposto a apresentar o projeto, a mostrar qual o impacto na cidade, será outra coisa”, declarou ACM Neto, em entrevista à imprensa.

O prefeito ainda pôs em dúvida a capacidade do governo de financiar a obra. A administração estadual tem dito que as obras e os serviços de operação e manutenção deste novo sistema rodoviário vão ser executados por meio de Parceria Público-Privada (PPP), na modalidade de concessão patrocinada. “Até o final de novembro, nós faremos o leilão na Bolsa de Valores de São Paulo”, disse o governador Rui Costa nas redes sociais. Para ACM Neto, há risco de as gerações futuras terem que arcar com o custo da obra.

“Não adianta o governo achar que nós vamos permitir que ele endivide as próximas gerações de baianos. É fácil contratar um projeto agora e colocar toda a conta para deixar para pagar no futuro. Não vamos aceitar isso. Se o governo tiver condições de saúde financeira para bancar uma obra deste porte e se for compatível com a cidade,o.k. Se não for compatível com a cidade, não está o.k e não vai ter a concordância da prefeitura. E, se o governo não tiver condições de bancar essa obra e quiser que futuras gerações paguem, eu também sou contra”, afirmou o democrata.

LULA

O governador Rui Costa ainda falou sobre a declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lula afirmou que o baiano “tem que pensar um pouco no Brasil”, em entrevista à Revista Fórum. “Tem total concordância (minha). Isso é um assunto superado. Como eu disse na entrevista, já disse centenas de vezes e vou repetir: o presidente Lula fez o melhor governo da história do nosso país. Foi o período em que o Nordeste mais cresceu, foi o período em que o Nordeste mais teve investimento nas áreas de educação, infraestrutura, saúde e do abastecimento de água. Eu não tenho dúvida. Pelo que eu conheço de história do Brasil, pelo que eu conheço de distribuição de renda, Lula fez o melhor governo do nosso país. Não tenho nenhuma discordância sobre a fala do presidente. Obviamente que eu falo a partir do local que eu governo, que é a Bahia, que eu acho que tem muito a oferecer ao povo brasileiro”, pontuou.

Presidente criticou outros países sobre os reais interesses nos questionamentos às ações do governo na região

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira que vai apresentar na próxima semana um discurso “bastante objetivo” na Assembleia Geral da ONU sobre a atuação do Brasil no combate a queimadas e desmatamento na Amazônia e, mais uma vez, criticou outros países sobre os reais interesses nos questionamentos às ações do governo na região.

“Estou me preparando com um discurso bastante objetivo”, disse Bolsonaro em transmissão ao vivo em rede social. “O que interessa (a outros países) é desgastar o Brasil. Se a nossa agricultura cair, é bom para países que vivem disso, vão acabar vendendo mais caro e nós ficaremos em situação complicada.”

Macaque in the trees
Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Bolsonaro disse que haveria interesses escusos de países europeus em ampliar as áreas demarcadas por reservas indígenas, quilombolas e de proteção ambiental. Afirmou também que eles querem deixar índios segregados da sociedade brasileira para futuramente explorar o Brasil.

“O que alguns países querem é mantê-los de forma primitiva como se fossem homens pré-históricos para que essas áreas no futuro venham a ser exploradas. O que eles querem? Estão de olho na riqueza debaixo da terra”, disse Bolsonaro, para quem os indígenas querem ser integrados à sociedade e terem acesso, por exemplo, a serviços de saúde e internet.

O presidente disse que seu discurso da Organização das Nações Unidas será de coração e com patriotismo e vai exaltar a soberania nacional, que, segundo ele, estaria ameaçada.

Bolsonaro aproveitou a live semanal para comemorar a queda da taxa básica de juros Selic, “que nunca esteve tão baixa”.

Para o presidente, o corte da Selic na véspera em 0,5 ponto percentual, para 5,50% ao ano, é uma demonstração de que o Brasil está restabelecendo a sua confiança.

set
21
Posted on 21-09-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-09-2019

Bolsonaro levará índia à ONU

 

Jair Bolsonaro levará a índia youtuber Ysani Kalapalo, moradora do Xingu, para a Assembleia Geral da ONU, informa Lauro Jardim.

Ysani publicou vídeo cinco dias atrás falando que as queimadas na Amazônia não passavam de fake news para prejudicar o governo.

Ela vai ocupar uma das cadeiras da bancada do Brasil no momento em que Bolsonaro for discursar. Ysani ficará ao lado de Ricardo Salles, Ernesto Araújo e dos deputados Nelson Trad e Eduardo Bolsonaro.

set
21
Posted on 21-09-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-09-2019



Sponholz, no

 

Do Jornal do Brasil

 

GLBERTO MENEZES CÔRTES, gilberto.cortes@jb.com.br

A quase um mês das eleições presidenciais da Argentina, marcadas para 27 de outubro, com vantagem de mais de 20 pontos para o candidato da oposição Alberto Fernández, que tem a ex-presidente Cristina Kirchner na chapa de vice, contra o presidente Maurício Macri, que tenta a reeleição, os dois maiores bancos privados brasileiros, Bradesco e Itaú, analisam a crise política e econômica do parceiro do Mercosul e seus impactos na economia brasileira.

O mote foi a queda, revelada esta semana, de 0,3%, na margem, do PIB argentino no 2º trimestre, no 6º trimestre consecutivo sem crescimento. Na comparação com o mesmo período de 2018 houve crescimento de 0,6%, surpreendente, segundo o Itaú, após queda de 5,8% no 1º trimestre na mesma base de comparação.

O grande fator favorável foi o comportamento do setor externo, com forte influência da desvalorização do peso. Situação que tende a se prolongar com a eleição do candidato da oposição e que continua a ser um dos principais fatores de pressão contra o real no Brasil.

Brasil vê um de seus mercados encolher

Do lado das exportações, que cresceram 15% em 12 meses, a Argentina, que recuperou a produção de soja e milho após a grande seca de 2018, conseguiu ocupar o espaço deixado pela retração dos Estados Unidos nas suas escaramuças com a China. Já as importações, mais caras para os argentinos, diante da forte desvalorização do peso, caíram 22,7%. Um dos efeitos foi a forte contração na compra de produtos manufaturados brasileiros, sobretudo automóveis, caminhões e máquinas.

Ao analisar a queda de 18% nos investimentos e de 7,7% no consumo privado caiu 7,7%, devido à piora da situação econômica e financeira no último mês, o Departamento Econômico do Bradesco acredita “que um cenário de recuperação na Argentina está mais distante”. O Banco projeta uma queda de 2,0% do PIB neste ano, e de 1,0% em 2020.

O Itaú, que é o maior banco estrangeiro em operação na Argentina é mais direto e não vê “nenhum alívio para a recessão econômica”. O banco recentemente, ajustou para pior as previsões do PIB (de-1,4% para até-2,5% este ano ,”com base em nossa expectativa de consumo e investimento subjugada devido às incertezas aumentadas sobre a direção da política, reestruturação da dívida e controles de capital”

O Itaú observa ainda que a taxa de desemprego subiu para 10,6% no 2º trimestre deste ano, um ponto percentual acima dos 9,6% no mesmo trimestre do ano passado, apesar de leve aumento da taxa de emprego para 42,6( (contra 41,9%).

Cenário global negativo

O Bradesco lembra que “a recessão prolongada na Argentina já teve impactos importantes sobre nossa indústria, uma vez que o país é um importante destino de produtos manufaturados do Brasil. Nos últimos 12 meses, nossas exportações para o país acumulam queda de 40% (perda de US$ 7 bilhões), com destaque para o complexo automotivo, que representa mais de 30% da pauta”, assinala.

Para o Depec Bradesco, o cenário de crescimento global tem se mostrado mais adverso para o Brasil: além da recessão na Argentina, outros parceiros comerciais importantes para o Brasil, como a China e alguns países da Europa, vêm mostrando desaceleração em seu crescimento.

  • Arquivos

  • setembro 2019
    S T Q Q S S D
    « ago   out »
     1
    2345678
    9101112131415
    16171819202122
    23242526272829
    30