Por Claudio Dantas

Numa das atas da Camex, tornada pública pelo BNDES, estão registradas as condições excepcionais do empréstimo do BNDES para a construção do Porto de Mariel, pela Odebrecht.

Mantidos em sigilo até hoje, os parâmetros do financiamento incluem prazo de 25 anos, sendo quatro de carência, a taxa Libor de 60 meses mais spread de 3,5 % a.a. – com parcela à vista de apenas 15% do valor total.

Para o valor de US$ 176,5 milhões, o governo brasileiro aceitou como garantia “fluxos internos de recebíveis da indústria cubana de tabaco”.

Também ampliou de dez para 25 anos o prazo de equalização de juros – espécie de subsídio de juros em que o Banco do Brasil paga ao BNDES a diferença entre o juro do banco e o internacional, se este for menor. Essa alteração causou um prejuízo de R$ 68 milhões, segundo o TCU.

É muito charuto, não?

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