Resultado de imagem para Presidente Bolsonaro passa por cirurgia em São Paulo
Presidente Jair Bolsonaro passa por quarta cirurgia em razão de
facada e deve ficar 10 dias hospitalizado…
Resultado de imagem para Presidente Tabaré Vazquez trata cancer no pulmão

…e  Tabaré Vazquez, do Uruguai: começa tratamento de câncer

no pulmão, antes da abertura dos debates da 23ª assembleia da ONU

ARTIGO DA SEMANA

Dilemas de Saúde e de Estado: Tabaré Vázquéz, Bolsonaro e a ONU

 

Vitor Hugo Soares

 

Aproxima-se o 25 de setembro da abertura do debate geral da 73ª  Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Participantes, dois presidentes sul-americanos – Tabaré Vázquéz, do Uruguai, e Jair Bolsonaro, do Brasil – se deparam com inesperados problemas de saúde, somados às dores de cabeça, políticas e administrativas, no comando de suas nações: O dirigente uruguaio, médico especializado em oncologia e cientista de renome internacional, descobriu um câncer no pulmão ao passar por um exame de rotina no fim de agosto. O tratamento, em geral demorado e delicado, começou esta semana.

O presidente do Brasil, de passagem por São Paulo, domingo dia 1, em consulta médica feita ainda no aeroporto, teve confirmada a suspeita de uma hérnia, na região do abdômen, sequela de uma das três cirurgias a que foi submetido depois da facada sofrida, há um ano, durante a campanha eleitoral.  Jair Bolsonaro será operado, pela quarta vez, neste domingo, 8. A previsão médica é de que fique internado por 10 dias.

Enquanto isso, suspense em Brasília e em Montevidéu, quanto aos tratamentos médicos e as reações políticas e pessoais dos dois chefes de Estado, à medida que se aproxima a data de instalação dos debates na ONU. Com agenda destacada e espaço qualificado para o tema do meio ambiente, sempre cercado de paixões e confrontos político-ideológicos . Geralmente mais carregado de encenações e propaganda, que de dados e verdades científicas, principalmente quando envolve o mítico universo amazônico.

Neste caldo fervente, o tema das queimadas sazonais que ganharam proporções quase inéditas , produz ingredientes que tornam ainda mais especiais os debates no planetário tambor de ressonância das Nações Unidas. Sem falar na questão histórica  da cobiça internacional sobre o imenso território da preciosa reserva de biodiversidade (e outras riquezas), verbalizada desta vez, desgraçadamente, pelo presidente Macron, da França, na recente cúpula do G7.

Neste domingo, Bolsonaro será hospitalizado, enquanto sobe a temperatura política e institucional no País. Seu jeito e movimentos refletem a tensão da conjuntura nacional e o abalo emocional comum a pacientes às vésperas de uma cirurgia, ainda que tente disfarçar. O temperamento esquentado e incontrolável se exacerba. Ele garante: “Eu vou comparecer à ONU nem que seja de cadeira de rodas, de maca. Eu vou porque eu quero falar sobre a nossa Amazônia, mostrar para o mundo com bastante conhecimento, sobre essa área ignorada por tantos que me antecederam. Eu vou deixar passar essa oportunidade?”, perguntou a jornalistas, no começo da semana. 

O presidente do Uruguai, de esquerda moderada, também enfrenta dilemas de saúde e de chefe de Estado. Médico nomeado “Herói da Saúde Pública nas Américas”,  pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em reconhecimento às suas políticas pioneiras de combate ao tabagismo, ao passar por um exame de rotina, mês passado, descobriu que tem um câncer no pulmão. Já começou se tratar, no pleno exercício do mandato que acaba em 1 de março do ano que vem. Calmo, disse que fará o tratamento em Montevidéu, e que pretende governar seu país “até o último minuto do mandato de 5 anos”. Vázquéz tem muito a dizer aos uruguaios, ao continente e ao mundo, nos debates deste setembro da ONU. 

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br    

Be Sociable, Share!

Comentários

Vanderlei on 8 setembro, 2019 at 20:00 #

Se a preocupação com a Amazônia era tão importante para o mundo, por que o Macron não sugeriu ao G7 convocar o Brasil a dar explicações sobre as queimadas? Ou seja, o Brasil não sendo convocado, pareceu que “pelas costas” foram atiradas “flechas” ao Brasil, sem possibilidades de nenhuma de argumentação ou até defesa, em todos os aspectos, junto a mídia internacional e a população mundial desinformada. O Presidente Macron foi um irresponsável, indelicado, e muito mais que isto, jogou nosso país contra o mundo. Agora, na ONU, os Brasileiros esperam que o Bolsonaro mostre ao mundo a realidade, bem como a verdade dos cuidados que o Brasil tem com a nossa Amazônia brasileira.


vitor on 9 setembro, 2019 at 13:19 #

Vanderlei:
Informações e observações perfeitas as suas, neste espaço de pensamento e opinião. Forte abraço!


Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos

  • setembro 2019
    S T Q Q S S D
    « ago    
     1
    2345678
    9101112131415
    16171819202122
    23242526272829
    30