DO BLOG O ANTAGONISTA

Os ‘desvios’ da Lava Jato, segundo o novo Procurador Geral da República

 

Depois da confirmação de Augusto Aras como novo procurador-geral da República, O Globo rememorou uma entrevista concedida em agosto ao jornal carioca pelo então candidato.

Na ocasião, Aras declarou que a Operação Lava Jato tem “pequenos desvios a serem corrigidos” e citou o “personalismo” como o principal deles. Evitou, porém, críticas nominais a Deltan Dallagnol

Afirmou ainda que proporia ao MPF a discussão de um manual de boas práticas para as forças-tarefas das operações e que trabalharia para fortalecê-las.

Aras também defendeu o instituto das delações premiadas, mas disse que é necessário “cuidado” na assinatura dos acordos para verificar a existência de provas.

set
05

No Caderno B/Jornal do Brasil

 ARTIGO

DOS “QUATRO CRIOULOS” SÓ RESTA UM

   GILBERTO MENEZES CÔRTES

Macaque in the trees
Elton Medeiros no JB, em foto de Alberto Jacob: 2 de dezembro de 1964 (Foto: Reprodução)

No começo dos anos 60, quando parecia que o Samba agonizava, em função do avanço da Bossa Nova, que João Gilberto sempre disse ser uma batida de Samba, Nara Leão, que era da turma da Bossa Nova, mas sentou praça no Samba, imortalizou uma música famosa de Elton Medeiros e Joacyr Santana: “Os Quatro Crioulos”.

“São quatro crioulos inteligentes

Rapazes muito decentes

Fazendo inveja a muita gente

Muito bem empregados

Numa secretaria

Educados e diplomados em filosofia

E quando chega fevereiro

Ver os crioulos no terreiro

É sensacional

No dia de carnaval

São figuras de destaque

No desfile principal (…)”.

E os quatro crioulos eram Elton Medeiros, carioca da Glória, fundador da Tupi de Braz e Pina e que integrou a ala dos compositores da escola de Samba Aprendizes de Lucas, Anescar do Salgueiro (Anescar Pereira Filho), Jair do Cavaquinho (Jair de Araújo Costa, mestre do cavaquinho da Portela) e Nelson Sargento (Nelson Mattos).

Com a morte nesta quarta-feira, 4 de setembro, do grande sambista e estudioso da ancestralidade africana de boa parte do povo brasileiro, que veio para o Brasil Colônia de várias nações da África para atuarem como escravos nas lavouras de açúcar, café, fumo, cacau e na mineração de ouro, dos quatro crioulos resta apenas Nelson Sargento, aos 95 anos.

Elton Medeiros e seu parceiro de “Os Quatro Crioulos” se juntaram aos maiores bambas do samba do século 20. Joacyr foi parceiro do grande Silas de Oliveira, do Império Serrano. E a dupla Elton/Joacyr criou ainda “Coração de Ouro”, “Chega pra Lá” e “Chove e não Molha”, entre outros.

Essa elite do Samba criou a “resistência” cultural da época, que funcionou de 1963 a 1965 num sobrado na Rua da Carioca 53. Essa resistência, que reunia sambistas e intelectuais e gente do teatro da época, deu origem ao histórico show Opinião, que estreou em dezembro de 1964, no Teatro Opinião, inicialmente estrelado por Nara Leão, João do Vale e Zé Keti.

Num dos shows do Zicartola foi revelado mais um ícone do samba e da Música Popular Brasileira: Paulinho da Viola (o vascaíno e portelense Paulo Cesar Batista de Faria, filho do grande violonista Cesar Faria), que se destacou pelo violão e a viola na MPB e por sua voz de elegância inconfundível. Paulinho gravou também “Os Quatro Crioulos” e chegou a repetir o grupo “Cinco Crioulos”, cujo quinteto era completado por Mauro Duarte (de Oliveira), autor, junto com Paulo Cesar Pinheiro, do extraordinário “Canto das Três Raças” imortalizado por Clara Nunes.

Elton Medeiros era, sem dúvida, o mais estudioso e intelectual do grupo. Compartilhou obras primas com Cartola, como “O Sol Nascerá”, um canto de esperança para épocas de tristeza e escuridão, Mauro Duarte, Hermínio Belo de Carvalho, e Paulinho da Viola, entre outros. Um dos traços mais importantes da geração que irmanou os quatro e os cinco crioulos foi a harmonia e a defesa do samba, sem qualquer restrição quanto à Escola de Samba do coração de cada um. O Samba pulsava por todos.

Nelson Sargento e Paulinho da Viola mais do que levar adiante o legado do Elton Medeiros, devem provar que o “Samba agoniza mas não morre”, como bradou o grande Nelson Mattos.

“Quatro Crioulos”, Elton Medeiros: um clássico do samba apresentado pelo autor cantando em dupla com Paulinho da Viola já nos estertores da era dos musicais da TV Record em 1973. Além de “Quatro Crioulos”, também gravada por Nara Leão em “Nara Pede Passagem” (1966), os dois cantaram também “No Pagode do Vavá”, gravada em 1972, e a primeira composição a citar a palavra “pagode”. Na sua origem, ela se referia a festa, reunião entre amigos, e não ainda a um estilo de samba, gênero musical ou rótulo fonográfico, explicam comentarista do vídeo no youtube. Aqui em gravação  Elton.

Saudades!!!.

(Vitor Hugo Soares)

DO EL PAÍS

Procuradora-geral, cujo substituto deve ser anunciado em breve por Bolsonaro, avalia falhas na investigação do assassinato da vereadora e pode pedir intervenção do STJ

A duas semanas de deixar o comando da Procuradoria-Geral da República, Raquel Dodge estuda pedir ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que sejam federalizadas as investigações dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista Anderson Gomes, de acordo com fontes da procuradoria-geral entrevistadas pelo EL PAÍS. A iniciativa de Dodge ocorre na iminência do caso completar um ano e seis meses sem que tenham sido identificados os mandantes do crime. Dodge deixa o comando do Ministério Público Federal no próximo dia 17. Ela se movimentou para ser reconduzida ao cargo, mas o presidente Jair Bolsonaro (PSL) indicou que vai nomear um homem para o cargo, que esteja “alinhado” aos seus interess

Para concluir sua análise sobre a necessidade de federalização das investigações, Dodge pediu acesso ao relatório final do inquérito conduzido pela Polícia Federal que investigou a tentativa de obstrução das investigações estaduais do caso. Esse inquérito da PF foi aberto por solicitação da procuradora-geral, no ano passado, depois que o miliciano Orlando Oliveira Araújo, conhecido como Orlando da Curicica, disse estar sendo coagido por policiais civis do Rio a assumir que encomendou a morte de Marielle. Na época dos assassinatos, Orlando da Curicica estava preso no Rio de Janeiro, mas foi envolvido no crime por um rival, o policial militar e também miliciano Rodrigo Jorge Ferreira, que se apresentou na Divisão de Homicídios como testemunha contra Curirica e que teve ajuda de três delegados federais para conceder entrevistas à imprensa publicizando a mesma versão. Orlando da Curicica chegou a ser visitado no presídio por policiais civis e disse a procuradores que recebeu a oferta de benefícios para que se declarasse responsável pela encomenda do crime.

“Para pedir a federalização, é preciso comprovar que houve falha na investigação na esfera competente”, explicou ao EL PAÍS o vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, que representa Dodge em casos no STJ, embora não esteja envolvido na análise do caso Marielle. “Há uma alegação genérica de que a denúncia não teria incluído potencial mandante“, acrescentou o vice-procurador-geral, sem qualificar essa alegação.

Além de não terem identificado o mandante do crime, Polícia Civil do Rio e Ministério Público do Estado do Rio só prenderam em 12 de março deste ano o ex-policial militar Ronnie Lessa sob a acusação de que ele foi autor dos tiros que mataram Marielle e seu motorista. Também foi preso o ex-policial Elcio Queiroz, por dirigir o carro que transportava Lessa.

A possível conexão com um cacique do PMDB

Dodge citou em petição ao STJ que o inquérito da Polícia Federal apresentou indícios de que um possível mandante do assassinato seria Domingos Brazão, ex-líder do PMDB na Assembleia Legislativa do Rio e conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Brazão é réu no STJ e ficou preso por cinco dias em março de 2017, quando foi alvo da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro.

Apesar de ter sido a responsável pela abertura da investigação na PF para desvendar obstruções e falhas no caso Marielle, Dodge teve seu pedido de acesso ao inquérito negado pela 28a Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O juiz estadual atendeu a pedido de promotores para proibir que a procuradora-geral da República tivesse acesso ao relatório da PF. Dodge teve de recorrer ao STJ para ter acesso ao inquérito. Na sexta-feira passada, o ministro Raul Araújo determinou que uma cópia do inquérito fosse enviada a ela. Para providenciar o recebimento da cópia do inquérito e o envio para a Procuradoria-Geral da República, Dodge indicou a procuradora regional da república Marcia Morgado, chefe da Procuradoria Regional da República na 2a. Região.

Se solicitar a federalização do caso Marielle nos próximos dias, esse será o primeiro pedido de federalização de investigação nos dois anos de Dodge como procuradora-geral da República. O mérito da federalização é julgado pelos dez ministros da 3a. Seção do Superior Tribunal de Justiça.

Ainda que não peça a federalização do caso, que deslocaria para um tribunal federal não só o julgamento em andamento dos assassinos de Marielle mas também as investigações dos mandantes, Dodge também pode solicitar um novo inquérito para investigar Brazão, que só pode ser julgado pelo STJ porque é conselheiro de tribunal de contas.

Os lances mais recentes de Dodge sobre o caso Marielle na reta final do mandato se somam às expectativas do anúncio de sua própria substituição. Ou seja, Dodge pode determinar a mudança de instância da investigação, mas não seria ela, mas seu substituto escolhido por Jair Bolsonaro, o futuro encarregado da questão. Nesta terça, o presidente afirmou à Folha que deve indicar até quinta-feira o nome do novo procurador-geral. “Tem que tirar nota 7 em tudo e ser alinhado comigo”, disse ao jornal.

A investigação do assassinato da vereadora carioca é um dos temas mais delicados para o clã Bolsonaro, que nunca fez questão de condenar o crime. Uma das linhas de apuração relaciona Lessa, que morava no mesmo condomínio do presidente e foi detido sob acusação de estar envolvido na morte, ao Escritório do Crime, um sofisticado grupo de extermínio ligado a milícias e contraventores, à execução. Um dos apontados como integrante do grupo, Adriano Nóbrega, é tido como amigo de Lessa e está foragido desde janeiro deste ano. Nóbrega tinha duas parentes lotadas no gabinete de Flávio Bolsonaro até o segundo semestre de 2018.

DO BLOG O ANTAGONISTA

“Se alguém passou ao presidente a ideia de controle do MPF, então vendeu uma ilusão”

 

Em nota, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) convoca “os membros do Ministério Público Federal a se manterem mobilizados em torno do princípio democrático, de maneira que haja uma recusa coletiva em assumir qualquer cargo ou função decorrente de escolha de PGR porventura realizada fora da lista tríplice”.

O presidente da República não é obrigado a escolher entre os nomes que compõem a lista tríplice votada pelos procuradores, mas uma guerra se anuncia.

Ex-presidente da ANPR, José Robalinho Cavalcanti disse a O Antagonista:

“O MPF é um corpo de magistrados, regido pela independência funcional. O PGR e os colegiados lideram e coordenam. Mas não mandam. Não há hierarquia. Se alguém passou ao presidente a ideia de que controlaria o MPF, seus colegiados ou estruturas, então vendeu uma ilusão. Há serenidade e dever com o país, com a sociedade e com a lei — como sempre houve –, mas não submissão hierárquica a quem quer que seja.”

set
05

Do Jornal do Brasil/CadernoB

Sambista Elton Medeiros morre aos 89 anos no Rio

O sambista Elton Medeiros, conhecido pela composição de O Sol Nascerá, em parceria com Cartola, morreu aos 89 anos no Rio de Janeiro. Ele estava internado na Casa de Saúde Pinheiro Machado, na zona sul da cidade. A pedido da família, o hospital não deu nenhuma informação sobre a morte do artista.

O corpo de Medeiros está sendo velado na capela 1 do Cemitério do Catumbi, no centro da cidade, e será sepultado às 15h30. Além de Cartola, o sambista fez parcerias com artistas como Zé Ketti e Paulinho da Viola.

Macaque in the trees
(Foto: TV Brasil)

A cantora Teresa Cristina divulgou uma mensagem nas redes sociais em que diz que Medeiros foi um dos “maiores melodistas” com quem ela pôde conviver. “Elton ranzinza que me dava broncas. A última foi no programa do Bial, corrigindo uma nota em O sol nascerá”, escreveu a cantora.(Agência Brasil)

set
05
Posted on 05-09-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-09-2019


 

Miguel, no

 

 

Com imagem desgastada e superprotegido pelo pai, atacante tentou forçar retorno ao Barcelona, mas ficará no PSG após fechamento da janela de transferências

Neymar PSG Barcelona
Atacante Neymar seguirá no PSG após fechamento de janela de transferência. Getty Images
  

Chegadas triunfais, despedidas frustrantes. Assim, repleta de altos e baixos, tem sido a trajetória do maior craque brasileiro da atualidade pelas equipes que já defendeu. O episódio mais recente desse roteiro de constrangimentos protagonizado por Neymar é a tentativa frustrada de sair do Paris Saint-Germain, clube que há dois anos o converteu no jogador mais caro da história e pagou 821 milhões de reais para tirá-lo do Barcelona. Com a carreira conduzida pelo próprio pai, ele segue em evidência por polêmicas, atritos com companheiros, rivais e torcedores, litígios na Justiça e até uma acusação de estupro —arquivada por falta de provas—, enquanto as tão sonhadas premiações individuais passam longe de consagrar seu talento.

A janela europeia de transferências fechou nesta segunda-feira, sem que a arrastada negociação com o Barça se concretizasse. Dirigentes catalães chegaram a oferecer um pacote de jogadores além da quantia em dinheiro, mas não alcançaram o valor ao redor de 1 bilhão de reais pretendido pelo PSG para ceder sua grande estrela. No mesmo dia, frustrado pelo desfecho da novela, Neymar se apresentou à seleção brasileira nos Estados Unidos, onde disputará amistosos contra Colômbia e Peru. Ele não atua desde o início de junho, quando lesionou o tornozelo em partida diante do Catar. Pelo time parisiense, a última exibição do craque foi em 27 de abril, na surpreendente derrota para o Rennes na final da Copa da França. Depois, ficou afastado dos jogos enquanto não definia seu futuro. Nesse período, treinou separadamente dos colegas, prestigiou um show da cantora Paula Fernandes em Portugal e anunciou uma ponta como ator coadjuvante na série espanhola La Casa de Papel.

Em duas temporadas no PSG, o atacante não conseguiu conquistar o almejado título da Champions League nem voltar a figurar entre os três melhores jogadores do mundo. Pelo segundo ano consecutivo, sequer apareceu no top 10 eleito pela FIFA. Acumulou rompantes de rebeldia, como a guerra de egos com Cavani pelo posto de batedor oficial de pênaltis, suspensões por reclamar com árbitros e revidar os xingamentos de um torcedor com agressão. Na estreia do PSG no Campeonato Francês, torcedores o hostilizaram com cânticos e faixas favoráveis à sua saída. Uma delas se referia a uma entrevista que soou como provocação ao clube francês —Neymar disse que o jogo mais marcante de sua vida foi a virada do Barcelona por 6 a 1 sobre a equipe que atualmente paga seus salários.

Por trás de cada polêmica costuma emergir a figura paterna, que foi capaz de contrariar a vontade da mãe para batizar o filho com seu nome. “Neymar pai”, como ficou conhecido, cumpre o papel de gestor da carreira e porta-voz do jogador. Seu perfil no Instagram, com mais de 1 milhão de seguidores, serve de tribuna para defender Neymar Júnior nos entreveros midiáticos. “Meu filho é atleta do PSG, mas não pode ignorar sua história”, justificou o pai ao explicar que o atacante não estava zombando de torcedores e dirigentes franceses ao relembrar a remontada pelo Barça. “Essa superproteção acaba impedindo que o Neymar amadureça”, avalia Zetti, ex-goleiro e tetracampeão mundial com a seleção brasileira, em 1994. “Pelo nível que atingiu no futebol mundial, ele deveria separar a carreira do pai. Não pode ser tratado para sempre como um menino.”

Em 2017, Neymar saiu chamuscado do Barcelona e deixou torcedores culés irritados por causa da postura enigmática que selou sua transferência ao PSG. Novamente, o pai-empresário entrou em ação com um drible nos dirigentes do Barça pelo pagamento dos 26 milhões de euros referentes à renovação de contrato, que até hoje está pendente em uma disputa judicial. Neymar pai também chamou para si a responsabilidade pelos processos de sonegação de impostos, tanto no Brasil quanto na Espanha, derivados da transferência do Santos em 2013. Chegou a ameaçar tirar o filho do Barcelona caso as autoridades locais não lhe garantissem “tranquilidade tributária” no país.

A saída do Santos, clube que revelou o jogador, foi igualmente tumultuada. O time alvinegro acusa o staff de Neymar de ocultar o verdadeiro valor da negociação com o Barça e briga em tribunais esportivos para receber mais de 50 milhões de euros pela transferência, assim como a DIS, que detinha 40% de seus direitos e denunciou a empresa liderada por Neymar pai às autoridades espanholas por fraude. Nem ele nem dirigentes santistas descartam um retorno no futuro, mas a idolatria que despertou desde seus primeiros passos na base ficou estremecida.

Neymar chegou ao Santos aos 12 anos. Aos 14, seu antigo empresário o levou à capital espanhola para um período de testes no Real Madrid. Treinou por três semanas com o time juvenil, conheceu Ronaldo e Roberto Carlos, ídolos brasileiros que atuavam pelo clube, e assistiu a dois jogos das tribunas. Na época, a diretoria merengue sinalizou a intenção de contratar o jovem atacante, que iria para a Europa com a família, por 50.000 euros, mas a negociação emperrou após a renúncia de Florentino Pérez à presidência.

Porém, o interesse do Real Madrid repercutiu no Brasil e fez com que o Santos, temeroso em perder sua revelação, fechasse o primeiro contrato milionário do jogador. “Foi uma grande jogada de marketing para valorizá-lo”, diz Reginaldo Fino, um dos técnicos que descobriu Neymar. “O pai sempre foi inteligente ao negociar as coisas para o filho.” Hoje, Neymar pai, que se refere a Neymar Júnior como “meu cliente”, se orgulha de ter transformado o primogênito em um dos jogadores mais bem pagos do mundo. Ainda sem saber como será acolhido por dirigentes, companheiros e torcedores depois de deixar claro o desejo de não permanecer no PSG, o frenesi de sua passagem por Paris pode se encaminhar, na próxima janela de transferências, para uma nova novela, mas sem final feliz e com desfecho já interpretado pelo craque: a porta dos fundos.

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