“Estão voltando as flores”, Dalva de Oliveira: A estrela Dalva, magnificamente, em uma de suas mais exuberantes e definitivas interpretações vocais de sempre, para emocionar antigos e novos amantes da música brasileira. Se vivo estivesse, o notável e saudoso colunista baiano, Silvio Lamenha, melhor e mais completo imitador da grande cantora, certamente diria: “Resistir, quem há de?”. Responda quem souber.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

Parlamento pode tirar do Governo seu poder de definir a ordem do dia e, depois, aprovar uma resolução para obrigá-lo a pedir a Bruxelas outro adiamento do Brexit

Captura de vídeo mostra o primeiro-ministro britânico durante sua intervenção, nesta terça-feira, no Parlamento.
Captura de vídeo mostra o primeiro-ministro britânico durante sua intervenção, nesta terça-feira, no Parlamento. (AFP)

Johnson começou seu discurso com a energia e os ataques que fazem a alegria de seus partidários ? “o que a oposição propõe é a lei de rendição de Jeremy Corbyn. Significa hastear a bandeira branca diante da União Europeia”, proclamou ?, mas terminou com hesitações e evasivas. O primeiro-ministro comprovou a ferocidade com que um sistema parlamentar reage quando vê suas atribuições serem ameaçadas.

Westminster se prepara para votar na noite desta terça-feira uma moção para retirar do Governo seu poder de definir a pauta de votação, abrindo caminho para impulsionar, nesta quarta-feira, uma resolução legal que obrigue Johnson a pedir a Bruxelas outro adiamento de três meses na data de saída do país da União Europeia.

“Já chega. O país quer que tudo isto acabe e que o resultado do referendo seja respeitado”, afirmou Johnson. Ele voltou a insistir, sem apresentar nada além de declarações ambíguas, que a UE começou a mostrar flexibilidade. Garantiu que pode obter um novo acordo de saída no que seria anulado o chamado backstop, um mecanismo de seguro considerado inegociável pelos membros da UE e inadmissível pelos eurocéticos conservadores. Uma forma de manter a Irlanda do Norte no espaço alfandegário comunitário e não romper o mercado interno, defende Bruxelas. Uma afronta à integridade territorial do Reino Unido, gritam os conservadores britânicos mais radicais.

Johnson vem usando todos os estratagemas legais e parlamentares ao seu alcance para tentar evitar que o Parlamento possa impor um novo adiamento do Brexit. Não parou de insinuar, sem nenhuma prova, que está prestes a alcançar um acordo com a UE. Forçou a Rainha a suspender a atividade parlamentar por cinco semanas para deixar seus críticos sem tempo. Afirmou que expulsará da bancada parlamentar os deputados conservadores que aderirem à rebelião. E, finalmente, ameaçou antecipar as eleições gerais para evitar qualquer decisão do Parlamento contra sua estratégia.

A única coisa que ele conseguiu com essa ofensiva foi aumentar a determinação de seus adversários e reafirmar a convicção de muitos rebeldes conservadores de que eles devem colocar os interesses do país à frente dos de seu próprio partido. “[Johnson] está minando nossa economia, nossa democracia e nosso papel no mundo. Está usando manipulação política, intimidação e mentiras. E está fazendo isso deliberadamente. Agiu com tanta imprudência a ponto de deixar de ser conservador”, afirmou o deputado Phillip Lee ao anunciar sua decisão de abandonar o Partido Conservador e aderir à bancada liberal democrata. Foi uma granada de mão que explodiu na cara de Johnson minutos antes que o primeiro-ministro iniciasse seu discurso no Parlamento, colocando-o diante da dura realidade. Ele acabava de perder sua ínfima maioria parlamentar de um deputado. O efeito da decisão foi mais simbólico do que real, porque há pelo menos 15 rebeldes conservadores que já anunciaram sua decisão de votar contra o Governo para frear Johnson.

“Será que o primeiro-ministro pode nos entregar, antes do final da tarde, alguma prova documental dos supostos avanços das negociações com Bruxelas?”, desafiou Philip Hammond, ex-ministro da Economia do Reino Unido e um dos líderes da rebelião conservadora. Hammond nunca foi radical em suas colocações, mas, com a vantagem de ter um conhecimento real das perspectivas econômicas do país, sempre lutou contra a possibilidade de uma saída desorganizada da UE. Juntamente com outros conservadores moderados, foi na manhã desta terça-feira a Downing Street para ouvir as explicações de Johnson. E, como informaram todos os veículos de comunicação britânicos, a reunião terminou de uma forma amarga. O primeiro-ministro não quis buscar a cumplicidade de seus críticos, preferindo atacá-los desde o primeiro minuto, acusando-os de estar favorecendo com sua atitude um futuro Governo trabalhista encabeçado por Jeremy Corbyn.

“Este Governo não tem um mandato, não tem moral e, a partir de hoje, não tem maioria neste Parlamento”, disse o líder da oposição a Johnson. Corbyn rejeitou a terminologia bélica ? tão ao seu gosto ? usada durante o debate pelo primeiro-ministro, que chegou a qualificar o projeto promovido pela oposição de “lei de rendição de Corbyn”. “Ninguém está se rendendo, primeiro-ministro, porque não estamos em guerra com a Europa. São nossos parceiros”, respondeu o líder oposicionista.

E como em muitas outras ocasiões, o homem encarregado de apontar que o imperador estava nu foi Kenneth Clarke, o veterano ? e venerado por muitos de seus companheiros ? deputado conservador que ostenta o título de “pai do Parlamento”. “A estratégia do primeiro-ministro é óbvia. Quer estabelecer condições impossíveis para a UE, para atribuir a ela a maior parte da culpa pelo fracasso da negociação. E depois quer realizar eleições gerais o mais rápido possível, antes que as consequências negativas de um Brexit sem acordo fiquem evidentes. Estou enganado?”, perguntou Clarke a Johnson, que mais uma vez se limitou a gaguejar quanto à sua vontade de alcançar um pacto com Bruxelas e a bajular Clarke a respeito de seu passado político.

“Nunca aceitarei outro adiamento do Brexit. Sairemos em 31 de outubro, do jeito que for, com ou sem acordo. Nunca entregarei o controle da capacidade de negociação do Reino Unido”, tinha afirmado Johnson no início de sua intervenção. Uma mensagem que serviu para reafirmar, na cabeça de muitos deputados, que se for aprovada a lei para frear o primeiro-ministro e obrigá-lo a adiar seus planos, ganhará mais força a possibilidade de eleições.

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04
Posted on 04-09-2019
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DO BLOG O ANTAGONISTA

PSDB nega participar de movimento anti-Bolsonaro

 O PSDB negou, em tuíte, que faça parte do movimento anti-Bolsonaro chamado “Direitos Já!”.

Para o evento de abertura do movimento, no entanto, os tucanos José Gregori e José Aníbal confirmaram presença. Fernando Henrique Cardoso, inclusive, enviou um vídeo declarando seu “inteiro apoio” ao Direitos Já.

O PSDB respeita a autonomia de seus integrantes, mas definitivamente não participa desse movimento como instituição.”

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04
Posted on 04-09-2019
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DO JORNAL DO BRASIL

Os ex-governadores do Rio Anthony Garotinho e sua mulher, Rosinha, foram presos na manhã desta terça-feira (3) em operação realizada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. O casal é suspeito de ter superfaturado contratos celebrados entre a Prefeitura de Campos dos Goytacazes e a construtora Odebrecht durante os dois mandatos de Rosinha como prefeita (2009-2016).

Os contratos foram firmados para a construção de casas populares dos programas “Morar Feliz I” e “Morar Feliz II”.

Os pedidos de prisão e de busca e apreensão foram acatados pelo Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Campos dos Goytacazes. Com as prisões, Garotinho e Rosinha se juntam a Sergio Cabral e Luiz Fernando Pezão no rol de ex-governadores fluminenses que se encontram detidos.

As investigações do Ministério Público estadual começaram a partir de delações de dois executivos da Odebrecht, Leandro Andrade Azevedo e Benedicto Barbosa da Silva Junior, firmadas com o Ministério Público Federal no âmbito da Operação Lava Jato.

O MP-RJ afirma que, a partir das informações prestadas, o órgão verificou que os procedimentos licitatórios para a construção das moradorias populares foram direcionados para que a Odebrecht saísse vencedora. O órgão diz ter identificado superfaturamento de pelo menos R$ 62 milhões.

Além disso, segundo o MP-RJ, foram pagos pela Odebrecht R$ 25 milhões em vantagens indevidas. De acordo com o órgão, os ex-governadores receberam quantias ilícitas em espécie.

Os pagamentos teriam sido realizados pelo setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, também conhecido como o setor de propinas. Segundo o MP-RJ, as planilhas entregues pelos colaboradores indicavam o codinome do beneficiário, valor, data do pagamento e, em alguns casos, até a obra vinculada ao pagamento, a exemplo de “Casas Campos II”.

Além de Garotinho, Rosinha, Leandro e Benedicto, também foram denunciados e presos outro executivo da empresa, Eduardo Fontenelle, e três pessoas da confiança dos ex-governadores, Sérgio Barcelos, Ângelo Cardoso Gomes e Gabriela Quintanilha. Segundo o Ministério Público, o trio ajudava a efetivar o recebimento das quantias.

Sérgio Barcelos é subsecretário no governo de Wilson Witzel (PSC) e, segundo o governo, será exonerado do cargo. Ele foi nomeado em agosto na secretaria estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Anteriormente, Sérgio havia passado pela liderança do PSL na Alerj e pelo gabinete do deputado estadual Gil Vianna (PSL).

Sérgio foi nomeado após o escanteamento da ex-secretária de Direitos Humanos, Fabiana Bentes, pelo governo Witzel. A exoneração de Fabiana e de parte de sua equipe ocorreu no início de agosto.

OUTRO LADO

Em nota, a defesa de Garotinho e Rosinha nega as acusações e diz que irá recorrer da decisão.

A defesa afirma que a Odebrecht ingressou com uma ação contra o município de Campos para receber mais de R$ 33 milhões porque considerou ter sofrido prejuízo no contrato firmado.

“A defesa estranha, portanto, que o Ministério Público fale em superfaturamento quando a própria empresa alega judicialmente ter sofrido prejuízo”, diz a nota.

A reportagem ainda não conseguiu falar com os advogados dos suspeitos.

HISTÓRICO

Garotinho, que governou o Rio de 1999 a 2002, já havia sido preso três vezes. Em novembro de 2016, na Operação Chequinho, foi detido acusado de comandar um esquema de compra de votos na eleição em Campos, sua base eleitoral.

Segundo as investigações, Garotinho usou o programa Cheque Cidadão para fins eleitorais, dobrando o número de beneficiários, que não passavam pelo crivo do cadastro ou avaliação de assistentes sociais.

Ele chegou a ser condenado a 9 anos e 11 meses de prisão neste processo e preso outra vez em setembro do ano seguinte. Na ocasião, três agentes da Polícia Federal cumpriram mandado de prisão domiciliar contra o ex-governador, que apresentava seu programa de rádio.

Ao lado da mulher, Rosinha, o ex-governador foi preso novamente em novembro de 2017, a partir de investigações que apuravam os crimes de corrupção, concussão, participação em organização criminosa e falsidade na prestação de contas eleitorais.

Inquérito da Polícia Federal identificou que a JBS havia firmado contrato fictício com uma empresa para repassar R$ 3 milhões para a campanha derrotada de Garotinho ao governo do Rio em 2014.

Rosinha foi solta dias depois por decisão do Tribunal Regional Eleitoral, enquanto Garotinho foi libertado em dezembro pelo então presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Gilmar Mendes.

Garotinho também foi condenado em 2010 por formação de quadrilha, sentença confirmada pelo TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) em setembro do ano passado.

O caso envolvia a nomeação de policiais civis, que assumiam delegacias na zona oeste para favorecer o contrabando de peças para máquinas de apostas e para permitir a exploração do jogo ilegal pelo grupo comandado pelo contraventor Rogério Andrade.

Em outubro do ano passado, o ministro do STF Ricardo Lewandowski determinou que Garotinho ficasse solto até que se esgotassem seus recursos na Justiça.

Garotinho tentou concorrer ao governo do Rio nas eleições de 2018, mas teve a candidatura barrada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com base na Lei da Ficha Limpa.

Ele foi condenado por improbidade administrativa em maio de 2018, sob acusação de fraudes na saúde durante o mandato de sua mulher, Rosinha (2003-2006), que geraram mais de R$ 234 milhões de danos ao erário. Em dezembro do ano passado, Rosinha foi condenada na mesma ação.

Além disso, o TSE avaliou que outra condenação também impedia Garotinho de ser candidato. Em 2018, o ex-governador foi condenado em segunda instância por calúnia contra o juiz federal Marcelo Leonardo Tavares, a partir de publicações em seu blog pessoal, e teve seus direitos políticos cassados. Ele não recorreu e o processo foi definitivamente encerrado em março do ano passado.

DO CADERNO – Jornal do Brasil

O diretor italiano Paolo Sorrentino e o ator Jude Law receberam diversos elogios ao apresentarem a nova série sobre a história de um Papa no Vaticano, a “The New Pope” (“O Novo Papa”, em tradução livre), na 76ª edição do Festival de Veneza. Os nove novos episódios são uma sequência de “The Young Pope”, onde Law é mantido no papel de Lenny Belardo, eleito o primeiro Papa norte-americano da história, chamado de Pio 13. Após Belardo entrar em coma, John Brannox, interpretado por John Malkovich, é escolhido para sucedê-lo, adotando o nome de João Paulo III. O programa é original da Sky-HBO e será exibido no próximo ano. O roteiro é realizado pelo próprio Sorrentino, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2014 por “A Grande Beleza”, e Umberto Contarello. Já a produção é de Lorenzo Mieli e Mario Gianani. O elenco, por sua vez, ainda conta com Javier Cámara.

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Jude Law e John Malkovich em ‘The New Pope’ (Foto: Ansa)

“Na primeira temporada, queríamos mostrar o Vaticano de dentro, sem contatos com o mundo. Nesta, as relações com o exterior”, definiu Sorrentino. Durante o Festival de Veneza, foram exibidos dois episódios, sendo que em um deles o Papa aparece de sunga branca cercado por mulheres, além de descrever algumas tentações mundanas, como vícios, sexo e poder. “Vocês ficarão surpresos de saber que essas sungas na verdade não foram o menor traje que usei”, disse Law em uma coletiva de imprensa no último domingo (1).

“Há até uma cena em que vesti um guardanapo. Tenho uma foto dela porque realmente foi o menor traje que já me deram”, acrescentou.

O Festival de Cinema de Veneza acontece até o próximo sábado (7), quando os vencedores do Leão de Ouro serão reconhecidos.(Ansa)

 

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04
Posted on 04-09-2019
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Miguel, no

 

Jogador aparece como monge em dois capítulos modificados depois da decisão judicial por falta de provas

Naiara Galarraga Gortázar

Os seguidores mais ávidos da La Casa de Papel, aqueles que assistiram à terceira temporada assim que estreou em 19 de julho, perderam a participação de Neymar, ao alcance dos retardatários faz alguns dias. As cenas do polêmico jogador de futebol brasileiro, declarado fã do bando dos macacões vermelhos, foram incorporadas somente depois que a polícia e a promotoria de São Paulo arquivaram, por falta de provas, no início de agosto, a denúncia de violação apresentada pela modelo Najila Trindade de Souza dois meses antes.

Na versão da série lançada mundialmente na sexta-feira, 19 de julho, não aparece João, o monge brasileiro de um convento italiano, que na versão divulgada agora conversa com Berlim e o Professor nos capítulos 6 e 8. É uma aparição breve, na qual o jogador ri de si mesmo ao dizer, em espanhol, que não gosta de futebol ou de festas.

A denúncia apresentada pela modelo que ele conheceu na Internet e convidou a visitá-lo em Paris fez com que um contrato de patrocínio com a Mastercard fosse suspenso e, pelo que se sabe agora, que a Netflix mantivesse na gaveta a participação dele, à espera da decisão da Justiça.

“Consegui realizar o meu sonho e fazer parte da minha série favorita. E agora posso compartilhar João com todos vocês!”, tuitou o atacante há alguns dias atrás para anunciar sua aparição em uma série que desde o início se tornou um fenômeno no Brasil. Com a tag #nuevofichaje, o jogador fez piada sobre a novela que protagonizou em meados do ano, que começou com a denúncia de um estupro que ele sempre negou, teve a ausência na Copa América por lesão e uma operação que fracassou quando o jogador não conseguiu abandonar o Paris Saint-Germain para retornar ao Barcelona.

A denúncia foi arquivada pelas promotoras Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (Gevid) em São Paulo, que consideraram haver “falta de provas” de estupro e “afeto entre as partes”. Até então, milhões de espectadores de todo o mundo tinham visto, sem vestígios de Neymar, a série que encheu as ruas das principais cidades do Brasil com o slogan “a resistência precisa de você”.

O assunto, e quem sabe a série, ainda pode ter alguma reviravolta no roteiro, porque, como enfatizaram as promotoras, o jogador não foi absolvido. O caso pode ser reaberto a qualquer momento se surgirem novas provas.

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