ago
22
Posted on 22-08-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 22-08-2019

Do Jornal do Brasil

 

A hashtag #PrayforAmazonas também chegou a ser a mais usada no mundo no início da tarde

Vários famosos brasileiros e internacionais usaram suas redes sociais nesta quarta-feira (21) para se manifestar contra a série de queimadas que atinge o país nas últimas semanas. A hashtag #PrayforAmazonas também chegou a ser a mais usada no mundo no início da tarde. 

Macaque in the trees
Gisele Bündchen (Foto: Ludovic Marin / AFP)

A atriz americana Demi Lovato, 27, afirmou que a “maior floresta tropical do mundo está em chamas pelo 16º dia e a mídia não está dando a mínima”. “A Amazônia está queimando há três semanas e eu só soube agora, por conta da covardia da imprensa. Este é um dos mais importantes ecossistemas do mundo”, completou ela. 

Já a atriz Camila Pitanga, 42, afirmou estar recebendo com desespero as notícias sobre as queimadas no Centro-Oeste. “Nossas matas pedem socorro, nossos rios pedem socorro, nossos animais pedem socorro. O ar fica irrespirável, o dia vira noite e o rastro de destruição atinge cada um de nós, mesmo a quilômetros e quilômetros de distância”. 

Ela continua: “Porque também somos nós que estamos queimando ali. É nossa história, nossa riqueza, nossa gente. Não podemos deixar o país virar cinzas, lama e devastação. Não deveria existir dois lados quando estamos falando de preservação ambiental, apenas o lado da vida de todo planeta.”

Já o padre Fábio de Melo, 48, e a atriz Grazi Massafera, 37, postaram fotos dos incêndios e ilustrações a respeito. “Peço perdão ao meu filho e aos vossos. A todas as gerações futuras por tamanha ignorância e ganância de alguns seres humanos. Mil perdões”, publicaram eles, repostando uma mensagem da cantora portuguesa Mariza. 

Com 72.843 focos de incêndio do início de janeiro até segunda-feira (19), o Brasil registra um aumento de 83% em relação ao mesmo período do ano passado. O fogo também avança sobre áreas protegidas. Somente nesta semana, houve 68 ocorrências dentro de terras indígenas e unidades de conservação estaduais e federal.

ago
22
Posted on 22-08-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 22-08-2019



 

Sponholz, no

 

 

Planalto contradiz Onyx e diz que Bolsonaro descarta vender controle da Petrobras ao setor privado. Maioria das vendas depende da aprovação do Congresso

 
O ambicioso pacote de privatização de Bolsonaro vai dos Correios à concessão de Jericoacora
Marcelo Camargo Agência Brasil

O Governo Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira a relação de 14 empresas estatais brasileiras que iniciarão o processo de privatização neste ano, com a expectativa de arrecadar 2 trilhões de reais. O pacote que inclui os Correios e até a Casa da Moeda é uma das mais ousadas apostas de sua gestão, que diz fazer o maior pacote de desestatização do mundo, mas boa parte das propostas ainda depende de incerta aprovação do Congresso Nacional, onde é forte a pressão de funcionários das empresas públicas. O simples anúncio fez aumentar a cotação das estatais e o mercado trabalhou com informação de bastidores de que a Petrobras também entraria na fila até o final do Governo. O Planalto não rechaçou cabalmente a informação sobre a maior empresa do país. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, informou que há estudos em andamento para privatizar a holding Petrobras, algo que o presidente Bolsonaro já disse que não faria e foi reiterado pelo porta-voz do Planalto nesta quarta.

Entre as principais empresas incluídas no pacote de privatização, além dos Correios e da estatal que imprime o dinheiro brasileiro, estão a Telebras, que tem a missão de fornecer bens e serviços de tecnologias de informação e comunicação no país, Eletrobras, líder em geração e transmissão de energia elétrica no Brasil, além do Serpro e a Dataprev, ambos que atuam com processamento de dados e são as maiores fornecedoras de tecnologia da informação do poder público.

Na lista também aparecem outras empresas a serem privatizadas como a Codesp e a Codesa, que administram portos nos Estados de São Paulo e Espírito Santo, entre eles o Porto de Santos, o maior do hemisfério Sul, a Ceitec, que produz microeletrônicos,  Trensurb e CBTU, responsáveis por metrôs e trens urbanos de seis capitais de Estados brasileiros. O plano abarca Ceagesp e Ceasaminas, responsáveis pelo abastecimento de mercados de produtos agrícolas de São Paulo e Minas Gerais, e ainda a Emgea, que gere os ativos da União, a ABGF, que atua na área de seguros. “Seguramente, o Brasil tem o maior programa de desestatização do planeta”, disse o ministro Tarcísio Freitas, da Infraestrutura.

Nesta quarta-feira, o Governo também anunciou que nos próximos meses preparará a concessão de três parques nacionais (dos Lençóis Maranhenses, o de Jericoacara, e o de Foz do Iguaçu) e que iniciará um processo de programas de parceria para a construção de creches, escolas e penitenciárias federais.

Alta de 7% nas ações da Petrobras

Ao longo da tarde ventilou-se a possibilidade de se anunciar a privatização da Petrobras. Mesmo a informação não sendo confirmada oficialmente, suas ações subiram 7% na bolsa de valores. Questionado se a petroleira seria, de fato, privatizada, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, reforçou que estudos estavam sendo feitos nesse sentido. Não disse se havia uma decisão definitiva. “A Petrobras como um todo passará por estudos da equipe do PPI, do Ministério das Minas e Energia e do BNDES. Por tudo que ela significa, será feito algo muito criterioso”. Afirmou ainda que a Petrobras é “enorme” e que os estudos são realizados aos poucos. “A holding Petrobras é enorme e vamos passo a passo”.

O debate de privatizações é acalorado, com a oposição acusando o Governo de se desfazer dos ativos a preços baixos. Entre os especialistas e economistas, também há divergências. Três deles ouvidos pela reportagem disseram que cada caso precisa ser analisado individualmente e que empresas estratégicas poderiam ser poupadas. “A pergunta que tem de ser feita é: privatizar para quê? Se for só para pagar dívida, como quer o ministro Paulo Guedes, não tem sentido. É apenas uma fórmula ideológica liberal que não tem dado certo em lugar nenhum do mundo”, avaliou o economista José Luís Oreiro, professor da Universidade de Brasília. “Você tem de privatizar pensando no interesse da população, fazendo uma análise não ideológica e não enviesada. Não dá para querer privatizar tudo”, afirmou o economista Nelson Marconi, professor da Fundação Getulio Vargas.

Em outro sentido, opina o sócio da consultoria Mazars, o administrador Fábio Pecequilo. Ele enxerga as empresas como uma engrenagem com três dentes: emprego, impostos e o capital do acionista. “Sempre que um dos dentes estiver maior do que os outros, é provável que essa engrenagem não trabalhe bem. O que se sabe das estatais é que via de regra elas têm um aumento muito grande de pessoal, cumpre a função social do emprego, mas não permite que as outras duas engrenagens funcionem bem”.

Longo processo

Apesar de anunciar que tem pressa em seu pacote de privatização, esse processo é longo e dificilmente será encerrado neste ano. Um dos motivos é que nem todos os estudos técnicos foram concluídos, o dos Correios é um deles. A outra razão é que o Supremo Tribunal Federal decidiu que as privatizações das companhias estatais precisam da aprovação prévia do Congresso Nacional, em votação nas duas casas, Câmara dos Deputados e Senado Federal. O Governo terá de enviar um projeto específico de cada uma das empresas e negociar com os parlamentares para que cada um seja aprovado individualmente.

Companhias com maior número de trabalhadores, como os Correios que têm quase 100.000 funcionários, costumam ter forte influência sobre os parlamentares. Além disso, a articulação da gestão Bolsonaro com o Legislativo não é das mais fáceis. Na pauta econômica, todavia, tem contado com o apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, do partido Democratas, e de um grupo de partidos de centro e de direita.

“Estamos buscando alternativas para barrar essa privatização. Uma das saídas seria transformar os Correios em uma empresa de logística do Governo federal”, explicou o secretário de imprensa da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos (Fentect), Fischer Marcelo Moreira. Para ele, além do lucro, o Governo deveria leva em conta a função social do órgão. “Distribuir livros didáticos ou vacinas para o interior da Amazônia não dão lucro, mas são serviços necessários. Não acredito que uma empresa privada vá querer fazer esse trabalho”, afirmou Moreira.

O órgão é avaliado em cerca de 5 bilhões de reais e possui agências em todos os 5.570 municípios brasileiros. Os dados sobre seus gastos, contudo não são tão transparentes. Há informações do próprio Governo de que a empresa apresentou lucro de 300 milhões de reais no ano passado e outros que mostram que ela teve rombo de 3 bilhões de reais. Nesse caso, estão incluídos os gastos com o fundo previdenciário da empresa, que foi alvo de investigações policiais nos últimos anos. Empresas como DHL, Amazon e Ali Baba são vistas como potenciais compradores dos Correios, conforme agentes do mercado.

Outra empresa que é vista com alto potencial de arrecadação é a Eletrobras. Seu processo de privatização iniciou no ano passado com a venda de distribuidoras, que não precisam de autorização prévia do Congresso. Ela chegou a ser incluída no pacote atual, mas acabou sendo excluída para aprofundamento dos estudos. Está avaliada em cerca de 50 bilhões de reais. Sua venda é vista com ressalvas por especialistas. “Você não pode deixar um ativo público importante para a estratégia de desenvolvimento ser guiado simplesmente pelo lucro. E a Eletrobras é estratégica”, analisou o economista Nelson Marconi, da FGV.

Herança de Temer

Parte dos processos de privatização já havia começado na gestão do presidente Michel Temer por meio do Programa de Parceria e Investimento (PPI). Acabaram sendo acelerados pelo atual ministro da Economia, Paulo Guedes. Quando assumiu a função, ele decidiu privatizar a maioria das 134 empresas estatais. Um estudo do PPI mostra que seria possível entregar à iniciativa privada 75 dessas companhias públicas. Bolsonaro, contudo, colocou uma barreira e disse que empresas como a Petrobras e instituições financeiras como Caixa e Banco do Brasil não estariam nessa relação.

Desde janeiro deste ano, o Governo já privatizou quatro subsidiárias da petroleira Petrobras e vendeu participações acionárias em outras quatro áreas, de seguros, de energia e de educação. Como não era venda direta de companhias públicas, essas concessões não dependeram da aprovação do Legislativo. Além disso, fez 27 leilões para conceder uma série de aeroportos, ferrovias e rodovias pelo país. Entre elas o da ferrovia Norte-Sul e de um lote de aeroportos no Nordeste. Há previsão de que outros na área de transporte ocorram até dezembro. Também até lá está prevista a venda da Liquigás, a distribuidora de gás vinculada à Petrobras.

Do  Jornal Nacional
 

 

Segundo a polícia, decisão foi tomada apenas depois de encerradas as negociações com o criminoso. Mãe do sequestrador foi amparada pelo pai de uma refém.

 
Comandante do Bope deu sinal verde para atirador alvejar sequestrador de ônibus no RJ

Comandante do Bope deu sinal verde para atirador alvejar sequestrador de ônibus no RJ

Quem deu o sinal verde para atirar foi o comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), segundo a polícia, só depois de encerradas as negociações com o sequestrador.

Foi um momento doloroso demais. A mãe do sequestrador passou mal na porta da delegacia e foi amparada, consolada, pelo pai de uma das reféns.

“A gente não quer isso para ninguém, a gente tem que respeitar todos os lados, mas, naquele momento, não tinha muito o que fazer. Graças a Deus, com a minha filha correu tudo bem. A gente tem que tentar respirar. Ainda não respirei tranquilo, não”, disse Paulo Cesar Leal, pai de uma refém.

Os investigadores sabem que William Augusto da Silva agiu de forma premeditada, mas ainda tentam entender o motivo do sequestro.

“Ele se comunicou com a família no sentido de que queria acabar coma própria vida e, talvez, tenha tomado essa atitude querendo esse objetivo”, afirmou o delegado Antônio Ricardo Nunes.

William planejou detalhes: levou lacres de plástico para amarrar as mãos dos reféns, instalou armadilhas dentro do ônibus, uma espécie de varal com garrafas cheias de gasolina e, enquanto isso, obrigou uma passageira a segurar a arma que todos pensavam ser de verdade.

“Ele vinha fazendo alguns procedimentos, alguns contatos, alegando que iria se matar, que iria se jogar da ponte com refém, poderia atear fogo, pediu dinheiro para tentar, se não ia matar dez reféns. Então, ele estava com um perfil difícil de manter uma negociação para que acabasse com todos bem”, disse o comandante do Bope, tenente-coronel Maurílio Nunes.

O comandante do Bope afirmou ter seguido todos os protocolos, inclusive internacionais, na operação de resgate. Uma psicóloga da polícia esteve no local e analisou o perfil do sequestrador.

“Ela traçou o perfil dele pela negociação, ela fez entrevista com as vítimas que tinham sido retiradas do recinto. Ela fez entrevista com familiares dele, inclusive já vinham falando que ele estava em surto psicótico”, afirmou o comandante do Bope.

O comandante do Bope disse que autorizou os tiros quando não conseguiu mais negociar.

“A partir do momento que ele cessa o contato direto com o meu negociador, a negociação passa ser tática. A negociação tática é com atiradores posicionados, eles tinham a possibilidade de, na melhor oportunidade que evitasse maiores danos colaterais, efetuar disparos para preservar as vidas que estavam dentro daquele ônibus”.

Quatro atiradores de elite do Bope ocuparam pontos estratégicos. O policial em cima do caminhão dos bombeiros foi um dos que atiraram. A distância era de cerca de 80 metros.

Segundo a polícia, no momento dos tiros, William Augusto da Silva estava com um isqueiro na mão. Médicos do hospital para onde William foi levado disseram que há seis perfurações no corpo dele: duas no peito, uma na barriga e também nos braços e na perna esquerda.

O sequestrador, de 20 anos, não tinha antecedentes criminais.

Os passageiros do ônibus da linha 2520 não vão esquecer esta terça-feira. Dizem que as primeiras palavras do sequestrador vão ecoar para sempre na cabeça deles.

“Ele perguntou se a gente lembrava do filme 174, eu acho que é isso, e falou que ia fazer algo parecido, que ele queria parar o estado e foi isso”, conto a refém Rafaela.

Faz quase 20 anos e o sequestro do ônibus 174, na Zona Sul do Rio, ainda está na memória de muita gente. Um homem armado fez os passageiros reféns. Ameaçava as vítimas a todo momento.

Mas, ao contrário da ação desta terça, o desfecho foi trágico. O bandido abriu a porta e desceu usando uma refém como escudo.

A passageira Geísa Gonçalves morreu baleada pelo assaltante e o criminoso, Sandro do Nascimento, também terminou morto, asfixiado dentro de um carro da Polícia Militar.

Paulo César Storani, especialista em segurança, ex-integrante do Bope, disse que, naquela época, decisões políticas prevaleceram, ao contrário do que aconteceu nesta terça.

“Na verdade, consolidou aquilo que já era previsto. Então, estabelecendo as equipes, melhorando o processo de treinamento, fazendo com que o perfil fosse mais adequado, demonstra o amadurecimento das instituições policiais porque todas aquelas que se envolveram fizeram o que tinha que ser feito”.

Outro especialista em segurança pública, José Ricardo Bandeira, defendeu o uso de atiradores de elite em situações muito específicas, como a desta terça.

“Foi usado depois de muito tempo um atirador, um sniper para abater o criminoso. É um crime com reféns, uma situação isolada. Dentro dessa situação isolada, a polícia foi exemplar em sua missão”.

“Olha eu aqui”. Evinha: olha ela aí de novo na trilha sonora do Bahia em Pauta, com seu estilo leve, doce e sempre romântico de cantar e encanta. Primeira e única (para este editor) no jeito todo seu de dizer poesia e música que sempre deixam a alma e o coração contentes. Ouçamos , com emoção!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

ago
21
Posted on 21-08-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-08-2019

 

Balanço divulgado pela força-tarefa da Lava Jato no Paraná contabiliza 101 denúncias apresentadas desde 2014 contra 445 pessoas.

Em 50 ações penais, houve condenação de 159 réus a penas que somam 2.249 anos, 4 meses e 25 dias.

Só neste ano, foram apresentadas 16 acusações, contra, entre outros, os ex-senadores Edison Lobão e Romero Jucá, o ex-governador Beto Richa e o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza.

Os acordos de colaboração e leniência já garantiram a devolução de R$ 14 bilhões aos cofres públicos.

Nada disso teria acontecido se estivesse em vigor a nova Lei de Abuso de Autoridade.

Do Jornal do Brasil/ Folha

 

“A compra e o financiamento da aeronave foi feita por meio de um contrato absolutamente legal, sem vício, vantagem ou privilégio”, disse o apresentador

  MÔNICA BERGAMO

O apresentador Luciano Huck diz que o empréstimo que fez junto ao BNDES para comprar um avião foi “transparente, pago até o fim, sem atraso”. Na segunda, o banco divulgou uma lista de centenas de empresas que fizeram operações semelhantes. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou, há uma semana, que ela seria publicada.

Macaque in the trees
Huck rebateu as acusações sobre vantagens que teria recebido do BNDES (Foto: Divulgação/TV Globo)

Por meio da empresa Brisair, empresa da qual é sócio junto com Angélica Huck, o apresentador pegou R$ 17,7 milhões com o BNDES em 2013 por meio do Finame (Financiamento de Máquinas e Equipamentos).

“A empresa Brisair, da qual sou sócio, comprou um avião produzido pela Embraer. Para tanto, fizemos um empréstimo transparente, pago até o fim, sem atraso. Tudo como manda a lei”, afirma Huck em texto enviado à reportagem.

“O BNDES/Finame é um tipo de financiamento bancário concebido para favorecer a indústria nacional, abrindo-lhe condições de competir em pé de igualdade com produtores estrangeiros. Milhares de operações financeiras como esta foram realizadas, com único objetivo de estimular a produção, a aquisição e a comercialização de bens, máquinas e equipamentos produzidos no Brasil”, segue o apresentador.

“A compra e o financiamento da aeronave foi feita por meio de um contrato absolutamente legal, sem vício, vantagem ou privilégio”, finaliza ele.

DO EL PAÍS

“Não quero submeter o meu filho a um fracasso”, afirma o presidente. Senadores ouvidos pela reportagem acham pouco provável o recuo

Diante de uma iminente derrota em votação no Senado, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que pode rever a decisão de indicar seu filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) como embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Os placares informais no Congresso mostram que são altas as chances do deputado federal ter seu nome barrado em votação pelos senadores. Na Comissão de Relações Exteriores, a conta é que os opositores teriam de 9 a 11 apoios entre 19 votantes. No plenário da Casa, de 39 a 42, entre 81 senadores. Ou seja, uma margem apertada para o Governo garantir uma vitória.

Ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã desta terça-feira, o presidente foi questionado se desistiria da indicação de seu filho para o posto, caso notasse um cenário desfavorável no Senado. Respondeu: “Na política, tudo é possível. Não quero submeter o meu filho a um fracasso. Acho que ele tem competência, mas tudo pode acontecer”, comentou. Ao ser indagado por jornalistas, o presidente comparou o assunto a questões de relacionamento pessoal. Dessa vez voltou a fazer a comparação com um noivado. “Você está noivo, noiva virgem. Vai que você descobre que ela está grávida. Você desiste do casamento?”, questionou aos repórteres.

Horas depois, Eduardo rejeitou a ideia de que seu pai pudesse recuar da sua indicação. “Não tive nenhuma conversa dessa com ele. Está mantido. Estamos seguindo adiante. Estou esperançoso e confiante”, afirmou o deputado, que já teve o nome referendado pelo Governo Trump.

Desde que anunciou que queria indicar o filho para a embaixada brasileira em Washington, Bolsonaro tem recebido uma série de críticas, inclusive de aliados. A mais recorrente é a de que o presidente estaria fazendo o que sempre criticou em sua campanha eleitoral beneficiando os seus apoiadores e familiares, ao invés de valorizar a “meritocracia”.

Nas últimas semanas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou a indicação e, no dia 9, seu Governo deu o aval para o deputado se tornar embaixador. Porém, qualquer novo embaixador precisa ser sabatinado pela Comissão de Relações Exteriores do Senado e ter seu nome aprovado pela maioria dos senadores presentes na sessão de votação da indicação.

As primeiras repercussões no Senado nesta terça-feira foram de surpresa de um lado e de comemoração, do outro. O líder da oposição na Casa, Randolfe Rodrigues (REDE-AP), disse que o presidente “aprendeu a fazer contas”. “O presidente viu que não tinha votos para aprovar a indicação. Depois, viu que ela era absurda e descabida, principalmente depois do parecer da consultoria do Senado que mostrou que a indicação seria nepotismo”, afirmou.

Dois senadores governistas consultados pela reportagem disseram que não confiam nesse recuo do presidente. Ambos falaram sob a condição de não terem seus nomes divulgados. “Ele é dono de soltar esses balões de ensaio. Não acredito que ele vá recuar. Temos de aguardar”, disse um dos parlamentares.

Uma das possibilidades, caso se confirme o recuo, é que Bolsonaro concretize o que ele próprio ventilou recentemente, indicar seu filho para o cargo de ministro das Relações Exteriores, em substituição a Ernesto Araújo. “Se ele colocar o Eduardo como chanceler, vamos convocá-lo para ser sabatinado no Senado. Dos questionamentos ele não foge”, disse o senador Randolfe.

Os opositores também recorrerão à Justiça para impedir eventual nomeação de Eduardo Bolsonaro para o primeiro escalão do Governo, também sob o argumento de que essa indicação seria nepotismo.

Do Jornal do Brasil

 

GUSTAVO URIBE

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Jair Bolsonaro defendeu a atuação de um atirador de elite contra o homem armado que manteve passageiros de um ônibus reféns por quase quatro horas na ponte Rio-Niterói, na manhã desta terça-feira (20), e afirmou que “não tem que ter pena”. O suspeito foi morto pela polícia pouco depois.

“Estou sabendo [do caso]. No meu entender [a solução seria], snipper”, disse. “Eu defendo que o cidadão de bem não morra nas mãos dessas pessoas”, acrescentou.

A entrevista foi concedida antes da execução do sequestrador por um atirador de elite. Bolsonaro disse que a solução para o episódio seria o uso de um “snipper” para que o “cidadão de bem não morra nas mãos dessas pessoas”.

Depois da ação policial no Rio de Janeiro, o porta-voz da Polícia Militar, coronel Mauro Fliess, confirmou o óbito e disse que a arma usada pelo sequestrador era de brinquedo. 

O criminoso foi atingido no momento em que deixava o veículo. Nenhum dos reféns foi baleado. A polícia disse não saber, até a conclusão desta reportagem, as motivações que levaram o suspeito a sequestrar o ônibus.

Na entrevista, Bolsonaro lembrou do caso do sequestro do ônibus 174, em 2000, quando a professora Geísa Firmo Gonçalves foi assassinada pelo sequestrador Sandro Barbosa do Nascimento.  

“Não foi usado snipper e morreu uma professora inocente. Depois, esse vagabundo morreu no camburão”, disse. “Não tem de ter pena.”

O governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), afirmou que vai promover os atiradores e elogiou o trabalho da polícia. 

ago
21
Posted on 21-08-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-08-2019


 

Iotti, no jornal

 

Pages: 1 2 ... 6 7 8 9 10 ... 23 24

  • Arquivos