Resultado de imagem para Dom Helder canonização

Do Jornal do Brasil

EDISON VEIGA

O processo de reconhecimento como santo do religioso brasileiro dom Hélder Pessoa Câmara (1909-1999) entrará em nova etapa na semana que vem.

Trata-se da abertura da fase romana das investigações. A morte do cearense com forte atuação em Pernambuco completa 20 anos nesta terça (27).

“O próximo passo será o papa reconhecer, em nome da Igreja, que dom Hélder praticou em grau heroico as virtudes cristãs. Aí ele será declarado venerável”, disse à Folha Jociel Gomes, frade franciscano responsável por realizar o pedido junto ao Vaticano.

O processo de canonização de dom Hélder foi aberto oficialmente em fevereiro de 2015, nove meses depois de a Arquidiocese de Olinda e Recife solicitar a questão à cúpula da Igreja. Desde então, frei Jociel e sua equipe vasculharam sua biografia e ouviram pessoas que conviveram com o religioso.

O resultado, enviado ao Vaticano em dezembro, foi um dossiê de 197 páginas, com depoimentos de 54 pessoas.

Se dom Hélder for considerado venerável, relatos de milagres passam a ser compilados. Os casos selecionados são analisados por um junta de especialistas do Vaticano.

Para se tornar beato, é preciso ter um primeiro milagre reconhecido pela Igreja. A canonização, ou seja, o status de santo, só vem após um segundo milagre.

Neste ano, a freira baiana Irmã Dulce teve a sua canonização anunciada pelo Vaticano e será a primeira mulher nascida no Brasil e a se tornar santa. A cerimônia será em outubro.

Décimo primeiro filho de um jornalista e de uma professora primária, dom Hélder entrou para a vida religiosa em 1923, aos 14 anos, no Seminário da Prainha, instituição católica de sua cidade natal, Fortaleza.

Foi ordenado padre aos 22 anos. Ainda jovem, envolveu-se com causas sociais. Coordenou os chamados círculos operários cristãos e liderou a Juventude Operária Católica. Dedicou-se a atividades de lazer e alfabetização de jovens sem acesso à formação.

Também fundou, em 1933, a Sindicalização Operária Feminina, organismo que lutava por direitos de empregadas domésticas e lavadeiras.

Convidado pelo escritor e político Plínio Salgado (1895-1975), ingressou no grupo conservador e nacionalista Ação Integralista Brasileira. Foi considerado o maior propagandista do tema no Ceará.

Contudo se desiludiu rapidamente com o movimento, considerado de extrema-direita. Ao fim da década de 1930 se autodefinia como humanista integral e democrata cristão.

Dom Hélder teve papel importante durante a Segunda Guerra Mundial. Fundou a Comissão Católica Nacional de Imigração e trabalhou para acolher refugiados que chegavam ao país.

Tornou-se bispo aos 43 anos, em 1952. No mesmo ano, conseguiu a aprovação do Vaticano para criar a Conferência Nacional do Bispos do Brasil, a CNBB.

A partir de então passou a se dedicar a causas como a Cruzada São Sebastião, que resultou em conjuntos habitacionais para moradores de favelas, e o Banco da Providência, para atender aos sem renda.

Participou ativamente das quatro sessões do Concílio Ecumênico Vaticano 2º, nos anos 1960, e foi um dos proponentes do Pacto das Catacumbas, em que 42 sacerdotes de todo o mundo se comprometeram a assumir atitudes com o objetivo de reduzir a pobreza global.

O documento é considerado o embrião da Teologia da Libertação, corrente cristã que determina assumir “a opção preferencial pelos pobres”.

Dom Hélder tornou-se arcebispo de Olinda e Recife em 1964. Foi um período de forte envolvimento com causas sociais, e ele se tornou um contraponto à ditadura militar.

Incentivou e fortaleceu as comunidades eclesiais de base e foi alçado ao posto de resistência ao regime. Passou a ser visto como líder na defesa dos direitos humanos.

Foi acusado de comunista, chamado de “arcebispo vermelho” e perseguido pelos militares, sobretudo depois do Ato Institucional nº 5.

Sua atuação leva a inferir que a eventual canonização, em um período como o atual, possa ser utilizada de forma política. Dom Hélder foi um dos interlocutores da família de Fernando Santa Cruz, militante de esquerda desaparecido durante o período da ditadura e alvo de recente ataque do presidente Jair Bolsonaro.

Frei Jociel descarta o uso político. “Dom Hélder foi um homem altamente coerente com a doutrina social da Igreja, um homem profundamente evangélico no sentido de que colocou em prática a opção preferencial pelos pobres e a busca da justiça e da paz”, afirma.

Em uma de suas frases famosas, dom Hélder disse: “Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo; quando pergunto por que eles são pobres, chamam-me de comunista”.

“O discurso fajuto atual que diz que aquele que busca uma sociedade melhor é comunista é completamente anacrônico”, diz frei Marcelo Toyansk Guimarães, da Comissão Justiça, Paz e Integridade da Criação dos Frades Capuchinhos do Brasil. “Dom Hélder nos ilumina como aquele que defende os direitos humanos, o direito à vida, o direito dos pobres em um momento difícil.”

Para o religioso brasileiro Reginaldo Roberto Luiz, padre que trabalha com processos de canonização no Vaticano, o envolvimento político de dom Hélder deve exigir um maior detalhamento nos pareceres da canonização.

“Trata-se de uma figura muito controversa da política. Isso precisará ser esclarecido durante o processo”, diz. “[A canonização] vai demorar porque certamente será um processo muito detalhado para explicar e esclarecer, minuciosamente, a sua biografia.”

À reportagem da Folha de S.Paulo ele comparou o caso com o do arcebispo de San Salvador (El Salvador) Óscar Romero (1917-1980), canonizado em 2018. Há semelhanças: Romero também lutou contra a ditadura em seu país e era adepto da Teologia da Libertação.

“Mas ele foi mártir -o que é uma ‘vantagem’ em processos de canonização”, ressalta Roberto Luiz. Romero foi assassinado por um atirador de elite do exército salvadorenho enquanto celebrava uma missa.

Dom Hélder realizou diversas viagens ao exterior para denunciar os abusos da ditadura brasileira. Isso lhe rendeu títulos honoris causa de universidades de 32 universidades estrangeiras. Também foi indicado quatro vezes ao Nobel da Paz. Em 2017, foi declarado Patrono Brasileiro dos Direitos Humanos, em lei federal.

“Dom Hélder dedicou toda a sua vida à defesa da vida e da dignidade dos mais pobres. Convocou toda a sociedade para uma ação não violenta em favor da justiça e da paz”, diz Marcelo Barros, 74, monge beneditino e biógrafo de dom Hélder Câmara.

(FolhaPress SNG, por EDISON VEIGA)

ago
27

Por Rosanne D’Agostino, G1 — Brasília

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge — Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF A procuradora-geral da República, Raquel Dodge — Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge — Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou nesta segunda-feira (26) que há “suspeita de ação orquestrada” em queimadas na Amazônia.

Raquel Dodge deu a declaração após ter se reunido com integrantes da Força-Tarefa Amazônia, criada pela Procuradoria para discutir o tema.

“Há suspeita de ação orquestrada, há suspeita de uma atuação que foi longamente cultivada para chegar a esse resultado”, afirmou.

“O que nós percebemos é que há sinais disso, há elementos que justificam a abertura de inquéritos para investigar e punir os infratores”, acrescentou.

As queimadas têm repercutido internacionalmente, e o presidente Jair Bolsonaro autorizou o envio de tropas das Forças Armadas a estados da região.

Pedido de inquérito

Segundo Raquel Dodge, ficou decidido na reunião da força-tarefa que o grupo pedirá a abertura de um inquérito para investigar as queimadas.

“Como resultado da reunião de hoje, estou requisitando abertura de inquérito para promover a persecução penal daqueles que incentivaram que queimadas fossem adotadas em terras federais”, afirmou Dodge.

Neste fim de semana, a Polícia Federal informou que investigará se houve uma convocação para queimadas no Pará.

Segundo o Ministério Público do estado, um jornal de Novo Progresso (PA) publicou um anúncio para o “dia do fogo”.

Mais cedo, nesta segunda-feira, a PF também informou que vai apurar se houve ação criminosa nas queimadas na Amazônia.

‘Coalizão’

Segundo Raquel Dodge, os ministérios públicos dos estados e da União decidiram formar uma “coalizão”.

“Esta é a primeira das medidas de persecução penal que os ministérios públicos dos estados brasileiros e o Ministério Público Federal, por intermédio de promotores de Justiça e procuradores da República tomarão ao longo das próximas semanas”, completou.

“O que nós queremos é sincronizar a atuação do Ministério Público brasileiro para que as queimadas e os incêndios cessem e para que os infratores, aqueles que estão cometendo esses gravíssimos crimes de pôr fogo na floresta sejam identificados e punidos”, afirmou Dodge.

A procuradora-geral de Justiça do Amazonas, Leda Albuquerque, afirmou que uma das frentes discutidas foi a investigação para identificar pessoas ligadas ao “dia do fogo” em Altamira, no Pará. “Nós temos o local em que isso se deu. Será possível essa busca dessa identificação”, afirmou.

Do Jornal do Brasil

 

A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) as conclusões de um inquérito no qual sustenta haver “elementos concretos e relevantes” de que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cometeu os crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro a partir da delação de executivos da Odebrecht.
Macaque in the trees
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (Foto: Reuters/Adriano Machado (08/04/2019))

Em documento enviado ao STF, a PF diz que Maia e o pai dele, o ex-prefeito do Rio e vereador César Maia (DEM), cometeram uma série de crimes e relata, por exemplo, que ambos cometeram o crime de corrupção passiva ao pedirem e terem recebido contribuições indevidas do grupo nos anos de 2008, 2010, 2011 e 2014.

As conclusões do inquérito foram encaminhadas ao relator no Supremo, ministro Edson Fachin, que deu prazo de 15 dias para que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, decida se vai oferecer denúncia contra Maia, o pai dele e outras três pessoas que a PF sugeriu o indiciamento. (Ricardo Brito/Reuters)

ago
27
Posted on 27-08-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-08-2019


 

Miguel , no

 

Presidente do Brasil endossou um comentário no Facebook que zombava da aparência de Brigitte Macron

O presidente francês, Emmanuel Macron, e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro durante a cimeira do G20 em Osaka em junho passado.
O presidente francês, Emmanuel Macron, e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro durante a cimeira do G20 em Osaka em junho passado.JACQUES WITT (AFP)

A escalada dialética entre Emmanuel Macron e Jair Bolsonaro subiu nesta segunda-feira vários graus depois que o presidente brasileiro e um de seus ministros publicaram comentários desrespeitosos sobre o presidente francês e sua mulher. “Como sinto muita amizade e respeito pelo povo brasileiro, espero que tenha rapidamente um presidente que esteja à altura”, disse Macron em entrevista coletiva durante o último dia da cúpula do G7, em Biarritz (França).

O motivo do novo confronto entre ambos foi um comentário de Bolsonaro na rede social Facebook. O presidente brasileiro reagiu a uma mensagem que zombava do físico da primeira-dama francesa, Brigitte Macron, e a comparava desfavoravelmente à brasileira Michelle Bolsonaro, relata a agência France Presse. A francesa tem 66 anos; a brasileira, 37.

Captura de tela do comentário do presidente do Brasil troçando-se de Brigitte Macron.
Captura de tela do comentário do presidente do Brasil troçando-se de Brigitte Macron.

“Entende agora por que Macron persegue Bolsonaro?”, diz a mensagem, referindo-se ao choque de Macron e Bolsonaro na semana passada pelos incêndios na Amazônia. Bolsonaro –ou alguém que controla a sua conta do Facebook– comentou: “não humilha cara. kkkkkkk”.

A publicação do presidente brasileiro no Facebook não foi o único ataque a Macron. O filho de Bolsonaro, Eduardo, deputado e possível próximo embaixador brasileiro nos EUA, retuitou na sexta-feira um vídeo de manifestações violentas de coletes amarelos na França com o texto: “Macron é um idiota”. Paralelamente, o ministro da Educação do Brasil, Abraham Weintraub, disse que “Macron não está preparado para esse debate”, referindo-se aos incêndios na Amazônia, e o chamou de “calhorda oportunista que busca o apoio do lobby agrícola francês”

 

O jornalista Francisco Viana morreu em Salvador, neste domingo (25 de agosto), de parada cardíaca e terá o corpo cremado nesta segunda-feira (26), às 14h30min, no Jardim da Saudade.

Ele era um dos maiores especialistas em comunicação empresarial do País, e autor do livro “De cara com a mídia”, em que abordava a nova problemática do relacionamento entre empresas, mídia, sociedade e poder público. Uma obra considerada indispensável pelos profissionais envolvidos na comunicação corporativa e estudantes da área.

Graduado pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia – UFBA, Mestre e Doutor em Filosofia Política pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP e especialista em Media Training e Gestão de Crises, Francisco Viana possuia vasta experiência nas áreas de Comunicação Estratégica, Pública, de Crise e Filosofia da Comunicação, que podia ser comprovada através de suas contribuições como escritor, professor, consultor de comunicação e colunista, palestrante e autor de diversos livros como “Hermes, a Divina Arte da Comunicação” e “Marx, o labirinto da utopia”.

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E o domingo vai embora levando com ele nosso amigo e colega jornalista Francisco Viana.
Com tristeza, informo que seu corpo será cremado nesta segunda-feira (26), às 14h30, no cemitério Jardim da Saudade, em Brotas.
Francisco Antonio Marques Viana trabalhou no jornal A Tarde, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1978, para trabalhar no Jornal O Globo. De lá foi para São Paulo, até voltar para Salvador. Trabalhou na revista Isto É, era doutor em Filosofia Política, foi professor de Comunicação em várias Universidades, trabalhava com Mídia Training, dentre outras funções que desempenhou com dignidade e competência. Chico Viana nasceu em 18 de setembro 1951.
Ultimamente, sempre encontrava com ele no Shopping Barra, passava para um café e um ótimo papo. Siga na paz, Chico Viana. 

´´É este editor do Bahia em Pauta comentou:

  • Vitor Hugo Soares : “Chico Viana começou no jornal A Tarde, na redação da Praça Castro Alves, onde se destacou como um dos melhores repórteres de Geral de seu tempo no jornalismo baiano. antes de ir para a sucursal de O Globo e, de lá, para o Rio de Janeiro. Fez reportagens e assinou textos brilhantes, quando o jornalismo derrapava em amadorismos.Colega de Margarida, também, no vespertino. Trabalhamos juntos em A Tarde onde construímos uma relação profissional e amizade pessoal mutuamente respeitosa, e afetuosa, que atravessou décadas, apesar dos muitos desencontros pela vida e pela profissão.
    Nos encontramos pessoalmente, em Salvador, pela última vez, pouco antes das eleições presidenciais passadas. Ele disse que precisava falar comigo e marcamos em meu apartamento, onde ele veio na companhia de Verona.Foi uma conversa longa sobre amenidades, Brizola, política e velhas amizades no jornalismo, vinhos, viagens e boa comida. Mas quando Chico Viana se despediu, fiquei com a dúvida e amarga sensação de que ele não disse o que  “tanto desejava falar” comigo, como dissera antes. Marcamos para outra oportunidade. Mas com esta triste notícia de sua repentina partida, verifico, que tudo ficou como na canção de Donato: “até um dia, até talvez, até quem sabe!!!”..

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 PARIS E SALVADOR

(O último texto de Chico Viana no Leia.mais-BA. O jornalista escrevia também na Tribuna da Bahia)

“Paris e Salvador. Paris é uma cidade feminina. É o núcleo da mitologia urbana moderna e pós moderna.  Mistura divina de Afrodite, Atenas e Artemis, filha de muitos tempos, a força guia e o farol para a difícil e misteriosa arte de amar. Paris convida a passear pelas ruas de braços dados, de mãos dadas, trocar beijos nas esquina, dançar … comer no bistrô Paul Bert, tomar um taça de vinho no Café Les  Deux Magots e imaginar que Sartre e Simone de Beauvoir estão, na mesa ao lado, ao alcance dos olhos, conversando sobre existencialismo … convida a se perder no Marrais e sua ruas cheias de gente, com pequenos pedaços da África incrustados como exóticas pedras preciosas… ver a torre Eiffel ao longe( ou de perto  ) envolta em névoas, dormir tarde, acordar tarde, comer sanduíche grego… Encontrar Diderrot, Danton, Robespierre e Napoleão no restaurante Le Procope (1686), na legendária rue de Ancienne Comèdie…

Não importam as multidões de chineses que parecem ubíquas nem os turistas seduzidos mais por tirar fotografias do que pela embriaguês da paisagem. É como abarcar o mundo com um único olhar, embora Paris também lembre uma esfiha ge sem olhos com suas histórias de rebeldia e morte da Comuna de Pária que horrorizou a Europa.

É como no Jogo das Amarelinhas, de Júlio Cortazar, você marca um encontro no Quartier Latin. Onde? O acaso dirá. O que importa é o prazer da busca, do encontro. E, em um instante de dúvida, faça como recomenda o romântico Baudelaire: embriague-se. De poesia, de vinho ou com a paisagem. 

“É preciso estar sempre embriagado…E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: É hora de embriagar-se!“

Não seja escravo do tempo, nem dos compromissos,  nem dos roteiros, nem… Embriague-se com a liberdade de ir e vir. Se perca nos labirintos da historia. E se reencontre. Sempre. Seja o senhor e a senhora do tempo. Vão, senhor e senhora do tempo, onde seus pés lhe levarem.

Sigam o curso do Sena. Vejam o casario elegante, as vitrines, os restaurantes, os teatros, os palácios, as livrarias, as galerias, a paisagem. Não tentem decifrar os mistérios da cidade , os ecos das antigas barricadas, nem conhecer as fadigas das longas solidões que devoram o sangue de milhões de seres anônimos.

Como no fino sonho de um espelho, entregue-se aos encantos da cidade. Imaginem: Benjamin e suas Passagen de Paris, a Prosa de Balzac e seus mitológicos Flaneurs, no didatismo de Eugène Sue com Os Mistérios de Paris, pense nos desejos humanos, na alegria e nas lutas sociais, no utopismo, a base para um sociedade bem regulada.
Embriaguemo-se. Ouçam as vozes de Edith Piaf. 

Sonhem. Esse tempo é eterno. É o tempo idílico de sonhar. Esqueçam-se das lutas angustiantes pela sobrevivência. Esqueçam-se que foi em Paris que o jovem Marx inspirou-se no Vampiro para tecer suas teses revolucionárias condenando o capitalismo.  Lembre-se de Meia-noite em Paris, je t’aime…

Entreguem-se à cidade como alguém que se deixa seduzir por um buquê de rosas vermelhas, a rústica beleza de uma casinha de campo, uma taça de Champagne. Pensem em maio de 1968 e nos estudantes, mas não só nas passeatas, nos embates com a policia, e , sim,  nas noites de amor.

Noites sem fim. Noites que se bifurcam em outras e chegam de forma plural aos nossos dias. Embriaguemo-nos-se e acreditem,Paris é dos enamorados. Esse o seu maior segredo. Essa a fronteira que demarca os limites entre o sonho e a realidade.”

 

“Viagem”, Emilio Santiago: uma criação musical lapidar de Paulo Cesar Pinheiro em parceria com João de Aquino, que o próprio autor considera o seu “passaporte” definitivo para uma das carreiras autorais mais exitosas e significativas das música brasileira. Aqui em interpretação impecável e marcante do imortal Emílio Santiago. 

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

ivo

ago
26

Do Jornal do Brasil

 

A determinação é do ministro Sergio Moro

  O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou hoje (25), em uma postagem no Twitter, que a Polícia Federal (PF) vai investigar integrantes de um grupo que teria planejado atear fogo em áreas de floresta entre os municípios de Altamira e Novo Progresso, sudoeste do Pará, no último dia 10 de agosto, data que chegou a ser batizada, por produtores rurais da região, como “dia do fogo”. O caso foi denunciado em uma reportagem da revista Globo Rural.

“Fui contatado hoje mesmo pelo PR @jairbolsonaro sobre o fato e solicitando apuração rigorosa. A Polícia Federal vai, com sua expertise, apurar o fato. Incêndios criminosos na Amazônia serão severamente punidos”, afirmou o ministro.

Segundo a matéria, mais de 70 pessoas, entre sindicalistas, produtores rurais, comerciantes e grileiros combinaram, por meio de um grupo de WhatsApp, incendiar as margens da BR-63, rodovia que liga essa região do Pará aos portos fluviais do Rio Tapajós e ao estado de Mato Grosso.

A reportagem também foi compartilhada pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em que ele reforça a determinação do presidente Bolsonaro para uma “investigação rigorosa” e punição dos responsáveis pelos incêndios criminosos.

De acordo com a assessoria do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a apuração da PF deve se concentrar sobre o caso denunciado na matéria da revista Globo Rural.

MPF no Pará apura denúncia

Na última quinta-feira (23), o Ministério Público Federal (MPF) no Pará informou que está investigando o aumento de queimadas na mesma região, incluindo uma denúncia semelhante de incêndios criminosos. De acordo com o MPF, o procurador da República Paulo de Tarso Moreira Oliveira apura a convocação, divulgada em jornal de Novo Progresso, supostamente por fazendeiros, para um “dia do fogo”, em que os produtores rurais incendiariam grandes áreas de floresta. O dia previsto para a manifestação também seria 10 de agosto.

Satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectaram aumento significativo de queimadas no dia 10 de agosto, com o registro de 124 focos de incêndio, aumento de 300% em relação ao dia anterior. No dia seguinte, foram registrados 203 focos. Em Altamira, os satélites detectaram 194 focos de queimada em 10 de agosto e 237 no dia seguinte, um aumento de 743% nas queimadas.

A resposta de Merval

“O presidente Jair Bolsonaro insiste na fake news de que eu teria recebido R$ 375 mil por uma única palestra paga pelo Senac”, diz Merval Pereira.

“Colocou ontem no seu twitter a falsa informação e, numa entrevista coletiva, desafiou os jornalistas a publicarem sua ‘denúncia’:

(…) ‘Acabei de postar aí uma matéria sobre o Merval Pereira. Palestra por 375 mil reais, tá legal? Tá ok? 375 pau uma palestra no Senac, tá ok? Façam matéria agora. Se vocês não fizerem nenhuma matéria sobre isso amanhã no jornal eu não dou mais entrevista pra vocês, tá legal? Tá combinado? Toda a imprensa. Tá combinado? E tem mais nome também, eu só botei um nomezinho hoje. Não estou perseguindo ninguém. Agora, gastar dinheiro público pra palestras, aí é brincadeira. Fica escrevendo o tempo todo lá críticas, criticar mas mostrar que é uma pessoa isenta, né? Imprensa isenta. Se não fizerem matéria escrita amanhã nos jornais, não tem mais entrevista pra vocês aqui, tá legal?’

Deixar de dar entrevistas se jornalistas não fizerem o que ele deseja? Essa ‘ameaça’ seria apenas risível, não dissesse ela muito de uma personalidade que a cada dia se mostra mais autoritária. E desgostosa de poder muito, mas não poder tudo.

Não é o desejo do presidente que satisfaço agora. É por respeito aos meus leitores que esclareço novamente o episódio, usando desta vez a coluna.

Em março de 2016, eu e diversos outros jornalistas e economistas fomos contratados para participar do Mapa Estratégico do Comércio, da Fecomércio do Rio.

O projeto previa 15 palestras em diversas cidades do Estado do Rio, analisando as perspectivas políticas e econômicas naquele ano de eleições municipais. Os R$ 375 mil de que fala o presidente, portanto, não se referem a uma palestra, mas às 15 previstas para os anos de 2016 e 2017.

Na verdade, não recebi esse total, pois o programa foi interrompido, e acabei dando 13 palestras, que foram noticiadas nos jornais locais, em informes publicitários da Fecomércio do Rio, em sites, e filmadas. As palestras eram abertas a representantes do comércio, da indústria, da educação, políticos locais, estudantes.

Foram as seguintes as cidades das palestras: Angra dos Reis (30/3/2016); Miguel Pereira (14/4); Três Rios (28/4);Volta Redonda (5/5/); Barra do Pirai (19/5); Teresópolis (16/6); Valença (9/6); Barra Mansa (14/7); Rio das Ostras (28/7) Petrópolis (11/8); Rio de Janeiro (7/12/); Cabo Frio (16/3/2017); Niterói (25/5/2017).

Cada palestra teve a respectiva nota fiscal, incluindo os impostos devidos, e foi declarada no meu Imposto de Renda.

Taokei?”

DO JORNAL DO BRASIL

Presidente brasileiro afirma que sempre buscou ‘diálogo com os líderes do G7, bem como da Espanha e Chile’

  Nas redes sociais na tarde deste domingo (25), o presidente Jair Bolsonaro retuitou um vídeo de uma conversa vazada entre a chanceler federal alemã Angela Merkel, o presidente francês Emmanuel Macron e o premier britânico Boris Johnson em que os líderes falavam sobre as queimadas na Amazônia e afirmam que iriam entrar em contato com líder brasileiro para tratar e ajudar sobre o problema ambienta

Em resposta ao ‘vazamento’ do vídeo e ao ser citado, Bolsonaro tuítou: “Desde o princípio busquei o diálogo junto aos líderes do G7, bem como da Espanha e Chile, que participam como convidados. O Brasil é um país que recupera sua credibilidade e faz comércio com praticamente o mundo todo”.

Chanceler alemã

É possível escutar a alemã Ângela Merkel  mencionando no vídeo de reunião do G7 que ela vai falar com Bolsonaro para que o presidente brasileiro não fique “com a impressão de que está trabalhando contra ele”.

Já Johnson, premier britânico,  disse achar o contato de Merkel ‘importante’. O anfitrião da reunião do G7, Macron levou a questão dos incêndios na Amazônia ao encontro e pediu “mobilização de todas as potências” para ajudar o Brasil e os demais países afetados pelas queimadas. Não sabendo de quem se tratava, o presidente francês, pergunta de quem os líderes estão falando e, após a chanceler alemã afirmar que tratava-se de Bolsonaro, o líder francês começa a esboçar uma resposta, um dedo é visto na frente da câmera e a transmissão foi interrompida.

Macron chegou a afirmar que Bolsonaro mentiu sobre compromissos climáticos e declarou que será contrário ao acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul — posicionamento endossado por membros pequenos do bloco europeu, mas questionada por Merkel e Johnson.

Já o brasileiro disse que não iria procurar o presidente francês, fez criticas, mas disse que  aceitaria conversar se a inciativa partisse do francês.

*** com informações de agências

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