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Do Jornal do Brasil

 

A Polícia Civil do Pará identificou três suspeitos de provocar queimadas em área de floresta nativa no sudeste do estado. Nesta quinta-feira (29), policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na casa dos suspeitos. Dois são irmãos e proprietários da fazenda Ouro Verde, em São Félix do Xingu, e o terceiro é gerente da propriedade. A fazenda fica localizada dentro da Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu.

Segundo a polícia, foi encontrado no local um grupo de trabalhadores em condições análogas à escravidão. A operação está ainda em andamento.

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Fumaça decorrente de incêndios na Amazônia clareia céu na região de Humaitá, no Amazonas (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

Durante a operação, um dos suspeitos foi preso em flagrante com um revólver calibre 38, sem porte legal, durante cumprimento de busca e apreensão, na sede da fazenda em São Félix do Xingu. Os três vão responder por danos em área de proteção ambiental, poluição, queimadas e associação criminosa. De acordo com a Polícia, equipes fazem buscas na fazenda e em outras propriedades dos investigados, localizadas no estado de Goiás.

Segundo o diretor de Polícia do Interior da Polícia Civil do Pará, delegado José Humberto Melo, as investigações mostram que o grupo já derrubou e tocou fogo em mais de 5 mil quilômetros de mata. As investigações indicam que um dos suspeitos pode ter contratado mais de 50 homens para derrubar 20 mil hectares na fazenda Ouro Verde, que dica em área de proteção ambiental.

 POR CLAUDIO DANTAS

Antonio Palocci entregou Lula em mais uma negociata, desta vez envolvendo a disputa pelo controle do Grupo Pão de Açúcar (GPA). Em seu acordo de colaboração, o ex-ministro disse que o grupo Casino pagou 30 milhões de euros ao ex-presidente para impedir uma manobra de Abílio Diniz que diluiria a participação dos franceses na rede de supermercados.

Palocci afirmou ainda que a propina foi repassada por meio do banco Safra. Ele mesmo teria ido ao banco retirar recursos em cash para Lula. O dinheiro também teria abastecido a campanha de Fernando Haddad para a Prefeitura de São Paulo, em 2012, e a de reeleição de Dilma Rousseff, em 2014.

O ex-ministro contou que, inicialmente, tentou ajudar Abílio, de quem era amigo e com quem mantinha contrato de consultoria, via Projeto. O empresário queria evitar que o grupo Casino assumisse o controle do Pão de Açúcar e teria pedido ajuda para obter empréstimo do BNDES para comprar o Carrefour e, assim, diluir a participação dos franceses.

Inicialmente, Lula teria disposto a ajudar na operação, convencendo Dilma Rousseff e Luciano Coutinho. Mas teria mudado de ideia depois que o grupo Casino lhe ofereceu a quantia de 30 milhões de euros para inviabilizar a estratégia de Abílio.

Segundo Palocci, pelo lado do Casino atuaram José Dirceu, o advogado Marcelo Trindade e o próprio presidente do grupo, Jean Charles Noury. Também teria entrado na jogada o banqueiro Joseph Safra, que se dispôs a “operacionalizar as questões financeiras”, de acordo com o ex-ministro.

Palocci narrou que, numa das conversas com Lula, este lhe pediu que “segurasse” Abílio Diniz, pois já estava fechado com os franceses. “O cara confirmou os trinta milhões de euros, pô, você tem que me ajudar”, teria dito o ex-presidente, ao comentar o acerto com Jean Charles.

“Lula fez a parte dele, fazendo com que o BNDES não liberasse o empréstimo pré-aprovado e inviabilizando qualquer apoio governamental ao GPA”, disse Palocci. Com o sucesso da operação, o Casino assumiu o controle do Pão de Açúcar.

Do total de 30 milhões de euros – equivalente a R$ 138 milhõe, em valores atualizados -, Safra teria repassado R$ 2 milhões para a campanha de Haddad e outros R$ 10 milhões para a de Dilma. Ele teria feito doações oficiais e não oficiais ao Instituto Lula — Palocci teria realizado retiradas frequentes diretamente no banco.

Safra teria convidado o “italiano” para ser conselheiro do banco na Suíça, o que o delator entendeu como uma forma de manter Lula informado sobre o dinheiro alocado. Os depoimentos de Palocci referentes ao caso foram encaminhados ao MPF de São Paulo.

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Posted on 30-08-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-08-2019

DO JORNAL DO BRASIL

 

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), mandou arquivar investigação sobre a suposta participação do senador Jaques Wagner (PT-BA) em crimes contra a Petrobras.

O congressista era suspeito de integrar uma organização criminosa, juntamente com outros políticos de seu partido, para desviar recursos da estatal. O inquérito ficou conhecido como o do “quadrilhão do PT”. 

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Edson Fachin (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Dos dez investigados, a PGR (Procuradoria-Geral da República) já havia denunciado oito, entre eles os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Wagner permanecia sob investigação.

Ao trancar o inquérito em relação ao senador, Fachin afirmou que, em dois anos, a PGR não apresentou provas contra o congressista. 

A defesa do senador fez o pedido de arquivamento no mesmo processo em que, há quatro meses, a Segunda Turma do Supremo trancou investigação sobre o ex-ministro e ex-presidente do PT Ricardo Berzoini.

Fachin entendeu que a situação dos dois era semelhante. 

Inicialmente, o ministro havia acolhido um pedido da PGR e determinado a remessa dos autos à 13ª Vara Federal de Curitiba para que as investigações sobre Berzoini e Wagner prosseguissem.

Mas a Segunda Turma optou pelo arquivamento, em relação a Berzoini, ao julgar um recurso da defesa dele contra a medida adotada por Fachin. 

No entendimento do colegiado, não houve a oferta de denúncia pela PGR após mais de dois anos de investigação e tampouco foram indicados elementos que justificassem a continuidade das apurações na primeira instância.

Para o relator da Lava Jato, o caso de Wagner é semelhante ao de Berzoini, pois, conforme informou a PGR nos autos, não foram apontadas novas diligências investigativas necessárias contra ele.

Segundo o relator, a abertura de um novo inquérito, amparado apenas em depoimentos colhidos em colaborações premiadas, imporia constrangimento ao senador. 

Ele ressaltou que o caso pode ser reaberto se futuramente surgirem novas provas.

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Posted on 30-08-2019
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Miguel, NO

 

DO EL PAÍS

País tem retomada tímida de indicadores de investimento das empresas e consumo das famílias. Resultado foi puxado pelos ganhos da indústria e dos serviços

Ivan Bueno/ APPA

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,4% no segundo trimestre em relação ao três primeiros meses deste ano, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço da atividade, que veio acima das principais projeções, fez com que país escapasse da recessão técnica, quando a economia deixa de crescer por dois trimestres consecutivos, já que entre janeiro e março, o Brasil registrou um recuo de 0,2%.

O resultado foi puxado, principalmente, pelos ganhos da indústria (0,7%) e dos serviços (0,3%). Já a agropecuária caiu 0,4%. O crescimento na indústria foi influenciado pela expansão das indústrias de transformação (2%) e construção (1,9%). Já as extrativas recuaram (-3.8%) no período. Em valores correntes, o PIB no segundo trimestre totalizou 1,78 trilhão de reais.

Mesmo com uma agenda de reformas em andamento, um cenário de inflação fraca e juros em uma mínima histórica de 6%,o desemprego ainda é um entrave e permanece elevado – atingindo mais de 12 milhões de pessoas, o que restringe os gastos dos brasileiros. Segundo o IBGE, o consumo das famílias avançou apenas 0,3%.

Já o investimento (Formação Bruta de Capital Fixo) – que inclui os recursos em máquinas e equipamentos, construção civil e inovação- se destacou com um aumento de 3,2%, impulsionado principalmente pela construção. Foi o melhor resultado desde o mesmo período de 2013, quando ele cresceu 5,8%. No segundo trimestre de 2019, a taxa de investimento foi de 15,9% do PIB, acima da observada no mesmo período de 2018 (15,3%).

A construção civil responde por cerca de metade do investimento no país e o setor finalmente apresentou resultado positivo. Segundo o IBGE, a atividade  que avançou 1,9% em relação ao trimestre anterior, interrompeu uma série de 20 trimestre consecutivos de queda. A melhora do setor foi impulsionada principalmente pelo mercado imobiliário e não por obras de infraestrutura.

Na avaliação do economista André Perfeito, da corretora Necton, o avanço do PIB maior do que o projetado pelo mercado – que apontavam para alta de 0.2% – “é uma surpresa extremamente” positiva e irá forçar revisões em nossas projeções.

O desempenho do PIB repercutiu positivamente na Bolsa de Valores de São Paulo na manhã desta quinta-feira. O Ibovespa opera em alta seguindo também as bolsas internacionais. Às 11h50 ( horário de Brasília), o índice avançava 0,73%, a 99.041 pontos.

Economia ainda patina

Apesar do avanço no segundo trimestre, a economia brasileira ainda patina e não conseguiu se recuperar da recessão de 2015 e 2016, quando a atividade somou uma queda de 8%. A retomada tem sido uma das maias lentas das últimas décadas. Após sair oficialmente da recessão há dois anos, o país cresceu apenas 1,1% em 2017 e repetiu o valor no ano passado. Para 2019, as projeções do mercado são de um avanço de cerca de 0,8%, um resultado ainda mais fraco que os dois últimos anos.

“Não dá para afirmar que há recuperação, precisamos de um período maior de análise”, afirmou a gerente de contas trimestrais do IBGE, Claudia Dionísio, ao ser questionada por jornalistas se o resultado indica uma retomada. De acordo com Dionísio, com a recuperação lenta e gradual, a economia recuperou até o momento apenas 3,7% das perdas registradas durante a recessão até o 4º trimestre de 2016.

Embora haja perspectivas positivas para o futuro da economia, como o histórico acordo comercial do Mercosul com a União Europeia, o país ainda é suscetível às intempéries do ambiente político e do exterior. Enquanto o cenário global se complica, com o acirramento da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China e os temores de uma recessão mundial avança, a crise ambiental desencadeada pelo aumento das queimadas na Amazônia e pela reação tardia do Governo de Jair Bolsonaro já respingam na economia. Pelo menos dezoito marcas brasileiras confirmaram que suspenderão o uso do couro brasileiro até que seja esclarecida a origem dos produtos.

Além disso, a já debilitada economia Argentina, o parceiro comercial mais importante do Brasil na região, passa por uma nova turbulência após as primárias revelarem o favoritismo de Alberto Fernández, nas eleições presidenciais. O país vizinho apelou ao FMI e credores por mais tempo para pagar a dívida. A notícia deve ter reflexo no mercado brasileiro.

Setor externo

No segundo trimestre, as exportações registraram desempenho negativo. No período, as vendas do Brasil para outros países caíram 1,6%, em relação aos três primeiros meses do ano. A queda foi maior do que a projetada pelas consultorias. Já as importações de Bens e Serviços cresceram 1,0% em relação ao primeiro trimestre de 2019.

 DA GLOBO NEWS/G1

Por Andréia Sadi

 

 
 
Moro diz que diretor da PF fica no cargo, mas que situação pode mudar

Moro diz que diretor da PF fica no cargo, mas que situação pode mudar

O ministro Sergio Moro, da Justiça, disse em entrevista ao programa Em Foco, na GloboNews, que o diretor-geral da Polícia Federal, Mauricio Valeixo, “permanece” no cargo e tem a sua “confiança”.

Perguntado se não há riscos de Valeixo sair, Moro respondeu: “Veja, como eu tenho as várias funções aqui do Ministério da Justiça, as coisas eventualmente podem mudar, mas ele está no cargo, permanece no cargo, tem a minha confiança.”

Na entrevista ao programa, que foi ao ar nesta quarta-feira(28) , na GloboNews, Moro respondeu também, entre outros temas, se acabou a “carta branca” do presidente Jair Bolsonaro a ele à frente do Ministério da Justiça.

Sobre a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, que pela primeira vez anulou uma decisão dele como juiz da Operação Lava Jato, Moro disse que não era “apropriado” como ministro da Justiça fazer críticas a uma decisão da Corte.

Ele disse ter opinião, que estava “guardada” para ele.

Veja abaixo um trecho da entrevista:

Blog: Ministro, o senhor disse que tem muita lenda, por exemplo, de quando o senhor assumiu, que não teve essa coisa de que o senhor pediu o Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras], mas teve publicamente o presidente dizendo que o senhor teria liberdade total para fazer as indicações, as nomeações, a tal da carta branca, mas desde o começo do governo a gente já viu, por exemplo, o senhor falou do Coaf, eu lembrei do Roberto Leonel [ex-presidente do Coaf], escolha do senhor, uma pessoa técnica, até séria, até onde a gente tem a notícia, e mais recentemente o presidente falou dessa troca, da possível troca, na direção da Polícia Federal. O senhor fez elogios público ao Maurício Valeixo [atual diretor] também tido como muito sério, muito técnico, dentro da corporação. O senhor sempre falou que só iria ao governo com essa carta branca. A carta branca acabou?

Moro: Não, veja, há um super dimensionamento, dentro de um governo, evidentemente, sempre vai haver divergência, controvérsias, as coisas vão daí se acomodando. É como a história das abóboras na carruagem, as coisas vão se acertando, então tem um diálogo, evidentemente intenso, o presidente é o chefe do poder Executivo. No caso do presidente do Coaf, o Roberto Leonel, é um auditor da receita federal extremamente qualificado, uma pessoa da minha absoluta confiança. No entanto, veja, o Coaf saiu do Ministério da Justiça e foi para o Ministério da Economia, depois para o Banco Central. Aí esses órgãos têm as suas autonomias próprias para tomarem as suas decisões, certo? Então também eu não posso interferir nesse tipo de decisão tomada no outro órgão, se fez a opção, pela nova formatação deles, está no Banco Central, de se colocar um servidor do Banco Central, isso tem que ser respeitado. É como eu disse, mais uma vez, as vezes existe uma série de construção de teorias da conspiração. Mas o Coaf, agora virou o UIF, Unidade de Inteligência Financeira. A única critica que eu já falei para o Roberto Campos [presidente do BC], acho que o nome aí, porque o UIF já era uma unidade de inteligencia financeira, então ficou um nome meio sem graça, mas tudo bem, mas o resto está em boas mãos, a estrutura normativa proposta ali é boa.

Blog: E na polícia federal?

Moro: A polícia federal foi comentário.

Blog: Não, ministro, foi público, ele [Bolsonaro] disse: ‘Quem manda sou eu, não é o ministro Moro. Como o senhor se sentiu?

Moro: Não cabe ficar comentando afirmações do presidente, acho que também seria impróprio dessa parte.

Blog: Mas, sobre a Polícia Federal, não estou falando do presidente. Porque o senhor é o chefe da Polícia Federal.

Moro: Não, não sou o chefe da Polícia Federal de forma nenhuma. A única pessoa que eu indiquei foi o diretor da Polícia Federal.

Blog: O Maurício Valeixo?

Moro: Sim, sim.

Blog: Mas se ele sair, o senhor ficaria no governo?

Moro: Não tenho essa questão.

Blog: Mas qual das duas? Ele sair ou o senhor ficar?

Moro: Não, aí seria uma questão especulativa, e acho que não cabe responder questões especulativas nesse caso.

Blog: O senhor acha que ele está mantido no cargo?

Moro: ele permanece no cargo.

Blog: Não há riscos?

Moro: Veja, como eu tenho as várias funções aqui no Ministério da Justiça, as coisas eventualmente podem mudar, mas ele está no cargo, permanece no cargo, tem a minha confiança.

Blog: Tem a sua confiança?

Moro: Certamente.

Blog: [Sobre decisão do STF] Foi a primeira decisão que anulou uma decisão sua da Lava Jato. […] Isso é um retrocesso, na avaliação do senhor, para o combate à corrupção?

Moro: Aí entra naquele tema institucional, não é? Não é apropriado eu, como ministro da Justiça, fazer ponderações ou críticas da decisão do Supremo Tribunal Federal.

Blog: Não tem opinião sobre isso?

Moro: Eu tenho opinião, mas está guardada pra mim.

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BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Cármen Lúcia “surpreendeu” os outros integrantes da Segunda Turma do STF, diz O Globo.

“Ao mesmo tempo que a ministra quis dar seu recado na sessão de ontem, ela ressaltou que era um entendimento específico para aquele processo, sem desdobramentos para outros casos.

Isso só será possível verificar nos próximos julgamentos da Segunda Turma sobre o assunto.

Diante do resultado de ontem, bancas de advogados de réus da Lava Jato já se animam para usar o mesmo argumento em novo recurso ao STF – inclusive a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.”

DO JORNAL DO BRASIL

Ministro Ricardo Salles recebe alta hospitalar

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, recebeu alta na tarde desta quarta-feira após ter sido internado na véspera no Hospital das Forças Armadas (HFA) em Brasília em decorrência de um mal-estar, segundo a nota informativa do hospital.

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O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, despreza importância de ambientalista (Foto: Reprodução)

“A equipe assistente optou por realizar alguns exames complementares, que foram efetivados durante breve internação”, informou, o hospital.

“Cabe informar que os resultados desses exames foram normais e que o senhor ministro recebeu alta hospitalar na tarde de hoje com recomendação de repouso pelo prazo de cinco dias”, concluiu a nota.

Juntamente com o presidente Jair Bolsonaro, Salles, de 44 anos, está no meio do furacão da crise ambiental que o país enfrenta em decorrência da forte repercussão internacional dos incêndios na Floresta Amazônica .

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Posted on 29-08-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-08-2019

País posterga pagamento a parte dos credores e busca repactuar obrigações externas com FMI e bancos

A Argentina vai iniciar um processo para estender os prazos de vencimento de sua dívida com credores privados e com o Fundo Monetário Internacional (FMI), como forma de assegurar sua capacidade de pagamento, afirmou nesta quarta-feira o ministro da Fazenda, Hernan Lacunza.

As medidas buscarão prorrogar os prazos da dívida de curto prazo nas mãos de investidores institucionais, os bônus emitidos sob legislação doméstica e sob legislação estrangeira, sem reduzir seu principal nem os juros, acrescentou.

“A prioridade hoje é garantir estabilidade porque é inútil lançar medidas de reativação se não houver estabilidade”, afirmou Lacunza, em entrevista à imprensa.

Lacunza, que assumiu o cargo na semana passada, e o presidente do Banco Central, Guido Sandleris, se reuniram nesta quarta com uma equipe do FMI que visita a Argentina.

Os mercados argentinos têm sofrido quedas sucessivas desde que as eleições primárias de 11 de agosto revelaram que o presidente Maurício Macri tem pouco apoio popular em sua campanha por um segundo mandato nas eleições gerais de outubro. Ele foi derrotado nas primárias, por larga margem, pelo candidato de oposição, de centro-esquerda, Alberto Fernández. (Com Agência Reuters. Reportagem de Eliana Raszewski e Gabriel Burin)

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