DA GLOBO NEWS/G1

Por Andréia Sadi

 

 
 
Moro diz que diretor da PF fica no cargo, mas que situação pode mudar

Moro diz que diretor da PF fica no cargo, mas que situação pode mudar

O ministro Sergio Moro, da Justiça, disse em entrevista ao programa Em Foco, na GloboNews, que o diretor-geral da Polícia Federal, Mauricio Valeixo, “permanece” no cargo e tem a sua “confiança”.

Perguntado se não há riscos de Valeixo sair, Moro respondeu: “Veja, como eu tenho as várias funções aqui do Ministério da Justiça, as coisas eventualmente podem mudar, mas ele está no cargo, permanece no cargo, tem a minha confiança.”

Na entrevista ao programa, que foi ao ar nesta quarta-feira(28) , na GloboNews, Moro respondeu também, entre outros temas, se acabou a “carta branca” do presidente Jair Bolsonaro a ele à frente do Ministério da Justiça.

Sobre a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, que pela primeira vez anulou uma decisão dele como juiz da Operação Lava Jato, Moro disse que não era “apropriado” como ministro da Justiça fazer críticas a uma decisão da Corte.

Ele disse ter opinião, que estava “guardada” para ele.

Veja abaixo um trecho da entrevista:

Blog: Ministro, o senhor disse que tem muita lenda, por exemplo, de quando o senhor assumiu, que não teve essa coisa de que o senhor pediu o Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras], mas teve publicamente o presidente dizendo que o senhor teria liberdade total para fazer as indicações, as nomeações, a tal da carta branca, mas desde o começo do governo a gente já viu, por exemplo, o senhor falou do Coaf, eu lembrei do Roberto Leonel [ex-presidente do Coaf], escolha do senhor, uma pessoa técnica, até séria, até onde a gente tem a notícia, e mais recentemente o presidente falou dessa troca, da possível troca, na direção da Polícia Federal. O senhor fez elogios público ao Maurício Valeixo [atual diretor] também tido como muito sério, muito técnico, dentro da corporação. O senhor sempre falou que só iria ao governo com essa carta branca. A carta branca acabou?

Moro: Não, veja, há um super dimensionamento, dentro de um governo, evidentemente, sempre vai haver divergência, controvérsias, as coisas vão daí se acomodando. É como a história das abóboras na carruagem, as coisas vão se acertando, então tem um diálogo, evidentemente intenso, o presidente é o chefe do poder Executivo. No caso do presidente do Coaf, o Roberto Leonel, é um auditor da receita federal extremamente qualificado, uma pessoa da minha absoluta confiança. No entanto, veja, o Coaf saiu do Ministério da Justiça e foi para o Ministério da Economia, depois para o Banco Central. Aí esses órgãos têm as suas autonomias próprias para tomarem as suas decisões, certo? Então também eu não posso interferir nesse tipo de decisão tomada no outro órgão, se fez a opção, pela nova formatação deles, está no Banco Central, de se colocar um servidor do Banco Central, isso tem que ser respeitado. É como eu disse, mais uma vez, as vezes existe uma série de construção de teorias da conspiração. Mas o Coaf, agora virou o UIF, Unidade de Inteligência Financeira. A única critica que eu já falei para o Roberto Campos [presidente do BC], acho que o nome aí, porque o UIF já era uma unidade de inteligencia financeira, então ficou um nome meio sem graça, mas tudo bem, mas o resto está em boas mãos, a estrutura normativa proposta ali é boa.

Blog: E na polícia federal?

Moro: A polícia federal foi comentário.

Blog: Não, ministro, foi público, ele [Bolsonaro] disse: ‘Quem manda sou eu, não é o ministro Moro. Como o senhor se sentiu?

Moro: Não cabe ficar comentando afirmações do presidente, acho que também seria impróprio dessa parte.

Blog: Mas, sobre a Polícia Federal, não estou falando do presidente. Porque o senhor é o chefe da Polícia Federal.

Moro: Não, não sou o chefe da Polícia Federal de forma nenhuma. A única pessoa que eu indiquei foi o diretor da Polícia Federal.

Blog: O Maurício Valeixo?

Moro: Sim, sim.

Blog: Mas se ele sair, o senhor ficaria no governo?

Moro: Não tenho essa questão.

Blog: Mas qual das duas? Ele sair ou o senhor ficar?

Moro: Não, aí seria uma questão especulativa, e acho que não cabe responder questões especulativas nesse caso.

Blog: O senhor acha que ele está mantido no cargo?

Moro: ele permanece no cargo.

Blog: Não há riscos?

Moro: Veja, como eu tenho as várias funções aqui no Ministério da Justiça, as coisas eventualmente podem mudar, mas ele está no cargo, permanece no cargo, tem a minha confiança.

Blog: Tem a sua confiança?

Moro: Certamente.

Blog: [Sobre decisão do STF] Foi a primeira decisão que anulou uma decisão sua da Lava Jato. […] Isso é um retrocesso, na avaliação do senhor, para o combate à corrupção?

Moro: Aí entra naquele tema institucional, não é? Não é apropriado eu, como ministro da Justiça, fazer ponderações ou críticas da decisão do Supremo Tribunal Federal.

Blog: Não tem opinião sobre isso?

Moro: Eu tenho opinião, mas está guardada pra mim.

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BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Cármen Lúcia “surpreendeu” os outros integrantes da Segunda Turma do STF, diz O Globo.

“Ao mesmo tempo que a ministra quis dar seu recado na sessão de ontem, ela ressaltou que era um entendimento específico para aquele processo, sem desdobramentos para outros casos.

Isso só será possível verificar nos próximos julgamentos da Segunda Turma sobre o assunto.

Diante do resultado de ontem, bancas de advogados de réus da Lava Jato já se animam para usar o mesmo argumento em novo recurso ao STF – inclusive a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.”

DO JORNAL DO BRASIL

Ministro Ricardo Salles recebe alta hospitalar

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, recebeu alta na tarde desta quarta-feira após ter sido internado na véspera no Hospital das Forças Armadas (HFA) em Brasília em decorrência de um mal-estar, segundo a nota informativa do hospital.

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O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, despreza importância de ambientalista (Foto: Reprodução)

“A equipe assistente optou por realizar alguns exames complementares, que foram efetivados durante breve internação”, informou, o hospital.

“Cabe informar que os resultados desses exames foram normais e que o senhor ministro recebeu alta hospitalar na tarde de hoje com recomendação de repouso pelo prazo de cinco dias”, concluiu a nota.

Juntamente com o presidente Jair Bolsonaro, Salles, de 44 anos, está no meio do furacão da crise ambiental que o país enfrenta em decorrência da forte repercussão internacional dos incêndios na Floresta Amazônica .

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Posted on 29-08-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-08-2019

País posterga pagamento a parte dos credores e busca repactuar obrigações externas com FMI e bancos

A Argentina vai iniciar um processo para estender os prazos de vencimento de sua dívida com credores privados e com o Fundo Monetário Internacional (FMI), como forma de assegurar sua capacidade de pagamento, afirmou nesta quarta-feira o ministro da Fazenda, Hernan Lacunza.

As medidas buscarão prorrogar os prazos da dívida de curto prazo nas mãos de investidores institucionais, os bônus emitidos sob legislação doméstica e sob legislação estrangeira, sem reduzir seu principal nem os juros, acrescentou.

“A prioridade hoje é garantir estabilidade porque é inútil lançar medidas de reativação se não houver estabilidade”, afirmou Lacunza, em entrevista à imprensa.

Lacunza, que assumiu o cargo na semana passada, e o presidente do Banco Central, Guido Sandleris, se reuniram nesta quarta com uma equipe do FMI que visita a Argentina.

Os mercados argentinos têm sofrido quedas sucessivas desde que as eleições primárias de 11 de agosto revelaram que o presidente Maurício Macri tem pouco apoio popular em sua campanha por um segundo mandato nas eleições gerais de outubro. Ele foi derrotado nas primárias, por larga margem, pelo candidato de oposição, de centro-esquerda, Alberto Fernández. (Com Agência Reuters. Reportagem de Eliana Raszewski e Gabriel Burin)

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Posted on 29-08-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-08-2019


 

Mariano, no portal A Charge Online

 

Westminster concluiria as atividades dentro de duas semanas e permaneceria congelado durante outras quatro

A manobra tira tempo precioso dos grupos de oposição para tentar bloquear por meio de ações parlamentares a possibilidade de uma saída do Reino Unido da União Europeia sem acordo, como Johnson disse estar disposto a fazer se Bruxelas não ceder às suas reivindicações.

O país se encaminha, portanto, para um choque constitucional sem precedentes, no qual a rainha estará involuntariamente envolvida. Nesta quarta-feira, um conselho privado com um pequeno número de ministros se reuniu com ela em sua residência em Balmoral (Escócia) para dar início ao procedimento. A rainha é formalmente obrigada a ordenar o encerramento do período de sessões se o Governo lhe pedir, e não dispõe de manobras para evitar essa decisão. Elizabeth II aprovou o pedido do Governo e ordenou a suspensão das sessões do Parlamento a partir do dia 10 de setembro.

Johnson interveio na manhã desta quarta-feira para minimizar a decisão, justificando a medida que pretende adotar como uma necessidade de que o novo Governo possa começar a andar com vigor e dar impulso a todas as iniciativas legais que preparou. “Os deputados terão tempo suficiente para debater o Brexit antes do crucial Conselho Europeu de 17 de outubro”, disse ele. Mas “debater” não é o mesmo que adotar resoluções legais com força efetiva para impedir a saída da União Europeia sem acordo.

Nas últimas semanas, os principais opositores do Brexit advertiram Johnson de que, se tomasse essa decisão, provocaria uma crise política de enormes proporções. O speaker (presidente do Parlamento), John Bercow, havia anunciado anteriormente que lutaria com todas as suas forças para impedir que a Câmara tivesse sua voz retirada num momento tão crucial. “Esta manobra representa um escândalo constitucional. Vistam-na como quiserem, é óbvio que seu propósito é impedir que o Parlamento discuta o Brexit e cumpra suas obrigações”, disse Bercow.

O ex-ministro da Economia Philip Hammond, um dos mais fortes opositores da saída do Reino Unido da UE sem nenhum acordo, também reagiu com extrema dureza ao anúncio da suspensão do Parlamento: “Seria profundamente antidemocrático impedir que a Câmara exercesse sua função de controlar o Governo durante uma situação de crise nacional como a atual “, disse ele.

O Partido Trabalhista iniciou reuniões nesta terça-feira com os demais grupos de oposição para encontrar um mecanismo legal que evite o Brexit sem acordo. A decisão de Johnson de suspender a atividade parlamentar lhes usurpa um tempo crucial e complica as possibilidades de fazer avançar qualquer iniciativa legal. “Estou escandalizado com a imprudência do Governo de Johnson, que não para de falar sobre soberania e se dispõe a suspender o Parlamento para evitar o escrutínio de seus planos para um Brexit sem acordo”, disse o líder trabalhista, Jeremy Corbyn em um comunicado público. “É um escândalo e uma ameaça à nossa democracia”, acrescentou, para depois pedir ao primeiro-ministro que submeta seus planos à votação dos cidadãos, se tem tanta confiança em que serão apoiados.

O que é a prorrogação parlamentar?

A prorrogação é, paradoxalmente, o termo oficial que marca o fim de uma sessão parlamentar. Depois de ser aconselhada pelo primeiro-ministro, a rainha ordena formalmente que o atual período de sessões seja concluído. Salvo exceções, todas as iniciativas legais em tramitação são dissolvidas. Para retomá-las será necessário iniciar um novo procedimento em um novo período.

O anúncio é feito na Câmara dos Lordes em nome da monarca, em sessão conjunta das duas Câmaras.

Algumas semanas depois ocorre a cerimônia de abertura do novo Parlamento, com o famoso Discurso da Rainha. É um texto escrito inteiramente pelo Governo, no qual as são apresentadas linhas de ação planejadas para a nova legislatura. A rainha lê o discurso na cadeira presidencial da Câmara dos Lordes, que lhe serve de trono.

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