Em entrevista coletiva no encerramento do G7, Emmanuel Macron foi perguntado sobre a possibilidade de a Amazônia receber um “status internacional”.

O presidente da França disse o seguinte:

“Associações, ONGs e atores internacionais, já há vários anos, inclusive alguns atores jurídicos internacionais, levantaram a questão para saber se podemos definir um status internacional da Amazônia. Isso não está na discussão das iniciativas apresentadas hoje, mas é realmente uma questão que se coloca: e se um Estado soberano tomasse de maneira clara e concreta medidas que se opõem ao interesse de todo o planeta? Então, aí haveria todo um trabalho jurídico e político a ser feito.”

Macron disse também:

“Ele [Jair Bolsonaro] deseja ser respeitado como ator nesse jogo, mas acredito que ele  tenha consciência desse tema. Eu prefiro ter essa esperança. Não é hoje que vamos decidir nada sobre isso, mas é um tema que permanece aberto e continuará a prosperar, nos próximos meses e anos.”

O francês ainda afirmou que a importância da Amazônia “é tão grande na questão climática que não se pode dizer que ‘é apenas o meu problema’”.

Tudo indica que o bate-boca entre Macron e Bolsonaro está só começando.

“Simplesmente”, Paulinho Nogueira: basta escutar a magnífica melodia e seguir, atentamente, a grande lição de vida sintetizada nesta linda canção. E não precisa dizer mais nada. Só guardar a lembrança.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Simplesmente

Paulinho Nogueira

Quantas vezes eu já fracassei,

Quantos bons momentos desprezei,
Por pensar demais, por ouvir demais,
Por não saber olhar a vida simplesmente.Dentro desse louco turbilhão,
Cada um querendo ser melhor,
É muito melhor se deixar ficar,
Em tudo que você sentir simplesmente.E, logo de manhã,
Olhar bem dentro de você
Nas coisas como você vê,
Duvidar então do que querem
Fazer você olhar,
Fazer você ouvir,
Fazer você pensar…E, chegando a noite devagar,
Descontrair sua razão,
Soltar de leve o coração.
Procurar alguém,
O seu bem verdadeiro tão somente,
Que vai saber simplesmente
O que é bom pra você…

 Resultado de imagem para Dom Helder canonização

Do Jornal do Brasil

EDISON VEIGA

O processo de reconhecimento como santo do religioso brasileiro dom Hélder Pessoa Câmara (1909-1999) entrará em nova etapa na semana que vem.

Trata-se da abertura da fase romana das investigações. A morte do cearense com forte atuação em Pernambuco completa 20 anos nesta terça (27).

“O próximo passo será o papa reconhecer, em nome da Igreja, que dom Hélder praticou em grau heroico as virtudes cristãs. Aí ele será declarado venerável”, disse à Folha Jociel Gomes, frade franciscano responsável por realizar o pedido junto ao Vaticano.

O processo de canonização de dom Hélder foi aberto oficialmente em fevereiro de 2015, nove meses depois de a Arquidiocese de Olinda e Recife solicitar a questão à cúpula da Igreja. Desde então, frei Jociel e sua equipe vasculharam sua biografia e ouviram pessoas que conviveram com o religioso.

O resultado, enviado ao Vaticano em dezembro, foi um dossiê de 197 páginas, com depoimentos de 54 pessoas.

Se dom Hélder for considerado venerável, relatos de milagres passam a ser compilados. Os casos selecionados são analisados por um junta de especialistas do Vaticano.

Para se tornar beato, é preciso ter um primeiro milagre reconhecido pela Igreja. A canonização, ou seja, o status de santo, só vem após um segundo milagre.

Neste ano, a freira baiana Irmã Dulce teve a sua canonização anunciada pelo Vaticano e será a primeira mulher nascida no Brasil e a se tornar santa. A cerimônia será em outubro.

Décimo primeiro filho de um jornalista e de uma professora primária, dom Hélder entrou para a vida religiosa em 1923, aos 14 anos, no Seminário da Prainha, instituição católica de sua cidade natal, Fortaleza.

Foi ordenado padre aos 22 anos. Ainda jovem, envolveu-se com causas sociais. Coordenou os chamados círculos operários cristãos e liderou a Juventude Operária Católica. Dedicou-se a atividades de lazer e alfabetização de jovens sem acesso à formação.

Também fundou, em 1933, a Sindicalização Operária Feminina, organismo que lutava por direitos de empregadas domésticas e lavadeiras.

Convidado pelo escritor e político Plínio Salgado (1895-1975), ingressou no grupo conservador e nacionalista Ação Integralista Brasileira. Foi considerado o maior propagandista do tema no Ceará.

Contudo se desiludiu rapidamente com o movimento, considerado de extrema-direita. Ao fim da década de 1930 se autodefinia como humanista integral e democrata cristão.

Dom Hélder teve papel importante durante a Segunda Guerra Mundial. Fundou a Comissão Católica Nacional de Imigração e trabalhou para acolher refugiados que chegavam ao país.

Tornou-se bispo aos 43 anos, em 1952. No mesmo ano, conseguiu a aprovação do Vaticano para criar a Conferência Nacional do Bispos do Brasil, a CNBB.

A partir de então passou a se dedicar a causas como a Cruzada São Sebastião, que resultou em conjuntos habitacionais para moradores de favelas, e o Banco da Providência, para atender aos sem renda.

Participou ativamente das quatro sessões do Concílio Ecumênico Vaticano 2º, nos anos 1960, e foi um dos proponentes do Pacto das Catacumbas, em que 42 sacerdotes de todo o mundo se comprometeram a assumir atitudes com o objetivo de reduzir a pobreza global.

O documento é considerado o embrião da Teologia da Libertação, corrente cristã que determina assumir “a opção preferencial pelos pobres”.

Dom Hélder tornou-se arcebispo de Olinda e Recife em 1964. Foi um período de forte envolvimento com causas sociais, e ele se tornou um contraponto à ditadura militar.

Incentivou e fortaleceu as comunidades eclesiais de base e foi alçado ao posto de resistência ao regime. Passou a ser visto como líder na defesa dos direitos humanos.

Foi acusado de comunista, chamado de “arcebispo vermelho” e perseguido pelos militares, sobretudo depois do Ato Institucional nº 5.

Sua atuação leva a inferir que a eventual canonização, em um período como o atual, possa ser utilizada de forma política. Dom Hélder foi um dos interlocutores da família de Fernando Santa Cruz, militante de esquerda desaparecido durante o período da ditadura e alvo de recente ataque do presidente Jair Bolsonaro.

Frei Jociel descarta o uso político. “Dom Hélder foi um homem altamente coerente com a doutrina social da Igreja, um homem profundamente evangélico no sentido de que colocou em prática a opção preferencial pelos pobres e a busca da justiça e da paz”, afirma.

Em uma de suas frases famosas, dom Hélder disse: “Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo; quando pergunto por que eles são pobres, chamam-me de comunista”.

“O discurso fajuto atual que diz que aquele que busca uma sociedade melhor é comunista é completamente anacrônico”, diz frei Marcelo Toyansk Guimarães, da Comissão Justiça, Paz e Integridade da Criação dos Frades Capuchinhos do Brasil. “Dom Hélder nos ilumina como aquele que defende os direitos humanos, o direito à vida, o direito dos pobres em um momento difícil.”

Para o religioso brasileiro Reginaldo Roberto Luiz, padre que trabalha com processos de canonização no Vaticano, o envolvimento político de dom Hélder deve exigir um maior detalhamento nos pareceres da canonização.

“Trata-se de uma figura muito controversa da política. Isso precisará ser esclarecido durante o processo”, diz. “[A canonização] vai demorar porque certamente será um processo muito detalhado para explicar e esclarecer, minuciosamente, a sua biografia.”

À reportagem da Folha de S.Paulo ele comparou o caso com o do arcebispo de San Salvador (El Salvador) Óscar Romero (1917-1980), canonizado em 2018. Há semelhanças: Romero também lutou contra a ditadura em seu país e era adepto da Teologia da Libertação.

“Mas ele foi mártir -o que é uma ‘vantagem’ em processos de canonização”, ressalta Roberto Luiz. Romero foi assassinado por um atirador de elite do exército salvadorenho enquanto celebrava uma missa.

Dom Hélder realizou diversas viagens ao exterior para denunciar os abusos da ditadura brasileira. Isso lhe rendeu títulos honoris causa de universidades de 32 universidades estrangeiras. Também foi indicado quatro vezes ao Nobel da Paz. Em 2017, foi declarado Patrono Brasileiro dos Direitos Humanos, em lei federal.

“Dom Hélder dedicou toda a sua vida à defesa da vida e da dignidade dos mais pobres. Convocou toda a sociedade para uma ação não violenta em favor da justiça e da paz”, diz Marcelo Barros, 74, monge beneditino e biógrafo de dom Hélder Câmara.

(FolhaPress SNG, por EDISON VEIGA)

ago
27

Por Rosanne D’Agostino, G1 — Brasília

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge — Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF A procuradora-geral da República, Raquel Dodge — Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge — Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou nesta segunda-feira (26) que há “suspeita de ação orquestrada” em queimadas na Amazônia.

Raquel Dodge deu a declaração após ter se reunido com integrantes da Força-Tarefa Amazônia, criada pela Procuradoria para discutir o tema.

“Há suspeita de ação orquestrada, há suspeita de uma atuação que foi longamente cultivada para chegar a esse resultado”, afirmou.

“O que nós percebemos é que há sinais disso, há elementos que justificam a abertura de inquéritos para investigar e punir os infratores”, acrescentou.

As queimadas têm repercutido internacionalmente, e o presidente Jair Bolsonaro autorizou o envio de tropas das Forças Armadas a estados da região.

Pedido de inquérito

Segundo Raquel Dodge, ficou decidido na reunião da força-tarefa que o grupo pedirá a abertura de um inquérito para investigar as queimadas.

“Como resultado da reunião de hoje, estou requisitando abertura de inquérito para promover a persecução penal daqueles que incentivaram que queimadas fossem adotadas em terras federais”, afirmou Dodge.

Neste fim de semana, a Polícia Federal informou que investigará se houve uma convocação para queimadas no Pará.

Segundo o Ministério Público do estado, um jornal de Novo Progresso (PA) publicou um anúncio para o “dia do fogo”.

Mais cedo, nesta segunda-feira, a PF também informou que vai apurar se houve ação criminosa nas queimadas na Amazônia.

‘Coalizão’

Segundo Raquel Dodge, os ministérios públicos dos estados e da União decidiram formar uma “coalizão”.

“Esta é a primeira das medidas de persecução penal que os ministérios públicos dos estados brasileiros e o Ministério Público Federal, por intermédio de promotores de Justiça e procuradores da República tomarão ao longo das próximas semanas”, completou.

“O que nós queremos é sincronizar a atuação do Ministério Público brasileiro para que as queimadas e os incêndios cessem e para que os infratores, aqueles que estão cometendo esses gravíssimos crimes de pôr fogo na floresta sejam identificados e punidos”, afirmou Dodge.

A procuradora-geral de Justiça do Amazonas, Leda Albuquerque, afirmou que uma das frentes discutidas foi a investigação para identificar pessoas ligadas ao “dia do fogo” em Altamira, no Pará. “Nós temos o local em que isso se deu. Será possível essa busca dessa identificação”, afirmou.

Do Jornal do Brasil

 

A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) as conclusões de um inquérito no qual sustenta haver “elementos concretos e relevantes” de que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cometeu os crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro a partir da delação de executivos da Odebrecht.
Macaque in the trees
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (Foto: Reuters/Adriano Machado (08/04/2019))

Em documento enviado ao STF, a PF diz que Maia e o pai dele, o ex-prefeito do Rio e vereador César Maia (DEM), cometeram uma série de crimes e relata, por exemplo, que ambos cometeram o crime de corrupção passiva ao pedirem e terem recebido contribuições indevidas do grupo nos anos de 2008, 2010, 2011 e 2014.

As conclusões do inquérito foram encaminhadas ao relator no Supremo, ministro Edson Fachin, que deu prazo de 15 dias para que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, decida se vai oferecer denúncia contra Maia, o pai dele e outras três pessoas que a PF sugeriu o indiciamento. (Ricardo Brito/Reuters)

ago
27
Posted on 27-08-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-08-2019


 

Miguel , no

 

Presidente do Brasil endossou um comentário no Facebook que zombava da aparência de Brigitte Macron

O presidente francês, Emmanuel Macron, e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro durante a cimeira do G20 em Osaka em junho passado.
O presidente francês, Emmanuel Macron, e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro durante a cimeira do G20 em Osaka em junho passado.JACQUES WITT (AFP)

A escalada dialética entre Emmanuel Macron e Jair Bolsonaro subiu nesta segunda-feira vários graus depois que o presidente brasileiro e um de seus ministros publicaram comentários desrespeitosos sobre o presidente francês e sua mulher. “Como sinto muita amizade e respeito pelo povo brasileiro, espero que tenha rapidamente um presidente que esteja à altura”, disse Macron em entrevista coletiva durante o último dia da cúpula do G7, em Biarritz (França).

O motivo do novo confronto entre ambos foi um comentário de Bolsonaro na rede social Facebook. O presidente brasileiro reagiu a uma mensagem que zombava do físico da primeira-dama francesa, Brigitte Macron, e a comparava desfavoravelmente à brasileira Michelle Bolsonaro, relata a agência France Presse. A francesa tem 66 anos; a brasileira, 37.

Captura de tela do comentário do presidente do Brasil troçando-se de Brigitte Macron.
Captura de tela do comentário do presidente do Brasil troçando-se de Brigitte Macron.

“Entende agora por que Macron persegue Bolsonaro?”, diz a mensagem, referindo-se ao choque de Macron e Bolsonaro na semana passada pelos incêndios na Amazônia. Bolsonaro –ou alguém que controla a sua conta do Facebook– comentou: “não humilha cara. kkkkkkk”.

A publicação do presidente brasileiro no Facebook não foi o único ataque a Macron. O filho de Bolsonaro, Eduardo, deputado e possível próximo embaixador brasileiro nos EUA, retuitou na sexta-feira um vídeo de manifestações violentas de coletes amarelos na França com o texto: “Macron é um idiota”. Paralelamente, o ministro da Educação do Brasil, Abraham Weintraub, disse que “Macron não está preparado para esse debate”, referindo-se aos incêndios na Amazônia, e o chamou de “calhorda oportunista que busca o apoio do lobby agrícola francês”

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