Por Camila Bomfim, TV Globo — Brasília

Danilo Cristiano Marques é um dos quatro suspeitos de envolvimento na invasão de celularesd e autoridades — Foto: Reprodução/TV Globo Danilo Cristiano Marques é um dos quatro suspeitos de envolvimento na invasão de celularesd e autoridades — Foto: Reprodução/TV Globo

 

Danilo Cristiano Marques é um dos quatro suspeitos de envolvimento na invasão de celularesd e autoridades — Foto: Reprodução/TV Globo

O juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, acolheu nesta quarta-feira (31) pedido da Polícia Federal (PF) e decidiu manter preso, por pelo menos mais um dia, Danilo Cristiano Marques, um dos suspeitos de envolvimento na invasão de celulares de autoridades.

A decisão do magistrado se deu após a PF apresentar à Justiça, no final da tarde, indícios de que Danilo tinha conhecimento de que Walter Delgatti Neto – conhecido como Vermelho – estava hackeando contas do aplicativo Telegram.

Mais cedo nesta quarta-feira, a própria Polícia Federal havia solicitado à Justiça Federal a suspensão da prisão temporária de Danilo – que expira nesta quinta (1º) – antes mesmo do encerramento do prazo. A corporação, responsável pelo inquérito que investiga a invasão de celular, havia sugerido a substituição da prisão de Danilo por medidas cautelares.

Morador de Araraquara (SP), Danilo foi preso temporariamente na semana passada pela Operação Spoofing, da Polícia Federal, acusado de envolvimento no hackeamento das contas do Telegram. Além de Danilo e Walter Delgatti Neto, os policiais federais também prenderam na ocasião o DJ Gustavo Henrique Santos e mulher dele, Suelen Priscila de Oliveira.

No pedido de revogação da prisão temporária, o delegado da PF Luís Flávio Zampronha argumentou que Danilo – até então considerado apenas um “testa de ferro” de Walter Delgatti – já havia prestado todos os esclarecimentos e, por isso, a prisão não era mais necessária, desde que substituída por algumas medidas cautelares, como a proibição de contato com qualquer outro investigado e de sair de onde mora sem autorização da Justiça.

Horas depois, o próprio Zampronha solicitou ao juiz da 10ª Vara Federal, por e-mail, a reconsideração do pedido de liberdade. Na mensagem, o delegado informou ao magistrado que haviam surgido evidências, a partir da análise do celular de Danilo apreendido quando ele foi preso, de que ele tinha conhecimento dos hackeamentos de contas do Telegram feitos por Walter Delgatti Neto e também de supostas fraudes bancárias.

No despacho que determinou a manutenção da prisão temporária de Danilo, o juiz de Brasília justificou a decisão com o argumento de que, em meios às novas provas obtidas pela PF, foi observada “intensa troca de mensagens” que indicariam que Danilo participou de fraudes bancárias.

“A autoridade policial encaminhou novo e-mail […] diante da colheita de novos elementos (espelhamento de arquivos de mensagens e conversas armazenadas no aparelho celular do investigado), constatou que Danilo Marques tinha conhecimento das invasões a contas de aplicativos Telegram que eram realizadas por Walter Delgatti Neto (inclusive foi observada intensa troca de mensagens indicativas da participação de Danilo em fraudes bancárias juntamente com outras pessoas, razão pela qual revê seu posicionamento e solicita a manutenção da custódia temporária ao menos até o encerramento de seu prazo (01/08/2015).”

Na última segunda (29), o Ministério Público Federal (MPF) prorrogou por 90 dias a investigação sobre a ação de hackers. A prorrogação sem aval da Justiça foi possível porque pedido da Polícia Federal ao MPF foi feito antes da prisão dos quatro investigados pela invasão de telefones de autoridades.

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