Do site Gabeira.com/O Globo

Resultado de imagem para Fernando Gabeira jornal O Globo

ARTIGO

A inocência perdida

Fernando Gabeira

“Flor Esquecida”, Paulinho da Viola: Do disco gravado pelo grande artista carioca em 1981. Não precisa dizer mais nada. Só ouvir e aplaudir. Bravo!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

ago
01
Posted on 01-08-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-08-2019

Osmar Terra e Jair Bolsonaro bateram o martelo e escolheram a diplomata Paula Alves de Souza como nova diretora da Ancine, informa Igor Gadelha na Crusoé.

Ela é diretora do departamento cultural do Itamaraty.

Fontes do governo dizem que ela pode assumir a presidência do órgão no futuro.

Leia a notícia completa na revista Crosué

ago
01
Posted on 01-08-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-08-2019

Do Jornal do Brasil

 

Presidente afirmou nesta semana que contaria a Felipe Santa Cruz o que aconteceu com o pai dele, desaparecido em 1974

 THAIS ARBEX

RASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, ingressou com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta-feira (31) para que Jair Bolsonaro esclareça as informações que diz ter a respeito da morte de seu pai, Fernando Santa Cruz, desaparecido na ditadura militar.

Ele pede que Bolsonaro esclareça se “efetivamente tem conhecimento das circunstâncias, dos locais, dos fatos e dos nomes das pessoas que causaram o desaparecimento forçado e assassinato” de Santa Cruz e se o presidente sabe o nome dos autores do crime e onde está o corpo. 

O presidente da OAB questiona por qual razão, se Bolsonaro tem tais informações, não denunciou os fatos ou mandou apurar a “conduta criminosa revelada”.

“A negativa de informações ou a prestação de informações falsas sobre o paradeiro de pessoas desaparecidas constitui ação que integra a prática do crime de desaparecimento forçado e que atinge a esfera subjetiva dos familiares da vítima, também sujeitos passivos da violação”, diz a ação ao STF.

Santa Cruz afirma ao Supremo que, caso tenha realmente informações sobre as circunstâncias da morte de seu pai, Bolsonaro “tem o dever legal e básico” de revelá-las ou, se não as tem, pratica manobra diversionista para ocultar a verdadeira autoria de criminosos que atuaram nos porões da ditadura civil-militar, de triste memória”.

A interpelação é assinada pelos ex-presidentes da OAB. Como revelou a colunista Monica Bergamo nesta terça (30), os antigos dirigentes figuram como advogados de Santa Cruz.

Chancelam o documento nomes como Claudio Lamachia, Cezar Britto, Marcus Vinicius Coelho, Ophir Cavalcante, Marcello Lavenére, Roberto Busato, Reginaldo Oscar de Castro e Roberto Batochio. 

Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (31) que não quebrou o decoro ao dizer que poderia dizer a Santa Cruz como o pai dele desapareceu durante a ditadura militar (1964-1985). 

A declaração de dois dias atrás provocou uma série de repercussões de políticos e entidades.

“Não tem quebra de decoro. Quem age desta maneira, perde o argumento”, disse Bolsonaro, ao deixar o Palácio da Alvorada no começo da manhã.

“Muita coisa aconteceu, lamentamos muita coisa. Mas não pode valer um lado só da história. E como eu sempre disse: Alguém acredita que o PT está preocupado com a verdade? Tá de brincadeira.”

“Quando aquelas caras criaram a Comissão da Verdade, eles deram gargalhadas. Vocês da imprensa sabem o que é informação, contrainformação e contra contrainformação. É muito simples”, afirmou o presidente.

ago
01
Posted on 01-08-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-08-2019

Do Jornal do Brasil

 

Presidente brasileiro comemora elogios de líder americano e afirma que há aproximação com EUA

 DANIEL CARVALHO E TALITA FERNANDES

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse nesta quarta-feira (31) que está cada vez mais apaixonado pelo colega americano, Donald Trump.

Desde terça-feira (30), Bolsonaro tem feito afagos ao presidente dos EUA que fez elogios a ele e ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente brasileiro que deve ser indicado como embaixador em Washington na semana que vem.

Macaque in the trees
Presidente Jair Bolsonaro e presidente dos EUA, Donald Trump, em encontro bilateral durante a cúpula do G20 em Osaka, no Japão (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)

“Depois daquele elogio do Trump de ontem [quarta], estou cada vez mais apaixonado por ele”, afirmou Bolsonaro após cerimônia de troca da Grande Guarda Presidencial.

Antes, disso, ele esteve reunido com Wilbur Ross, secretário de Comércio dos EUA, e com quem disse ter tido um encontro excelente e na linha do diálogo que já havia tido com Trump. Ross se encontraria ainda nesta tarde com o ministro Paulo Guedes.

“Estamos nos aproximando”, afirmou, Bolsonaro, que disse considerar o comércio entre os dois países ainda “muito fraco”.

Na terça, Ross disse que um acordo de livre-comércio entre o Brasil e os EUA não pode destoar da aliança do Mercosul com os europeus.

O secretário afirmou que não há nada no acordo com os europeus que seja contraditório com um acordo com os EUA e citou como exemplos questões que os americanos têm com a União Europeia sobre padrões nos setores automotivo, farmacêutico e alimentício.

Ross alertou também para possíveis armadilhas no acordo fechado com a UE. Ainda segundo o secretário, a discussão sobre um livre-comércio com os EUA só vai começar após os países avançarem em outros pontos.

ago
01
DO EL PAÍS

A Selic chega ao menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve justificou o desconto como seguro contra a recessão

Horas depois de as taxas de juros caírem nos Estados Unidos, o Banco Central (BC) brasileiro seguiu a mesma tendência. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduziu a Selic em meio ponto percentual, para 6% ao ano, o menor nível da série histórica iniciada em 1986. A medida, que retoma uma trajetória de queda após um ano e quatro meses e era ansiada pelo mercado, é um estímulo à economia nacional, que segue com dificuldades para se recuperar após a crise dos últimos anos. Em nota, o BC disse que “o cenário do Copom supõe que essa retomada ocorrerá em ritmo gradual”. E acrescenta que “o cenário externo mostra-se benigno, em decorrência das mudanças de política monetária nas principais economias”, sem ignorar, contudo, que “os riscos associados a uma desaceleração da economia global permanecem”.

Ao comentar a decisão do BC em seu perfil no Twitter, o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), elogiou a redução dos juros, já que “o manual dos sistema de meta de inflação manda reduzir os juros quando a inflação estiver sistematicamente abaixo da meta estabelecida” — as previsões do próprio Copom para este ano são de 3,6% de inflação, abaixo da meta de 4,25%. Além disso, segundo o economista, “o Brasil está entrando em uma armadilha clássica provocada pela fraqueza estrutural da demanda total, provocada pela combinação de um desemprego elevadíssimo [taxa de 12%], de um corte nos investimentos públicos e um hiato do PIB que inviabiliza os investimentos privados”.

Horas antes de anunciada a decisão do Banco Central brasileiro, o Federal Reserve (Fed), Banco Central dos Estados Unidos, respondia a uma promessa lançada ao mercado e, em uma ação incomum, baixava as taxas de juros em um quarto de ponto. Deixou-as numa faixa entre 2% e 2,25%. Foi uma mudança profunda na estratégia, já que esse é o primeiro corte no preço do dinheiro desde dezembro de 2008, quando foi praticamente a zero na crise financeira. Esta reviravolta estratégica é apresentada como um ajuste preventivo para estimular a expansão econômica em um momento de incerteza por conta da guerra tarifária de Donald Trump, e com a qual o Fed espera gerar mais inflação ao mesmo tempo.

Além disso, Jerome Powell, presidente do Banco Central, antecipou a suspensão da redução nos balanço em dois meses, para julho, em vez de setembro, como estava inicialmente planejado. Isso significa que mantém intactos os ativos da dívida acumulados durante a crise e deixa de se separar deles, que atualmente estão em cerca de 3,8 trilhões de dólares. O presidente do Fed disse, ao justificar a dupla decisão, que é um “ajuste estratégico de médio prazo”.

É a quinta vez nos últimos 25 anos que o aumento da taxa nos Estados Unidos foi revertido, para passar a cortá-los. É essencialmente uma recalibração, de modo seguro. Membros do Fed telegrafaram ao mercado nas últimas semanas as razões pelas quais fazia sentido dar esse passo de volta ao processo de normalização, após sete meses de pausa. A única questão era saber a intensidade e se a porta deveria ficar aberta para mais descontos.

A declaração explica que foi decidido baixar as taxas “à luz das implicações da evolução mundial para o cenário econômico, bem como a baixa pressão inflacionária”. Ele cita, em particular, a “persistência” da incerteza e afirma que “agirá se for apropriado sustentar a expansão, com um mercado de trabalho forte e inflação”. Mas o consenso interno está quebrado. A decisão foi rejeitada por Esther George, presidente do Fed de Kansas, e Eric Rosengren, de Boston. Eles queriam manter as taxas.

Aumento da taxa acorrentado desde 2015

Os Estados Unidos começaram a aumentar as taxas de juros no final de 2015, com Janet Yellen como presidente. Foi o fim de uma era de 0% de taxas nos Estados Unidos. Em seguida, o nível neutro — que não lastreia ou reaquece a economia — a longo prazo era próximo de 5%. Jerome Powell deu continuidade à estratégia ao assumir um ano e meio atrás, com o mercado de trabalho em pleno emprego e o aumento dos preços. Mas o medo inflacionário não se materializou como esperado e a fraqueza nos preços se combinou com a moderação do crescimento global, o litígio comercial e o Brexit.

O Fed enfrentou vários dilemas nesta reunião. O mercado exigiu a redução em máximos históricos. Não tê-lo feito não apenas teria sido tumultuado, como também teria reduzido a credibilidade de todos os sinais que ele estava dando. O presidente Donald Trump pressionou em paralelo criticando os últimos aumentos, enquanto os outros grandes bancos centrais estão imersos em um ciclo de descontos.

Powell age como precaução. Algo semelhante foi feito em 1995 e 1998, para evitar a recessão. Mas desta vez o Fed também é vítima de sua própria mensagem. Após o último aumento em dezembro, ele disse que qualquer decisão dependeria dos dados. Nem a força dos últimos indicadores nem os resultados corporativos justificaram o corte. Nem existe um problema de disponibilidade de crédito, por isso é duvidoso que possa estimular o crescimento dessa maneira.

Fraqueza da inflação

A decisão, portanto, seria controversa. Não era uma questão sobre o que ele iria fazer, mas o que ele deveria fazer. Além disso, o mercado já fez metade do trabalho para o Fed quando o que se observa é a evolução das expectativas. Em novembro, previa-se que as taxas chegariam a 3% em 2019. Agora elas estão abaixo de 2%. A inflação persistentemente baixa tornou-se, assim, o gatilho para o fogo.

Os membros do Banco Central têm justificado o corte com o argumento do preço por semanas. O presidente do Fed de Dallas, Robert Kaplan, explicou que a inflação permanecerá baixa devido às grandes mudanças causadas pelas novas tecnologias no mercado de trabalho. Isso, como aponta Jerome Powell, rompeu o elo entre a evolução dos salários e a inflação nas últimas duas décadas. Seu medo, explicou, é que “é mais difícil” corrigir se alguém não age.

O bom andamento da economia e das empresas, portanto, não é mais acompanhado de uma transferência no aumento dos custos trabalhistas para o consumidor, por meio de preços mais altos. Isso coloca a inflação de lado e faz com que a taxa neutra — o nível que não sobreaqueça ou sobrecarrega a economia — seja menor. O Fed acredita que o corte agora pode ser suficiente para incentivar a atividade e aumentar os preços.

O potencial de crescimento dos EUA seria de cerca de 1,75%. Espera-se que durante os próximos trimestres o faça acima de 2%. Charles Evans, do Fed de Chicago, também é favorável a estimular a economia. A combinação de baixa inflação e aumento da incerteza justifica dois cortes antes do final de 2019. Embora também diga que não se deve agir em excesso.

Riscos

John Williams, presidente do Fed de Nova York, refere-se a estudos que indicam que é melhor “agir rápido” e “preventivamente” do que esperar pelo “desastre”. O vice-presidente Richard Claridad acredita que essa é a estratégia correta. Mas, ao mesmo tempo, esses estudos indicam que é importante que todas as munições não sejam esgotadas. Eric Rosengren, de Boston, alertou sobre o custo e, portanto, votou contra.

As últimas três recessões originaram-se em uma bolha no crédito que o Fed ajudou a formar com frouxidão monetária. O erro, portanto, pode ser repetido novamente e isso poderia tornar a próxima recessão ainda mais profunda. Um corte de meio ponto nesta reunião também teria enviado o sinal de que o banco central dos EUA está em um ciclo de baixa porque vê algo mais que prejudica a economia. “É a decisão certa para hoje”, insistiu Powell, “mas também não digo que vou ser o único”.

Não existem precedentes do Fed cortando taxas no meio de uma expansão. A redução pode contribuir, no entanto, para relaxar o dólar. A valorização do dólar é uma consequência da guerra comercial e da força da economia. Reflete também a divergência entre as políticas monetárias. Trump reclama que o Banco Central Europeu está manipulando o euro para ter uma vantagem comercial.

O Fed, portanto, precisava comunicar claramente os argumentos de sua política para não criar a aparência de sucumbir à pressão. Wall Street antecipa uma sucessão de vendas, com um segundo ajuste em setembro e, eventualmente, outro no final do ano. Se os membros do Fed que querem mais inflação observarem que ainda não se aproximam do objetivo, será sinal de que haverá mais cortes a partir de agora. “Teremos cuidado ao avaliar as perspectivas”, concluiu Powell.

Por Camila Bomfim, TV Globo — Brasília

Danilo Cristiano Marques é um dos quatro suspeitos de envolvimento na invasão de celularesd e autoridades — Foto: Reprodução/TV Globo Danilo Cristiano Marques é um dos quatro suspeitos de envolvimento na invasão de celularesd e autoridades — Foto: Reprodução/TV Globo

 

Danilo Cristiano Marques é um dos quatro suspeitos de envolvimento na invasão de celularesd e autoridades — Foto: Reprodução/TV Globo

O juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, acolheu nesta quarta-feira (31) pedido da Polícia Federal (PF) e decidiu manter preso, por pelo menos mais um dia, Danilo Cristiano Marques, um dos suspeitos de envolvimento na invasão de celulares de autoridades.

A decisão do magistrado se deu após a PF apresentar à Justiça, no final da tarde, indícios de que Danilo tinha conhecimento de que Walter Delgatti Neto – conhecido como Vermelho – estava hackeando contas do aplicativo Telegram.

Mais cedo nesta quarta-feira, a própria Polícia Federal havia solicitado à Justiça Federal a suspensão da prisão temporária de Danilo – que expira nesta quinta (1º) – antes mesmo do encerramento do prazo. A corporação, responsável pelo inquérito que investiga a invasão de celular, havia sugerido a substituição da prisão de Danilo por medidas cautelares.

Morador de Araraquara (SP), Danilo foi preso temporariamente na semana passada pela Operação Spoofing, da Polícia Federal, acusado de envolvimento no hackeamento das contas do Telegram. Além de Danilo e Walter Delgatti Neto, os policiais federais também prenderam na ocasião o DJ Gustavo Henrique Santos e mulher dele, Suelen Priscila de Oliveira.

No pedido de revogação da prisão temporária, o delegado da PF Luís Flávio Zampronha argumentou que Danilo – até então considerado apenas um “testa de ferro” de Walter Delgatti – já havia prestado todos os esclarecimentos e, por isso, a prisão não era mais necessária, desde que substituída por algumas medidas cautelares, como a proibição de contato com qualquer outro investigado e de sair de onde mora sem autorização da Justiça.

Horas depois, o próprio Zampronha solicitou ao juiz da 10ª Vara Federal, por e-mail, a reconsideração do pedido de liberdade. Na mensagem, o delegado informou ao magistrado que haviam surgido evidências, a partir da análise do celular de Danilo apreendido quando ele foi preso, de que ele tinha conhecimento dos hackeamentos de contas do Telegram feitos por Walter Delgatti Neto e também de supostas fraudes bancárias.

No despacho que determinou a manutenção da prisão temporária de Danilo, o juiz de Brasília justificou a decisão com o argumento de que, em meios às novas provas obtidas pela PF, foi observada “intensa troca de mensagens” que indicariam que Danilo participou de fraudes bancárias.

“A autoridade policial encaminhou novo e-mail […] diante da colheita de novos elementos (espelhamento de arquivos de mensagens e conversas armazenadas no aparelho celular do investigado), constatou que Danilo Marques tinha conhecimento das invasões a contas de aplicativos Telegram que eram realizadas por Walter Delgatti Neto (inclusive foi observada intensa troca de mensagens indicativas da participação de Danilo em fraudes bancárias juntamente com outras pessoas, razão pela qual revê seu posicionamento e solicita a manutenção da custódia temporária ao menos até o encerramento de seu prazo (01/08/2015).”

Na última segunda (29), o Ministério Público Federal (MPF) prorrogou por 90 dias a investigação sobre a ação de hackers. A prorrogação sem aval da Justiça foi possível porque pedido da Polícia Federal ao MPF foi feito antes da prisão dos quatro investigados pela invasão de telefones de autoridades.

ago
01
Posted on 01-08-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-08-2019



 

Sponholz, no

 

ago
01

Ministro da Justiça diz que governo não tinha informações sobre uma possível rebelião em Altamira, no interior do Pará
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro Foto: Adriano Machado / Reuters
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro Foto: Adriano Machado / Reuters

BRASÍLIA – O ministro da Justiça, Sergio Moro , disse nesta quarta-feira que a solução para problemas como o massacre ocorrido em Altamira , no Pará , em que 58 presos foram mortos na segunda-feira e outros quatro durante transferência nesta quarta-feira, não será alcançada libertando os detentos, mas isolando os líderes das facções criminosas. As declarações foram dadas após a participação dele no evento que celebrou os 91 anos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e homenageou policiais mortos.

~Desde que aconteceu o fato, cedemos novas vagas em presídios federais. O remédio para isso é isolar as facções. Não é colocar criminosos soltos. Não se resolve do crime violento simplesmente libertando esses presos. Temos que isolar essas lideranças criminosas — disse Moro.

LEIA : Transferências de presos no Pará são interrompidas

Segundo o ministro, houve informações de inteligência sobre a possibilidade de rebeliões na Região Metropolitana de Belém, tanto que alguns presos foram transferidos de lá para presídios federais há alguns meses. Mas não houve tais informações em relação a Altamira.

— Essas transferências tiveram o efeito de, além das ações do governo estadual, de impedir aquelas rebeliões. Mais recentemente houve esse acontecimento trágico, de presos de facção se matando. Não havia informação de inteligência antes do governo federal. Não tinha também do governo estadual — afirmou o ministro.

  • Arquivos