Trump elogia indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixador dos EUA

O presidente americano, Donald Trump, fez elogios, nesta terça-feira (30), ao presidente Jair Bolsonaro e ao filho Eduardo, indicado ao cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

Em resposta à repórter da Globonews Raquel Krähenbühl, Trump também falou sobre um futuro acordo comercial entre os dois países.

O presidente Donald Trump conversou com jornalistas no jardim da Casa Branca pela manhã. A repórter Raquel Krähenbühl perguntou se ele gostaria de negociar um acordo de livre comércio com o Brasil. Trump primeiro respondeu com elogios. Disse que tem uma ótima relação com o Brasil, que o presidente brasileiro está fazendo um trabalho fantástico e que Bolsonaro e a família dele são maravilhosos.

Depois, Trump afirmou que vai trabalhar em um acordo de livre comércio com o Brasil. “O Brasil é um grande parceiro comercial. Cobra muitas tarifas, mas, fora isso, a gente ama a relação”, disse o presidente americano.

Em São Paulo, durante um evento com empresários, o secretário de comércio dos Estados Unidos, Willbur Ross, reforçou a intenção do país de fechar um acordo com o Brasil, mas não mencionou prazos.

Ross fez um alerta em relação a outro acordo, o de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia, fechado no mês passado. Segundo ele, o Brasil precisa ter cuidado e checar se não existem nas cláusulas o que chamou de “pílulas de veneno”, que possam prejudicar um futuro acordo com os americanos. Ross ressaltou que Europa e Estados Unidos seguem padrões comerciais diferentes.

Esta é a primeira visita de um secretário de comércio americano ao Brasil em oito anos. A agenda de Ross prevê um encontro nesta quarta-feira (31) com o presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.

Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás da China. Qualquer negociação com os americanos teria que envolver o Mercosul, o acordo regional que também inclui Argentina, Uruguai e Paraguai.

À tarde, Trump voltou a falar sobre o Brasil no jardim da Casa Branca. O presidente americano deu a entender que não sabia da indicação do deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, ao cargo de embaixador brasileiro em Washington.

O Brasil enviou, na semana passada, uma consulta ao Departamento de Estado para saber se aceitaria ou não Eduardo Bolsonaro como embaixador. O governo americano ainda não respondeu oficialmente, mas Trump declarou apoio.

“Eu conheço o filho dele e é provavelmente por causa disso que ele o escolheu”, afirmou Trump.

Perguntado se ele achava que a escolha era nepotismo, ele respondeu que não. “Eu não acho que seja nepotismo, porque o filho o ajudou muito na campanha. O filho dele é excepcional. É uma escolha excelente, eu não sabia disso”, completou.

A filha mais velha de Trump, Ivanka, e o marido dela, Jared Kushner, têm cargos oficiais de conselheiros do presidente.

O Senado brasileiro também precisa aprovar a indicação de Eduardo Bolsonaro como embaixador em Washington.

“Não me conte”, Nana Caymmi: Só Nana, em sua magnitude, pode interpretar um samba-canção assim,  com tanto sentimento, força e verdade. Aqui em gravação no disco “hora Brasileira”, de 1985.

BOM DIA !!!

(Vitor Hugo Soares)

Maia surge em coletiva de Pia Sundhage, técnica da seleção brasileira feminina de futebol

Rodrigo Maia surgiu hoje na primeira coletiva de imprensa da nova técnica da seleção brasileira feminina de futebol, Pia Sundhage.

Ao fim, posou ao lado de Tite, Sundhage e Rogério Caboclo, presidente da CBF, para as fotos oficiais.

A CBF é uma das principais entidades que devem ser investigadas pela CPI do Esporte no Senado. Jorge Kajuru afirmou a O Antagonista que já tem as assinaturas necessárias e deve pedir a instalação da comissão em breve.

Do Jornal do Brasil

 

 

Rebelião em unidade prisional de Altamira deixou 57 mortos

  Ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã desta terça-feira (30), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) não quis responder sobre o massacre em presídio no estado do Pará que deixou 57 mortos em um presídio.

“Pergunta para as vítimas dos que morreram lá o que eles acham, depois que eles responderem eu respondo a vocês”, disse ao entrar no carro.

Esta foi a primeira vez que o presidente comentou o caso. Uma rebelião deixou 57 mortos em Altamira (PA) nesta segunda-feira (29).

Macaque in the trees
Jair Bolsonaro (Foto: Isac Nóbrega/PR)

Trata-se da maior chacina do ano dentro de presídios do país e mais um episódio da crise que atinge o sistema carcerário do Brasil nos últimos três anos, com sequência de motins com alto número de assassinatos.

O próprio Centro de Recuperação de Altamira, onde morreram os detentos desta segunda, já havia sido palco de uma rebelião em setembro do ano passado, em que sete pessoas foram mortas.

Também em abril do no ano passado, 22 pessoas morreram em uma rebelião seguida de tentativa de fuga no Centro Penitenciário de Recuperação do Pará, no Complexo de Santa Izabel, região metropolitana de Belém. Entre os mortos, havia um agente prisional, 16 presos e cinco criminosos que ajudavam na fuga pelo lado de fora da prisão.

PÉSSIMAS CONDIÇÕES

Relatório do CNJ mostrou que a unidade tem condições classificadas como “péssimas”. Além de superlotada -343 cumpriam pena no local, mais que o dobro da sua capacidade, de 163 vagas-, inspeção do conselho detectou que “o quantitativo de agentes é reduzido frente ao número de internos custodiados”.

O CNJ também constatou que a penitenciária não tem bloqueador de celulares, enfermaria, biblioteca, oficinas de trabalho ou salas de aula.

O Pará, quarto estado mais violento do país, vem registrando o avanço das milícias, fenômeno que só encontra paralelo no Rio.

Reportagem recente da Folha de S.Paulo mostrou que em nenhum outro estado brasileiro organizações criminosas comandadas por policiais e ex-policiais estão tão organizadas, estruturadas e dominam áreas tão vastas.

Segundo investigações da Polícia Civil e do Ministério Público do estado, os milicianos dominam o transporte alternativo em várias regiões, a venda de gás em diferentes favelas, a oferta de serviços de TV a cabo, a venda e transporte de produtos contrabandeados e serviços de segurança. Além disso, controlam parcela considerável do tráfico de drogas local, rivalizando com as facções criminosas.

TALITA FERNANDES

Do Jornal do Brasil

 

‘Acho o filho dele extraordinário, é um jovem brilhante e incrível’

  

(ANSA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (30) que não sabia sobre a indicação de Eduardo Bolsonaro como embaixador do Brasil em Washington, mas elogiou a escolha feita por seu pai, Jair Bolsonaro.

“Eu não acho que seja nepotismo, porque seu filho ajudou muito na campanha, seu filho é extraordinário. Acho que é uma grande indicação, eu não sabia disso”, afirmou Trump, ao ser questionado pela jornalista Raquel Krahenbühl, da Globo News, em coletiva de imprensa.

Macaque in the trees
Presidente dos EUA, Donald Trump (Foto: REUTERS/Leah Millis)

“Eu conheço o filho dele, acho o filho dele extraordinário, é um jovem brilhante e incrível. Eu conheço o filho dele, provavelmente é por esse motivo que eles fizeram isso”, declarou o presidente dos EUA.

O governo Bolsonaro já submeteu aos Estados Unidos a indicação de Eduardo, que também precisará passar por sabatina no Senado. O deputado federal tem 35 anos recém-completados – idade mínima para ser embaixador – e nenhuma experiência diplomática.

Eduardo, no entanto, usa como argumentos em favor de sua indicação os fatos de ser presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados e de ter feito intercâmbio nos EUA. (ANSA)

DO BLOG O ANTAGONISTA

Sergio Moro em voo comercial (o mais barato)

 

A Folha de S. Paulo informa que, nas férias de julho, Sergio Moro fez o mesmo percurso que Rodrigo Maia, voando de Brasília a Campinas para pegar um voo turístico.

Rodrigo Maia usou um avião da FAB.

Contrariamente a ele, segundo o jornal, Sergio Moro “pagou o trecho até Viracopos em voo comercial. A escolha de Moro foi pelo menor preço da passagem”.

 

Ministro das Relações Exteriores e três outros altos funcionários renunciam após divulgação de que os termos da renegociação do acordo da hidrelétrica beneficiam os brasileiros

O chanceler paraguaio Luis Castiglioni anuncia sua renúncia ao cargo diante da imprensa.
O chanceler paraguaio Luis Castiglioni anuncia sua renúncia ao cargo diante da imprensa. (Reuters)

O acordo secreto assinado entre o Paraguai e o Brasil pela usina hidrelétrica de Itaipu, uma das maiores do mundo, atingiu duramente o Governo conservador do paraguaio Mario Abdo Benítez. Em menos de 24 horas renunciaram o ministro das Relações Exteriores, Luis Castiglioni, e três outros altos funcionários, incluindo o diretor de Itaipu. O presidente paraguaio foi escrachado em sua própria casa e o Congresso já investiga o assunto.

A maior crise do Governo de Abdo Benítez até o momento começou com a surpreendente renúncia do presidente da empresa estatal de eletricidade, a ANDE, Pedro Ferreira, na última quarta-feira. O funcionário deixou o cargo alegando que queriam obrigá-lo a assinar um acordo com o Brasil sobre Itaipu que não convinha ao Paraguai. Seu gesto despertou uma onda de solidariedade patriótica que se voltou contra o Executivo. Agora, um novo lema percorre as redes sociais e as ruas: “Desastre ko Marito”, símbolo da baixa popularidade depois de um ano de gestão do presidente do Partido Colorado.

O acordo reverte a divisão da energia de Itaipu acordada em 2009 pelo então presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega paraguaio Fernando Lugo. Aquela negociação triplicou a compensação que o Brasil pagava ao Paraguai até atingir os 360 milhões de dólares (1,365 bilhão de reais) por ano.

“Alta traição” e “extorsão financeira” foram as frases utilizadas por Ferreira para definir o texto secreto assinado por Abdo Benítez e Jair Bolsonaro em 24 de maio e que só foi divulgado na semana passada por exigência do Senado paraguaio e coincidindo com a renúncia do presidente da ANDE. Duas semanas antes, ambos os mandatários se encontraram na fronteira para encenar harmonia e anunciar projetos conjuntos de infraestrutura.

Depois da renúncia de Ferreira, o ministro das Relações Exteriores paraguaio deu uma inusual coletiva de imprensa em um domingo no meio da noite. Tentou explicar os benefícios do novo acordo, mas acabou dizendo aos repórteres que o Governo pedirá ao Brasil que o reverta. No dia seguinte, apresentou sua renúncia.

A solidariedade entre os governos de centro-esquerda de Lula e Lugo, que buscavam compensar as incalculáveis perdas que o Paraguai sofreu com a inundação de seu território na construção da represa, levantada pelas ditaduras de ambos os países, será agora substituída por um custo adicional de cerca de 200 milhões de dólares anuais para o Paraguai. Isso foi denunciado pelos técnicos paraguaios da hidrelétrica, pelos da empresa estatal de energia, pela oposição e pela imprensa local, que vazou até os áudios das novas negociações.

O novo contrato manterá o Paraguai quase com o mesmo uso da energia de Itaipu que o atual, o que, segundo a cientista política, professora e pesquisadora paraguaia Cecilia Vuyk, implica duas coisas: que seu país não poderá avançar em um maior uso de energia para novas indústrias e transporte elétrico e impedirá a contratação e venda de energia excedente a terceiros, mantendo a transferência da maior parte dela ao Brasil.

Itaipu (pedra na qual a água faz barulho, em guarani) é a joia energética da República, razão pela qual a questão da divisão dos lucros não é apenas uma questão de Estado, mas um debate popular na sociedade paraguaia. É um assunto apenas comparável em importância à Guerra Guazú (grande, em guarani), quando no século XIX o Paraguai foi invadido e espoliado pelas já então enormes potências Argentina e Brasil.

Segundo Vuyk, o tratado original beneficia o cordão industrial localizado em São Paulo e arredores e não o Paraguai, que utiliza menos de 15% da energia gerada.

A imprensa divulga as vozes de diplomatas, economistas, advogados, cientistas políticos, comunicadores e líderes sociais que debatem acaloradamente sobre o acordo desigual entre o Brasil e o Paraguai. É um tema habitual de conversas, que muitas vezes deriva nas nuances da renegociação do Anexo C do Tratado de Itaipu, assinado em 1973. Nos debates de rua também estão as quedas de energia que afetam, com muito maior regularidade que a desejada, até o centro da capital. Também a falta de infraestrutura industrial e rodoviária.

De acordo com o texto de 1973, ainda em vigor, o menor país, o Paraguai (sete milhões de habitantes), deve entregar os excedentes de energia a preço de custo para o maior, o Brasil. Esse acordo, que o Paraguai considera injusto, expirará 50 anos depois de sua assinatura. O prazo vence em 2023 e o período de negociação coincide com as presidências de Abdo Benítez e Bolsonaro.

jul
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Posted on 31-07-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-07-2019


 

Sinovaldo, NO JORNAL (RS)

 

‘Quem precisa de mordaça sou eu’, diz Marco Aurélio Mello

 

Marco Aurélio Mello falou ao Estadão e negou ter sugerido colocar uma “mordaça” em Jair Bolsonaro depois das últimas declarações do presidente.

“Eu sou amplamente a favor da liberdade de expressão e não sugeri colocar mordaça em quem quer seja, muito menos no presidente da República. Você não pode antecipadamente proibir alguém de veicular ideias”, disse o ministro do STF de sua casa, em Brasília.

“Jamais preconizei censura. Sou a favor da liberdade de expressão, de manifestação. Quem precisa de mordaça sou eu”, acrescentou.

O ministro –que, com seus colegas, voltará às atividades no Supremo nesta quinta (1º)–, também disse ver no país um “ambiente conflituoso”, que “gera insegurança” na atual conjuntura política.

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