jul
27
Postado em 27-07-2019
Arquivado em (Artigos) por vitor em 27-07-2019 00:23

Verdevaldo continua a contradizer-se. Ontem, ele comentou no Twitter a seguinte notícia: “Mais importante: ‘Os contatos com Greenwald, segundo o preso, foram virtuais, somente pelo aplicativo de conversas Telegram, e ocorreram depois que os ataques aos celulares das autoridades já tinham sido efetuados.’ Exatamente o que falamos desde o começo”.

O que ele falou desde o começo, contudo, é que a fonte dele “nos contatou há diversas semanas (bem antes da notícia da invasão do celular do ministro Moro, divulgada nesta semana)”.

Mais: na suposta troca de mensagens dele com o hacker, publicada hoje pela Veja e datada de 5 de junho, Greenwald envia a um interlocutor a notícia da tentativa de invasão do celular de Moro por um hacker no dia anterior (“Viu isso?) — e o interlocutor garante que não foi ele e seu bando, por não serem “hackers newbies” (novatos). O sujeito diz “Com isso a massa vai ficar quente, é bom ter cautela”.

A revista afirma:

“Segundo Greenwald, o primeiro dos contatos com a fonte ocorreu no início de maio. Ou seja, um mês antes da denúncia feita pelo Ministério da Justiça. Ele conta que foi apresentado à fonte por um intermediário, e reitera que todos os contatos foram feitos virtualmente. Greenwald também afirmou desconhecer a identidade do hacker, que teria extraído todo material do Telegram de Dallagnol.”

Verdevaldo tem de decidir se o seu contato inicial com o hacker que lhe passou as mensagens roubadas foi depois ou antes do ataque ao celular de Moro. Ou durante.

O outro ponto é que, com a historieta publicada pela Veja, a versão de que a fonte era de dentro do grupo de procuradores, um whistleblower, cai de vez por terra. A suposta mensagem publicada pela Veja, repassada por Verdevaldo, mostra que ele sabia desde o início de que se tratava de um hacker. De um criminoso.

Be Sociable, Share!
Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos