Por G1 — Brasília

Em rede social, Sérgio Moro parabeniza operação que prendeu supostos hackers

Em rede social, Sérgio Moro parabeniza operação que prendeu supostos hackers

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, manifestou-se na tarde desta quarta-feira (24) em uma rede social para parabenizar o trabalho dos policiais e procuradores da República envolvidos na Operação Spoofing, que na véspera prendeu quatro suspeitos de envolvimento na invasão de celulares de autoridades. O próprio Moro foi um dos alvos dos supostos hackers.

Na mensagem, o ministro também elogiou a atuação da Justiça Federal, que expediu os mandados de prisão contra os investigados e de busca e apreensão de provas em endereços ligados aos quatro presos.

Deflagrada nesta terça (23), a Operação Spoofing foi autorizada pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília. Segundo definição da PF, spoofing é o termo em inglês que define a “falsificação tecnológica que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é”.

De acordo com Sérgio Moro, os suspeitos de fazer parte do “grupo hacker” são pessoas com antecedentes criminais “envolvidas em várias espécies de crimes”.

Em outro trecho da mensagem publicada na internet, Moro afirmou que os suspeitos presos são “a fonte de confiança daqueles que divulgaram as supostas mensagens obtidas pelo crime”.

“Parabenizo a Polícia Federal pela investigação do grupo de hackers, assim como o MPF e a Justiça Federal. Pessoas com antecedentes criminais, envolvidas em várias espécies de crimes. Elas, a fonte de confiança daqueles que divulgaram as supostas mensagens obtidas pelo crime”, declarou Moro na rede social.

Sem citar nomes, o ministro se referiu ao fato de o site The Intercept Brasil ter atribuído a fontes o material que tem embasado uma série de reportagens que relatam conversas entre o ministro da Justiça e procuradores da República à época em que ele conduzia os processos da Lava Jato na Justiça Federal do Paraná.

Desde o dia 9 de junho, o Intercept vem publicando diálogos que atribui a Moro e procuradores da Lava Jato. As conversas mostrariam, segundo o site, que Moro não teria tido um comportamento isento como juiz da Lava Jato. O Intercept afirmou, desde o início, que recebeu esses diálogos de uma fonte anônima.

Posteriormente, o jornal Folha de S.Paulo e a revista Veja passaram a trabalhar em parceria com o Intercept na revelação dos supostos diálogos.

Em nota divulgada após Moro se manifestar na rede social, o Intercept classificou de “ataque à liberdade de imprensa” o que chamou de “tentativa de ligar supostos hackers ao site” (leia ao final desta reportagem notas divulgadas por veículos que publicaram reportagens com base no material obtido pelo The Intercept).

Em outra mensagem publicada na sequência, o ministro da Justiça destacou que, por meio da decisão de Vallisney de Souza Oliveira, ele ficou sabendo que os investigadores apontaram que foram disparadas 5.616 ligações aos alvos das invasões de celulares com o mesmo modus operandi.

Ao concluir a mensagem, Moro ressaltou que o celular dele só recebeu três ligações, fato que ele classificou de “preocupante”.

Mais tarde, em uma apresentação à imprensa realizada em Brasília para dar esclarecimentos sobre a Operação Spoofing, os investigadores da Polícia Federal informaram que já têm condições de afirmar, com base na apuração prévia, que aproximadamente 1 mil diferentes números telefônicos foram alvo do mesmo modus operandi usado para supostamente invadir o celular de Sérgio Moro.

“Algumas constatações que já foram possíveis em relação ao que vínhamos analisando previamente e estão aparentemente se confirmando neste momento. Nós estamos estimando aproximadamente mil números telefônicos diferentes foram alvos deste mesmo modus operandi por esta quadrilha”, observou o coordenador-geral de Inteligência da Polícia Federal, delegado Vianey Xavier Filho.

The Intercept Brasil

O Intercept Brasil, assim como a melhor imprensa mundial, não comenta assuntos relacionados à identidade de suas fontes anônimas.

O sigilo de fonte é um direito garantido pela Constituição Federal brasileira de 1988.

A tentativa de ligar supostos hackers ao Intercept Brasil é mais uma etapa dos constantes ataques aos quais nossa redação tem sido submetida desde que iniciou a publicar a série “As mensagens secretas da Lava Jato”. Trata-se de um claro ataque à liberdade de imprensa.

A operação deflagrada pela polícia federal não muda o fato de que a Constituição Federal garante o direito do Intercept de publicar suas reportagens e manter o sigilo da fonte, mesmo direito garantido para toda a imprensa brasileira.

O Intercept Brasil vê com preocupação as conclusões precipitadas do ministro Sergio Moro sobre uma investigação que sequer teve seu inquérito concluído. Esperamos que a polícia federal, comandada por Moro, tenha autonomia para conduzir uma investigação isenta, investigação essa que interessa diretamente ao ministro Moro.

O Intercept Brasil continuará exercendo seu trabalho com o rigor jornalístico que sempre pautou sua redação, firme em seu compromisso com o interesse público e com as premissas do bom jornalismo investigativo.

‘Folha de S.Paulo’

A Folha teve acesso ao pacote de mensagens atribuídas aos procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato e ao então juiz Sergio Moro e obtidas pelo site The Intercept Brasil. O site permitiu que o jornal analisasse o seu acervo, que diz ter recebido de uma fonte anônima.

A Folha não detectou nenhum indício de que ele possa ter sido adulterado. O jornal já publicou cinco reportagens decorrentes deste acesso. A Folha não comete ato ilícito para obter informações, nem pede que ato ilícito seja cometido neste sentido; pode, no entanto, publicar informações que foram fruto de ato ilícito se houver interesse público no material apurado.

‘Veja’

No dia 7 de junho, VEJA estabeleceu uma parceria com o The Intercept Brasil com o objetivo de analisar tecnicamente e jornalisticamente o material obtido pelo site. Nas tratativas, o jornalista Glenn Greenwald afirmou que o material lhe foi repassado por uma fonte anônima.

Dadas as garantias constitucionais de sigilo da fonte, não temos informação sobre quem seria tal pessoa ou como ela obteve o conjunto de diálogos. Realizamos uma análise da autenticidade das mensagens, que comprovou a veracidade delas, e a partir de um criterioso trabalho e em nome do interesse público, decidimos publicar as reportagens sobre a conduta do ex-juiz Sergio Moro.

Isso porque as mensagens mostraram claras violações ao devido processo legal, pedra fundamental do Estado de Direito.

Nós e o Tempo”, Marisa Monte e João Donato: Esta belíssima canção  faz parte do álbum em comemoração aos 70 anos de Nelson Motta com a participação de diversos artistas nacionais e internacionais, gravado em 2014. Nelsinho Motta, conta: “Produzi o primeiro disco de Marisa, em 1988, ela se tornou uma ótima compositora e uma grande estrela no Brasil e no exterior e ficamos amigos para sempre. 25 anos depois, ela me ofereceu uma linda melodia, em parceria com César, que remete a clássicos da música brasileira dos anos 40 e de sempre, e fizemos juntos a letra sobre a fugacidade dos mistérios, das certezas e do tempo.”

Marisa Monte: voz / João Donato: piano / Robertinho Silva: bateria / Luiz Alves: baixo / Ricardo Pontes: flautas / Lula Galvão: violão / Produzido por João Donato e Marisa Monte / Gravado e mixado por Mario Jorge Bruno no Estúdio. Bravo!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

DO JORNAL DO BRASILo

 

SÃO PAULO E ARARAQUARA, SP (FOLHAPRESS) – Os quatro presos pela Polícia Federal nesta terça (23) sob suspeita de um suposto ataque hacker contra autoridades, entre eles o ministro Sergio Moro (Justiça), têm entre 25 e 33 anos e são naturais de Araraquara (a 278 km de São Paulo), mas viviam em cidades diferentes.

Na decisão em que autorizou a prisão temporária dos suspeitos, o juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, afirma que há “fortes indícios” contra eles.

O magistrado diz que os sinais são de que eles “integram organização criminosa para a prática de crimes e se uniram para violar o sigilo telefônico de diversas autoridades brasileiras via invasão do aplicativo Telegram”.

Os presos, de forma temporária, se chamam Gustavo Henrique Elias Santos, Suelen Priscila de Oliveira, Danilo Cristiano Marques e Walter Delgatti Neto. O juiz determinou a quebra do sigilo bancário deles no período de 1º de janeiro a 17 de julho deste ano e o bloqueio acima de R$ 1.000 em suas contas.

A Folha de S.Paulo fez uma pesquisa de imóveis e terrenos dos quatro em cartórios do estado de São Paulo, mas não foram localizados registros em seus CPFs.

Saiba quem são eles:

Gustavo Henrique Elias Santos, 28

Preso na zona sul da capital, Gustavo era conhecido como DJ Guto Dubra em Araraquara.

Ele organizava a festa Harlem Shake (um tipo de música eletrônica que foi fenômeno em 2013) em cidades no interior de São Paulo.

Macaque in the trees
Gustavo Henrique Elias Santos, DJ Guto Dubra (Foto: Reprodução)

No discurso e nos créditos de um dos vídeos de um do seu perfil do YouTube, menciona apoio do ex-vereador Ronaldo Napeloso, investigado pela Polícia Federal e condenado por lavagem de dinheiro e fraude processual em 2017.

Um DJ que era seu amigo e preferiu não se identificar, disse que a prisão de Gustavo foi um choque para as pessoas que o conheciam e o viam tocar em festas da cidade.

“Ele tocava em todas as baladas da cidade. A notícia da prisão foi um choque para todo mundo”, afirmou à reportagem um DJ amigo de Gustavo, que preferiu não se identificar. Gustavo já foi preso por ter receptado uma caminhonete Hilux em 2013.

Julgado em 2015, foi condenado a cumprir seis anos e seis meses em regime semiaberto. O advogado Ariovaldo Moreira, que também o defende no caso do ataque hacker, recorreu e pediu redução da pena. Assim, Gustavo passou ao regime aberto.

Gustavo movimentou R$ 424 mil entre 18 de abril de 2018 e 29 de junho de 2018, tendo uma renda mensal de R$ 2.866. 

Suelen Priscila de Oliveira, 25

Era mulher de Gustavo Elias Santos e também foi presa em São Paulo, no mesmo endereço dele, na zona sul.

Suelen movimentou, segundo documento judicial, R$ 203 mil de 7 de março a 29 de maio de 2019, sendo que sua renda mensal registrada seria de R$ 2.192.

Walter Delgatti Neto, 30

Conhecido como “Vermelho”. Preso em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo), se apresentava como uma “pessoa influente” de Araraquara. Dizia ser investidor e afirmou, pelo menos uma vez, ter conta bancária na Suíça.

Também fingia ser aluno de medicina da USP, o que não era verdade.

Delgatti foi alvo de um mandado de busca e apreensão em sua casa, também em 2015, depois que uma garota de 17 anos, então namorada de seu irmão, o acusou de tê-la dopado e estuprado -ela depois refez seu primeiro depoimento.

Em sua página no Twitter, fazia críticas ao presidente Jair Bolsonaro e a Sergio Moro. Chegou a responder ao coordenador da Lava Jato em Curitiba, procurador Deltan Dallagnol, sobre como identificar se o conteúdo vazado do seu celular era verídico. Compartilhava páginas de sites ligados à esquerda, mas era filiado ao DEM desde 2007.

Danilo Cristiano Marques, 33

Preso em Araraquara, tinha uma microempresa que fazia “comércio varejista especializado de equipamentos de telefonia e comunicação”. O nome fantasia era “Pousada e Comércio Chatuba”.

Para Eliana Calmon, decisão de Toffoli é “retrocesso em nível internacional”

 

Em entrevista à Folha, Eliana Calmon, ex-corregedora nacional de Justiça, disse que a decisão de Dias Toffoli de suspender as investigações que tenham utilizado dados do Coaf sem autorização judicial prévia é “um retrocesso em nível internacional”.

“É realmente um retrocesso em nível internacional, inutilizando investigações importantíssimas. Até a Suíça abriu os seus cofres para mostrar o esconderijo, porque o Brasil era uma grande lavanderia. Hoje, o mundo civilizado está muito preocupado com a lavagem de dinheiro”, disse.

Calmon também afirmou que o Coaf “é um órgão importantíssimo”.

“O Coaf diz onde estão sendo realizadas operações atípicas. Informa aos órgãos de controle do Estado, como o Ministério Público, os tribunais de contas, a polícia. A partir daí, começam as investigações.”

jul
25
Posted on 25-07-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-07-2019

Do Jornal do Brasil

 

Sobrinho do ex-presidente Taiguara Rodrigues dos Santos também foi absolvido

  

O juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, decidiu hoje (24), absolver o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da acusação de organização criminosa e lavagem de dinheiro em um dos processos que apuram o suposto favorecimento da Odebrecht em contratos em Angola (África). O sobrinho do ex-presidente Taiguara Rodrigues dos Santos também foi absolvido de parte das acusações.

Na decisão, o magistrado entendeu que parte das acusações já foram feitas em outra denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), que também envolve contratos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o governo de Angola. Vallisney também entendeu que não foram apresentadas provas de que o ex-presidente teria vínculo com um contrato da Obebrecht Angola e a empresa Exergia, uma das acusações que constava na denúncia.

Macaque in the trees
Lula (Foto: Reprodução de vídeo)

“Diante dessa litispendência parcial, deve ser absolvido sumariamente o acusado Luiz Inácio Lula da Silva do delito de participação em organização criminosa”, decidiu o juiz.

A defesa de Lula sustenta que o ex-presidente “jamais solicitou ou recebeu qualquer vantagem indevida antes, durante ou após exercer o cargo de presidente da República”.

jul
25
Posted on 25-07-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-07-2019


 

Miguel, no (PE)

 

O ator, que fez um dos monólogos mais famosos da história do cinema, morreu aos 75 anos

O ator holandês Rutger Hauer, célebre por seu papel como o replicante Roy Batty de Blade Runner (1982), morreu aos 75 anos, em sua casa nos Países Baixos, no último dia 19 de julho. A informação foi confirmada nesta quarta-feira, mesmo dia em que ocorreu o funeral do ator, pelo seu agente, Steve Kenis, à revista Variety. No filme de Ridley Scott, Hauer interpretava um dos monólogos mais famosos da história do cinema, conhecido como Lágrimas na Chuva.

Rutger Hauer construiu uma carreira com dezenas de filmes, nos quais interpretou de galãs a heróis, mas foram os vilões que o deram projeção mundial. Entre os longas pelos quais ele será lembrado estão O Feitiço do Áquila (Ladyhawke, no título original em inglês), de 1985, no qual interpretou o capitão Etienne Navarre; Fuga de Sobibor (1987), pelo qual ganhou um Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante; Sin City (2005), em que ele deu vida ao Cardeal Roark, entre outros.

Filho dos atores Teunke e Arend Hauer, que trabalhavam em uma escola de dramaturgia em Amsterdã, Hauer nasceu em Breukelen, na província de Utrecht. Inquieto e rebelde desde jovem, aos 15 anos fugiu de casa para trabalhar em um barco cargueiro e, quando voltou anos mais tarde, trabalhou com construção até começar a estudar interpretação.

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