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Do Jornal do Brasil

 

Transitou por todas as mídias e foi um dos pioneiros na internet

  

Um jornalista completo

GILBERTO MENEZES CÔRTES, gilberto.cortes@jb.com.br

Paulo Henrique Amorim era um jornalista completo. Transitou por todas as mídias (talvez, com exceção do rádio) e foi um dos pioneiros na internet. Brilhou em revistas, jornal e TVs, além do seu imperdível “Conversa Afiada”. Tive o grande prazer de trabalhar com ele no JORNAL DO BRASIL, fazendo a transição da editoria de Economia, quando substituiu o Noenio Spínola, em fins de 1976, vindo de uma carreira vitoriosa na Editora Abril, onde passou pela Veja e criou a revista Exame. Já o conhecia do Colégio de Aplicação, da então UNB, no começo dos anos 60, o que foi um quebra-gelo na apresentação dele a mim pelo Noenio.

Trouxe sua equipe (Flávio Pinheiro, José Paulo Kupfer e Roberto Benevides), mas após a saída de um deles, me convidou a voltar a ser um dos subeditores. Foi um período muito interessante. Em fins de 1979 foi convidado para a Chefia da Redação e ressuscitou o orgulho de se trabalhar no JB, que tinha ido ao chão no vergonhoso episódio da bolinação do Isaac Piltcher em uma das recepcionistas do JB, num sábado, com a redação meio deserta. A redação não tinha tantas mulheres como hoje, mas a reação da Direção, demitindo as recepcionistas e preservando o Isaac, causou revolta e depressão geral.

Macaque in the trees

Paulo Henrique Amorim (Foto: Reprodução TV)

Foram vários Prêmios Esso na sua gestão. Na Economia, ganhamos, em 1980, o prêmio em equipe pela cobertura do Caso Vale (Patrícia Saboia, Octávio Costa, Ângela Santâmgelo, Terezinha Costa, Silvio Ferraz e eu, desculpem se esqueci alguém). Mais adiante veio a grande cobertura do Caso RioCentro, com o atentado de 30 de abril de 1981, quando mobilizou um grupo formado pelos saudosos Fritz Utzeri, Heraldo Dias, Sérgio Fleury e os craques da Geral do JB. Prêmio Esso com honra e a volta do orgulho.

Tinha deixado o JB em fins de 1980, por divergências com o editor de Economia (à revelia do PHA, que tentou de todos os meios me manter no JB, inclusive me oferecendo a coordenação da Economia em Brasília). Saí, fui para a Veja, no Rio, em janeiro de 1981, a convite do Silvio Ferraz, que foi ser editor de Economia, levando o Octávio Costa. No Rio, dividiria a cobertura com o Ancelmo Gois. O estilo Veja nunca me encantou. E o desencanto veio com três semanas. Pedi demissão. Silvio e Ancelmo apelaram para esperar (Ancelmo estava com viagem marcada para a Alemanha em fevereiro e pediu para eu segurar as pontas até sua volta). Me levaram para acompanhar fechamentos em São Paulo. Acabei saindo em março, recebendo tudo, como se demitido fosse. Devo a isso a piscininha lá do sítio… Fui trabalhar full time no Relatório Reservado, do Luiz Alberto Bittencourt, que nos deixou ano passado.;

No fim de 1981, Paulo Henrique (nunca o chamei de Paco, apelido que veio da Exame) é guindado a editor geral do JB, substituindo a Walter Fontoura, que vira Diretor do Jornal. Em novembro, duas semanas antes da perda dos meus pais e meu irmão mais novo, PHA me convida para voltar ao JB como editor de Economia, com a proposta de popularizar o noticiário e escrever para “a Tia do Grajaú” e traduzir o ‘economês’. Tinha acabado de casar pela 2ª vez e estava balançado entre continuar no RR, com mais profissionalismo e melhor remuneração (sugeri fechar o jornal “Repórter”, que a Margem Editora, da qual os colaboradores passaram a ter 5%, como eu, bancavam. Luizinho aceitou a sugestão, mas Marcos Dantas insistiu na candidatura a deputado federal pelo Maranhão, na chapa de Renato Archer (triturado pelo clã Sarney, em 1982).

A volta ou não ao JB foi o tema da última conversa como meu pai, no fim da manhã do dia 29 de novembro (o acidente foi por volta das 20 hs). Alguns anos depois, ao assistir, em “Cinema Paradiso”, à cena da despedida do garoto do pai adotivo na estação do trem, caía em prantos. Revi o filme no cinema mais duas vezes e em todas as exibições chorava, Até mesmo na TV, a emoção vinha à tona. Mesmo ouvindo o tema musical, não me segurava.

Na editoria de Economia mudamos o conceito da cobertura. Criamos a seção Derrote a Inflação e veio a grande crise da dívida externa, a partir de setembro de 1982. Nunca me esqueço quando entrei na sala do Paulo Henrique e lhe disse: “nunca imaginei que tyeria essa manchete, mas ‘O Brasil quebrou” (quebraria muitas vezes mais…). Ele me disse que tinha havido um acerto dos donos de jornais (salvo raras exceções) com o governo Figueiredo para segurar o noticiário, não dando manchetes em off até as eleições de outubro de 1982. Delfim era ministro do Planejamento, Galvêas, da Fazenda, e Langoni, presidente do Banco Central. Foi o que fizemos, com o trabalho incansável de Kristina Michaelles, escolhida por mim para cuidar exclusivamente da crise da dívida, já que a Ângela teria muito trabalho com outros ajustes exigidos pelo FMI. Dávamos manchetes da renegociação do México (que declarara moratória em fins de agosto) e colocávamos manchete de Brasil na metade da página (deixando as conclusões aos leitores).

Caso Proconsult e as Diretas Já

Aqui um parêntesis especial para a clarividência do Paulo Henrique Amorim em preparar o JORNAL DO BRASIL para a eleição de 1982. Seria a primeira, sob o regime militar, com eleição direta para governador. E o Colégio Eleitoral, formado por deputados federais, senadores eleitos e biônicos e prefeitos de grandes capitais também escolhidos indiretamente, iria escolher, por voto indireto, o sucessor do general João Batista Figueiredo.

Muita gente credita quase 100% à Rádio Jornal do Brasil AM, na época dirigida pelo Pery Cotta, e com Procópio Mineiro no comando da redação, a denúncia do Caso Proconsult, a tentativa de fraudes na eleição de Leonel Brizola. É quase 100% verdade. Aqui vai um pouco dos bastidores do que aconteceu no JORNAL DO BRASIL.

PHA montou uma força tarefa especial para a cobertura das eleições, com gente da Política, da Geral e me requisitou a Ângela Santâmgelo (era subeditora, junto com Luiz Gonzaga Larqué e Jefferson Barros) e ainda agregou o jornalista Pedro do Couto para acompanhar as pesquisas contratadas previamente com o Gallup, de Geraldo Mateus.

Com base nessas pesquisas, encerradas dois ou três dias antes da votação, sabíamos que Brizola ganharia de Moreira Franco por 32% e uns quebrados a 28% e uns quebrados para o candidato do PDS, Moreira Franco. Cumprindo o esquema, jornalistas foram espalhados na sexta-feira nas principais zonas eleitorais da capital, Baixada Fluminense e Interior. E os digitadores da Informática do JB iriam processar as informações a partir das 18 horas, como acertado previamente.

Mas a liberação dos subtotais atrasou (a gestão do caso Proconsult, de Simão Brayer, já estava em curso, com a liberação mais aceleradas dos dados do interior onde Moreira era mais forte e o retardo da liberação da votação na capital e municípios onde Brizola era líder disparado). O diretor de Informática do JB, Tadeu Lannes, libera os digitadores entre 18:15 e 18:30. Quando os resultados parciais começaram a ser repassados pela equipe de repórteres presentes nas Zonas Eleitorais, não havia quem processasse as informações.

Paulo Henrique ficou possesso. Todo o trabalho de quatro ou cinco meses iria por água abaixo. Desesperado, soube que a Rádio JB, cuja redação ficava no mesmo 6º andar da redação do jornal, estava processando as informações em calculadoras de mão, não teve dúvidas. Passou a processar as informações nas mesmas calculadoras. Para resolver a questão, marcou-se reunião extraordinária na manhã de sábado na sede da Avenida Brasil, 500, com a presença do Tadeu Lannes e diretores do JORNAL DO BRASIL.

Nas bancas, as manchetes dos jornais eram contrastantes: enquanto o JB apontava, junto com a Rádio JB AM, Brizola na frente, O Globo e O Dia davam os resultados do esquema Proconsult, com o tal do “diferencial Delta” que atribuía mais peso aos votos do interior e punha Moreira na liderança. Enquanto a reunião transcorria, na qual Tadeu Lannes dizia que o JB estava cometendo grande erro (depois, descobriu-se que ele estava dentro do “esquema Proconsult”) Brizola dava entrevista à Rádio JB AM e o economista Cesar Maia (que viria a ser secretário de Fazenda de Brizola) confirmava os cálculos.

No final daquela tensa apuração, a pesquisa Gallup/JB errou apenas nas casas decimais. Paulo Henrique Amorim tinha introduzido o sistema de correções de erros no noticiário do jornal com certo destaque. Sugeri uma publicação para zoar a concorrência: “O JORNAL DO BRASIL Errou”. Tinha previsto (não lembro mais os números corretos) Brizola 32,68% X Moreira 28,70%. Deu Brizola 32,40% e Moreira 28,98% (como disse não lembro os números, mas a margem de erro foi menos de um ponto percentual). Foi um sucesso, ganhamos até o prêmio de marketing de oportunidade dos publicitários cariocas.

Depois da eleição, com as urnas fechadas, Galvêas anuncia na Suíça que o Brasil iria ao FMI. Fui cobrir a reunião com mais de 300 banqueiros credores no Hotel Plaza, na véspera do Natal de 1982 (dia 20), dividindo a cobertura com o Fritz Utzeri, que tinha virado correspondente em Nova Iorque em maio-junho daquele ano. Meus textos foram comprados pelo Estadão, dirigido pelo Miguel Jorge, amigo do PHA, já que o Pimenta Neves, então correspondente em Washington, tinha sido assaltado à mão armada com a família, em casa, e não foi à reunião, na segunda-feira.

O resultado é que o JB (em duas linhas na capa) e o Estadão saíram com manchetes de “Renegociação”, enquanto os demais falavam em “refinanciamento da dívida”, eufemismo usado pelo Delfim. Fritz e eu soubemos de tudo só no dia seguinte, quando PHA contou do apelo do Miguel para comprar nosso material e pediu ampliação, que o Estadão também daria. Não deu. Soube ao voltar ao Rio, dia 23, que o Delfim pressionou o Estadão para manter a versão do refinanciamento e fez o mesmo com o JB, chegando a pedir minha cabeça. Paulo Henrique Amorim e o Dr. Brito, me seguraram.

A “malufada” derruba PHA

Essa grande fase do JB acabou em setembro de 1983, quando ele foi demitido. Praticamente todos os editores rodaram e o JB malufou, perdendo credibilidade. Fui para O Globo, que começou uma discreta oposição ao Figueiredo e foi “trocando de farda”. PHA foi brilhar na Globo, sendo depois correspondente em Nova Iorque.

Esse período da “malufada” do JB dá início à campanha das Diretas Já, que a Folha, que era mais à direita e sem o prestígio do Estadão, soube explorar muito bem. Isso mudou a política e o jornalismo brasileiro. A mudança de protagonismo dos quatro grandes jornais brasileiros tem muito a ver com o posicionamento de cada um deles na eleição de 1985.

Pelas regras do Colégio Eleitoral, criado no Pacote de Abril de 1977, o partido oficial, o PDS, tinha ampla maioria e Maluf ou o então ministro do interior, que era o coronel Mário Andreazza, ex-ministro dos Transportes de Costa e Silva e Médici, estaria eleito. Mas o PDS rachou e surgiu o PFL, com o ex-presidente do PDS, José Sarney e Antônio Carlos Magalhães à frente.

Em seguimento à campanha da “Anistia, Ampla, Geral e Irrestrita” surge a campanha das “Diretas Já”. Nunca tive a ilusão de que votaria para presidente, mas tive o pressentimento que Paulo Salim Maluf não chegaria lá. Enquanto Estadão e JB ficaram mais com Maluf, O Globo se despia da farda e apoiava discretamente Aureliano Chaves, vice de Figueiredo e não dava espaço à campanha das Diretas Já (sem imagens de comícios na TV) e com discreta cobertura na editoria de Política, comandada por Luiz Alberto Bittencourt, que fora convidado por Evandro Carlos de Andrade para a guinada discreta de o Globo.

Estive em O Globo, como subeditor de Economia e depois como responsável pela Coluna Panorama Econômico, que fazia praticamente sozinho, de fins de 1983 a março de 1986. Entrei de férias e pedi demissão em março de 1986, em pleno Plano Cruzado, porque já tinha um programa exibido na TV Bandeirantes, que exigia mais dedicação “Ação e Investimento” e voltei a colaborar mais diretamente com o Relatório Reservado, que larguei definitivamente em 1988. No fim desse ano retornei ao JB como editorialista, ficando até maio de 2001, paralelamente à Globonews.

A Folha de S. Paulo soube fazer muito bem o marketing da redemocratização do país. As crises do JB e do Estadão começaram aí.

Devo, por último, agradecer as generosas declarações que Paulo Henrique Amorim escreveu em seu depoimento sobre a volta do JORNAL DO BRASIL, às bancas, em fevereiro de 2018, quando Omar Resende me chamou para ser diretor de redação e montar a equipe (em abril, muito cansado, passei o bastão a Toninho Nascimento, ficando na condição de vice-presidente editorial e responsável pela editoria de Economia). Escolhi PHA e Alberto Dines (que era editor chefe do JB quando lá iniciei a carreira de foca, em agosto de 1972), por serem dois paradigmas, ao lado de Wilson Figueiredo, de jornalistas que me inspiraram nessa carreira de 47 anos, que vai sendo pavimentada de grande saudade.

Nosso último encontro, emocionado, foi na sala do Catito, na redação do novo-velho JB, na Rio Branco, 157, quando veio acompanhado da Geórgia.

“Au Revoir”, Gilbert Becaud: simplesmente magnífica a interpretação desta balada imortal, pelo notável chansonier francês.Para dias de chuva, ventania, frio, perdas e danos neste julho de 2019, que se anuncia devastador. Cantemos, então, com Becaud, para espantar males e conviver com a saudade.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

jul
11
Posted on 11-07-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-07-2019

Thompson Flores livre para julgar Lula

 

O desembargador Thompson Flores rejeitou um pedido para não julgar processos de Lula no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, a segunda instância da Lava Jato.

A defesa pediu sua suspeição por ter impedido a soltura de Lula, em 2018, por ordem de Rogério Favreto, e por ter expressado admiração por Sergio Moro.

“As manifestações deste magistrado sobre a Operação Lava Jato nos meios de comunicação social sempre ocorreram em nível institucional, sem adentrar na análise do mérito de quaisquer das decisões proferidas pelos Magistrados atuantes nos processos afetos àquela operação”, afirmou na decisão.

Do Jornal do Brasil

 

Agora os parlamentares começarão a votar os destaques apresentados à proposta

  

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou em 1º turno, por 379 votos a 131, o texto-base da reforma da Previdência (PEC 6/19). Agora os parlamentares começarão a votar os destaques apresentados à proposta.

Os destaques podem ser de emenda ou de texto. Para aprovar uma emenda, seus apoiadores precisam de 308 votos favoráveis. No caso do texto separado para votação à parte, aqueles que pretendem incluí-lo novamente na redação final da PEC é que precisam garantir esse quórum favorável ao trecho destacado.

A matéria foi aprovada na forma do substitutivo do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), que apresenta novas regras para aposentadoria e pensões.

O texto aumenta o tempo para se aposentar, limita o benefício à média de todos os salários, aumenta as alíquotas de contribuição para quem ganha acima do teto do INSS e estabelece regras de transição para os atuais assalariados.

Outros pontos

Ficaram de fora da proposta a capitalização (poupança individual) e mudanças na aposentadoria de pequenos produtores e trabalhadores rurais.

Na nova regra geral para servidores e trabalhadores da iniciativa privada que se tornarem segurados após a reforma, fica garantida na Constituição somente a idade mínima. O tempo de contribuição exigido e outras condições serão fixados definitivamente em lei. Até lá, vale uma regra transitória.

Para todos os trabalhadores que ainda não tenham atingido os requisitos para se aposentar, regras definitivas de pensão por morte, de acúmulo de pensões e de cálculo dos benefícios dependerão de lei futura, mas o texto traz normas transitórias até ela ser feita.

Obstrução

A oposição obstruiu os trabalhos por ser contra os termos do substitutivo, argumentando que as regras são rígidas demais, principalmente para os trabalhadores de baixa renda.

 

Projeto avança com 379 votos a favor e 131 contra. Plenário deve agora votar emenda aglutinativa e destaques que podem mudar a estrutura do projeto. Siga as discussões

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou com folga, por 379 votos a 131, o texto-base da reforma da Previdência em primeiro turno. Durante a última madrugada os parlamentares encerraram as discussões sobre o texto aprovado pela comissão especial, de autoria do relator Samuel Moreira (PSDB). Mas os longos discursos se prolongaram na tarde desta quarta, com a oposição tentando obstruir a votação. A proposta aprovada prevê uma economia de 920 bilhões de reais em 10 anos ao mudar algumas regras: em linhas gerais, cria uma idade mínima obrigatória para aposentadoria (65 para homens e de 62 para mulheres), estabelece o tempo base de contribuição (20 anos para homens e 15 para mulheres), registra quatro faixas de contribuição (hoje são três), reduz a amplitude dos beneficiários pelo abono salarial, reduz o valor do pagamento das pensões para viúvos ou herdeiros e cria regras de transição que obrigam parte dos trabalhadores dos setores público e privado a trabalharem o dobro de tempo do que antes faltava para se aposentarem.

O plenário deverá agora votar uma emenda aglutinativa que altera dois pontos: o cálculo da aposentadoria das mulheres e a redução da idade mínima para a aposentadoria de policiais — cai de 55 anos para 53 para os homens e 52 para as mulheres. Por fim, deputados ainda tentarão votar dezenas de destaques que podem modificar toda a estrutura do projeto. A expectativa é de que, até sexta-feira, a votação da PEC que muda a forma como o brasileiro vai se aposentar seja concluída em segundo turno. Para conseguir que a Casa votasse a reforma o presidente Jair Bolsonaro lançou mão de artifícios da chamada “velha política”, frequentemente criticada por ele, ao liberar mais de 1,1 bilhão de reais em emendas parlamentares para a Saúde. O texto-base precisava do voto favorável de no mínimo de 308 dos 513 deputados para avançar na Câmara e seguir para o Senado, que poderá promover mais alterações.

jul
11
Posted on 11-07-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-07-2019



Atorres, no

Chanceler alemã teve convulsões visíveis durante a visita do primeiro-ministro finlandês

 
convulsiones angela merkel
Imagem da gravação em que a chanceler começa a sofrer o tremor. REUTERS
Berlín

A chanceler alemã Angela Merkel voltou a sofrer em público um ataque de tremores enquanto ouvia o hino nacional alemão durante a recepção com honras militares ao primeiro-ministro finlandês Antti Rinne, na sede do Governo alemão. As imagens captadas pelas câmeras de televisão mostraram a chanceler sofrendo convulsões durante mais de um minuto.

Um porta-voz disse minutos após o episódio que Merkel está bem e que as conversas com o primeiro-ministro finlandês continuaram como estava previsto. Ela disse na conferência de imprensa: “As pessoas não precisam se preocupar comigo”, apontou, “tenho certeza de que estou em forma para o trabalho”. Momento em que atribuiu os tremores a um processo de recuperação que começou depois do primeiro taque.

É a terceira vez em menos de um mês que Merkel tem convulsões visíveis, o que levantou novamente questionamentos sobre seu estado de saúde. Depois do último episódio, em 27 de junho, a chanceler continuou com sua agenda, incluindo uma viagem ao Japão para participar da cúpula do G20. O primeiro ataque aconteceu no dia 18 do mesmo mês de junho, durante a visita do presidente ucraniano, Volodímir Zelenski, à Alemanha. Na ocasião, Merkel também prosseguiu com os atos oficiais marcados para aquele dia.

“Quando Angela Merkel treme, toda a União treme”, escreveu o jornalista Stephan-Andreas Casdorff no jornal Tagesspiegel sobre aquela que foi um pilar da política europeia na última década. A chanceler, da qual não se conhece nenhuma doença grave e que é praticante de caminhadas, completará 65 anos no dia 17 de julho. Chegou ao poder em 2005 e foi reeleita para um quarto mandato nas eleições gerais de 2017. Merkel anunciou em outubro que este será seu último mandato –termina oficialmente em 2021.

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