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Posted on 09-07-2019
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CRÔNICA/JOÃO

A Deus

 

Gilson Nogueira

 

Ruy Castro, jornalista e escritor que sabe mais de Bossa Nova que João Gilberto, creio, na Folha de São Paulo, exposta, sábado passado, no Brasil, passou a certeza de estarmos vivendo um dia para entrar na História, com a despedida de João Gilberto, aos 88 anos, para a Eternidade.  

Ele foi Tocar violão e cantar com Deus, acredito. Ruy disse tudo, no seu artigo, na Folha. Há um bom tempo, Castro exalta a BN, e, por tabela, o gênio criador da batida que mudou o mundo para melhor.

A partida de JG muda o Brasil. E a vida!

 Ao ouvir minha mulher, da sacada da varanda, enquanto eu nadava no azul do céu americano refletido na piscina, dar-me a notícia fúnebre, por incrível que pareça, sorri. Em dor maior! Achei que Havia Sido uma Brincadeira de Deus, que Resolveu Chamá-lo para o Infinito. E João chega Lá a fim de purificar o Paraíso, que anda vacilando ao permitir a entrada de quem, aqui, na Terra não fez por merecer tal dádiva. Na certa, uma carteira falsa anda rolando na parada. O inferno espera os próximos penetras.

O certo é que, de tanto ser cumprimentado, por conhecidos, devido à minha fidelidade à BN, que vem desde os primeiros toques no violão do saudoso Djalminha Fernandes, no Barbalho, fico imaginando que não mereço o elogio. Sou, simplesmente, um súdito de João, a partir do dia em que ouvi seu toque mágico no seu pinho. Até o violão ficou pirado com o que proporcionava ao  Planeta Terra!

Para um mundo que necessitava de um som capaz de fazer a humanidade esquecer o toque dos clarins e o estrondodos canhões, a inauguração da música que tinha a ver com a paz fez a Terra melhor e o Brasil, especialmente, um país com alma e cara de parir este tipo de gente diferente, que, ao invés da atitude belicista, prefere o amor, o sorriso e a flor. Mesmo com tanta canalhice dominando a política e afins.

 Naquele sábado de verão na América, a morte (para alguns americanos ) de João doeu mais que a de Frank Sinatra. Não sei o motivo. Acho, simplesmente, que gostar de ouvir João, ontem, hoje e sempre, no Brasil e em todas as nações tem a ver com alguma oração. Talvez, aquela, que não divide as pessoas, a Bossa Nova. O imortal Tom Jobim fez, também, essa gente trabalhadora chorar em silêncio. E sorri de fé.

Até um dia, João!

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta, mestre baiano em conhecimento e divulgação da conhecimento e divulgação da Bossa Nova.

“Mais um Adeus”, Marília Medalha e Toquinho: Pura poesia de Vinícius de Moraes cantada lindamente por Toquinho e Marília na chuvosa, fria tempestuosa terça-feira de julho. E bate a saudade de João, que dá vontade de chorar.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

Por Bárbara Carvalho, GloboNews e G1 Rio

Fãs se despedem de João Gilberto ao som de ‘Chega de saudade’

Fãs se despedem de João ao som de Chega de Saudade

 

O corpo do cantor e compositor João Gilberto foi enterrado na tarde desta segunda-feira (8) no Cemitério Parque da Colina, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, onde a família do artista tem um jazigo.

Antes de ser levado para Niterói, ao som de um coro de fãs, o corpo do cantor foi velado no Theatro Municipal do Rio, em uma cerimônia aberta ao público.

Por volta das 9h30, a viúva do músico, Maria do Céu Harris, de 55 anos, chegou ao local. Bebel Gilberto chegou por volta de 11h50 e foi amparada por amigos. Luisa Carolina, a filha mais nova de João Gilberto também esteve no velório do pai junto com a mãe, a jornalista Claudia Faissol.

Às 10h, o velório foi aberto para que os fãs pudessem se despedir do músico. Por meia hora durante a manhã, a cerimônia ocorreu apenas para familiares e amigos.

João Gilberto morreu em casa, no sábado (6), aos 88 anos. Ele foi um dos criadores da Bossa Nova. O músico enfrentava problemas de saúde havia alguns anos.

 
Admiradores de João Gilberto cantam “Chega de saudade” na porta do Theatro Municipal

Admiradores de João Gilberto cantam “Chega de saudade” na porta do Theatro Municipal

 

Amigos e fãs se despedem

A cantora Adriana Calcanhoto, que já gravou uma versão de “Bim bom”, também prestou sua homenagem.

“Se o João Gilberto não existisse, se não tivesse inventado aquela batida de violão, eu não existiria. Ele representa o Brasil no que existe de melhor.”

Fã do compositor, a médica Fernanda Maia Carvalho está passando férias no Rio, mas fez questão de ir ao velório prestar sua homenagem.

“Somos de Recife e estamos de férias no Rio. Soubemos da morte dele aqui. É estranho porque, para mim, nada representa melhor esta cidade que a Bossa Nova, o estilo que ele criou. É uma pena, uma perda imensa”, lamentou.

A cantora Teresa Cristina também lamentou a morte do músico:

“Hoje perdemos um gigante. Um músico que influenciou muitas das pessoas que me influenciaram. Em tudo – da batida de violão à maneira mais descansada de cantar. Ele está em tudo.”

Em Portugal, o cantor Caetano Veloso, celebrou o talento de João Gilberto durante um show ao lado dos filhos. “É só tristeza; e a melancolia; Que não sai de mim; Não sai de mim, não sai”, cantou Veloso.

Ao sair de casa para ir o velório, a companheira do músico, Maria do Céu, se emocionou ao lembrar de João. “Eu quero que o Brasil faça silêncio para ouvir João Gilberto. Que os brasileiros ouçam mais João Gilberto”, disse Maria, chorando.

 

Filhas de João Gilberto, Bebel e Luisa Carolina (juntas ao centro) se emocionam no velório do pai — Foto: Reprodução/TV Globo Filhas de João Gilberto, Bebel e Luisa Carolina (juntas ao centro) se emocionam no velório do pai — Foto: Reprodução/TV Globo

Filhas de João Gilberto, Bebel e Luisa Carolina (juntas ao centro) se emocionam no velório do pai — Foto: Reprodução/TV Globo

Trajetória de João GIlberto

João Gilberto nasceu em Juazeiro, na Bahia, em 10 de junho de 1931. O governo do estado declarou três dias de luto pela morte.

Depois de alguns anos morando em Aracaju (SE), onde passou a tocar na banda escolar, voltou à sua cidade-natal e, aos 14 anos, ganhou o primeiro violão do pai.

João Gilberto Prado Pereira de Oliveira concluiu em 1961 a trilogia de álbuns fundamentais que apresentaram a bossa nova ao mundo: “Chega de saudade” (1959), “O amor, o sorriso e a flor” (1960) e “João Gilberto” de 1961.

O álbum que marcou o início do gênero em 1959, “Chega de saudade”, traz a música de mesmo nome composta por Tom Jobim (1927-1994) e Vinicius de Moraes (1913-1980).

A canção havia sido apresentada em um LP em abril de 1958 por Elizeth Cardoso (1920-1990), mas a versão mais conhecida, com a voz de João, foi lançada em agosto do mesmo ano.

Depois da consagração, lançou criações próprias e seguiu com shows e discos que se tornaram obras de arte, como é o caso de “Amoroso”, álbum gravado nos Estados Unidos entre 1976 e 1977 sob o selo Warner Music.

O álbum foi relançado no Brasil em formato longo durante os festejos dos 60 anos da Bossa Nova. O álbum celebra o encontro harmonioso do artista brasileiro com o maestro alemão Claus Ogerman (1930 – 2016).

 
 
Vencedor do Grammy, João Gilberto começou a fazer sucesso em Nova York nos anos 60

Vencedor do Grammy, João Gilberto começou a fazer sucesso em Nova York nos anos 60

A produção de João foi objeto de uma disputa judicial em 2018. A defesa do cantor pedia uma revisão no valor de uma indenização da gravadora EMI Records, hoje controlada pela Universal Music. Em 2015, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) proibiu a empresa de vender os discos do artista sem seu consentimento. A Universal não comenta o caso.

Moro de férias

 

Sergio Moro vai tirar uma licença não remunerada na próxima semana “para tratar de assuntos particulares”.

O afastamento será realizado no período de 15 a 19 de julho e foi autorizado por despacho presidencial publicado hoje no Diário Oficial da União.

Trata-se de férias de Sergio Moro que, por ter começado a trabalhar em janeiro deste ano, não será remunerado no período

“O presidente da República concedeu ao ministro da Justiça e Segurança Pública licença de 15 a 19 de julho para tratar assuntos particulares como informado hoje, 8 de julho, no Diário Oficial da União. Esclarece-se que o afastamento, sem vencimentos, acontece nos termos do artigo 81, VI, da Lei 8112/90. O ministro estará de férias e o secretário executivo Luiz Pontel responderá interinamente pelo ministério no período”, esclareceu o Ministério da Justiça, em nota.

Do Jornal do Brasil

 

GENEBRA (Reuters) – A chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Michelle Bachelet, está “chocada” com as condições nas quais os Estados Unidos estão mantendo imigrantes e refugiados detidos, inclusive crianças, disse seu escritório em um comunicado nesta segunda-feira.

“Como pediatra, mas também como mãe e ex-chefe de Estado, estou profundamente chocada que crianças sejam forçadas a dormir no chão em instalações superlotadas, sem acesso adequado a cuidados de saúde ou alimentação, e com condições de saneamento ruins”, disse Bachelet, segundo o comunicado.

O presidente dos EUA, Donald Trump, fez da repressão à imigração um dos pilares de seu governo e de sua campanha de reeleição para 2020.

Macaque in the trees
Mulher de Honduras com dois filhos é acompanhada por agente de fronteira dos EUA (Foto: REUTERS/Adrees Latif)

Parlamentares democratas, de oposição, e ativistas de direitos civis que visitaram centros de detenção de imigrantes ao longo da fronteira EUA-México descreveram um cenário de pesadelo, marcado pela superlotação e pelo acesso inadequado a alimentação, água e outras necessidades básicas.

Na semana passada, o inspetor-geral do Departamento de Segurança Interna (DHS) publicou fotos de centros de acolhimento de imigrantes do Vale do Rio Grande, no Texas, com o dobro de pessoas para os quais foram construídos.

“Na maioria destes casos, os imigrantes e refugiados embarcaram em jornadas perigosas com seus filhos em busca de proteção e dignidade e longe da violência e da fome”, disse Bachelet.

“Quando finalmente acreditam que chegaram em segurança, podem se ver separados de seus entes queridos e trancafiados em condições indignas. Isto nunca deveria acontecer em lugar nenhum”.

A privação da liberdade de adultos deveria ser uma medida de último caso e durar o menor tempo possível, com salvaguardas legais e condições que cumprem padrões internacionais de direitos humanos, afirmou.

Deter uma criança, ainda que por períodos curtos e em boas condições, pode ter um impacto grave em sua saúde e seu desenvolvimento, acrescentou ela.

“O controle fronteiriço… não deveria se basear em políticas estreitas que visam somente detectar, deter e deportar rapidamente imigrantes irregulares”.

(Por Tom Miles)

Do Jornal do Brasil

 

Procurador diz que prefere manter suas manifestações ‘na esfera técnica’

 DANIELA LIMA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato de Curitiba, enviou ofício à Câmara nesta segunda (8) no qual avisa que não irá comparecer à audiência para a qual foi convidado na Comissão de Direitos Humanos. O encontro estava marcado para esta terça (9), às 14h.

A solicitação de presença no colegiado foi feita pelo deputado Rogério Correa (PT-MG), após o The Intercept Brasil começar a publicar mensagens trocadas entre a força-tarefa e o ex-juiz Sergio Moro pelo aplicativo Telegram.

Macaque in the trees
O procurador Deltan Dallagnol (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

No ofício, Dallagnol diz respeitar o Congresso, que trata como “uma das instituições mais relevantes em nossa democracia”, mas afirma que prefere manter suas manifestações “na esfera técnica”.

“Muito embora tenha sincero respeito e profundo apreço pelo papel do Congresso Nacional nos debates de natureza política que realiza e agradeça o convite para deles participar, acredito ser importante concentrar na esfera técnica minhas manifestações.”

O procurador ainda reafirma o discurso de que as mensagens têm “origem criminosa, cuja veracidade e autenticidade não reconhecemos, e que vêm sendo usadas para atacar a Operação Lava Jato”.

 DO PORTAL G1

Por Ederson Hising, G1 PR — Curitiba

César Mata Pires Filho é ex-executivo da empreiteira OAS — Foto: TV Globo/Reprodução César Mata Pires Filho é ex-executivo da empreiteira OAS — Foto: TV Globo/Reprodução

César Mata Pires Filho é ex-executivo da empreiteira OAS — Foto: TV Globo/Reprodução

O ex-executivo da empreiteira OAS César Mata Pires Filho passou mal durante um interrogatório na Justiça Federal, em Curitiba, nesta segunda-feira (8), e precisou ser levado para um hospital.

De acordo com a assessoria de imprensa da Justiça Federal, ele foi atendido por um cardiologista ainda no local e depois foi encaminhado para o Hospital Santa Cruz. O empresário é herdeiro da OAS.

O hospital disse que não vai divulgar o estado de saúde dele. Apenas confirmou que Pires Filho está recebendo atendimento. A reportagem apurou que familiares e pessoas próximas afirmam que ele está bem.

A Justiça também informou que estavam previstos outros dois depoimentos para esta segunda. A audiência foi suspensa e será retomada em setembro, segundo a assessoria.

No termo da audiência, o juiz Luiz Antônio Bonat informou que o réu foi “acometido de um mal súbito, que motivou o atendimento médico emergencial e o encaminhamento do mesmo ao hospital para atendimento”.

“Diante desse fato, restou suspensa a continuidade da audiência, inclusive, pelo estado emocional de todos os presentes, que acompanharam o ocorrido. Assim, foi deliberado após consulta ao MPF e às Defesas, pelo adiamento das audiências programadas para esta semana”, decidiu o juiz.

Prisão

Pires Filho chegou a ser preso na 56ª fase da Operação Lava Jato, que apura o superfaturamento na construção da sede da Petrobras em Salvador (BA). A fase foi deflagrada em novembro de 2018.

Ele pagou fiança de R$ 28,9 milhões para ser solto, em dezembro de 2018. O empresário se entregou à Polícia Federal (PF) em 25 de novembro do ano passado, dois dias após a deflagração da operação.

Em dezembro, o ex-executivo se tornou réu na Lava Jato por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro.

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Pater, no jornal (ES)

 

O italiano Nicola Assisi foi detido na Operação Barão Invisível nesta segunda-feira junto com o filho dele. Ambos são suspeitos de trabalhar para Ndrangheta, grupo criminoso italiano que controla 40% do envio global de cocaína

Agentes da polícia Federal
Agentes da polícia Federal Tomaz Silva Agência Brasil

 

O italiano Nicola Assisi era procurado há cinco anos por suspeita de ser um dos maiores traficantes do mundo. Ficou conhecido como “fantasma de Calábria” pela atuação na importação de cocaína na cidade homônima localizada no sul da Itália. Ali, teria integrado o grupo criminoso que controla 40% do envio global de cocaína e é considerado o maior importador da droga na Europa. Condenado a 14 anos de prisão no seu país por tráfico e associação a ele, Nicola Assisi decidiu escapar. Não demorou para que visse seu nome incluído na lista dos cem fugitivos mais perigosos da Itália. Desde 2014, adotou diferentes nomes falsos junto com o filho Patrick e viajou por pelo menos três países: Portugal, Argentina e Brasil. Nesse período, Assisi teria se convertido em chefe do braço latinoamericano da máfia italiana, chamada Ndragheta, e integrado o filho aos negócios. Ambos acabaram presos nesta segunda-feira pela Polícia Federal brasileira. Estavam no litoral de São Paulo, quando foram surpreendidos pela Operação Barão Invisível, e devem agora ser extraditados para a Itália.

Assisi e o filho Patrick ocupavam pelo menos três apartamentos na cobertura de um prédio de alto padrão em Praia Grande, no litoral paulista. Tinham com eles cocaína, duas pistolas, dinheiro em espécie e um plano de fuga. A Polícia Federal também identificou que eles tinham veículos, mas não deu detalhes sobre isso. Desde que deixou Calábria, Nicola Assisi teria feito várias cirurgias plásticas. Segundo a Globo News, as investigações apontam que o criminoso teria sido responsável pela exportação de mais de 1.000 quilos de cocaína do Brasil para a Itália. Os policiais foram até Praia Grande para cumprir os mandados de prisão que haviam sido expedidos pelo Supremo Tribunal Federal a pedido da Representação da Polícia Federal junto à Interpol. A ação policial faz parte de uma cooperação com o Escritório da Direção Central para os Serviços Antidrogas, da Itália no Brasil.

Algumas horas depois das prisões, o procurador nacional Antimafia e Antiterrorismo da Itália, Federico Cafiero de Raho, esteve com o ministro Sergio Moro e agradeceu a colaboração das autoridades policiais brasileiras. “É uma obrigação moral eliminar e destruir uma organização criminosa e ter o Brasil como um aliado para isso”, disse. Moro, que tenta aprovar um pacote anticrime ao mesmo tempo em que enfrenta pressões pelo vazamento de mensagens que põem sua atuação como juiz sob suspeita, comemorou as prisões no Twitter. “Brasil não deve ser refúgio para criminosos”, escreveu o ministro na rede social. E acrescentou: “Quando os países cooperam, criminosos são capturados e pagam por seus crimes. Ambos os países ganham”.

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