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Posted on 04-07-2019
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Ao alvejar Sergio Moro, PT fabrica um pesadelo

 Josias de Souza

O Partido dos Trabalhadores e as legendas que gravitam na órbita de Lula ainda não notaram. Mas estão fabricando um adversário político de grande potencial. Ao atacar Sergio Moro, o petismo e sua turma criam um pesadelo do qual talvez tenham dificuldades para acordar mais tarde.

Sergio Moro voltou ao Congresso. Foi repetir na Câmara as explicações que dera dias atrás no Senado sobre as mensagens que trocou com procuradores na época em que era juiz da Lava Jato. Os deputados foram bem mais agressivos com Moro do que os senadores. O bloco lulista equipou-se para constranger o interrogado.

Em termos jurídicos, a inquirição da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, a exemplo do interrogatório do Senado, teve importância nula. A relevância da sessão foi política. Os deputados trataram Moro como um ex-juiz suspeito de parcialidade. Não se deram conta de que estavam diante de um potencial candidato.

O sistema político brasileiro, como se sabe, apodreceu. A Lava Jato apressou o processo de degeneração. O PT mostrou-se incapaz de lidar com o tema da moralidade. Ao apontar excessos de Moro, engrandece o algoz aos olhos da plateia. Para medir o efeito da agressividade dos deputados é preciso frequentar não o Congresso, mas o boteco. A reputação dos inquisidores de Moro é a soma dos palavrões que inspiram na mesa do bar. Ali, o ex-juiz Moro vai ganhando a cada ataque a aparência de uma alternativa eleitoral.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

“Vintage American songs for 4th of July”: Quase meia hora da melhor música dos anos 3o, 40, 50 e 6o, standards feitos sob medida para celebrar o 4 de Julho, data magna da Independência dos Estados Unidos.Um tributo do BP nesta quinta-feira, também aos seus ouvintes e leitores.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Votação do pacote anticrime adiada

 

O grupo de trabalho da Câmara que discute o pacote anticrime adiou para a semana que vem a votação do relatório que já inclui ajustes ao texto original enviado por Sergio Moro, inclusive com mudanças propostas por grupo de juristas comandado por Alexandre de Moraes.

O objetivo do grupo é fechar um texto até o dia 16, antes do início do recesso, para que ele seja levado a votação no plenário no segundo semestre.

Hoje, após a leitura do relatório, os deputados discutiram uma proposta de Orlando Silva (PC do B-SP) que divide a proposta em 16 temas, que seriam votados de forma separada.

Foram marcadas três sessões na semana que vem — nos dias 9, 10 e 11, à tarde — para votação de cada item. São eles:

  1. Prisão após segunda instância
  2. Perda de bens
  3. Plea bargain
  4. Excludente de ilicitude
  5. Legítima defesa preventiva
  6. Regime inicial fechado: reincidência, habitualidade, reiteração, profissionalismo
  7. Dosimetria e progressão de regime
  8. Prisão imediata após condenação pelo júri
  9. Execução provisória de penas restritivas de direitos
  10. Mudança na lei de improbidade administrativa
  11. Mudanças na lei de interceptação telefônica
  12. Mudança na lei de Lavagem de Dinheiro
  13. Mudança no Estatuto do Desarmamento
  14. Mudança na Lei de Drogas
  15. Banco de dados de perfil genético
  16. Mudança Lei das Organizações Criminosas

DO JORNAL DO BRASIL

‘Fiquem tranquilos. Vamos colher os frutos lá na frente’

SÃO PAULO (Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira em discurso a militares em São Paulo que a reforma da Previdência atingirá a todos e que os sacrifícios também serão divididos por todos.

“A reforma da Previdência atenderá a todos, fiquem tranquilos meus colegas das forças auxiliares. O sacrifício tem que ser dividido para todos, para que possamos colher os frutos lá na frente”, disse o presidente ao discursar durante posse do novo comandante do Comando Militar do Sudeste, na zona sul da capital paulista.

Macaque in the trees
Presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

No discurso, o presidente também disse que Executivo e Legislativo não precisam de qualquer pacto assinado no papel, mas sim trabalhar juntos na prática para apresentar e votar projetos que fujam do populismo e permitam que cada um receba aquilo que merece por seu trabalho.

“Nós não precisamos de pacto assinado no papel. O pacto de que nós precisamos com o Poder Legislativo e o Poder Executivo é o nosso exemplo de votarmos matérias, de apresentarmos proposições que fujam do populismo, que estimulem a cada um ser realmente responsável em receber aquilo que recebe pelo suor do seu rosto, pela competência, por sua dedicação”, disse.

“O que nós queremos e podemos fazer com a nossa união é um Brasil melhor para todos. Isso tem que sair do papel. Tem que sair do discurso fácil de político, nós temos que dar exemplo, nós do Executivo e do Legislativo. Temos que dar exemplo”, acrescentou.

No fim de maio, Bolsonaro realizou um encontro com os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, no qual ficou acertado que os chefes de Poderes trabalhariam na assinatura de um pacto –anteriormente já aventado por Toffoli– em favor do país.

Ainda não está claro, no entanto, se este pacto irá adiante, após ressalvas feitas por Maia.

A cerimônia marcou a despedida do general Luiz Eduardo Ramos da chefia do Comando Militar do Sudeste para assumir o cargo de ministro da Secretaria de Governo, no qual será responsável pela articulação política do governo com o Congresso.

Bolsonaro também comemorou no discurso o acordo comercial fechado entre Mercosul e União Europeia. Segundo ele, só foi possível avançar depois que os países sul-americanos abriram mão da ideologia política nas negociações.

“Nós consolidamos um dos acordos mais promissores de todo o mundo, o Mercosul. Isso aconteceria quando esse grande bloco da América do Sul não mais se pautasse pelo viés ideológico, e sim pelo viés do livre comércio”, afirmou.

(Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

DO JORNAL DO BRASIL

Jornalista foi ouvido semana passada em comissão da Câmara

  A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (3), requerimento do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) para que o jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept Brasil, seja convidado a comparecer a uma audiência pública.
Macaque in the trees
Jornalista Glenn Greenwald (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Os senadores querem que o jornalista — editor do site responsável pela divulgação das conversas envolvendo o ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro com procuradores pelo aplicativo Telegram — preste esclarecimentos sobre as mensagens trocadas enquanto ele atuava como juiz da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.

A data da audiência ainda será agendada.

Copa américa 2019
Bolsonaro se exibe para torcedores no intervalo de jogo no Mineirão. MAURO PIMENTEL AFP

Como manda o figurino de um verdadeiro clássico, a noite de Brasil x Argentina no Mineirão terminou de forma apoteótica para os mais de 50.000 torcedores a maioria brasileiros – que estiveram nas arquibancadas nesta terça-feira. O craque Lionel Messi, enfim, despertou na Copa América, mas a boa atuação não foi suficiente para que os argentinos conseguissem bater pela primeira vez a seleção no estádio de Belo Horizonte, nem para evitar que o Brasil retornasse a uma decisão do torneio continental após 12 anos. Para completar, a atmosfera pulsante da rivalidade no futebol ainda teve contornos políticos que deram a medida da divisão no jogo ideológico fora das quatro linhas.

No intervalo da partida, o presidente Jair Bolsonaro entrou em campo, acenou para a torcida e chacoalhou uma bandeira do Brasil. Muitos torcedores à beira da arquibancada puxaram gritos de “mito, mito, mito” e aplausos, mas outra parte da torcida respondeu com vaias na saída do gramado. Antes, logo em seguida à execução do hino argentino, Bolsonaro já havia sido vaiado quando apareceu no telão ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes. O presidente foi recebido em Minas Gerais pelo governador Romeu Zema (Novo) e chegou ao estádio com uma comitiva de aliados que incluía o deputado Marco Feliciano, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, e o general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional.

Dizendo-se prejudicada pela arbitragem, que deixou de analisar dois possíveis pênaltis com o VAR (árbitro de vídeo) a favor da seleção albiceleste, a Associação de Futebol da Argentina (AFA) enviou na tarde desta quarta-feira uma carta à Conmebol em que critica a presença de Bolsonaro no campo. “A imprudência na designação arbitral gerou um inevitável ambiente prévio à partida, agravado pela presença do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, no estádio Mineirão, de Belo Horizonte, que não passou imune aos jogadores, dirigentes e público em geral, já que foram evidentes suas manifestações políticas durante o desenvolvimento do jogo, não podendo deixar de mencionar que no intervalo ele deu uma verdadeira volta olímpica pelo estádio”, reclama a entidade.

Esta foi a quarta vez que Bolsonaro buscou atrair holofotes em jogos de futebol. No início de junho, o presidente compareceu ao estádio Mané Garrincha, em Brasília, para assistir ao amistoso entre Brasil e Catar. Após a partida, ele foi a um hospital na capital federal visitar Neymar, que saíra de campo lesionado. Nesta terça-feira, voltou a encontrar o craque brasileiro, cortado da Copa América, nos camarotes do Mineirão. Os dois posaram juntos para fotos divulgadas nas redes sociais do presidente.

Em Brasília, também fez questão de ser fotografado com o ministro da Justiça, Sergio Moro, no jogo entre Flamengo e CSA pelo Campeonato Brasileiro. Dois dias depois, Bolsonaro estava em São Paulo para a abertura da Copa América, no Morumbi, onde sua passagem foi bem mais discreta que a superexposição no Mineirão. Em dezembro, quando já havia sido eleito presidente, ele foi convidado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para a festa do título nacional do Palmeiras no Allianz Parque. Deu a volta olímpica com jogadores e ajudou a erguer a taça de campeão.

As recorrentes aparições do presidente em eventos de futebol refletem a aproximação da CBF com o Governo federal. Em abril, Bolsonaro recebeu no Palácio do Planalto o presidente da FIFA, Gianni Infantino, ao lado do recém-empossado mandatário da entidade brasileira, Rogério Caboclo, em que garantiu apoio institucional à Conmebol na realização da Copa América no país. Agora, na tribuna do Mineirão, Caboclo entregou uma camisa da seleção e uma placa para homenagear o presidente da República em nome do Comitê Organizador do torneio.

Bolsonaro é esperado no Maracanã para a final do próximo domingo. Se o protocolo diplomático dos eventos de encerramento com chancela da FIFA não for quebrado, ele deve pisar novamente no gramado para participar da cerimônia de premiação dos campeões. Questionado pela reportagem do EL PAÍS na saída do Mineirão, o lateral Daniel Alves, capitão da seleção brasileira e eleito o melhor jogador da partida contra a Argentina, afirmou que não vê problemas em receber a taça das mãos do presidente caso o Brasil fature o título. “É o nosso presidente. Devemos respeitá-lo. Como cidadãos brasileiros, nós [jogadores], assim como ele, representamos uma nação. O respeito numa sociedade é o primeiro passo a ser dado para construir um país realmente grande.”

Em outubro de 2018, no dia em que Bolsonaro foi eleito, Daniel Alves publicou uma mensagem em seu perfil no Instagram desejando sorte ao novo presidente, mas cobrando, por outro lado, a revisão de posicionamentos durante sua gestão. “Que Deus abençoe nosso Brasil, nosso povo e sobretudo nosso presidente. Que ele possa retificar algumas coisas que foram faladas na sua campanha e tratar humanos como seres humanos, independentemente de opções sexuais, posições sociais ou qualquer outra coisa.”

Aos 36 anos, o lateral pode ampliar sua coleção de troféus no domingo. Maior detentor de títulos oficiais (42) na história do futebol, ele já conhece o sabor de conquistar uma Copa América. Em 2007, marcou o terceiro gol do Brasil sobre a Argentina na decisão do torneio disputado na Venezuela. A atuação de gala no Mineirão ressalta sua importância em um grupo renovado, assim como o poder de liderança na equipe de Tite. Após a vitória sobre os argentinos, o técnico afirmou estar ansioso para fazer sua estreia no estádio mais lendário do Brasil como comandante da seleção. “Quando você fala que é jogador, sempre perguntam: ‘Jogou no Maracanã? Não? Então não é jogador’. Comigo é a mesma coisa. ‘Treinou no Maracanã? Não? Então não é técnico.’ E agora eu vou treinar no Maracanã pela primeira vez e me tornar técnico de seleção”, disse, em tom descontraído.

Alheio aos bastidores da Copa América, Tite já declarou que não se sentiria confortável em ir a Brasília visitar o presidente Jair Bolsonaro caso o Brasil vença a Copa América – uma possibilidade avaliada pela cúpula da CBF em meio ao processo de estreitamento de laços com o Planalto. No fim do ano passado, o treinador disse que sua atividade não se mistura com a política por entender que o futebol “é um meio que viabiliza princípios, uma série de outra escala de valores éticos, morais e competitivos”. Na mesma ocasião, o técnico reconheceu ter errado ao visitar o ex-presidente Lula, em 2012, na época em que comandava o Corinthians, e presenteá-lo com uma réplica da taça de campeão da Libertadores.

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04
Posted on 04-07-2019
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Duke, no jornal (MG)

 

Por G1 BA

Bahia tem aumento no número de casos de dengue

Um levantamento divulgado Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), nesta quarta-feira (3), aponta que os números de casos de dengue na Bahia, neste primeiro semestre, é quase sete vezes maior que o mesmo período de 2018.

De acordo com a Sesab, foram notificados mais de 40 mil casos de dengue entre 345 cidades baianas nos seis primeiros meses de 2019. A secretaria não detalhou qual o balanço do ano passado.

Os municípios com mais casos da dengue este ano são Correntina, no oeste, com 1.015 casos, e Coração de Maria, a cerca de 114 km de Salvador, que teve 830 registros de dengue.

A Sesab informou ainda que houve 38 notificações de mortes suspeitas de estarem relacionadas à doença. Desse total, 20 casos já foram confirmados através de exames laboratoriais.

A cidade que teve mais mortes mortes foi Feira de Santana, com oito casos. Uma delas foi uma garotinha de 5 anos.

Em Salvador, uma menina de 7 anos morreu em decorrência do tipo mais grave da doença, a dengue hemorrágica, após ficar três dias internada no Hospital Martagão Gesteira.

O estado também teve crescimento nos registros de casos de zika virus. Ano passado foram registrados 781 casos, e este ano foram 927 – um crescimento de 12%. A Sesab informou ainda que os registros de chikungunya caíram pela metade, mas não detalhou números.

Aumento significativo

Entre o início dos meses de maio e junho, o número de notificações de dengue na Bahia teve um aumento de mais de 25 mil casos, de acordo com a secretaria.

Até março, eram 5 mil notificações no estado. No entanto, na segunda semana de maio o número passou para 22 mil. No dia 31 do mesmo mês, a balanço fechou em quase 32 mil casos, uma média de 211 ocorrências por dia.

Risco de surto

Ainda em junho, o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2019, do Ministério da Saúde, apontou que 104 cidades baianas estavam em situação de risco de surto de dengue, zika e chikungunya.

O estudo separou as cidades em níveis de risco, alerta e satisfatório. Segundo o levantamento, realizado entre janeiro e março, Salvador e os outros 103 municípios baianos estão em estado de alerta para as doenças.

O resultado da pesquisa deste ano representa um aumento em relação ao estudo divulgado em dezembro de 2018. Na época, apenas 69 cidades baianas tinham risco de surto das doenças – 35 municípios a menos.

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