Resultado de imagem para Marito e Antonio Matos Esporte Clube Bahia

Vem aí, uma feijoada para o Orlando!!!

Gilson Nogueira

 

O li, no Brasil, e acabo de lê-lo, de novo, aqui, nos Estados Unidos, onde mergulho, fundo, no mar da felicidade, por estar ao lado de minha mulher, minhas filhas e minhas netas. Não há Trump que consiga tirar-me o foco, com seu pimpão de tabaréu americano e seu olhar de maluco sem beleza. Volto ao que pensava em escrever, enquanto minha netinha que fala duas línguas oferece-me um sorvete de morango e eu a beijo com um agradecimento e um perdão por não apreciar a fruta. Fiquei com o Orange Juice.  E ela sorriu  em azul, vermelho e branco, ao sair da piscina. Êpa, quase perco a trilha da idéia inicial! Quero dizer que viajei, novamente, nas asas da emoção e da saudade, sem deixar de lado o orgulho que me acompanha desde os 14 anos de idade, quando o Esporte Clube Bahia, o Esquadrão de Aço, sagrou-se o primeiro campeão brasileiro de futebol ao vencer, por três tentos a um, o Santos do meu saudoso primo Cássio, no Maracanã, o eterno templo do futebol mundial, em 1959. Ouvi, pelo rádio, a memorável conquista que levou Antônio Matos, jornalista que levou-me para a Tribuna da Bahia, em 1971, onde era ele seu editor de esportes, por conta de uma materinha, com o inesquecível Mário Sérgio, que fiz para O Verbo Encantado, do genial Armindo Bião, Alvinho Guimarães, Nego Nízio, Cerqueira e outros bichos do Pasquim da Terra da Felicidade.

Falei da obra Heróis de 59, escrita por meu colega de profissão e guru para o resto da vida do mestre e amigo, cujo caráter reluz mais que o sol nos céus de minha admiração, aos amigos nascidos na América e eles exclamaram Okkkkkeeeeeeyyy!!! Mostrei-lhes a capa do livro e algumas fotos dos heróis tricolores e recebi generosos abraços. De repente, em tom suav, meu genro falou-me: “ O Bahêa going  seis a um of Orlando City?” Por instantes, silenciei, e, com o auxílio de uma de minhas paixões, como o Bahia, respondi, você vai ver, um dia, os jogadores do Orlando comerem uma feijoada de gols, na cidade que  empresta o nome ao seu time, capaz de provocar-lhes, ao final do jogo, uma caganeira inesquecível! Silêncio. “Kaganêra???” Yes!!!

O  livro de Matos, aberto na página 121, onde aparece o genial Marito e o excelente Beto, segurando a taça Brasil, pareceu-me falar, devagarinho, “aguardem, ano que vem tem mais!” Antônio Matos, também, nasceu para vencer! Pensei. E meus chapas americanos tomaram uma dose de Caninha da Roça, fabricada em Rio das Pedras para o mundo, como se estivessem no Céu.

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta

“Geraldinos e Arquibaldos”, Simone:Produzido pela Biscoito Fino, este é  o Vídeo oficial da faixa “Geraldinos e Arquibaldos” (Ao Vivo), do álbum “Em Boa Companhia”., de Simone… Dirigido por José Possi Neto, Em Boa Companhia é um show da notável cantora baiana, gravado no Teatro Guararapes em Recife. Coisa fina , de verdade, cuja audição cai como luva nesta terça-feira, 2 de Julho, data magna das lutas baianas da independência, e de confronto Brasil x Argentina, pela Copa América, em Belo Horizonte.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

No clássico da semifinal da Copa América, uma seleção sem Neymar e ainda sofrendo o fantasma do Mineirão enfrenta uma ‘Albiceleste’ sem título desde 1993 e à espera de Messi

Belo Horizonte
Messi, no último duelo da Argentina contra a Venezuela em Maracanã.
Messi, no último duelo da Argentina contra a Venezuela em Maracanã. CARL DE SOUZA AFP

O Brasil vive um período ciclotímico desde que a Bélgica o eliminou da Copa do Mundo da Rússia 2018 nas quartas de final. Tite chegou à competição como o técnico que havia resgatado o sentido apurado da seleção, mas foi embora na sombra, com a identidade vacilante e Neymar longe da bola. Nada parece ter mudado na Copa América. A seleção brasileira chega até aqui sem convencer contra a Bolívia (3-0) e a Venezuela (0-0), arrasadora contra o Peru (5-0) e salva por Alisson na disputa de pênaltis frente ao Paraguai (0-0, 4-3). Mas se a Copa do Mundo deixou o Brasil grogue, a Argentina foi nocauteada pela França nas oitavas.

A Copa América parecia finalmente dinamitar o futebol argentino. Mas, por essas coisas que só o futebol pode explicar, a ‘Albiceleste’, que tinha perdido para a Colômbia (0-2) e empatado com o Paraguai, se rearranjou (sem muito luxo) contra o Catar (2-0) e a Venezuela (2-0). Mérito suficiente para medir o estado de ânimo do Brasil nas semifinais contra a seleção brasileira nesta terça-feira, às 21h, no Mineirão, em busca de um lugar na final do Maracanã. Chile e Peru disputam a outra vaga no dia seguinte.

Se o Brasil ficou sem Neymar, a Argentina anda procurando Messi. “Não está sendo o meu melhor torneio”, diz o camisa 10, que joga sua quarta final da América, após perder as de 2007, 2015 e 2016, a primeira justamente contra o Brasil, as outras duas contra o Chile nos pênaltis, além da final da Copa do Mundo de 2014. Poucas seleções ameaçam a supremacia da seleção brasileira como a Albiceleste (42 vitórias do Brasil, 38 da Argentina e 25 empates). O problema para a atual equipe de Scaloni é que nunca pôde vencer um jogo oficial em território inimigo, e há cinco duelos não consegue um triunfo. Enquanto Tite não tem dúvidas sobre Gabriel Jesus no ataque, Scaloni não sabe se mantém seus três atacantes (Messi, Agüero e Lautaro) ou se prefere se proteger com quatro no meio-campo neste superclássico da América.

Os dois times estão no divã. A Argentina porque não sente o gostinho de um título desde 1993; o Brasil, porque ainda vive o fantasma do 7-1 no Mineirão contra a Alemanha, nas semifinais da Copa de 2014.

O Brasil-Argentina é o duelo mais repetido na história da Copa América: as duas seleções se enfrentaram 32 vezes no torneio (15 vitórias da Albiceleste, nove da Canarinha e oito empates). Mas a Argentina e o Brasil não nasceram adversários. No início, inclusive se ignoravam. Era a Canarinha, na verdade, que ignorava a Albiceleste. Um desdém que irritava os argentinos. O certo era (ou é) que o poderio do Brasil contava com a admiração mundial, enquanto os argentinos disputavam com os uruguaios o pódio do Rio da Prata. O grande rival da verde-amarela era o Uruguai. Até que algo mudou depois da Copa de 78. A Argentina finalmente costurou a estrela no peito — e Maradona apareceu para colocar em xeque a coroa de Pelé.

A midiática briga entre Maradona e Pelé colocou mais tempero no duelo Brasil-Argentina quando o “Pelusa” levantou a taça no México em 1986 e, quatro anos mais tarde, fez uma jogada memorável nas oitavas de final da Copa da Itália para que Caniggia balançasse a rede de Taffarel. “El Diego te driblou, el Cani te vacinou, você está chorando desde a Itália até hoje”, canta a hinchada argentina. “Maradona cheirador”, replica a torcida brasileira. Uma disputa relativamente nova, mas que sem dúvida parece eterna. Hoje é o clássico dos clássicos da América do Sul, rivalidade regional intensificada nos últimos anos, quando as equipes uruguaias ficaram em segundo plano na Libertadores. A Argentina soma 25 títulos, o Brasil 18 e o Uruguai oito (o último em 1988).

“Joguei muitos clássicos: o Madrid-Barça, o Nacional-Peñarol, o Hamburgo-Werder Bremen…”, afirma Zé Roberto, “mas nenhum como o Brasil-Argentina.” “Ganhar é bonito, ganhar da Argentina é mais ainda”, diz Dunga. E Roberto Ayala completa: “Afinal, futebol é rivalidade. E não existe nenhuma rivalidade como Argentina-Brasil.” Pelé entrou em campo pela primeira vez vestindo a camisa da seleção brasileira em 1957 contra a Argentina (marcou um gol, claro) e Messi marcou quatro gols na seleção brasileira (o máximo artilheiro do clássico é Pelé, com oito), todos em jogos amistosos. “La Pulga” tentará acordar, de uma vez por todas, na Copa América — e assim reviver o fantasma do Mineirão.

Jair Bolsonaro em Osaka, no Japão.
Jair Bolsonaro em Osaka, no Japão. LUDOVIC MARIN AFP

Mais Brasil, menos Brasília. O bordão adotado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) ainda durante a campanha dava pistas da distância regulamentar que ele pretendia manter em seu Governo dos partidos políticos que atuam no Congresso Nacional. Para agradar sua base eleitoral insatisfeita com a política tradicional, alardeou que evitaria o “toma lá, dá cá”, como se referia a troca de cargos por apoio no Parlamento. Acreditava que poderia manter a pressão sobre o Congresso com sua força nas redes sociais e nas ruas. O presidente, entretanto, acabou refém de um efeito colateral desta postura: não conseguiu montar uma base sólida de deputados e senadores e viu surgir uma espécie de parlamentarismo branco, onde quem dá as cartas dos principais projetos é o Legislativo. A reação de Bolsonaro veio em forma de desabafo na semana passada: “Querem me deixar como a rainha da Inglaterra?”, perguntou.

Nas últimas semanas, ao menos três atos deixaram essa relação bem clara: a reedição do decreto de armas, que havia sido derrubado pelo Senado Federal e estava em vias de cair também na Câmara; a derrota do ministro da Economia, Paulo Guedes, que não conseguiu reincluir a capitalização na reforma da Previdência e nem retirar a taxação de bancos prevista no relatório a ser votado nos próximos dias; e a queda de uma medida provisória que tentava transferir a demarcação de terras indígenas da Fundação Nacional do Índio (Funai) para o Ministério da Agricultura.

Sem os avanços esperados nesses seis meses de Governo, coube a Bolsonaro tentar fazer um rearranjo em sua equipe. Enfraqueceu o poder seu aliado de primeira hora, o ministro da Casa Civil e deputado licenciado, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), de quem retirou a articulação política e a análise da constitucionalidade dos projetos de lei. Agora, essas funções serão feitas pelo general Luiz Eduardo Ramos, o novo titular da secretaria de Governo após a saída do também general Carlos Alberto Santos Cruz. Ele também tem aumentado o número de emendas liberadas para deputados: para conseguir apoio para a reforma da Presidência, por exemplo, liberou 10 milhões de reais de emendas extras para cada deputado. 

Um levantamento da consultoria Arko Advice mostra que o apoio médio da Câmara aos projetos de interesse do Governo aumentou em relação aos dois meses anteriores. Em junho, foi de 56,14% em junho dentre os 513 deputados —quando considerados apenas os presentes às votações, essa média sobre para 77,08%. O levantamento analisou 11 votações nominais e abertas. O Governo foi derrotado em três delas: duas sobre a geração de fornecimento de energia e outra em um destaque em uma emenda do Orçamento Impositivo. Os dados da consultoria ainda apontam que, quando se considera o percentual de apoio em relação ao total das bancadas, os partidos mais fiéis ao governo foram PMN (68,18%), Novo (67,04%), PSDB (65,75%), PSL (65,65%) e PHS (63,63%).

Outro levantamento, desta vez do projeto Basômetro do jornal O Estado de S. Paulo, aponta que o índice de aprovação dos projetos de Bolsonaro no Congresso, até agora, está dentro da média histórica dos mandatários brasileiros: 76% das propostas apoiadas por ele passaram na Câmara (a média desde 2003 é de 75%). Mas o desgaste que ele vem sofrendo é muito maior do que seus antecessores, especialmente porque as derrotas têm acontecido em projetos bastante caros ao Governo. A derrubada do decreto das armas ou a reforma administrativa que retirou o Conselho de Controle da Atividade Financeira (COAF) do Ministério da Justiça são alguns desses exemplos.

“Há três meses chamei o Rodrigo Maia [presidente da Câmara] de primeiro-ministro. E essa mudança de paradigma só acontece porque o presidente Bolsonaro decidiu que não ia ter uma base no Congresso”, disse o próprio líder do partido de Bolsonaro na Câmara, Delegado Waldir (PSL-GO), um dos primeiros a chamar a atenção para o protagonismo do Congresso. Entre os opositores, a avaliação é de que há um vácuo a ser ocupado na política. “O Congresso tenta se tornar protagonista pela incapacidade política de relacionamento que o presidente tem com Congresso. Ele passou 28 anos aqui e só pensava em suas causas, não nas do país ou do Parlamento”, avaliou o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), um dos parlamentares mais experientes da atual legislatura, com cinco mandatos.

Nos últimos anos, a relação do Executivo com o Legislativo se firmou em um presidencialismo de coalizão, onde alianças com o maior número de partidos fortaleceu o poder do presidente da vez. Com isso, apesar de os presidente do Senado e da Câmara ditarem a agenda de votações, a boa relação com o mandatário permitia que ele pautasse o debate nacional, tendo boa parte de suas propostas aprovadas —à exceção de Dilma Rousseff, no último mandato, que viu sua base esvair a medida que os gritos de impeachment ganhavam força.

A solução dos parlamentares no momento é baseada em um comportamento dúbio. “As agendas que têm um grau de consenso na opinião pública e são importantes para a salvação da economia do Brasil, vão andar. As claramente identificadas com o bolsonarismo, os deputados e senadores vão segurar. Imporão derrotas”, avaliou o cientista político Leonardo Barreto, da consultoria Capital Político.

Para Barreto, o Congresso se surpreendeu com um presidente que age como Bolsonaro e vive um momento de adaptação. “Todo mundo previa o mal funcionamento ou o bom funcionamento de um presidencialismo de coalizão. Nunca ninguém previu que haveria um presidente que não está buscando uma base parlamentar. Por isso, esse rearranjo necessário”.

Mesmo sofrendo derrotas, Bolsonaro tem claro que não vai retroceder sobre o que propôs na campanha eleitoral. Todas as suas proposições, ainda que polêmicas, serão apresentadas. E, se forem derrotadas, acabará botando a culpa no Congresso. Recentemente, o ministro Onyx disse que esse “não será um governo que cometerá estelionato eleitoral”.

“É preciso lembrar que o mesmo eleitor que elegeu Bolsonaro elegeu o Parlamento. Às vezes, com parlamentares que pensam de maneira parecida com a dele, às vezes, não”, ponderou o deputado Daniel Coelho, líder do partido Cidadania. Para ele, o que a militância bolsonarista e a de seus opositores precisam entender é que, assim como o presidente, os congressistas, também têm legitimidade. “Não se pode pedir que o Congresso baixe a cabeça pra um decreto presidencial que não faz sentido, assim como não se pode impedir um presidente de Governar”, ponderou Coelho.

Cenário futuro

Diante da mudança de cenário, algumas reflexões têm sido feitas entre os que acompanham o dia a dia do Congresso Nacional. Há ao menos três pontos que precisam ser avaliados a médio prazo para saber se as negociações ente Executivo e Legislativo permanecem como estão hoje ou se retrocederão ao que era antes do bolsonarismo, quando predominou a troca de cargos por apoio congressual.

O primeiro deles é o prazo de validade de Rodrigo Maia. Ele não pode mais disputar a reeleição para a presidência da Câmara. Seu mandato acaba em fevereiro de 2021 e não se sabe se seu sucessor está apto a tocar uma agenda paralela no Legislativo, na qual pouco se importa com o que vem do Executivo.

O segundo é, imaginando um cenário hipotético em que o parlamento aprove as medidas necessárias para fazer o Brasil crescer mais de 3% ao ano. Quem levará esse crédito? “Será que as pessoas identificariam o Legislativo como o responsável por essa agenda? E se ela falhar, de quem será a culpa?”, indaga o cientista político Barreto.

Por fim, a dúvida é como garantir que os parlamentares seguirão a agenda de Maia sendo que a maioria deles ainda está acostumada à política do caciquismo, na qual um cargo em determinada área de seu Estado representa uma espécie de feudo onde ele demonstra seu poder? “Chegou um monte de gente nova, com práticas velhas. Não adianta querer mudar só a cara, se o comportamento é o mesmo”, avaliou o experiente deputado Delgado.

Do Jornal do Brasil

 

 

Segundo o presidente da Corte, ministros ‘têm couro suficiente’ para enfrentar processos difíceis

  O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, indicou nesta segunda-feira que a corte não deverá julgar no segundo semestre deste ano processos que discutem a execução de prisão após esgotados os recursos em segunda instância.

Toffoli foi questionado inicialmente sobre o fato de a pauta do STF a partir de agosto não prever julgamento da análise da prisão após condenação em segunda instância. Ele disse que a pauta para o período já foi divulgada e “é o que está programado”.

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Dias Toffoli (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Perguntado se isso significa que não vai se apreciar a segunda instância, o presidente do Supremo respondeu: “A princípio, não. Mas tem janela, se for o caso. É possível. É algo que ainda vamos analisar.”

Apesar de não prever o julgamento da questão da segunda instância este ano, Toffoli disse que o Supremo vai decidir sobre um novo pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Há a previsão de que o caso de Lula seja analisado pela Segunda Turma do tribunal em agosto. O ministro citou o fato de que o STF já analisou duas vezes pedidos de liberdade do petista, um em abril do ano passado e outro na semana passada, e minimizou a pressão popular em relação ao assunto.

“Os casos que vierem vão ser julgados, sempre o Supremo julga e a maioria decide. A questão se vai ser solto ou não vai ser solto essa não é uma questão que está colocada na pauta do Supremo, a gente vai decidir no caso concreto”, disse.

“Quem vem para o STF, quem se torna ministro do STF, ele está absolutamente, todos aqui têm couro suficiente para aguentar qualquer tipo de crítica e de pressão”, afirmou.

O presidente do Supremo também disse que as manifestações da véspera “amenizaram muito” os ataques à corte em relação a atos passados. Ele disse que as críticas foram pontuais e o Supremo está respondendo às demandas. “Faz parte da democracia”, disse.

No domingo, cidades brasileiras registraram manifestações em apoio ao ex-juiz federal e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, à operação Lava Jato, à reforma da Previdência e ao governo do presidente Jair Bolsonaro, e também tendo como alvo parlamentares e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

(Por Ricardo Brito)

“A história acabou para eles, mas estaremos lá”, diz deputada do PSL sobre audiência com Moro

 

A deputada Bia Kicis, vice-presidente da CCJ da Câmara, acredita que a participação de Sergio Moro em audiência marcada para amanhã à tarde será “tranquila” e deverá durar pouco mais de 4 horas.

Ela comentou com O Antagonista:

“A gente sabe que aquelas pessoas que querem desmoralizar o ministro vão estar lá. Então, vamos estar lá também. A história acabou para eles, mas estaremos lá porque quem vai só para atacá-lo não se importa com os fatos, mas, sim, com a narrativa, com a versão deles dos fatos.”

A deputada afirmou também não achar que a audiência com Moro atrapalhe a leitura do voto complementar de Samuel Moreira sobre a reforma da Previdência, prevista igualmente para amanhã à tarde.

jul
02
Posted on 02-07-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-07-2019


 

Clayton, no jornal

 

Do Jornal do Brasil

Presidente aguardará a conclusão de inquérito da Polícia Federal que investiga esquema de candidaturas de laranjas do PSL

  BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O porta-voz da Presidência da República, general Otávio Rêgo Barros, afirmou nesta segunda-feira (1º) que o presidente Jair Bolsonaro não pretende, pelo menos neste momento, afastar Marcelo Álvaro Antônio do comando do Ministério do Turismo.

Segundo ele, o presidente aguardará a conclusão de inquérito da Polícia Federal que investiga esquema de candidaturas de laranjas do PSL, caso revelado pela Folha, para tomar uma decisão sobre a permanência ou exoneração do ministro.

Macaque in the trees
Marcelo Álvaro Antônio (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil )

Na semana passada, três assessores do ministro foram presos e, nesta segunda-feira, eles foram liberados e indiciados pela Polícia Federal por suspeita dos crimes de falsidade ideológica eleitoral, apropriação indébita de recurso eleitoral e associação criminosa.

“Ele [presidente] demonstrou o reconhecimento ao trabalho que vem sendo desenvolvido pelo ministro. Ele aguarda as investigações da Polícia Federal para, após analisá-las, tomar as decisões que sejam necessárias, de manutenção ou não manutenção. Mas esse não é um tema que perpassa pelo presidente neste momento”, disse.

Em conversa com a imprensa, o porta-voz disse ainda que Bolsonaro “não teve em nenhum momento uma suposição” de tirar o ministro do cargo. Na semana passada, o presidente havia dito, no entanto, que analisaria o caso nesta segunda e que tomaria uma providência se fosse descoberta “alguma coisa mais robusta”.

O presidente se encontrará com o ministro nesta terça-feira (2), durante reunião ministerial, e deve ter uma audiência privada com ele, no Palácio do Planalto, até quinta-feira (4). Nesta segunda-feira, ele discutiu a investigação sobre as candidaturas laranja com o ministro da Justiça, Sergio Moro.

Apesar da decisão de Bolsonaro, a maior parte do núcleo militar defende que o presidente demita imediatamente o ministro, evitando que a sua permanência desgaste ainda mais a imagem do governo. 

Desde que o caso das candidaturas laranjas do PSL veio à tona, Bolsonaro tem dito que aguarda a investigação para tomar alguma medida. A repercussão do episódio resultou na saída de Gustavo Bebianno da Secretaria-Geral da Presidência.

O então ministro, que comandou o PSL em 2018, disse na ocasião que as revelações não haviam resultado em uma crise dele com Bolsonaro, mas acabou sendo desmentido publicamente pelo vereador Carlos Bolsonaro. O presidente ficou ao lado do filho e demitiu o ministro. 

A polícia também investiga esquema de laranjas no PSL de Pernambuco, estado do presidente nacional da sigla, o deputado federal Luciano Bivar. 

O jornal Folha de S.Paulo mostrou em fevereiro que candidatos com votações pífias receberam ao menos R$ 15 milhões em dinheiro público dos fundos partidário e eleitoral.

O porta-voz disse ainda que Bolsonaro não avalia a demissão de Onyx Lorenzoni do comando da Casa Civil, o que vinha sendo defendido por parlamentares simpáticos ao governo.

Em uma demonstração pública de apoio a ele, o presidente convidou Onyx para acompanhar com ele a partida entre Brasil e Argentina, nesta terça-feira (2), pela Copa América.

GUSTAVO URIBE

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