DO PORTAL TERRA BRASIL

Ministro da Justiça e Segurança Pública fez postagem nas redes sociais, em reação às manifestações em seu apoio pelo Brasil

“Eu vejo, eu ouço. Lava Jato, projeto anticrime, previdência, reforma, mudança, futuro”, afirmou no Twitter o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, em reação aos atos em seu apoio em diversas cidades do País, neste domingo, 30.

Brazil's Justice Minister Sergio Moro attends a ceremony at Planalto Palace in Brasilia, Brazil June 17, 2019. REUTERS/Adriano Machado
Brazil’s Justice Minister Sergio Moro attends a ceremony at Planalto Palace in Brasilia, Brazil June 17, 2019. REUTERS/Adriano Machado

Foto: Reuters

Os protestos foram idealizados após reportagens do site The Intercept Brasil divulgarem supostas trocas de mensagens entre o ex-juiz e os procuradores da força-tarefa.

“A Mulher de cada porto”, Edu Lobo e Monica Salmaso: Edu em extraordinária performance Mônica  na noite de gala no Theatro Municipal do Rio de Janeiro (29 de agosto de 2013). No espetáculo de comemoração dos 70 anos de idade e 50 de carreira musical deste autor de obras definitivas da música popular brasileira. Um presente valioso a ouvintes e leitores do Bahia em Pauta na cegada de Julho.

BOM DIA!!!!

(Vitor Hugo Soares)

jul
01

Manifestação tomou trecho da avenida Atlântica, no Rio. Houve protestos também em outras cidades e em Brasília

 

Atos organizados por grupos de direita pelo país, neste domingo (30), em defesa da Lava Jato minimizaram o vazamento de conversas envolvendo o ministro da Justiça, Sergio Moro, e atacaram a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal e de políticos.

Em Brasília, manifestantes se reuniram em frente ao Congresso Nacional e concentraram as críticas nos ministros do STF. Uma das pautas mais defendidas é a CPI da Lava Toga, para investigar os magistrados.

Em frente ao Congresso foram inflados quatro bonecos gigantes. Dois do ex-presidente Lula (ambos com roupa de presidiário), um de Moro vestido de super-homem e um que une Lula, o ministro Gilmar Mendes (STF) e o ex-ministro do PT José Dirceu. Esse boneco associa o STF ao PT.

Macaque in the trees
Ato em defesa da Lava Jato em Brasília (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Apesar de ter sido indicado ao Supremo pelo PSDB e de ser historicamente descrito como um adversário do PT, Gilmar é um dos principais alvos dos grupos bolsonaristas. Recentemente o ministro votou a favor de um habeas corpus para Lula, pedido que acabou negado por uma das turmas do STF.

O ato desse domingo, que se repete em outras cidades do Brasil, foi convocado após a divulgação de conversas atribuídas a Moro e integrantes da Lava Jato levantando a suspeita de que o ex-juiz tenha sido parcial no julgamento de Lula, condenado em segunda instância no caso do tríplex do Guarujá (SP).

A revelação dos diálogos, iniciada pelo site The Intercept Brasil em 9 de junho, deixou o titular da Justiça sob ataque.

Em Copacabana, no Rio, as críticas ao Supremo dividiram espaço com um ‘vaiaço’ também aos chefes do Legislativo, homenagens ao menino Rhuan e até um lamento coletivo pelo ‘politicamente correto’ que impede chamar morador de rua de mendigo.

Macaque in the trees
Manifestantes fazem ato a favor da Lava Jato em Copacabana (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)

Os atos que tomaram um trecho da avenida Atlântica eram, a princípio, um desagravo a Moro. ‘O senhor nos livrou das trevas’, dizia um dos cartazes de apoio ao ministro, ao lado de bandeiras do Brasil gigantes erguidas por dois guindastes.

O aposentado Carlos Sato, 68, resumia o sentimento de muitos amigos sobre os diálogos vazados que colocaram Moro na berlinda: ‘Se ele falou mesmo tudo aquilo, fez bem. Se for pra tirar a petralhada bandida, não vai ser na meiguice. Com quem joga sujo você não pode dar mole.’

Mas o ranço com Congresso e Supremo era tão presente quanto os apoios ao ex-juiz. Um minicaminhão com faixa do movimento Nas Ruas trazia na lateral uma cartolina que lembrava a frase do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) sobre bastar um cabo e um soldado para fechar a mais alta corte do Judiciário brasileiro. Para ilustrar, um desenho do personagem Recruta Zero.

O mesmo veículo anunciava a venda de copos do Moro e do presidente Jair Bolsonaro (PSL) por R$ 10. Pediam essa ajuda financeira dos protestantes, alegando que faziam um ato ‘do povo para o povo’, sem ajuda de CUT e MST, como seria o caso de manifestações esquerdistas.

‘Vocês são do MBL?’, perguntou um senhor. Ouviu a negativa e respirou aliviado: não gostava do Movimento Brasil Livre, que defende Moro mas vem fazendo críticas ao governo Bolsonaro. ‘Graças a Deus, MBL é traidor do povo.’

O trio elétrico do movimento Brasil Conservador puxou uma vaia para os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Também foram alvos de repúdio popular os ministros do STF Ricardo Lewandovski e Dias Toffoli, além de Gilmar.

A agenda deles era anti-Brasil’, afirmou uma senhora que se identificou como Neide do Brasil. ‘Eles querem dar sobrevida à mamata lulista’, ela continuou. Parou ao descobrir que falava com a repórter da Folha de S.Paulo. A imprensa é malvista na manifestações, com recados à ‘Globo lixo’ e à ‘Folha mentirosa’ em algumas camisetas e cartazes.

Depois da vaia para aqueles definidos como ‘inimigos da nação’, um orador no trio do Brasil Conservador disse que as ruas de Copacabana estavam infestadas de ‘cracudos’. Ironizou em seguida: ‘Não posso chamar de cracudo, deve ter jeito politicamente correto’.

Teve até lei municipal para proteger população ‘em situação de rua’, afirmou. ‘Não é lindo esse eufemismo? Não pode mais falar mendigo.’

Também havia também referências a Rhuan Maicon da Silva Castro, 9, morto pela mãe e pela namorada dela enquanto dormia, com uma facada no coração.

Parte da direita passou a dizer que a imprensa profissional abafou o caso, pois não haveria interesse em dar visibilidade para um crime cometido por lésbicas ‘segundo essa ala, um suposto acobertamento para não contrariar a comunidade LGBT+. O caso foi noticiado nos principais veículos.

‘A gente precisa mesmo de vida extraterrestre para dar um jeito no país’, disse um homem ao ver dois atores fantasiados como os monstrengos espaciais Alien e Predador —cobravam R$ 5 para posar com os manifestantes de verde-amarelo.

Pouco antes, na mesma esquina da Atlântica com a rua Miguel Lemos, um rapaz abriu a janela de seu apartamento no térreo e sacudiu uma bandeira do Lula. Uma pequena turba se reuniu para puxar o coro de “babaca”.

BOLSONARO

De volta da viagem ao Japão, onde participou dos encontros do G-20, Jair Bolsonaro comentou brevemente os protestos, na entrada do Palácio da Alvorada. ‘É um direito de o povo se manifestar. Eu costumo sempre dizer. A união dos três poderes precisa fazer parte de nós. Está no coração, no sentimento nosso. Uma coisa que pode levar o Brasil ao local de destaque que merece’, afirmou.

Na Esplanada, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), um dos filhos do presidente, e o ministro Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) subiram em um dos carros de som e discursaram.

“Alguém aí gosta de bandido, alguém aqui é amigo de bandido? (…) Jair Bolsonaro já falou, Sergio Moro não sai. Nosso total apoio ao ministro Sergio Moro”, discursou Flávio Bolsonaro. Heleno fez uma enfática defesa de Moro, dizendo ser uma “calhordice” quererem transformá-lo em acusado.

ORGANIZADORES

Movimentos como VPR (Vem pra Rua), MBL (Movimento Brasil Livre) e Nas Ruas, que foram indutores de protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT), capitaneiam a organização, ao lado de grupos de menor capilaridade, que mantêm páginas em redes sociais.

O VPR contabilizava até a manhã deste domingo concentrações marcadas em 203 cidades e mais de 318 mil pessoas convidadas. A lista incluía atos fora do Brasil, em lugares como Nova York, Lisboa, Genebra e Buenos Aires.

Em São Paulo, a manifestação está marcada para as 14h, na avenida Paulista.

ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER E RANIER BRAGON

jul
01

 Comentarista: Que diferença faz o acordo entre Mercosul e União Europeia?

 

Nesta sexta (28), Mercosul e União Europeia anunciaram a conclusão de um acordo comercial entre os blocos. O processo de negociação começou há vinte anos, em 1999.

O acordo cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.

Segundo o Itamaraty, o texto abrange 22 temas, incluindo tarifas, regulações, e também “serviços, compras governamentais, facilitação de comércio, barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias e propriedade intelectual”.

O Comentarista mostra por que o acordo é importante e que diferença ele faz.

Confira um trecho:

– Por que o Mercosul?

O Mercosul é uma união aduaneira. Isso significa que os quatro países-membros (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) devem compartilhar impostos de importação.

Portanto, para que o Brasil reduza a tarifa sobre um produto, os parceiros de Mercosul também devem fazê-lo e vice-versa.

Com a União Europeia ocorre o mesmo: o imposto de importação cobrado em Portugal para um produto X deve ser o mesmo na Itália, na Polônia, na Alemanha, etc.

– E o Brasil com isso?

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Exportações e importações como porcentagem do PIB. Fonte: Banco Mundial.

O Brasil é um país com economia muito fechada. Em 2013, as exportações e importações somaram apenas 28% do PIB. Um artigo publicado no site do Banco Mundial mostra que, dado o tamanho da economia e comparando com países similares, o esperado seria o comércio responder por 85% do nosso PIB.

As importações corresponderam em 2013 a apenas 15% do PIB brasileiro, contra 45% na Alemanha, 33% no Reino Unido, 32% no México e 28% na Índia, por exemplo.

Em relação às outras economias grandes, o Brasil exporta pouco e importa pouco.

O acordo pode ajudar a mudar isso.

– Como?

Workers assemble New Holland tractors in Curitiba

No começo dos anos 90, o Brasil realizou um processo de abertura comercial que resultou num aumento da produtividade da indústria.

Máquinas e equipamentos importados e avançados ficaram mais baratos. Isso também vale para equipamentos de saúde e outros produtos que não são produzidos no Brasil ou são muito caros aqui.

– Por que demorou 20 anos para esse acordo sair?

Em parte, porque cada lado puxava a brasa para sua sardinha.

O lobby dos agricultores europeus temia a concorrência com o agronegócio sul-americano.

O lobby da indústria sul-americana temia a concorrência com os importados europeus.

O acordo resolveu esse impasse com uma implementação gradual assimétrica.

A UE terá prazos curtos para reduzir suas barreiras alfandegárias; os países do Mercosul ganharam prazos um pouco mais compridos.

jul
01
Posted on 01-07-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-07-2019



 

 Sinovaldo , no

 

 

Em um gesto histórico que reduz a tensão entre os dois países, o mandatário norte-americano cruzou para o território norte-coreano

Donald Trump e Kim Jong-um, na Zona Desmilitarizada entre as duas Coreas neste domingo. REUTERS
Osaka (Japão)

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, se reuniram neste domingo na Zona Desmilitarizada (DMZ), a faixa fronteiriça entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte. Em um breve encontro, ambos apertaram as mãos sobre a linha de demarcação, antes de passarem juntos ao território norte-coreano. Esses breves segundos fizeram de Trump o primeiro presidente dos EUA a pisar o solo desse país.

Após um novo aperto de mão no lado norte-coreano, Trump e Kim caminharam juntos e, sorridentes, e voltaram a cruzar a linha de demarcação para o Sul. Se há pouco mais de um ano, na primeira cúpula intercoreana com o presidente do Sul, Moon Jae-in, o líder do Norte estava visivelmente nervoso, nesta ocasião se mostrava muito mais à vontade, chegando a gargalhar com Trump.

Em breves declarações no território do Sul, e antes de entrar numa reunião privada com o líder do Norte, Trump afirmou que “estão acontecendo muitas coisas positivas” no processo de diálogo entre Washington e Pyongyang. Destacou também sua boa relação pessoal com Kim: “Nós nos demos muito bem desde o primeiro dia”, quando mantiveram sua primeira reunião de cúpula, em Singapura, em 12 de junho de 2018. O líder norte-coreano não fez declarações.

Poucos minutos antes, durante uma visita ao posto de observação Oulette, de onde pôde observar território norte-coreano, Trump tinha comentado que essa zona “costumava ser muito, muito perigosa. Mas desde a nossa primeira cúpula todo o perigo desapareceu”.

O encontro, em um ambiente enormemente simbólico, é o terceiro entre Trump e Kim em um ano, e poderia dar lugar a uma retomada das estancadas conversações sobre o programa nuclear norte-coreano.

O presidente sul-coreano tinha confirmado oficialmente a reunião entre os dois líderes em uma entrevista coletiva com Trump em Seul, horas antes. “Os líderes dos Estados Unidos e Coreia do Norte trocarão um aperto de mãos pela paz em Panmunjom, o símbolo da divisão”, declarou Moon.

Panmunjom, apelidada de “aldeia da paz”, é o ponto na DMZ onde foi assinado o armistício que pôs fim à Guerra da Coreia (1950-53) e onde já ocorreram mais de 800 rodadas de diálogo entre representantes de diversos escalões dos dois países. É também o lugar onde, no ano passado, Moon e Kim se deram as mãos e saltaram juntos para o solo norte-coreano, numa imagem que deu a volta ao mundo, durante sua primeira cúpula intercoreana. Aquela reunião abriu o caminho para o processo de negociação entreyongyang e Washington

Trump tinha proposto o encontro publicamente através de um tuíte no sábado, em Osaka (Japão), onde participava da cúpula do G20. Moon confirmou neste domingo que Kim aceitou a proposta. O aperto de mãos, afirmou, seria um “marco significativo” no processo de desnuclearização da península coreana.

Pouco antes, o presidente norte-americano, que se gaba da boa sintonia pessoal com o líder supremo norte-coreano, tinha declarado que estava nos preparativos finais para uma reunião com Kim “muito em breve”.

No sábado, durante uma entrevista coletiva em Osaka, o morador da Casa Branca declarou não ter “nenhum problema” em cruzar para o outro lado da linha divisória, como fizeram Moon e Kim – e como nenhum outro presidente norte-americano antes dele havia feito.

Trump já tinha manifestado a intenção de ir à DMZ em 2017, durante uma visita anterior a Coreia do Sul, mas o mau tempo o obrigou a cancelar esses planos.

As conversações entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte sobre o programa nuclear de Pyongyang estão paralisadas devido ao fracasso da cúpula anterior entre Kim e Trump, em fevereiro deste ano, em Hanói. Ficaram claras na ocasião as profundas divergências entre os dois países. Washington propunha um desarmamento completo e verificável da Coreia do Norte, em troca da suspensão parcial das sanções. Pyongyang oferecia desmantelar seu centro nuclear de Yongbyon para que os EUA os retirassem esses castigos.

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