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BRASIL NAS RUAS: Pixuleco e boneco de Moro marcam presença em Brasília

DO BLOG O ANTAGONISTA

Em Brasília, manifestantes inflaram na manhã deste domingo um boneco de Sergio Moro como Super-Homem. Ao lado dele, o Pixuleco em seu uniforme de presidiário.

O senador Alvaro Dias publicou a foto dos bonecos no Twitter:

“Quinhentos anos de que?”, Bechior:Uma canção referencial do grande artista cearense, gravada em 1992 no álbum Baihiuno, não menos referencial da discografia do grande compositor e intérprete da música brasileira.Para ouvir e refletir neste 3o de junho de manifestações de rua convocadas para todo País.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

uma aula de história e filosofia em uma canção….Belchior

Audiencia Copa do Mundo feminina Globo
Empresas disponibilizaram TVs para funcionários assistirem aos jogos da Copa no Brasil. Divulgação

Mesmo a uma semana de seu desfecho, esta já pode ser considerada a Copa das Copas para o futebol feminino. O Mundial da França tem pulverizado recordes de audiência, um após o outro, em vários cantos do planeta. Inicialmente, a FIFA havia previsto atrair a atenção de 1 bilhão de pessoas em 135 países, mas as marcas alcançadas até o momento fazem a entidade recalcular as projeções de forma ainda mais otimista.

No último domingo, o Brasil estabeleceu o novo recorde de audiência da modalidade. Mais de 30 milhões de telespectadores acompanharam a derrota da seleção para as anfitriãs francesas. O número foi impulsionado pela Globo, que pela primeira vez transmitiu o torneio em rede nacional e atingiu aproximadamente 30 pontos de audiência, superando o registrado pelos Estados Unidos na final da Copa de 2015. Naquela ocasião, cerca de 25 milhões de americanos haviam assistido à vitória de sua seleção sobre o Japão. Com a transmissão do Mundial, a maior emissora brasileira contabilizou mais espectadores que a média do horário em todos os jogos da equipe de Marta, Cristiane, Formiga e companhia.

Já na Espanha, um total de 1,3 milhão de telespectadores viu na última segunda-feira, pelo canal GOL, a derrota da Fúria para as norte-americanas nas oitavas de final. As espanholas jamais haviam passado da fase de grupos no Mundial feminino. Os quatro jogos da seleção tiveram uma média de 892.000 espectadores. O duelo contra as atuais campeãs mundiais foi o mais assistido até hoje na Espanha envolvendo a seleção local e estabeleceu o recorde da temporada para a GOL, que tem as duas primeiras mulheres narradoras de futebol no país, Danae Boronat e Sara Giménez.

Sede do torneio, a França, assim como o Brasil, também transmite os jogos da Copa em TV aberta, pela rede TF1. Na abertura do Mundial, diante da Coreia do Sul, a emissora foi sintonizada por 44% dos televisores no país, com picos de 11 milhões de pessoas —triplicando a maior audiência já alcançada com um jogo feminino até então. Outro recorde batido vem da Inglaterra, onde a partida do English Team contra a Escócia somou mais de 6 milhões de espectadores. Na Argentina, segundo a TV pública que transmite o Mundial, pela primeira vez um embate televisionado entre mulheres no futebol teve cifra superior a 1 milhão de telespectadores em todo o país.

A Holanda, uma das sensações do torneio dentro e fora de campo, celebra a popularização da modalidade com o interesse sem precedentes por sua seleção feminina. O jogo das oitavas de final contra o Japão foi visto por mais de 3,5 milhões de pessoas, quase um quarto da população holandesa. O número é superior à audiência da final da Liga das Nações, em que a seleção masculina da Holanda acabou derrotada por Portugal. Na Itália, o confronto da equipe feminina com o Brasil rendeu 7,3 milhões de telespectadores. Dez dias antes, a Azzurra masculina havia enfrentado a Grécia pelas Eliminatórias da Eurocopa, em que registrou 2 milhões a menos de audiência que as mulheres na Copa.

Emissora oficial nos Estados Unidos, a FOX praticamente dobrou seus números em relação à edição de 2015. Já em comparação com o Mundial de 2011, o incremento de audiência é de 79%, marca que deve seguir a tendência de alta no embalo da seleção norte-americana, classificada para a semifinal e cotada como favorita ao tetracampeonato.

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Ernesto Araújo: “O Mercosul subiu nas prioridades de todo o mundo”

 

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse ao Globo que o próximo passo do Mercosul é buscar um acordo com a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta).

“O próximo passo é o Efta, que está um pouco mais avançado. Depois, virá Cingapura e, mais adiante, Canadá e Coreia do Sul.  Todas essas negociações vão acelerar agora, com o interesse que o Mercosul está gerando a partir do fechamento com a União Europeia. É outro fator que já começa a ter efeitos antes da entrada em vigor. A partir de hoje, o Mercosul subiu nas prioridades de todo o mundo, inclusive dos Estados Unidos.”

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Do Jornal do Br

Bolsonaro diz

(Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado que o tratado de livre comércio entre União Europeia e Mercosul pode gerar uma “operação dominó” e encorajar outros países a negociarem acordos comerciais com o Brasil.

“Acho que é operação dominó, com toda certeza outros países terão interesse em negociar conosco, o Japão, inclusive”, disse Bolsonaro em entrevista coletiva no encerramento da cúpula do G20 na cidade japonesa de Osaka, citando como exemplo a carne brasileira.

Macaque in the trees
Jair Bolsonaro (Foto: Alan Santos/PR)

Mercosul e União Europeia (UE) assinaram um acordo preliminar de livre comércio na sexta-feira, encerrando duas décadas de negociações e contrariando uma tendência global de crescimento do protecionismo diante da disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo, a China e os Estados Unidos.

Bolsonaro também enfatizou a importância da China como parceira comercial do Brasil, lembrando que planeja visitar o país no segundo semestre, possivelmente em outubro. Ele teria uma reunião bilateral com o presidente da China, Xi Jinping, neste sábado, mas o encontro foi cancelado por atraso na agenda do líder chinês, segundo reportagens de jornais brasileiros.

Na entrevista, Bolsonaro disse que iria desfazer “qualquer mal entendido” no encontro com Xi e buscar ampliar o comércio com a China, após ter criticado Pequim diversas vezes durante a campanha presidencial do ano passado.

“A China vai continuar fazendo comércio conosco”, afirmou.

Questionado sobre o encontro na véspera com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente brasileiro disse que ambos discutiram formas de aproximação e também de ampliar o comércio.

Segundo Bolsonaro, Trump deve fazer uma visita à Argentina ainda este ano, oportunidade em que defendeu um encontro entre o líder norte-americano com diversos presidentes de países da América do Sul.

Bolsonaro também comentou encontro que teve com a chanceler alemã, Angela Merkel, que antes de embarcar para o G20 disse que gostaria de ter uma conversa franca com o líder brasileiro sobre a questão ambiental.

Ele disse que Merkel “arregalou os olhos” em determinado momentos, inclusive quando a convidou para explorar a Amazônia “de forma racional e sustentável”.

“Se alguém pode falar sobre preservação ambiental é o Brasil”, disse. “Não podemos aceitar certas observações e uma difamação do Brasil no tocante a essa área”.

“Mostramos que o Brasil mudou o governo e é um país que vai ser respeitado. Falei para ela da questão da psicose ambientalista que existe para conosco”, acrescentou.

Na agenda de política nacional, Bolsonaro disse que o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, permanecerá no cargo até segunda-feira, como todos os demais ministros. Antônio é suspeito de envolvimento em esquema de candidaturas laranjas do PSL, partido de Bolsonaro, investigado pela Polícia Federal.

Sobre o sargento da Aeronáutica preso na Espanha em um avião da FAB na Espanha esta semana por porte de 39 quilos de cocaína, Bolsonaro disse que gostaria que o caso tivesse ocorrido na Indonésia, onde o crime de tráfico de drogas é punido com a pena de morte.

(Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro, e Gabriela Melo, em São Paulo)

jun
30
Posted on 30-06-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-06-2019

Do Jornal do Brasil

 

Às vésperas G20, chanceler havia afirmado que via com “grande preocupação” as medidas do governo brasileiro a respeito do meio ambiente

  O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (28), em Osaka (Japão), onde participou de reunião do G20, que falou com a chanceler alemã, Angela Merkel, que o Brasil é alvo de uma “psicose ambientalista”. “Conversei com ela, foi uma conversa tranquila. Em alguns momentos, ela arregalava os olhos, de maneira bastante cordial. Mostramos que o Brasil mudou o governo, e é um país que vai ser respeitado. Falei para ela também da questão da psicose ambientalista que existe para conosco”, disse Bolsonaro.

Às vésperas do encontro do G20, Merkel afirmou que via com “grande preocupação” as medidas do governo brasileiro a respeito do meio ambiente e que queria ter uma “conversa clara” com Bolsonaro. O presidente rebateu afirmando que a Alemanha tinha muito a aprender com o Brasil na preservação ambiental.

Macaque in the trees
Jair Bolsonaro participa da coletiva de Imprensa sobre o acordo Comercial União Européia / Mercosul, no centro de Imprensa do Centro de Convenções INTEX Osaka. Foto: Alan Santos/PR (Foto: )

 

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Posted on 30-06-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-06-2019



 

Sponholz, no

 

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Cultura

O ator, que volta às telas no novo filme de Tarantino, vive um paradoxo esquizofrênico: apesar de ser bonito, rico e famoso, não é feliz

brad pitt 2019
Brad Pitt, na última edição do Festival de Cannes, em maio de 2019. Foto: Getty

Em uma entrevista de 1994 à Rolling Stone, Brad Pitt dizia, enquanto esvaziava jarras de cerveja sem parar, que não queria que as pessoas soubessem nada a seu respeito: “Não quero que me conheçam. Não sei nada dos meus atores favoritos, de outro modo virariam celebridades”. Seu plano deu mais ou menos certo. Nestes últimos 25 anos, Shania Twain riu do tamanho de seu pênis em uma canção (That Don’t Impress Me Much) depois da publicação de fotos de Pitt nu com sua então noiva, Gwyneth Paltrow; seu primeiro filho com Angelina Jolie foi apelidado de “o bebê mais esperado desde Jesus Cristo”, e durante o parto de seus gêmeos os paparazzi alugaram o último andar do hospital para deslizar pela fachada. Até o próprio Pitt chegou a confessar que gostaria de “dar uma surra no Brad Pitt”. É um homem cansado de si mesmo, mas, para sua desgraça, o mundo nunca parece ter o suficiente de Brad Pitt. Tanto suas escaramuças sentimentais como profissionais (o novo filme chega em 15 de agosto, Era Uma Vez em… Hollywood, onde ele e Leonardo DiCaprio são dirigidos por Quentin Tarantino) são acompanhadas com paixão.

Durante uma filmagem, Pitt teve um ataque de pânico. Um dos técnicos se aproximou e lhe disse: “Levante a cabeça, pare de se queixar, você é a porra do Brad Pitt; quisera eu ser a porra do Brad Pitt”

Chris Schudy era o melhor amigo de Brad Pitt (Oklahoma, Estados Unidos, 1963) no colégio. Quando o levou à sua casa para jantar, sua mãe lhe perguntou: “De onde você tirou este deus romano?”. Pitt já era um astro em Springfield (Missouri) antes de pegar seu Datsun com 325 dólares no bolso, a apenas um trabalho de redação de concluir a faculdade de jornalismo, e dirigir durante 23 horas até Hollywood. Os Simpson vivem em Springfield porque é o povoado mais comum dos Estados Unidos (existem 69 localidades com esse nome) e, portanto, descreve um lugar genérico onde nunca acontece nada.

Mas em Springfield, Missouri, aconteceu Brad Pitt: o cânone da beleza masculina dos anos noventa. Bastaram-lhe 10 minutos em Thelma e Louise (1991) para decretar que o homem perfeito agora devia ter cara de adolescente, corpo de atleta de elite e, pela primeira vez na história, predisposição a se deixar objetificar. Na rua as mulheres lhe paravam não para lhe pedir um autógrafo, e sim um beijo.

Os 10 minutos de Brad Pitt em 'Thelma e Louise' são a maior objetificação de um homem que o espectador veria nos anos noventa.
Os 10 minutos de Brad Pitt em ‘Thelma e Louise’ são a maior objetificação de um homem que o espectador veria nos anos noventa.
 Hollywood pôs a máquina para funcionar (e ele obedeceu explorando o tique de umedecer lábios em cada contraplano): se a beleza da Helena de Troia afundou mil navios, a de Pitt levaria qualquer uma que se apaixonasse por ele a perder a cabeça. No caso de Se7en, literalmente. Juliette Lewis em Kalifornia; Julia Ormond em Lendas da Paixão (onde Pitt ia embora do filme três vezes, só para poder voltar a cavalo e com o cabelo ao vento, cada vez mais lustroso que na anterior); Antonio Banderas em Entrevista com o Vampiro; Claire Forlani em Encontro Marcado; Helena Bonham-Carter em Clube da Luta, e, segundo a imprensa sensacionalista, Jennifer Aniston na vida real pagaram caro ao se apaixonar por Pitt. E como ocorria com Geena Davis em Thelma e Louise quando Pitt lhe roubava todo o dinheiro que tinha, o público ficava com a sensação de que tinha valido completamente a pena.

Se Brad Pitt (o homem) odeia a Brad Pitt (a estrela) é porque seu status de celebridade há anos o impede de ser feliz

“Morro de vontade de caminhar para o altar, colocar a aliança e beijar a noiva, porque só vou fazer isso uma vez na vida”, dizia o ator em 1997, comentando seu noivado com Gwyneth Paltrow, que nas filmagens bebia de uma caneca com o rosto do seu noivo. O romantismo tradicional de Pitt se chocava com a imagem que o público formou dele, mas sua existência está repleta de contradições: um galã que só é feliz jogado no sofá de pijama e fumando maconha (Paltrow tinha que arrastá-lo a um restaurante uma vez por semana); uma estrela que se queixa de que lhe tiraram todas as cenas interessantes em Entrevista com o Vampiro para que só Tom Cruise brilhasse (quando se perguntava a ele sobre Cruise, Pitt fugia da resposta dizendo que “Antonio Banderas é um cara genial”) e um rosto bonito com as inquietações de um ator de caráter.

1994. O 'grunge' tinha chegado a Hollywood. Esta é uma das primeiras das milhares de capas que o ator protagonizou. Para a 'Rolling Stone'.
1994. O ‘grunge’ tinha chegado a Hollywood. Esta é uma das primeiras das milhares de capas que o ator protagonizou. Para a ‘Rolling Stone’.
 Durante uma de suas filmagens nos anos noventa, Pitt teve um ataque de pânico. Um dos técnicos se aproximou e lhe disse: “Levante a cabeça, pare de se queixar, você é a porra do Brad Pitt; quisera eu ser a porra do Brad Pitt”. “Eu precisava escutar aquilo”, recorda o ator hoje numa entrevista à Esquire. “Naquele dia brilhei graças a isso.” Se Brad Pitt (o homem) odeia Brad Pitt (o astro) é porque seu status de celebridade há anos o impede de ser feliz.

Por isso há certo sadismo em sua rebeldia contra sua própria imagem pública. Para preparar Os 12 Macacos (1996) trancou-se num quarto e ficou batendo contra as paredes; em Se7en (1995) exigiu no contrato que a cabeça ficasse “na caixa”, diante da insistência do estúdio em trocar o final por um mais heroico; em Clube da Luta tirou os protetores dos seus dentes dianteiros, e em Snatch – Porcos e Diamantes inventou um ininteligível sotaque de cigano irlandês que foi preciso legendar. Não é por acaso que em todos esses filmes sua cara é destroçada à base de socos.

 Passei os anos noventa tentando me esconder e enlouqueci fugindo da cacofonia da fama. Ficar largado no sofá com um baseado me deixava doente, eu me sentia patético ”, disse o ator

“Passei os anos noventa tentando me esconder e enlouqueci fugindo da cacofonia da fama. Ficar largado no sofá com um baseado me deixava doente, eu me sentia patético”, admitiu. “Tentava encontrar personagens com vidas interessantes, mas não era capaz de viver uma vida interessante. Acho que meu casamento teve algo a ver.” Essa confissão, além de obrigá-lo a apresentar um pedido público de desculpas a Jennifer Aniston (a quem conheceu num encontro às cegas promovido por seu agente), sugere que Pitt está tão obcecado em proteger sua intimidade quanto ansioso por narrar suas misérias a quem quiser ouvir. “Sempre estive em guerra comigo mesmo, para o bem e para o mal, na minha cabeça há uma discussão constante”, reconhece, acrescentando que em vários períodos se sentiu “absolutamente cansado” de si mesmo. E então o filme mais irrelevante de sua carreira, Sr. e Sra. Smith (2005), mudou sua vida: aqui a garota não perdia a cabeça por Brad Pitt; ao invés disso, queria era pôr a dele em uma bandeja de prata.

Brad Pitt e Angelina Jolie na estreia de 'Bastardos Inglórios' no Festival de Cannes em 2009. Eles se separaram em 2016.
Brad Pitt e Angelina Jolie na estreia de ‘Bastardos Inglórios’ no Festival de Cannes em 2009. Eles se separaram em 2016. Getty
 O triângulo Aniston-Pitt-Jolie gerou uma nova dimensão de fama: Brangelina, a união de duas estrelas em condições escandalosas, colidiu em uma supernova midiática. Brad Pitt, diferentemente de outras estrelas adúlteras, como Ingrid Bergman e Liz Taylor, não tinha onde se esconder e, um mês depois de seu divórcio de Aniston, foi flagrado de férias com Jolie numa praia de Quênia. Quatro meses depois Jolie estava grávida do primeiro filho deles, Shiloh. Três anos depois de se conhecerem, Pitt era o patriarca de uma prole de seis filhos, três biológicos e três adotados por Jolie e posteriormente por ele.

“Em nossa casa há um barulho constante, seja de risadas, gritos, choros ou pancadas. Adoro, adoro, adoro. Odeio quando eles não estão. É agradável passar um dia em um hotel e ler o jornal, mas em seguida sinto falta dessa cacofonia da vida”, contava o ator. Entretanto, um de seus diretores, Andrew Dominick, descreveu a mansão do casal como “um lugar onde você fica chapado assim que entra pela porta”. Em uma entrevista, após recordar aos risos que no dia em que conheceu Quentin Tarantino eles esvaziaram cinco garrafas de vinho, Pitt bebia outras duas enquanto brincava que não deveria, porque seus filhos “estarão em casa se perguntando onde está o papai”.

“Não me lembro de um dia desde que saí da faculdade em que não tenha bebido ou tenha fumado um baseado ou algo assim. Algo. E me dou conta de que são pacificadores, que estou fugindo dos meus sentimentos”

O envolvimento emocional do público neste romance, dividido entre o “time Aniston” e o “time Jolie”, deixou Pitt como um boneco de pano que se deixava levar, mas que pelo menos, graças à sua nova esposa, tinha finalmente encontrado um sentido para a sua vida, colaborando com causas beneficentes. Então sua carreira voou a alturas inéditas em Hollywood ao protagonizar sete filmes indicados ao Oscar em oito anos e produzir três que ganharam: Os Infiltrados (2006), 12 Anos de Escravidão (2013) e Moonlight (2016). Mas Pitt viu a vitória desta última na casa de um amigo, porque não queria que seu recente divórcio monopolizasse as atenções. (Quem diria que Warren Beatty e Faye Dunaway se encarregariam de distrair a atenção dos espectadores.)

A separação do Pitt e Jolie pareceu tirada, assim como sua união, de uma novela mexicana. Um jatinho particular. Uma briga entre um pai e seu filho (Maddox, então com 15 anos). Uma mulher que pega a prole inteira e entra com a ação de divórcio assim que aterrissa. Adele lhes dedicou um show, a Internet se encheu de GIFs de Jennifer Aniston sorrindo, e a companhia Norwegian Airlines lançou a campanha “Brad está solteiro!” para promover seus voos para Los Angeles. Mas o que para o mundo parecia uma atração de quermesse era, para Pitt, um reencontro com seus demônios e, uma vez mais, assim quis relatar a um jornalista.

Seis meses depois da separação, ainda lutando com Jolie pela guarda compartilhada que ela lhe negava, Pitt concedeu uma entrevista sobre sua própria depressão. De todas as casas que comprou em sua vida (uma fazenda de 242 hectares no Missouri, uma mansão em Nova Orleans, um castelo no sul da França, um apartamento em Nova York, um imóvel de 600 metros quadrados em Berlim), Pitt se refugiou em sua residência de Hollywood Hills. No porão, onde Jimi Hendrix compôs May This Be Love, Pitt tinha passado seu casamento com Jolie fumando maconha durante dias inteiros. Agora o ator contava que toda manhã fazia uma fogueira enquanto desfrutava do processo de preparar chá matcha, e toda noite fazia outra fogueira, porque era a única coisa que o fazia “sentir que havia vida” naquela casa. Entre uma coisa e outra, passava as horas moldando argila e escutando Frank Ocean, que é a música que acompanhou todos os divorciados do planeta na última década.

Brad Pitt e Leonardo DiCaprio durante a apresentação de 'Era Uma Vez... em Hollywood', filme de Tarantino que eles protagonizam, na última edição do Festival de Cannes.
Brad Pitt e Leonardo DiCaprio durante a apresentação de ‘Era Uma Vez… em Hollywood’, filme de Tarantino que eles protagonizam, na última edição do Festival de Cannes. Getty
 “Não me lembro de um dia, desde que saí da faculdade, em que não tenha bebido ou tenha fumado um baseado ou algo assim. Algo. E me dou conta de que são pacificadores, que estou fugindo dos meus sentimentos. Larguei tudo quando comecei minha família, menos a bebida, mas no último ano estava bebendo muito” admitia. “Fazia alguns meses que tinha pesadelos, e quando acordava deles me perguntava: ‘O que posso aprender disto?’. E pararam. Agora tenho momentos de alegria, mas acordo e foram só um sonho. Então me deprimo.” As fotos que acompanhavam a entrevista mostravam Pitt em três parques nacionais dos Estados Unidos, situando-o em uma metáfora de sua própria existência: um símbolo norte-americano, criado pela natureza e exposto durante décadas para que o público o observe.

Na semana passada Pitt foi notícia porque um site sugeriu que estava havia uma semana sem trocar de roupa. Também protagonizou manchetes quando proibiu que os organizadores do “orgulho hétero” de Boston usassem seu rosto como emblema: talvez seja impossível para ele controlar totalmente o que outros fazem com sua imagem, mas nem por isso ele vai deixar de tentar. Talvez seja um começo para começar a controlar todo o resto.

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