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Moro tem conversas com Dallagnol invadidas por hackers…
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Moro com Bolsonaro em Brasília:aplausos da torcida no Mané Garrincha.

ARTIGO DA SEMANA

 

Moro e Dallagnol x Hackers: vozes de Eliana, Heleno e do Mané Garrincha

Vitor Hugo Soares

No meio da saraivada de críticas disparadas sobre as cabeças do ministro da Justiça, Sérgio Moro, e do procurador federal Deltan Dallagnol, dentro e fora do País – desde a noite de domingo, quando explodiu o “informe de imprensa” do site Intercept com foco na Lava Jato – foi possível perceber: estava aceso o estopim de escândalo político, jurídico e de comunicação que se pretendia (alguns ainda pensam assim) com a força das tempestades da natureza que recentemente devastaram Moçambique e outras áreas africanas já semi-destruídas e levadas à miséria por governantes perversos com seu povo e, e m geral, “corruptos por completo ”, para usar a expressão de sábios sertanejos nordestinos, e atualmente em voga em Brasília.
 
Verifica-se neste final de outra esquentada semana junina: os furacões perderam força. Pelo andar da carruagem e dos signos do poder – no Palácio do Planalto, no STF e no Congresso,  mas também nas imagens do barco singrando as águas do Lago Paranoá, antes da medalha de honra afixada pelo presidente no peito de Moro, a nota do general Augusto Heleno, os aplausos no Mané Garrincha e as pesquisas – , tudo indica que a Nação atravessará, sem maiores abalos, a zona de turbulência de outro temporal político. Com mais raios e trovões do que inundações capazes de causar grandes perdas e danos. A conferir.

Meio indiferente às predições de cassandras, que pipocam de todo lado, mas sem querer passar por otimista ou ingênuo de carteirinha, prefiro dar ouvidos a vozes que escuto há mais tempo, conheço mais de perto e confio mais, neste e em outros episódios suspeitos, confusos e dramáticos, da vida nacional. Uma delas, a da ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Eliana Calmon. Capaz, digna e corajosa contemporânea dos bancos acadêmicos desde os anos históricos em que este rodado profissional cursava, ao mesmo tempo, as faculdades de Direito e de Jornalismo da UFBA.

Eliana postou mensagem “Aos Amigos” na sua rede social, manchete política da Tribuna da Bahia, na edição de quarta-feira, 12. A ex-corregedora nacional do STJ espalha luz no quase caos dos primeiros momentos do escândalo, que na definição do argentino El Clarin, “colocou na mira a Lava Jato, maior investigação da história sobre a corrupção no Brasil”, depois que hackers invadiram celulares e grampearam conversas privadas de Moro e Delagnol, através do aplicativo Telegram. E de muita gente mais, incluindo jornalistas e políticos.

A jurista da Bahia recomenda calma e firmeza nesta hora, e chama de “armadilhas” as denúncias publicadas pelo site “The Intercept Brasil”. Compara o atual quadro brasileiro, dos diálogos hackeados, com a técnica usada na Operação Mãos Limpas, na Itália, para desmoralizar os investigadores, depois de uma grande limpeza. “Nada há de suspeito ou ilegal nos diálogos haqueados criminosamente. Temos de ter calma e firmeza, para vencer as armadilhas preparadas pelos que estão em  desespero ao perderem o poder e estão sendo descobertos pela Justiça séria que comanda a Lava Jato. Não podemos cometer o erro dos italianos, alerta Eliana Calmon.

E cita, com refinada ironia, a frase genial de Millôr Fernandes, que ela afirma ter visto  e anotou no meio do escândalo para atingir Moro, Dallagnol e a Lava Jato: “No Brasil, a culpa não é do rato, é do queijo”. Ponto!

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blo

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Comentários

Lucas Ribeiro on 15 junho, 2019 at 13:21 #

E aí Eliana , o intercept está apenas começando :http://www.tijolaco.net/blog/greenwald-estamos-ainda-no-comeco/


Vanderlei on 16 junho, 2019 at 0:02 #

“A Lava Jato foi a melhor coisa que aconteceu no país nos últimos 100 anos. Tenho 88 (60 de jornalismo) e nunca tinha visto políticos poderosos irem dormir na cadeia, empresários cheios da grana tomarem o mesmo rumo e população batendo palmas para essa coisa toda. Sim, ainda falta gente para dormir atrás de grades, alguns foram soltos com tornozeleira eletrônica, outros ainda serão libertados por serem amigos do rei (tem alguns “reis” no STF). Mas isso não importa. Devagar se vai ao longe, já dizia minha avó. ” – Jornalista REGINA HELENA PAIVA RAMOS


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