jun
11
Posted on 11-06-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-06-2019

Por Patrick Marques, G1 AM

Site diz que mensagens mostram colaboração entre Moro e procurador da Lava Jato

Site diz que mensagens mostram colaboração entre Moro e procurador da Lava Jato

O ministro Sérgio Moro afirmou nesta segunda-feira (10) que não deu nenhuma orientação nas mensagens trocadas com integrantes da força-tarefa da Lava Jato quando era juiz da 13ª Vara da Justiça Federal, em Curitiba. Ele disse que trechos das conversas não mostram nenhuma prática ilegal, ressaltou que os procuradores foram vítimas de invasão criminosa e que não pode assegurar que os diálogos sejam verdadeiros. Moro disse que não pode assegurar que os diálogos sejam verdadeiros.

O site The Intercept divulgou neste domingo (9) conversas no aplicativo Telegram atribuídas a Moro e a procuradores, entre eles Deltan Dallagnol, sobre alguns assuntos investigados pela Lava Jato. Segundo o site, Moro orientou ações e cobrou novas operações.

“Na verdade, já me manifestei ontem, não vi nada de mais ali nas mensagens. O que há ali é uma invasão criminosa de celulares de procuradores, não é? Pra mim, isso é um fato bastante grave – ter havido essa invasão e divulgação. E, quanto ao conteúdo, no que diz respeito à minha pessoa, não vi nada de mais”, disse o ministro após participar de evento com secretários de segurança pública em Manaus.

“Não tem nenhuma orientação, ali, naquelas mensagens. Eu nem posso dizer que são autênticas, porque, veja, são coisas que aconteceram, se aconteceram, há anos atrás. Eu não tenho mais essas mensagens, eu não guardo essas… – não tenho registro disso. Agora, ali não tem orientação nenhuma.”

 

Ministro da Justiça, Sérgio Moro, durante entrevista coletiva em Manaus — Foto: Bruno Kelly/Reuters Ministro da Justiça, Sérgio Moro, durante entrevista coletiva em Manaus — Foto: Bruno Kelly/Reuters

Ministro da Justiça, Sérgio Moro, durante entrevista coletiva em Manaus — Foto: Bruno Kelly/Reuters

Moro disse que é normal o diálogo entre as partes envolvidas nos processos. “Veja, os juízes conversam com procuradores, juízes conversam com advogados, juízes conversam com policiais, isso é algo normal.”

Questionado se influenciou no resultado da operação, o ministro afirmou: “De forma nenhuma”.

Ele também foi questionado se fez alguma sugestão de troca de fases da Lava Jato: “Olha, se houve alguma coisa nesse sentido, são operações que já haviam sido autorizadas. É uma questão de logística de ser discutido com a polícia de como fazer ou não fazer. Isto é absolutamente normal”.

Segundo o ministro, “está havendo muito sensacionalismo em cima dessas supostas mensagens”.

Os alvos dessas conversas denunciaram recentemente que tiveram seus celulares hackeados ilegalmente, o que é crime. O Intercept, no entanto, disse que obteve os diálogos antes dessa invasão. De acordo com o site, as informações foram obtidas de uma fonte anônima.

Nota divulgada por Moro no domingo

O ministro lamentou, em nota divulgada no domingo, que a reportagem do Intercept não indicasse a fonte das informações e o fato de não ter sido ouvido.

Segundo ele, no conteúdo das mensagens que citam seu nome, “não se vislumbra qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado, apesar de terem sido retiradas de contexto e do sensacionalismo das matérias, que ignoram o gigantesco esquema de corrupção revelado pela Operação Lava Jato”.

Vice-presidente

Hamilton Mourão, vice-presidente da República, também comentou o caso. Ele foi a primeira autoridade do governo a se manifestar.

“Conversa privada é conversa privada, né? E , descontextualizada, ela traz qualquer número de ilações. Então, o ministro Moro é um cara da mais ilibada confiança do presidente, é uma pessoa que, dentro do país, tem um respeito enorme por parte da população, haja visto aí as pesquisas de opinião que dão a popularidade dele. Em relação aos processos ocorridos na Lava Jato, todos eles passaram por primeira, segunda e alguns outros já chegaram na terceira instância. Então eu não vejo nada de mais nisso aí tudo, tá bom?”, afirmou o vice

jun
11
Posted on 11-06-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-06-2019

Segundo porta-voz, presidente quer ouvir análise de ministro antes de se manifestar oficialmente sobre vazamento de mensagens que atingem seu ministro da Justiça

O presidente Bolsonaro durante evento do Ministério da Defesa.
O presidente Bolsonaro durante evento do Ministério da Defesa. ADRIANO MACHADO REUTERS
Brasília

O presidente Jair Bolsonaro já defendeu o jogador Neymar Jr. de uma acusação de estupro, mesmo antes da conclusão das investigações. Lamentou a morte do músico MC Reaça, cantor que chamava feministas de cadelas e que se suicidou após espancar a própria amante grávida. Mas decidiu que, por enquanto, não se manifestará pessoalmente sobre as suspeitas que pesam contra o seu superministro da Justiça, Sérgio Moro, de ter supostamente usado de sua posição de magistrado para interferir na operação Lava Jato junto a procuradores.

Bolsonaro se calou nas 24 horas seguintes ao site The Intercept Brasil noticiar que o ex-magistrado da Lava Jato orientou a ação do Ministério Público e cobrou novas fases da operação. O presidente teve apenas uma agenda pública nesta segunda-feira, na qual discursou por pouco mais de dez minutos e não proferiu nenhuma palavra sobre o tema que tomou conta do noticiário nacional desde a noite de domingo.

Segundo o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, a justificativa do mandatário é que, antes de se manifestar, ele queria ouvir uma análise do próprio ministro Moro. “Em relação às notícias referentes ao vazamento de informações sobre a Operação Lava Jato, o presidente da República não se pronunciará a respeito do conteúdo de mensagens e aguardará o retorno do ministro Moro para conversar pessoalmente”, anunciou. Em nota lida no Jornal Nacional, a Secretaria de Comunicação do Governo afirmou: “Nós confiamosrestritamente no ministro Moro”, afirmou.

Moro esteve em uma série de reuniões com autoridades da área de segurança pública em Manaus (AM), cidade que testemunhou dezenas de mortes em complexos penitenciários nas últimas semanas. Na coletiva de imprensa, ele negou que tenha direcionado a ação dos procuradores e, quando jornalistas insistiram em questioná-lo, o ex-juiz abandonou a entrevista, conforme relatos do jornal Em Tempo.

O silêncio do presidente é visto como estratégico. A popularidade de Moro é maior que a do seu chefe – 61,5% contra 49,5%, conforme o Atlas Político. O apoio é tamanho que no último protesto a favor do Governo, no dia 26 passado, o ex-juiz acabou exaltado como herói, com direito a boneco inflável vestido de super-homem. A longos três anos da eleição, Moro é apontado como sucessor natural do presidente, ainda que este possa concorrer à reeleição. E Bolsonaro sabe que sua fala irá nortear seus apoiadores nas redes sociais.

Um levantamento do sistema analítico Bites constatou que, na batalha de versões, a oposição está em vantagem. “Entre os 300 artigos em português com maior repercussão em redes sociais nas últimas 24 horas, 177 tratavam do vazamento e registraram 7,3 milhões de interações no Twitter e no Facebook”, concluíram os pesquisadores.

Outro registro: a hashtag #vazajato, impulsionada pelo The Intercept chegou a 255.700 posts às 18h contra 36.200l para #euapoioalavajato, muito compartilhada entre militantes pró-Bolsonaro. Recém-chegado às redes sociais, Moro só entrou no Twitter em abril de 2019, e ainda depende de um sinal do presidente para tentar essa contraofensiva virtual. “Sem esse apoio, Moro não terá como enfrentar o tsunami digital após as denúncias do The Intercept”, concluem os pesquisadores do Bites.

Militares e políticos

Diante do silêncio presidencial, coube à ala militar de seu Governo defender o ministro Moro. Três generais falaram sobre o tema. O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou que os diálogos revelados pelo Intercept estão fora de contexto e que o presidente Bolsonaro confia no ministro. “O ministro Moro é um cara da mais ilibada confiança do presidente, é uma pessoa que dentro do país tem o respeito de enorme parte da população”.

O chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, enviou mensagem a seus amigos e aliados sinalizando que os representantes da Lava Jato foram alvos de ataques hackers ilegais. Falou que o objetivo dos vazamentos sé “macular a imagem” de Moro, “cujas integridade e devoção à Pátria estão acima de qualquer suspeita”. “Os diálogos e acusações divulgadas ratificam o trabalho honesto e imparcial dos que têm a lei a seu lado. O julgamento popular dará aos detratores a resposta que merecem”, afirmou o ministro.

Responsável pelo Ministério da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse que seu colega da Justiça é uma pessoa “do bem”. “O ministro Moro tem total confiança nossa. Ele é um homem de muito respeito e do bem”.

Na esfera política, as reações são diversas. Há os que pedem a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar o caso, os que tentam convocar Moro para depor na Câmara, os que o denunciaram junto ao Supremo Tribunal Federal e os que o defendem dessa artilharia. Um deles foi o deputado Capitão Augusto Rosa (PL-SP), que, como presidente da frente parlamentar da segurança pública, é o principal representante da bancada da bala. Em nota, Augusto afirmou que Moro e os procuradores da Lava Jato são as verdadeiras vítimas desse processo.

Há ainda quem acredita que os vazamentos ocorreram para prejudicar o andamento da reforma da Previdência. Isso foi o que o ministro Paulo Guedes relatou a conselheiros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que se reuniram em Brasília nesta segunda-feira. Se na semana que passou ninguém no Brasil se esquivava de opinar no caso Neymar-Najila, na semana que começa é o caso Moro-Dallagnol que estimula os brasileiros a se manifestar. A única exceção, até o momento, é o presidente Bolsonaro.

“Chove lá Fora”, João Gilberto: Primoroso samba canção composto por Tito Madi, aqui em original e raríssima interpretação do notável artista baiano, de reconhecimento mundial, que fez aniversário ontem, 10 de junho e o Bahia em Pauta festeja hoje e sempre.. Segundo Ron Wolpa, em comentário no Youtube,  tudo leva a crer que seja uma gravação  pré Bossa Nova, “por causa do registro agudo da voz e o uso de vibrato, ainda que discreto” . Seja como for, uma maravilha!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 ‘Muitos abriram mão de coisas particulares para estarem entre nós’

DO Jornal do Brasil

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira que o Brasil não vive um momento fácil, ao mesmo tempo que exaltou sua equipe de ministros e as Forças Armadas, afirmando que deixa o trabalho mais fácil.

“O momento não é fácil no Brasil. Encontramos uma nação bastante sofrida nas questões ética, moral e econômica. Mas com um time como esse que nós temos, que são gente do povo, muitos abriram mão de coisas particulares para estarem entre nós, e tendo ao nosso lado essas Forças Armadas maravilhosas, de hoje, de ontem e de sempre, o trabalho fica mais fácil”, disse Bolsonaro em discurso em cerimônia para comemorar os 20 anos do Ministério da Defesa.

Macaque in the trees
Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

No discurso, o presidente também lembrou que, em 1999, quando era deputado, votou contra o Ministério da Defesa e justificou a decisão afirmando que o nascimento da pasta não teve razão militar, mas foi uma imposição política.

Bolsonaro acrescentou que o objetivo era retirar os ministros militares da mesa presidencial e disse que a criação do ministério teve, inicialmente, impactos negativos, ao citar medidas provisórias da época que alteraram regras de aposentadoria para os militares.

(Reportagem de Lisandra Paraguassu e Mateus Maia)

jun
11
Posted on 11-06-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-06-2019



 

Sponholz, no

 

Augusto Heleno sai em defesa de Moro

 

Em mensagem enviada a aliados, General Augusto Heleno saiu em defesa a Sergio Moro.

Para o ministro, “querem macular a imagem do Dr. Sergio Moro, cujas integridade e devoção à pátria estão acima de qualquer suspeita.”

Augusto Heleno criticou a maneira como pessoas tentam “usar meio ilícitos para tentar provar que a Justiça os puniu injustamente”, e defendeu que os diálogos vazados “ratificam o trabalho honesto e imparcial dos que têm a lei a seu lado.”

O ministro confirmou a autoria do texto ao repórter da Crusoé Igor Gadelha.

Confira a nota na íntegra:

“O desespero dos que dominaram o cenário econômico e político do Brasil, nas últimas décadas, levou seus integrantes a usar meios ilícitos para tentar provar que a Justiça os puniu injustamente. Querem macular a imagem do Dr Sérgio Moro, cujas integridade e devoção à Pátria estão acima de qualquer suspeita. Vão ser desmascarados, mais uma vez. Os diálogos e acusações divulgadas ratificam o trabalho honesto e imparcial dos que têm a lei a seu lado. O julgamento popular dará aos detratores a resposta que merecem. Brasil acima de tudo!!!

Gen Heleno”

  • Arquivos

  • junho 2019
    S T Q Q S S D
    « maio   jul »
     12
    3456789
    10111213141516
    17181920212223
    24252627282930