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Neymar e Najila:escândalo no quarto
de hotel em Paris…
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…Brando e Maria: cena do filme “Último Tango em Paris”
ARTIGO DA SEMANA
Último Tango em Paris à brasileira e a Lavagem no Senado

Vitor Hugo Soares

Ao aprovar com lavagem de 55 votos a 12, a Medida Provisória que vai permitir passar pente-fino nos pagamentos de benefícios do INSS – para combater fraudes e economizar cerca de R$10 bilhões em 10 anos, pelos cálculos do Planalto –, o Senado ofereceu, na segunda-feira, 3, talvez a mais simbólica e contundente vitória parlamentar ao governo Jair Bolsonaro em cinco meses e pouco de gestão. Tudo feito com sobra de articulação e pouco barulho, o que destaca ainda mais o feito, praticamente submerso no noticiário nacional pelas sombras do escândalo da versão brasileira do “Último Tango em Paris”.

Enquanto estes fatos aconteciam, no Senado, boa parte da mídia e expressiva parcela da população se moviam entre uma cena picante e outra, e a descoberta de algum detalhe mais ou menos escabroso da adaptação do filme original do diretor italiano Bernardo Bertolucci, com Marlon Brando e Maria Schneider, realizado nos incríveis anos 70, mas capaz de desatar indizíveis paixões, protestos indignados e polêmicas incendiárias, ainda hoje.

Na atual e emblemática produção cabocla – ao jeito e sabor das redes sociais e em estilo de tragicomédia –, a trama é protagonizada por Neymar: dublê de craque da bola, nos gramados, e celebridade do entretenimento, sempre pronto a gerar ou participar de escândalos locais e internacionais que o mantenham sob holofotes, principalmente em períodos de grandes eventos do futebol, a exemplo desta Copa América que o Brasil sediará, nas próximas semanas, da qual o mais famoso craque do país acaba de ser cortado, desgraçadamente.

Na outra ponta do folhetim brasileiro, de repercussão mundial, está Najila Trindade, modelo baiana, residente em São Paulo. De curvas totalmente expostas, desde o começo do escândalo, tendo o rosto encoberto por tarja preta nas postagens iniciais, só revelado quarta-feira, pouco antes do amistoso Brasil x Qatar, no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

A face feminina do escândalo apareceu na quarta-feira, na primeira entrevista da modelo, no SBT, de ampla repercussão, e de outro baque inesperado, causado pelo caso: O comunicado via Jornal Nacional, feito pelo âncora William Bonner, do afastamento da TV Globo de Mauro Naves, um dos mais destacados repórteres esportivos da televisão brasileira, por suposto conflito de interesses na intermediação de contatos entre partes envolvidas no explosivo enredo.

Produção, também, de mal disfarçadas passagens escatológicas – sugeridas pelos laudos e exames técnicos que falam em desarranjos intestinais e arranhões “nos glúteos”, além de algumas falas da moça, de arrepiar. Sem os cuidados estéticos da realização de Bertolucci, a começar pela memorável trilha musical do saxofonista argentino, Gato Barbieri. Para dar mais ardência, a confirmação do que já circulava boca a boca em Salvador, de onde escrevo: é baiana a “mulher que vale por quatro” – como Najila se define nos textos e vídeos das mensagens digitais trocadas com Neymar. O final da história, ainda a conferir, em próximos lances, antes do The End.
“Vida que segue”, diria o saudoso João Saldanha, das minhas melhores lembranças na redação do Jornal do Brasil – no Rio e na sucursal de Salvador. Recordo também o notável Nelson Rodrigues, e reflito com meus botões: “Que tempos, que peça, que filme, que crônica!”.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

“Paris será toujours Paris”, ZAZ: Maravilhosa canção francesa de sempre, na gravação  de ZAZ no novo álbum “Effet Miroir”. É ouvir no sábado junino e se deixar levar pelo embalo do jazz francês e pelas recordações de Paris  que cada um traz dentro de sí, mesmo que nunca tenha estado por lá.Viva!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

Centrão não topa meio-termo na questão de estados e municípios

Por Diego Amorim

O Antagonista apurou que, nesta semana, tentou se chegar a um meio termo na questão de estados e municípios na reforma da Previdência.

O acordo proposto foi manter estados e municípios, mas obrigando assembleias legislativas e câmaras municipais a aderirem à proposta, em um prazo determinado, por meio do apoio de maioria simples dos parlamentos locais.

PSL e MDB, por exemplo, toparam avançar com essa ideia, que também acabou agradando Rodrigo Maia, presidente da Câmara.

Líderes de alguns partidos de centro, porém, não toparam. A maior parte dos deputados de siglas como o PP e o PR querem que estados e municípios sejam completamente retirados da reforma. Nos bastidores, reconhecem que a preocupação é mesmo com o impacto das mudanças nas eleições municipais do ano que vem.

jun
08

Presidente disse que é favorável a estudos para eventual implementação de moeda única

FolhaPress SYLVIA COLOMBO

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – O presidente Jair Bolsonaro disse a jornalistas na madrugada desta sexta-feira (7), antes de deixar a Argentina, que é favorável a estudos para a eventual implementação de uma moeda única, no futuro, entre Brasil e Argentina -a possibilidade foi aventada na quinta-feira (6) em reunião com empresários. A moeda teria o nome de “peso real”.

“Houve um primeiro passo para o sonho de uma moeda única, como aconteceu com o euro lá atrás, pode acontecer o peso real aqui.”

Bolsonaro acrescentou que “já falei para vocês que a economia não é meu forte, mas nós acreditamos no feeling, na bagagem, no conhecimento e no patriotismo do Paulo Guedes”.

Macaque in the trees
Bolsonaro e Paulo Guedes (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Indagado sobre se, com a moeda única, a Argentina ganharia e o Brasil teria de pagar um preço, o presidente disse: “Não há dúvida de que em todo casamento alguém perde alguma coisa e ganha outras. Eu sou pelo casamento. Eu sou pela família tradicional.”

“Será? Vai desvalorizar o real? O dólar valendo R$ 6? Inflação voltando? Espero que não”, escreveu o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, em uma rede social nesta sexta.  

Bolsonaro voltou a dizer que não foi a Buenos Aires para falar de política local, mas voltou a fazê-lo, expressando seu desejo de que Macri vença as eleições de outubro: “O que nós queremos é que na América do Sul ninguém mais flerte com o socialismo, com o comunismo, como infelizmente aconteceu com a nossa querida Venezuela. Eu quero dizer ao povo argentino que Deus os ilumine para decidir nas eleições de outubro”.

Indagado sobre sua fala no dia anterior, propondo um encontro dos países da América do Sul com o presidente norte-americano Donald Trump, Bolsonaro disse que era “uma proposta embrionária. Nós vamos agora, via Itamaraty no Brasil, costurar isso aí. Essa possibilidade dos países aqui da América do Sul, alinhados com a centro-direita, conversarem com o Trump. Quem sabe a mesma agenda tratada comigo e ele nos EUA seja estendida agora para toda a América do Sul”.

O presidente também foi questionado sobre a decisão do Supremo que definiu que para vender estatais seria necessária a aprovação do Congresso Nacional. Bolsonaro disse: “As empresas mães, segundo o Supremo, passam pelo Parlamento. Não deixou de ser um avanço e digo parabéns para o Supremo Tribunal Federal que agiu com patriotismo, contrário a política anterior que havia no Brasil, nessas questões econômicas. O viés ideológico para se fazer negócios vai deixando de existir no Brasil”.

Bolsonaro contou que foi assistir um show de tango na noite de quinta (6) e que a primeira-dama adorou. Ele deixou o hotel Alvear, no bairro da Recoleta, por volta das 6h, rumo ao Rio de Janeiro.

Do Jornal do Brasil

 

FolhaPress DIEGO GARCIA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Em depoimento nesta quinta-feira (6), na Cidade da Polícia, zona norte do Rio de Janeiro, o atacante Neymar transferiu a responsabilidade pela publicação de fotos íntimas da modelo Najila Trindade, que o acusa de estupro, para a sua equipe de assessores. O atleta disse que se tratou de um equívoco a divulgação das imagens da mulher.

Em 1 hora e 40 minutos de depoimento ao delegado Carlos Sartori, acompanhado dos advogados Davi Tangerino e Maíra Fernandes, Neymar disponibilizou o celular para a polícia verificar as mensagens trocadas com a mulher e disse não ser o responsável pelo vídeo que foi ao ar no seu Instagram no último sábado (1º).

De acordo com o jogador, dois membros de seu estafe ficaram encarregados de colocarem no ar as mensagens trocadas entre ele e Najila.  Neymar disse que não sabe como anexar mensagens de Whatsapp em um vídeo do Instagram e que solicitou a exclusão de imagens íntimas, o que não teria ocorrido por erro.

A divulgação dessas imagens motivou a abertura de inquérito na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, que investiga se o atleta cometeu ato criminoso ao postar as fotos e vídeos íntimos sem o consentimento da mulher. A postagem foi uma resposta após o boletim de ocorrência de Najila, que o acusa de estupro, tornar-se público.

A publicação na rede social ficou encarregada de dois assessores, que agora serão chamados para depor pela polícia, em dia e hora ainda desconhecidos. Dois dias depois da publicação do vídeo, o Instagram o retirou do ar por violar normas da rede -a gravação já tinha sido visualizada cerca de 18 milhões de vezes.

Segundo apurou a reportagem, a iniciativa de divulgar a conversa entre Neymar e Najila por Whatsapp partiu de Neymar da Silva Santos, pai do jogador. Ele já conhecia a versão do filho e acreditou que, publicando as mensagens nas redes sociais, ganharia apoio popular. O atleta possui 120 milhões de seguidores no Instagram.

Na hora da postagem, a equipe omitiu a sequência da troca de mensagens, divulgada pela TV Record nesta quinta e mostrada pelo jogador ao delegado. Na conversa, aparentemente ocorrida após o suposto estupro, Neymar diz que Najila era parcialmente responsável pelas marcas de tapas nas nádegas da modelo, porque ela “pedia mais”.

Em seguida, ela responde: “Tá doido? Eu pedi para parar e você até pediu desculpas”.

Advogada de Neymar, Maíra Fernandes foi questionada sobre a conversa nesta quinta e defendeu o jogador. “Meu cliente é inocente. Ele está absolutamente tranquilo. É a tranquilidade dos inocentes”, disse na saída da delegacia. Ela afirmou que não poderia comentar mais porque os autos do processo são sigilosos.

Nesta sexta, a reportagem procurou novamente os representantes de Neymar para comentarem o assunto, mas eles não responderam. A Polícia Civil também foi procurada oficialmente, e não respondeu até a publicação desta reportagem. A pena para o crime de divulgação de cenas de nudez sem autorização vai de 1 a 5 anos de prisão.

Além da investigação pelo vídeo, há um inquérito aberto em São Paulo por acusação de estupro. A agressão sexual teria ocorrido em Paris, segundo denúncia da modelo Najila Trindade. O jogador será chamado para depor na capital paulista, em data ainda desconhecida. A mulher foi ouvida na manhã desta sexta.

jun
08
Posted on 08-06-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-06-2019


 

Miguel, no

 

jun
08

Do pai ao presidente, a insistência em tratar um jogador de 27 anos como garoto e acusação de crime como travessura estimula a cultura de atenuar deslizes por imaturidade

Neymar recebeu apoio do presidente Jair Bolsonaro na última quarta-feira. Divulgação

O caso Neymar está longe do desfecho, mas, ainda que não haja um veredicto das autoridades, atesta dois comportamentos risíveis de nosso tempo. Primeiro, o cinismo de gente que sempre desdenhou de reivindicações feministas e agora se diz preocupado com um possível prejuízo à causa ao cravar de antemão que se trata de uma falsa denúncia de estupro, desacreditando o relato da modelo Najila Trindade. Os que sempre tacharam o jogador como farsa pelo histórico de simulações e exibicionismo são os mesmos que hoje assinam procuração incondicional para defendê-lo.

Porém, o distúrbio mais latente desse escândalo midiático é a síndrome do homem adulto infantilizado. Mesmo acusado de um crime grave, Neymar, do alto de seus 27 anos, é tratado como garoto não apenas por familiares e amigos, mas também por uma parte da sociedade que julga conveniente não cobrar responsabilidades de certa casta de cidadãos privilegiados, seja por status social, econômico ou de gênero.

Logo na primeira aparição em desagravo ao filho, Neymar pai fez questão de frisar que “ele caiu em uma armadilha”, em entrevista ao programa de José Luiz Datena, na Band. Já o apresentador, que responde na Justiça a uma acusação de assédio sexual contra ex-colega de trabalho, usou as palavras “menino”, “jovenzinho” e “moleque” para se referir ao jogador. Em uma das intervenções, novamente ignorou a gravidade do caso para reproduzir um argumento tão arcaico quanto enraizado: “É difícil segurar uma molecada que tem sucesso, dinheiro, fama e gosta de viver. Você vai falar com o moleque pra não sair com mulheres? Não transar, não ir a festas? É difícil você segurar a meninada dentro de casa”.

Jair Bolsonaro, o presidente que alçou seus três filhos à carreira política e não hesita em superproteger seus “garotos” de mais de 30 anos, sustentados por altos salários e benesses dos cargos públicos que ocupam, toda vez que eles metem os pés pelas mãos, engrossou o coro que propaga a infantilização de Neymar. Além de visitá-lo num hospital de Brasília após a lesão no amistoso contra o Catar, o chefe de Estado disse que, pelo que viu até agora, “Neymar é inocente”, atribuindo tamanha certeza à juventude e ao relacionamento pessoal que tem mantido com sua família. “É um jovem garoto. Tenho filhos mais novos e mais velhos que ele. Gosto do pai dele.”

Entretanto, ao mesmo tempo em que bajula homens-feitos, enquadrados em seu conceito de bom moço, o presidente faz lobby para reduzir a maioridade penal. Reafirma a crença difundida nos corredores do Congresso na época de parlamentar por entender que “um indivíduo de 14 anos já sabe muito bem o que está fazendo”. Correligionários de seu partido se aproveitaram da repercussão do caso Neymar para apresentar projetos de lei que sugerem agravar a pena por denúncia falsa de crimes sexuais, informalmente batizados de “Lei Neymar da Penha”. Não bastasse o esforço dos deputados do PSL em contribuir para a desmoralização da modelo que acusa o jogador, ainda brincam com a história de uma mulher que ficou paraplégica após ter tomado um tiro do ex-marido, e que se tornou símbolo do enfrentamento à violência doméstica e ao feminicídio no Brasil após esperar doze anos para ver o crime reconhecido.

Punição para falsa denúncia de crime é tão importante quanto a presunção de inocência, que deve ser assegurada enquanto o processo contra Neymar não for concluído, e o respeito a denúncias feitas por mulheres de agressões machistas. Quando o presidente da República e os bajuladores de marmanjos ignoram esse princípio, o que se quer ao propor o aumento de penas para calúnias envolvendo a dignidade sexual não é resguardar um direito básico, mas sim desencorajar toda e qualquer mulher que se sinta violentada por um homem.

Como agravante, o ambiente do futebol estimula comportamentos que, em vez de formar atletas capazes de compreender a diversidade e valorizar a figura feminina, faz com que eles cresçam aprendendo a tratá-la como ameaça, sob o preconceituoso rótulo de “maria-chuteira”. Além disso, qualquer jogador que demonstre algum talento fora da curva na infância passa a receber tratamento diferenciado, visto como “diamante bruto”. Ganham mimos, são extremamente protegidos por clubes, dirigentes e empresários, mas, para se dedicar a uma carreira incerta, se veem obrigados a abrir mão da infância e da adolescência, restringindo-se na maioria das vezes a um convívio basicamente masculino.

Neymar surgiu nesse contexto. Em que a ideia de sacrificar a juventude vale a pena pela fama e fortuna que chegam apenas para 1% dos candidatos a jogador profissional. O que se tem aí é uma formação incompleta, que, não raro, impõe aos atletas um doloroso processo de adolescência tardia. Chegam à fase de amadurecimento e experiências que já deveriam ter sido vividas por um jovem normal ricos, bem-sucedidos e deslumbrados. Para usar a expressão da moda, expor essa realidade não significa “passar pano” para Neymar. Mas é preciso urgentemente rever o modo como jogadores têm sido formados — ou fabricados, já que o tratamento recebido por eles remete a mercadorias de exportação.

O pior antídoto para lidar com atitudes infantis na fase adulta é o paternalismo. Hoje, Neymar e seu genitor se tornaram figuras indissociáveis. Sempre que o filho apronta, Neymar pai logo está de prontidão para justificar e relativizar a conduta do “garoto”. Reforça o tempo todo os estereótipos de mimado e imaturo que colaram no craque desde sua primeira polêmica no Santos, quando se desentendeu com o técnico Dorival Júnior. Como no episódio em que entrou no vestiário da seleção para buscar o filho que havia se machucado em campo no estádio Mané Garrincha.

Independentemente de ser culpado ou inocente na denúncia de estupro — algo que só o tempo e a Justiça dirão —, Neymar representa uma geração de homens que, de tão infantilizados pelos que os cercam, não conhecem limites nem sabem lidar com obrigações e frustrações. Enquanto insistirmos em normalizar licenças para a inconsequência, os garotos seguirão convictos de que um puxão de orelhas e uma semana de castigo resolvem qualquer problema.

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